História Welcome to Murderville - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Scream (Série)
Personagens Audrey Jensen, Brooke Maddox, Emma Duval, Gustavo "Stavo" Acosta, Kieran Wilcox, Margaret "Maggie" Duval, Noah Foster, Personagens Originais, Xerife Michael Acosta
Tags Audrey Jensen, Bex Taylor Klaus, Scream
Exibições 87
Palavras 2.014
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~☆~

Capítulo 5 - Here we go again


Fanfic / Fanfiction Welcome to Murderville - Capítulo 5 - Here we go again

Já haviam se passado dois dias desde a morte de Mr. Edward. O xerife Acosta estava investigando junto com a Mrs. Duvall, e o clima no colégio parecia bastante tranquilo para um possível round três de matanças.
Talvez as pessoas já haviam se acostumado com o banho de sangue, mas eu nunca iria me acostumar e ainda me perguntava porque não tinha ido morar com a minha avó em Chicago quando tive a chance.
- Vamos ao cinema hoje? Audrey falou que vai nos deixar entrar. - Noah convidou enquanto andávamos pelo corredor.
- Claro, quem mais vai? - perguntei animada.
- Brooke, Stavo e Emma. - ele respondeu assim que os mesmos apareceram.
- Não acredito que vou segurar vela! - Emma comentou rindo.
Arqueei a sobrancelha parando em frente ao meu armário e o abrindo. Como é? Só se for pra Brooke e o Stavo.
- Que isso, você pode pegar a Audrey. - Brooke sugeriu dando de ombros e logo todos estavam gargalhando, menos eu.
Bati a porta do armário com toda a força, talvez de raiva, mas não sei o porquê. E isso chamou a atenção deles que pararam de rir.
- O que houve? - Noah perguntou assustado.
- Nada. - respondi simplesmente e dei um sorriso fraco.
- Sei que não somos um casal, eles estão só brincando. - Noah cochichou em meu ouvido e eu ri.
- Ta tudo bem, relaxa.
[...]
Já devia passar das sete horas da noite quando saí do banheiro com meu roupão de banho e o cabelo molhado enrolado numa toalha, entrei em meu quarto e coloquei o primeiro vestido que vi na frente dentro do guarda-roupa, um preto rodado com mangas longas. Em seguida peguei meu coturno preferido debaixo da cama, da cor rosa, e calcei.
Assim que tirei a toalha do cabelo ouvi um barulho de porta na parte debaixo da casa, e considerando que eu estava sozinha senti meu coração acelerar.
Corri até meu guarda-roupa novamente e peguei o taco de beisebol que eu escondia ali dentro, segurei-o com bastante força com as duas mãos e saí do quarto.
Olhei para os dois lados do corredor e segui até a escada, desci cada degrau com cuidado e silêncio, olhando atentamente para os lados mesmo que com o coração quase saindo pela boca. A porta da frente estava entreaberta.
- Merda! - murmurei baixo segurando o taco com ainda mais força e precisão.
Desci os últimos degraus e olhei para os lados novamente antes de correr até a porta, abri ela por completo e saí para a varanda fazendo uma varredura panorâmica com o olhar, apenas uma brisa fria me deixou arrepiada e eu decidi entrar novamente.
Fechei a porta e a tranquei logo em seguida, quando me virei soltei um grito alto pulando para trás, sentia meu coração tamborilar mais que escola de samba.
- Cacete pai! - bradei colocando a mão no peito.
Ele gargalhou, não acreditando na cena que estava bem a sua frente.
- Estou tão feio assim pra você tomar susto comigo? - ele questionou indignado.
- É que eu ouvi um barulho e a porta da frente tava aberta - tentei me justificar ainda assustada.
- Era eu chegando, se acalme filha. - meu pai me abraçou de leve e notando minhas roupas arqueou uma sobrancelha. - Vai sair?
- Sim, com Noah e os seus amigos. - falei sorrindo.
- Hum, Noah Foster, o mesmo que eu fui te buscar na casa dele. - Mr. McDonell me lançou um olhar malicioso.
- Pai! - lhe dei um tapa no braço e gargalhei junto a ele. - Somos apenas amigos. - afirmei subindo as escadas.
Por que todo mundo pensa isso? Não se pode mais ter amigos hoje em dia sem que seja com segundas intenções? Acho isso um ultraje.
Voltei para o quarto e enquanto secava o cabelo ouvi meu celular tocando em cima da penteadeira, eram duas mensagens. Abri a primeira que era de Noah:

"Chego em cinco minutos :D"

Sorri e coloquei o secador na mesa para responder.

"Okay, estou esperando"

Antes de voltar a pegar o secador resolvi chegar a outra mensagem e meu corpo todo estremeceu ao ver número desconhecido na tela.

"Aproveite enquanto pode o filme com os amiguinhos. Uma hora eles vão descobrir que você é uma mentirosa! Xx"

Engoli em seco e virei a tela do celular pra baixo. Contraí os lábios enquanto encarava meu reflexo no espelho. O medo não podia tomar conta de mim, eu não podia dar esse gostinho pra quem quer que fosse!
Terminei de me arrumar a tempo de ouvir a campainha. Desci correndo e meu pai já havia aberto a porta, parecia estar batendo papo com Noah e Stavo.
- Dois? Minha filha, quando eu disse que você precisava namorar não era pra ir tão fundo! - papai brincou me deixando corada.
- O que? Que história é essa, Stavo? - Brooke também surgiu na porta e todos rimos.
- Amigos papai, apenas amigos. - repeti a mesma frase de antes e ele assentiu mesmo que ainda desconfiado.
- Não volte tão tarde. - aconselhou.
- Como o senhor quiser. - sorri lhe dando um beijo na bocheche e saindo.
- Boa noite Mr. McDonell. - Noah, Stavo e Brooke disseram juntos.
- Boa noite e divirtam-se! - papai disse antes de fechar a porta.
Caminhamos até o carro de Emma que estava estacionado em frente minha casa e entramos, eu na frente e Noah atrás com o casal.
- Boa noite, Lari! - Emma sorriu ligando o carro.
- Boa noite. - sorri de volta.
- Ahm... Lari, Noah disse que você está linda! - Brooke bradou entre risos e eu corei.
- Que - Noah já ia tentando se explicar quando Stavo tapou sua boca.
- Na verdade ele acha que você é linda sempre! - o moreno afirmou fazendo Brooke rir mais ainda assim como Emma.
Também gargalhei e virei para trás tirando a mão de Stavo da boca de Noah, o garoto estava vermelho.
- Obrigada nerd. - agradeci sorrindo ele retribuiu o sorriso.
Aquela zoação nunca iria acabar? Quando eles iriam entender que na frase "apenas amigos" o sujeito está falando sério??!
Alguns quilômetros depois Emma estacionou numa vaga vazia perto do cinema e nós descemos entrando no local.
- Olha lá ela. - Noah apontou para Audrey no balcão e foi até lá. - Boa noite bicuriosa. - sorriu.
- Fala aí ex virgem. - Audrey riu assim como todos nós.
- Podemos entrar? - Emma perguntou.
- Claro, a sessão já começou. - ela apontou para a porta.
- E a pipoca gente? - Stavo perguntou indignado.
Compramos pipoca e refri, e logo depois entramos na sala de cinema, sentamos em uma das fileiras do meio e eu optei por sentar na beirada.
Era uma refilmagem de "A Bruxa de Blair", gosto muito do filme antigo, mas aquele estava horrível!
Olhei para o lado e Noah estava fazendo caretas horríveis, pelo visto também não estava gostando, ao lado dele Stavo e Brooke já estavam se pegando, já Emma prestava atenção no filme de forma normal.
- Eles acham que o filme de terror se faz apenas de sustos? - Noah sussurrou para mim e eu ri baixo.
- Com certeza, olha só pra esse enredo, sem nada novo empolgante! - reclamei também em voz baixa.
- E são sempre os mesmos erros idiotas, alguém tem que se desgrudar do grupo pra algo acontecer. - o nerd comentou indignado e eu assenti tão indignada quanto.
- Já volto, vou ao banheiro. - disse perto do ouvido dele e o mesmo assentiu antes de eu me levantar do banco.
Saí da sala de cinema e olhei envolta procurando por Audrey, mas a entrada e recepção estavam totalmente vazias.
Fui a passos rápidos para o banheiro feminino e entrei em umas cabines, quando fechei a portinha jurei ter ouvido barulho de trinco e me assustei.
Um conselho: não vá ao banheiro do cinema sozinha quando for ver um filme de terror, esse conselho vira uma ordem se você mora em Lakewood.
Saí da cabine e fui até a pia sempre olhando para os lados como uma paranóica, quando fechei a torneira ouvi uma das portas da cabine batendo, senti o coração palpitando rápido e saí correndo do banheiro o mais rápido que podia!
Tudo ainda estava vazio e no maior silêncio. Me aproximei da bancada onde Audrey costuma atender e impulsionei meu corpo para cima um pouco a fim de olhar ali dentro procurando por ela.
- É, a garota sumiu. - declarei endireitando meu corpo novamente.
Soltei um longo suspiro e me virei para frente pronta para voltar à sala. Mas assim que virei senti um frio na espinha com a imagem em minha frente, aquela maldita máscara e a capa preta! Arregalei os olhos com o coração quase saindo pela boca.
Tentei no mesmo momento sair correndo para o outro lado, mas quando me dei conta ele já havia enfiado uma faca em minha barriga!
Gritei agonizando de dor e assim que ele tirou a faca eu levei uma das mãos até o corte já sangrando bastante, mesmo cambaleando de dor eu me virei para trás e saí correndo assustada.
Várias coisas passavam pela minha cabeça e no momento eu realmente não estava preparada para morrer!
- Socorro! - gritei o mais alto que podia, tentando não cair e segurando meu corte.
Entrei num corredor que dava para os fundos do cinema e já não enxergava mais nada na minha frente. Quando sentir alguém parar em minha frente e me segurar eu apenas gritei o máximo que podia e tentei me soltar, mas a pessoa me abraçou.
- Ei, ei, ei, calma, sou eu, Audrey, calma! - aquela voz me reconfortou de um jeito que eu nunca achei possível.
Nunca pensei que ficaria tão feliz em ver Audrey na minha frente. Lágrimas começaram a escorrer por meus olhos e eu tentei puxá-la para correr dali, eu estava desesperada em estado de pânico.
- Temos que sair daqui! O assassino, ele... - tentei dizer, mas ela não me seguia, apenas me puxou pelo braço novamente nos fazendo ficar próximas.
- Ele está aqui? - perguntou baixo, mas dava pra notar a raiva exasperando em sua voz. Assenti com um gesto de cabeça.
Audrey sacou uma arma da cintura me deixando embasbacada e ainda mais apavorada, em seguida fez um gesto para que eu permanecesse ali ensaiu correndo para o hall de entrada do lugar.
Resolvi obedecer e fiquei parada ali com todo o meu corpo tremendo, olhei para a mão em minha barriga e percebi que estava sangrando muito, não podia mais ficar ali!
Corri para onde a Audrey havia ido e quando cheguei perto da recepção ela estava alternando o olhar de um lado para o outro procurando pelo assassino que não estava mais ali.
- Ele já fugiu. - a morena informou, me deixando pelo menos um pouco mais tranquila.
Ela guardou a arma na cintura novamente e quando me encarou finalmente passou os olhos pela minha barriga e arregalou os olhos vendo todo o sangue. Correu até mim e me segurou pelos ombros parecendo apavorada.
- Precisamos te levar a um hospital agora mesmo! - Audrey exclamou e eu assenti.
- Por favor.
- Vai ficar tudo bem, quer que eu chame os outros primeiro?
- Não, não precisa, quero ir só com você. - pedi a deixando um pouco surpresa e sem reação, mas apenas assentiu.
A garota passou meu braço por cima de seu ombro e me levou o mais rápido que podia para fora dali, fomos até seu carro e ela o abriu para que eu pudesse sentar no banco da frente, ela entrou do outro lado rapidamente e pisou no acelerador.
- Isso é culpa minha Lari, me desculpa! - Audrey disse com uma expressão triste de doer o coração.
- Por que diz isso? - perguntei sem entender nada.
- O assassino havia me ligado antes.


Notas Finais


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