História Welcome to Murderville - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Scream (Série)
Personagens Audrey Jensen, Brooke Maddox, Emma Duval, Gustavo "Stavo" Acosta, Kieran Wilcox, Margaret "Maggie" Duval, Noah Foster, Personagens Originais, Xerife Michael Acosta
Tags Audrey Jensen, Bex Taylor Klaus, Scream
Exibições 57
Palavras 2.091
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~☆~

Capítulo 10 - I kissed a girl


Fanfic / Fanfiction Welcome to Murderville - Capítulo 10 - I kissed a girl

Já era sexta-feira, a aula havia acabado e eu estava indo de carro com Noah para a delegacia. Brooke e Stavo estavam indo com Emma, xerife Acosta havia nos chamado para depor.
- Não consegui dormir a noite inteira. - Noah confessou bufando.
- Nem tentei. - soltei uma risada sem graça.
Segurava com todas as forças o envelope roxo nas mãos, pensando bem no que diria e como omitiria a parte da carta em que ele citava Kieran.
Noah não sabia o que era, inventei uma desculpa qualquer sobre documentos que meu pai havia pedido para eu levar.
- Seu pai sabe sobre a Audrey? - ele perguntou de repente e eu o olhei assustada.
- Não, ainda não consegui conversar sobre o assunto, mas nem eu sei direito o que sinto e... - comecei a falar sem tomar noção das palavras e quando dei conta Noah já estava me encarando pasmo. - Não era sobre isso né? - perguntei já corando e ele riu.
- Olha só se não é a senhorita McDonell me escondendo as coisas! - fingiu ficar bravo e eu ri sem graça tentando desviar o olhar. - Duas bicuriosas e um ex virgem, seria esse nosso novo bordão? - ele brincou gargalhando e eu senti que deveria estar com as bochechas da cor do meu cabelo.
Odeio quando eu falo demais. E depois fico sem argumentos pra me explicar, mas quem liga? O foco agora era tirar a Audrey da situação que a gente havia colocado ela!
Noah estacionou em frente a delegacia e saímos rapidamente indo na direção do carro de Emma que havia acabado de chegar também.
- Vamos? - a mesma perguntou fechando a porta do carro e assentimos a seguindo para dentro.
Assim que entramos o xerife Acosta apareceu nos lançando um sorriso fraco e nos mandou sentar para esperar.
Alguns minutos depois voltou me chamando e eu levantei segurando o envelope contra o peito e seguindo o xerife até sua sala, nos sentamos e ele soltou um longo suspiro.
- Mrs. Lang disse que conversou com você ontem e suas respostas estavam desconexas. - Miguel começou a dizer e eu revirei os olhos. - Quero que saiba que não precisa ter medo e pode ser cem por cento honesta comigo! - ele me lançou um sorriso convidativo.
- Serei. - retribuí o sorriso e coloquei o envelope roxo sobre sua mesa.
- O que é isso? - perguntou curioso.
- Fui ao cinema com o pessoal e na hora do filme precisei ir ao banheiro, tinha alguém em uma das cabines então eu saí correndo procurando por Audrey e o assassino de máscara apareceu atrás de mim, enfiou a faca na minha barriga, mas eu consegui sair correndo. Fui até um corredor onde achei a Audrey e ela foi atrás do assassino com a arma, logo depois eu fui atrás dela, mas ele já havia ido embora. - tentei explicar da melhor maneira possível enquanto o xerife apenas assentia.
- Está me dizendo que a Audrey sumiu e o assassino apareceu, aí o assassino sumiu e a Audrey apareceu, certo? - ele perguntou arqueando a sobrancelha e eu engoli em seco.
Merda!
- Sim, mas ontem o assassino apareceu no colégio, veio atrás de mim novamente e a Audrey estava na sala. Os outros vão poder te confirmar isso! - afirmei sustentando o olhar firme para ele.
- Podem confirmar que você viu o assassino também? - ele estava começando a me irritar.
- Ok, quem quer que seja o assassino anda me perseguindo. Escreveu com sangue no espelho do meu banheiro que eu sou a "final girl" dele e me mandou essas fotos. - abri o envelope e lhe entreguei as fotos. - Se notar bem a Audrey está comigo em uma delas. - falei dando um sorriso vitorioso.
Ele analisou atentamente as fotos atentamente e depois sorriu brevemente.
- Ficarei com isso como prova. Pode chamar o Noah, por favor? - perguntou e eu assenti me levantando.
[...]
Já devia fazer mais de uma hora que estávamos ali esperando quando Maggie ligou para Emma pedindo que ela fosse pra casa por algum motivo desconhecido.
Como eu ainda estava nervosa com a situação de encontrar com Audrey decidi ir com Emma e pedir para ela me levar em casa, no meio do caminho enquanto falávamos sobre algum assunto aleatório Noah ligou e eu atendi no mesmo momento.
- Hey nerd. - falei e Emma pediu para que eu colocasse no viva-voz, e foi o que fiz.
- Alguma notícia? - Emma perguntou sem tirar os olhos da estrada.
- Hey meninas, ótimas notícias. Audrey foi liberada! - ele bradou do outro lado da linha.
Nós começamos a comemorar e a gritar felizes, era como se um alívio enorme tivesse tomado conta de mim!
Em me deixou em casa e se despediu antes de seguir caminho, eu não conseguia tirar o sorriso do rosto e nem o fato de estar sozinha em casa, como sempre, faria eu me desanimar!
Entrei em casa, deixei a bolsa em cima do sofá e fui para a cozinha preparar alguma coisa pra comer. Depois de comer eu subi as escadas cantarolando qualquer coisa indo em direção ao banheiro para tomar banho, mas então meu celular tocou.

"Não devia ter aberto a boca pra polícia. Pensei que você gostasse de amigos presidiários my baby girl haha! Xx"

Automaticamente lembrei do episódio no espelho do banheiro e desci as escadas correndo novamente. Peguei a bolsa em cima do sofá e saí de casa o mais rápido que podia!
Já na rua eu não fazia ideia de onde ir, então peguei o celular e sorri ao ver o primeiro nome da lista.

"Você está em casa?"

Mandei para Audrey e não demorou muito para a resposta chegar:

"Sim, estou. Por que?"

Não respondi, apenas guardei o celular e saí correndo feito uma louca pela calçada. Corri três quarteirões até chegar à casa de Audrey e toquei a campainha sem pensar duas vezes.
Um tempinho depois a porta se abriu e Audrey me olhou surpresa. Apenas sorri e acenei.
- Lari, o que faz aqui? - ela perguntou confusa.
- Estou sozinha em casa e não me sinto segura lá. - expliquei um pouco receosa com sua reação, mas ela sorriu e deu espaço na porta.
- Entra. - pediu e assim eu fiz.
Sentei no sofá jogando minha bolsa pra qualquer lado e logo depois de fechar a porta ela veio sentar-se ao meu lado.
- Já ia me esquecendo, não te agradeci por ter me tirado daquele pesadelo. - Audrey disse com um sorriso satisfatório.
Acabei por sorrir também.
- Não fiz mais do que minha obrigação como amiga. - dei de ombros e ela balançou a cabeça em concordância.
Parecia ter ficado um pouco decepcionada com algo que falei e aquilo me deixou mal, olhei para o lado e encontrei uma almofada dando sopa no sofá, sorri e a peguei tacando no braço de Audrey.
- Hey! - ela reclamou em posição de defesa, em seguida pegou outra almofada perto dela e tacou em mim. Autch!
A garota começou a rir da careta que eu fiz e quando dei por mim já estava iniciando uma guerra de almofadas com ela em pleno sofá! Quantos anos temos? Cinco?
Começamos a gargalhar feito duas malucas e ela roubou minha almofada escondendo atrás de si.
- Isso não vale! - reclamei brava, mesmo que rindo.
Tentei pegar a almofada e ela se afastou mais me obrigando a me aproximar o máximo que eu podia dela e esticar meu braço para trás dela. Quando me dei conta e a encarei percebi que estávamos a centímetros de distância uma da outra, ela alternava seu olhar entre os meus olhos e meus lábios, e eu estava fazendo o mesmo, não vou negar!
Audrey tentou se afastar, com certeza por causa da situação na biblioteca. Mas eu não podia deixar que ela se afastasse, na realidade eu tinha medo, muito medo do que estava sentindo, pois era totalmente novo pra mim, mas eu queria, e meu coração vibrava só com a nossa aproximação.
Não pensei muito e num gesto rápido acabei com a pouca distância que tinha entre nós e selei nossos lábios. Senti todo o meu corpo se eletrizar pelo toque e meu coração disparava de uma maneira inacreditável!
Quando estava pronta para intensificar o beijo ela separou nossos rostos parecendo bem surpresa, eu senti minhas bochechas queimarem e me afastei com a respiração descompassada.
- Eu posso tomar banho aqui? - perguntei de repente e ela arqueou uma sobrancelha.
- S-sim, claro. - afirmou um pouco desnorteada.
Levantei pegando minha bolsa e quando já estava no início da escada me virei para trás novamente.
- Desculpe por isso. - falei totalmente arrependida e ela me encarou com olhos repletos de igual arrependimento. Mas seria arrependimento de que?
- Lari, eu não... - a garota tentou dizer, mas eu já estava subindo apressada.
Já havia vindo em sua casa então segui um caminho rápido até o quarto dela e entrei no banheiro que tinha ali, me despi e entrei no chuveiro ligando a água quentinha que caía sobre meu corpo e causava um certo choque com as sensações que borbulhavam em meu corpo todo!
Passei o dedo indicador sobre meus lábios e abri um sorriso um tanto quanto triste ao lembrar do beijo, eu queria mais, não conseguia esconder o quanto havia gostado. Ou melhor, o quanto eu gostava dela e a queria!
Saí do chuveiro de banho tomado e me enrolei na única toalha que havia ali, sinto muito Audrey!
Lembrando que não havia trago roupas eu saí de dentro do banheiro enrolada na toalha mesmo e com os cabelos molhados caindo sobre meu rosto, esperava que Auds não brigasse por eu pegar alguma coisa dela, mas o pensamento saiu da mente assim que olhei para sua cama e notei ela ali deitada tranquilamente.
Forcei um pigarro e ela levantou um pouco assustada, ainda mais quando me olhou e se deixou ficar boquiaberta, talvez pelo fato embaraçoso de eu estar apenas de toalha!
- Cacete Lari, olha só pra você! - ela exclamou com uma expressão de desejo que me fez gargalhar.
- Desculpe, é que eu esqueci de trazer roupas e... - antes que eu pudesse terminar de falar ela já estava bem próxima de mim e passou suas mãos pela minha cintura.
- Eu sonho em te beijar desde quando ficou me encarando pela primeira vez na sala, acho que não agi da forma certa lá embaixo porque estava nervosa. - Audrey disse rindo fraco e eu sorri sentindo minhas bochechas corarem.
Não brinca! Desde aquele dia? Só de pensar eu já sentia o dom da respiração me faltar novamente!
- E não está nervosa agora? - perguntei em voz baixa.
- Não. - ela respondeu no mesmo tom e nós duas rimos.
Sem rodeios ou vergonha dessa vez nos beijamos com mais vontade, mais intensidade, eu me sentia tão bem por finalmente estar fazendo o que eu queria, mas tinha medo! Aliás, medo de que?
Quando eu ia levantar os braços para poder abraçá-la lembrei que estava só de toalha e parei o beijo rindo fraco e mordendo os lábios em seguida.
- Eu estou um pouco envergonha, se que é me entende - apontei para a toalha e ela sorriu tirando delicamente minhas mãos da borda da toalha.
- Pode se sentir confortável comigo. - a morena incentivou e eu arregalei os olhos rindo ao segurar a toalha novamente.
- Ficando nua? Meu Deus. - gargalhei tentando esconder meu total constrangimento.
- Não, ficando a vontade. Se a toalha cair é apenas um detalhe. - Audrey piscou me lançando um olhar pervertido que me fez rir.
Decidi confiar nela e deixei de segurar na toalha para entrelaçar os braços envolta do seu pescoço. E quando íamos voltar a nos beijar o celular dela tocou a fazendo revirar os olhos.
- Não vai atender? - perguntei um pouco sem jeito.
- Não pretendia. - ela riu pegando o celular. - É a Brooke. - avisou antes de atender.
Mas sua expressão empalideceu no segundo seguinte. Fiquei inquieta esperando para saber o que era até ela olhar pra mim.
- Mrs. Lang. - Audrey disse como num murmuro.
- O que tem ela? - perguntei já esperando pelo pior.
- Uma flecha perfurou sua cabeça. - meus olhos quase saltaram pra fora das órbitas ao ouvir aquilo.


Notas Finais


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