História Welcome to Murderville - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Scream (Série)
Personagens Audrey Jensen, Brooke Maddox, Emma Duval, Gustavo "Stavo" Acosta, Kieran Wilcox, Margaret "Maggie" Duval, Noah Foster, Personagens Originais, Xerife Michael Acosta
Tags Audrey Jensen, Bex Taylor Klaus, Scream
Exibições 60
Palavras 1.474
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~☆~

Capítulo 6 - Hello Lier


Fanfic / Fanfiction Welcome to Murderville - Capítulo 6 - Hello Lier

Abri os olhos lentamente sentindo uma dor irritante ainda me incomodando em minha barriga. Levei a mão até o lugar enfaixado no mesmo momento e gemi baixo tentando me endireitar na cama, olhei em volta percebendo que estava num quarto de hospital recebendo soro na veia. Odeio isso.
- Finalmente acordou. - Audrey levantou de uma poltrona ao lado da cama e foi até mim sorrindo.
- Eu desmaiei no caminho? - perguntei confusa e ela assentiu.
- Quase me matou do coração, não faça mais isso! - ela brigou ficando séria e eu abri um sorriso sentindo meu coração acelerar.
- Ficou preocupada comigo senhorita Jensen? - brinquei e ela revirou os olhos.
- Imagina que prejuízo para a minha vida se uma garota morresse no meu carro. - a garota disse também em tom de brincadeira e nós duas rimos.
Depois de um tempo em silêncio, em que ela olhava insistentemente para minha barriga enfaixada, eu engoli em seco e sorri novamente.
- Obrigada! - falei baixo, mas o suficiente para que ela ouvisse e me encarasse assentindo com um sorriso.
[...]
Já de madrugada o médico me liberou e eu implorei para que não ligasse para o meu pai, ele já tinha muita dor de cabeça sendo prefeito da cidade preferida dos serial killers, saber que sua filha havia sido atacada por um deles seria muita preocupação desnecessária. Afinal eu estava bem, certo? Certo.
Audrey me levou de carro até a entrada da minha casa, passamos o caminho inteiro conversando coisas aleatórias e por incrível que pareça estávamos noa dando bem.
- Ok, tivemos péssimos pré-julgamentos uma da outra! - declarei rindo e ela assentiu erguendo as sobrancelhas e me olhando antes de abrir a porta do carro e sair. Deu a volta e antes que eu abrisse a do meu lado ela já havia feito.
- Você é legal ruivinha. - Audrey se apoiou por cima da porta do carro esperando eu descer. - Agora eu apoio você com o Noah. - ela completou sorrindo fraco.
Enquanto eu descia acabei por engasgar com minha própria saliva e a encarei de olhos arregalados antes de soltar uma gargalhada alta. O que a deixou com uma expressão confusa.
- É incrível como todos vocês nos apóiam como um casal enquanto estamos de boas sendo apenas amigos! - exclamei balançando a cabeça em negação e ela fecho a porta.
- Bom, mas ele gosta de você. - a morena deu de ombros com as mãos no bolso, me seguindo até a porta da minha casa.
- Não, ele não gosta de mim desse jeito e nem eu dele! - tentei realçar o máximo que podia a afirmativa.
Audrey apenas assentiu e abriu um pequeno sorriso quando já estávamos de frente uma para a outra na porta. O sorriso dela é tão lindo...
- Seu sorriso é lindo. - deixei que as palavras acabassem escapando por minha boca e tapei a mesma enquanto ela me encarava surpresa.
- Isso foi uma cantada? - a garota perguntou quase rindo.
- Não curto meninas, mas você adoraria. - brinquei e nós duas rimos.
- Nunca diga antes de provar. - ela piscou, bem próxima de mim e eu senti meu coração disparar novamente.
Em seguida saiu andando de volta para seu carro. Sem dizer tchau e nem nada, apenas entrou no mesmo e foi embora me deixando plantada ali com as bochechas coradas.
Abri a porta com o maior cuidado e subi as escadas na ponta do pé para não acordar meu pai, assim que entrei em meu quarto apenas me joguei na cama e gemi baixo ainda sentindo dor no corte.
Fiquei encarando o teto e pensando no que Audrey havia falado comigo na porta, e a reação que aquilo havia causado em mim. Eu definitivamente não sabia o que pensar e nem noção do que estava acontecendo.
[...]
- Como assim você foi atacada??!! - Noah praticamente berrou.
Eu e Audrey fizemos "shhhh" no mesmo momento, afinal muitas pessoas frequentavam a loja.
- Você não deveria estar trabalhando ali no balcão? - Audrey lhe deu um tapa no braço e o garoto bufou se levantando do sofá em que estávamos sentados.
- Não posso trabalhar com uma informação dessas pra processar. Por que não me chamou? - ele perguntou para mim.
- Não queria preocupar ninguém. - respondi em voz baixa.
- Não queria preocupar?? Lari você levou uma facada do assassino!!! - Noah estava em estado de pânico.
- O assassino não quer me matar e sim me assustar. - afirmei e ele riu incrédulo.
- Por enquanto, serial killers não costumam gostar de deixar sobreviventes. - ele retrucou bravo. Audrey apenas observava.
- Eu sei, mas... Sei lá, ele parece querer alguma coisa comigo. - disse dando de ombros e os dois me encararam atônitos.
- Os dois últimos perseguiram a Emma por causa do Brandon James e a Daisy. Porque perseguiriam você? - Noah voltou a ficar atrás de seu balcão, com certeza já criando mil teorias em sua mente.
No mesmo momento Kieran veio em meu pensamento, eu fazia visitas frequentes pra ele no verão. Queria entender porque ele havia feito aquilo tudo e no começo as respostas eram totalmente frias e sarcásticas, ele sentia gosto em me contar com detalhes como matou cada um deles.
Com o tempo começamos a dividir nossas mágoas sobre os seis de Lakewood e quando eu percebi que estava me aproximando demais resolvi me afastar e parar com as visitas.
Quem quer que fosse o novo serial killer, pode ter relação com isso. Mas não posso contar para eles sobre isso, o que vão pensar de saber que eu tinha conversas frequentes com o assassino que matou várias pessoas que tanto eles quanto eu mesma amava?!
- Eu não faço ideia. - dei de ombros fingindo tranquilidade.
- Precisamos descobrir mais sobre isso antes que outros ataques aconteçam! - Audrey afirmou e tanto eu quanto Noah concordamos assentindo.
- The bicurious and the virgin estão de volta! - o nerd disse com total empolgação e um sorriso enorme no rosto que Audrey logo retribuiu.
- Precisamos de um codinome pra você. - a garota se virou para mim e Noah balançou a cabeça em concordância.
- Não, não, não. Não quero me meter no legado da dupla imbatível, sou apenas a terceira integrante enxerida. - brinquei rindo.
[...]
Antes de anoitecer eu fui embora direto para casa. Papai estava na prefeitura totalmente atarefado com o assassinato de Mr. Edward, como sempre, então eu teria a noite inteira sozinha em casa pra fazer vários nadas!
Assim que cheguei na entrada da frente vi as entregas do carteiro debaixo da porta e peguei as diversas cartas antes de entrar pra dentro de casa.
Joguei minha bolsa no sofá e fui para a cozinha planejando comer algo enquanto folheava as cartas em minha mão, até chegar em um envelope roxo com meu nome escrito em letras grandes.
- Mas que isso? - questionei em voz alta.
Coloquei as outras cartas no balcão da cozinha e abri o envelope roxo onde continha uma carta dentro. Desdobrei o papel bastante curiosa e receosa.

"Olá mentirosa. Até quando esconderá de seus novos amiguinhos que você também é amiga do assassino que eles tanto odeiam? Se preferir eu posso contar por você.

PS.: Espero que tenha gostado do nosso encontro ontem, teremos muitos outros. Inclusive todos os seus amigos terão, não posso garantir que tenham a mesma sorte que você. Passar bem, por enquanto. Xx"

Senti minhas mãos tremerem ao segurar com mais força que o suficiente o papel, tanto que o mesmo estava se amassando.
Meu coração estava descompassado, mas mesmo assim resolvi tirar o que ainda restava de dentro do envelove, algumas fotos. A primeira era minha na frente da minha casa ontem segurando o bastão de baisebol, minhas pernas bambearam e fiquei boquiaberta.
Passei para a foto seguinte, eu de costas na pia do banheiro do cinema, pelo ângulo certamente havia sido tirada de dentro de uma das cabines.
- Oh meu Deus. - murmurei sentindo todo o meu corpo tremer.
Fui para a próxima, minha e da Audrey paradas na entrada da minha casa na noite anterior, próxima demais, mas não tão próxima quando a seguinte.
Essa era apenas minha também, dormindo na minha cama nessa mesma noite, tirada de dentro do meu quarto.
Minhas mãos não aguentavam mais ter firmeza e eu derrubei todas as fotos com envelope e carta no chão. Estava apavorada, em completo estado de pânico! Olhei para os lados, dando voltas em torno de mim mesma, procurando por algo ou alguém, qualquer coisa fora do normal.
Eu estava sendo observada, reclamei tanto de passar os últimos dois anos totalmente invisível, e vejam só, agora eu era o foco principal do assassino!


Notas Finais


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