História Welcome to my dream world - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Dreamcatcher
Personagens Dami, Gahyeon, Handong, JiU, Personagens Originais, Siyeon, SuA, Yoohyeon
Tags Bora, Chase Me, Dami, Dreamcarcher, Gahyeon, Goodnight, Handong, Jiu, Jiyoo, Siyeon, Sua, Yoobin, Yoojeong
Visualizações 12
Palavras 2.297
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Apoliom


Fanfic / Fanfiction Welcome to my dream world - Capítulo 4 - Apoliom

Todas as vezes em que Handong ia à cidade, Donghoon estava lá, esperando por ela. Se ela o ignorava, ele a seguia para onde quer que ela fosse. As pessoas já haviam começado à cochichar, à comentar todas as vezes que os viam juntos. Handong detestava a atenção súbita que tinha ganhado, mas com o tempo começou à gostar da companhia. Sua guarda foi baixada dia após dia até ela se abrir por completo à possibilidade. Eles passaram a se encontrar todos os dias depois de Handong ir à cidade e conversavam por horas. Ela tinha ficado feliz em saber que existia alguém que não à via como uma aberração, que não precisava se preocupar se ia lhe fazer mal. Depois de passado um ano a relação dos dois estava forte e ambos começaram a perceber que seus sentimentos iam além da amizade. As garotas apoiavam, para elas era quase como um conto de fadas e poder estar no meio daquela história era um privilégio. Ele não sabia da existência delas, Handong evitava entrar em detalhes sobre sua vida, mesmo que confiasse nele, ele ainda era humano. Mas as garotas sabiam de cada detalhe e ficavam fascinadas à cada vez que Handong contava sobre seu dia.

Em um de seus encontros na floresta Handong reparou que Donghoon estava diferente, receoso, mas resolveu ignorar.

Os dois costumavam subir em uma grande árvore e observar a vista lá de cima. Podiam ver a cidade inteira, mas a casa das garotas não podia ser vista dali, então não havia problema. Enquanto olhavam para a cidade ao longe, Donghoon se preparou para dizer algo, suas mãos suavam frio, não sabia como ela iria reagir.

- Handong... Preciso te contar uma coisa.

- Está nervoso por que? Sabe que eu não mordo... Não mais.

Ele riu, sem graça.

- O assunto é sério, não posso mais adiar.

- Está me deixando preocupada agora. O que é?

- Não sei como te dizer isso... Não existe um jeito fácil...

- Pare de fazer rodeios e diga.

Ele a fitou por um momento e suspirou.

- Estou noivo.

Ele pensou que ela diria algo, que iria protestar, mas ela apenas pulou da árvore e começou a andar para longe. Donghoon detestava quando ela fazia aquilo, para ele descer da árvore era sempre mais complicado, ela era enorme e demorava um tempo até conseguir chegar ao chão. Se não conhecesse bem Handong, não teria tido a oportunidade de explicar, pois já a tinha perdido de vista. Mas sabia para onde ela tinha ido.

Ao chegar na clareira a viu encolhida, encostada em uma árvore. Ela soluçava, nunca à tinha visto chorar.

- Handong.

Disse cuidadoso.

- Vá embora.

- Não.

- Eu estou com a minha varinha, você sabe o que eu posso fazer.

- Mas não vai.

Sentou-se na frente dela sem se aproximar muito, respeitando seu espaço.

- Não fui eu quem quis esse noivado, é arranjado.

- Você deveria ter dito que não queria.

- Mas eu não tive escolha.

- Ela é bonita?

Disse baixinho.

- Sim, não vou mentir. Mas isso não importa, eu não gosto dela... E acho você muito mais bonita...

Handong se levantou.

- Onde você vai?

- Para casa.

- Está zangada comigo, não está?!

Ela enxugou as lagrimas e passou por ele sem dizer uma palavra. Ele não tentou ir atrás dela, achou melhor deixá-la respirar, pensar. Esperava que ela não pensasse mal dele, não havia mentido, realmente não queria aquele noivado. Aquele casamento só aconteceria por interesses financeiros, isso se acontecesse.

Enquanto voltava para casa viu sua mais nova noiva rodeada de rapazes, todos os homens solteiros da cidade queriam ter a sorte que ele teve. Mas para Donghoon isso parecia mais com um carma, todos os que o viam o felicitavam pelo noivado, mas ele estava longe de estar feliz. Chanmi parecia confortável com a situação, aparentemente adorava toda aquela bajulação. Ao avistar Donghoon, acenou de longe e se despediu das amigas e do pequeno amontoado de rapazes.

- Olá, noivo!

Disse jogando os braços ao redor do pescoço de Donghoon e lhe dando um pequeno beijo na bochecha, mas ele tirou suas mãos rapidamente. Todos ficaram chocados, não era normal todo aquele contato físico em público e ainda mais antes do casamento. As garotas davam risinhos abafados com as mãos na boca e os rapazes suspiravam de inveja.

Chanmi ficou sem graça pela rejeição de Donghoon mas disfarçou com um sorriso.

- Onde estava?

- Não acho que te interesse.

- É claro que interessa, você é meu futuro marido, quero saber tudo de você.

- Claro... Mas não esteja tão certa de que esse casamento vai acontecer!

Ela franziu a testa, contrariada.

- Por que não aconteceria?

- Qualquer um seria feliz em ser seu noivo, mas eu não quero casar por obrigação.

- Ah, vamos lá, não é tão difícil assim gostar de mim. Nosso casamento vai ser perfeito e todos vão ganhar com isso.

- Nem todos.

Disse ele se afastando, retomando o caminho para casa.

As amigas de Chanmi se aproximaram assim que perderam Donghoon de vista.

- Não está preocupada?

- Nem um pouco.

- Mas deveria estar...

Chanmi encarou a amiga e levantou uma sobrancelha, não entendendo onde ela queria chegar com aquilo.

- Nunca ouviu falar da garota misteriosa?

- Eu devia ter ouvido?!

- Ela só aparece na cidade uma ou duas vezes por semana, é discreta, raramente troca alguma palavra com alguém. Ninguém sabe onde ela vive, com certeza não é aqui na cidade pois nunca à víamos por aí. Mas é impossível confundi-la, ela está sempre usando uma capa preta em cima do vestido.

- E onde exatamente eu entro nessa história?

- Ultimamente ela tem aparecido na companhia do Donghoon, ele à acompanha onde quer que ela for. Como eles se conheceram, não me pergunte. Mas a cidade inteira não para de falar nisso.

O rosto de Chanmi começou a ficar vermelho, acontecia toda vez que estava com raiva. Ela não sabia lidar com alguém que a rejeitasse, isso nunca tinha acontecido. Pertencia à uma família chaebol e sua beleza sempre fora admirada por todos, a rejeição não era algo comum e muito menos aceitável.

- Isso não vai ficar assim...

Quando já era tarde, Donghoon ouviu uma pequena batida na sua janela. Se estivesse dormindo nem a teria ouvido, tinha sido delicada e baixa. Viu algo branco do lado de fora, era aquilo que estava batendo, mas não sabia o que era. Abriu a janela por curiosidade e algo entrou voando. Donghoon percebeu que tratava de um origami, mas ele voava como um pássaro. Sabia quem seria a única pessoa à mandar algo assim.

Pegou o origami e desdobrou. Era uma mensagem que dizia: “Precisamos conversar, saia, estou esperando”. Uma sensação de alívio percorreu todo seu corpo.

Desceu as escadas cuidadoso e abriu a porta de forma delicada, cuidando para que não fizesse nenhum barulho. Quando saiu, procurou por Handong, mas não à achou.

Um assobio o fez olhar para cima, então à viu sentada em um galho, no alto de uma árvore. Ele suspirou, com certeza demoraria algum tempo para chegar lá em cima. Handong tirou a varinha de dentro do vestido e a sacudiu, mostrando para Donghoon, que sorriu.

Chanmi observava de longe, escondida atrás de um carro, e viu quando Donghoon levitou até se sentar ao lado da garota no topo da árvore. Sabia que ela tinha feito aquilo, viu a varinha na mão dela, mas não estava com medo. Pelo contrário, estava com raiva.

Tinha saído sorrateiramente de casa sem que ninguém visse, vestindo uma capa preta, ignorando o quanto detestava aquela cor. Mas precisava ser discreta o máximo que pudesse. Esperava não ver nada demais, desejava não ver nada.

Eles conversaram por alguns minutos, pareciam estar discutindo. Depois de um tempo nada acontecia, não conseguia ver claramente, e da distância em que estava Chanmi não conseguia ouvi-los. Em determinada hora conseguia ver apenas suas silhuetas, viu quando eles se aproximaram mais e mais, quando se beijaram algo mudou dentro dela. Sentiu algo que não sabia que sentia, parecia que algo se quebrava dentro dela. Gostava dele, mas nem ao menos sabia, não antes de se sentir magoada. Se sentia traída. Não quis continuar ali e se sentir ainda pior, mas aguentou. Quando Handong e Donghoon se despediram, Chanmi à seguiu cuidadosamente. Viu quando ela entrou na floresta, mas por mais corajosa que fosse, entrar na floresta à noite não era uma boa ideia. Mas ficou olhando Handong se afastar, até perder a luz que emanava da varinha de vista.

Quando foi embora, já sabia o que tinha que fazer.

Pela manhã algumas das garotas suspiravam envolta de Handong enquanto ela contava sobre seu primeiro beijo. Faziam várias perguntas que pareciam nunca ter fim, Handong estava começando a se arrepender de ter tocado no assunto. No mesmo momento que Handong suspirou, Yoobin chegou do porão carregando uma maleta. Todas ficaram animadas, já sabiam do que se tratava.

- Olhem o que acabou de ganhar vida!

- São as fotos, não são?!

Disse Gahyeon batendo palminhas, animada.

- O que você acha?!

Sorriu.

- Nunca pensei que algum dia eu tiraria uma foto ou ao menos chegaria perto de uma câmera!

Disse checando as fotos.

- Ficaram ótimas!

- Com certeza deveríamos tirar mais.

Disse Jiyoo animada.

- Esperem aí. Deu muito trabalho para revelar essas, vamos com calma.

Yoohyeon passou apressada pelas garotas na sala, todas à olharam de forma estranha, não entendendo sua pressa. Como se tivesse se lembrado de algo, ela deu meia volta e levantou no ar o livro de feitiços.

- Desenvolvi um ótimo feitiço e se der certo, vai resolver nossos problemas. Mas preciso de alguém para ir comigo, não dá para fazer isso sozinha.

- EU VOU! - Gritou Siyeon, levantando o braço, antes que qualquer uma pudesse dizer algo. – Estou louca para sair um pouco dessa casa!

- E o que exatamente você desenvolveu?!

Perguntou Bora.

- Um escudo, para proteger a casa. Se funcionar, nunca mais vamos ter que nos preocupar.

- E ficaríamos presas aqui?!

Gahyeon ficava desanimada apenas com a ideia.

- Não, mas os humanos ficariam ao lado de fora.

Uma ponta de esperança surgiu no coração de cada uma das garotas, o que mais queriam era tranquilidade. Não terem que estar sempre paranoicas e alertas.

Yoojeong e Siyeon pegaram suas capas e saíram apressadas. E acima de tudo, determinadas à fazer tudo dar certo.

- QUANDO CHEGAREM VAMOS EMOLDURAR AS FOTOS!

Gritou Yoobin o mais alto que pôde.

Yoojeong e Siyeon passaram o dia inteiro coletando e organizando os ingredientes para o feitiço. Quando o sol começou a se pôr, as duas começaram a cocar adornos de madeira nas árvores em volta da casa, elas marcariam o limite do escudo. Quando todos estavam em seus devidos lugares, seria a hora de começar o ritual.

- Você tem certeza que vai funcionar?

- Não, mas espero que funcione. É a nossa melhor chance.

Assim que escureceu, colocaram o livro entre elas e em volta os ingredientes. Começaram à dizer o feitiço repetidamente, sem pausa. Conforme iam dizendo, o feitiço aparecia no livro. Quando estavam prestes a dizer pela última vez, um barulho na mata às interrompeu e as fez se assustar. O feitiço no livro também parou e desapareceu. O livro não escrevia feitiços incompletos. O que tinham ouvido não era um simples farfalhar de folhas e muito menos barulhos de animais, era diferente. Não muito tempo depois, viram vários pontos de luz ao fundo da floresta e um cheiro de fumaça começou a subir. Vozes ficaram cada vez mais e mais altas, pareciam zangadas.

Yoohyeon recolheu o livro rapidamente e Siyeon os ingredientes. Precisavam se apressar, tinham que avisar às outras. Se o feitiço não tivesse sido interrompido, não precisariam estar correndo, ofegantes, desesperadas, com medo. No meio da correria Yooheong deixou o livro cair, só percebeu mais à frente quando tocou sua capa e não o sentiu.

- O livro caiu, preciso voltar e pegar!

Disse já se virando para buscá-lo, mas Siyeon segurou seu pulso, a impedindo.

- Não dá tempo!

Yoohyeon pensou em descartar o que a amiga tinha dito, mas optou pelo bom senso.

O povo da cidade era tranquilo, não gostava de confusões e muito menos de se arriscar. Mas foi apenas Chanmi fazer alguns cortes nas pernas e nos braços e dizer que tinha sido a bruxa que morava depois da floresta que todos ficaram irados. Enquanto as bruxas vivessem sem prejudicá-los, não se importavam em fingir que elas não estavam ali, entre eles. Mas quando tocavam em um dos seus, não havia outra opção. Sabiam que a garota da capa preta era estranha, mas não imaginaram que podia se tratar de uma bruxa. E naquela hora, se sentiram traídos de alguma forma.

Enquanto atravessavam a floresta, Chanmi ia ao fundo, querendo se manter o mais longe possível do tumulto. Não estava acostumada à longas caminhadas, não com os sapatos que usava, então se apoiou em uma árvore para descansar. Enquanto recuperava o fôlego, viu algo brilhar no chão, parecia metal. Ao se aproximar, viu se tratar de um livro, estava envolto por correntes e um pingente em forma de caveira, mas não pareciam ser difíceis de retirar. Seus olhos brilharam por um segundo, e ao invés de seguir caminho com o resto da cidade, decidiu voltar para casa. Tinha algo melhor para fazer.

Yoohyeon e Syeon chegaram à casa ofegantes. As garotas estavam no andar de cima, conversando animadamente no quarto. Quando viram as duas amigas chegarem correndo e seu olhar assustado, parecia que já podiam sentir o que estava prestes a acontecer.

- Eles estão vindo!


Notas Finais


Galerinha, não sei se vocês perceberam mas, geralmente nas histórias pessoas tornam-se bruxas. Mas na minha fanfic não há jeito de tornar-se um/uma. As pessoas já nascem com isso no DNA, é por isso que as meninas são caçadas como animais. Não há jeito de esconder a natureza mágica que tem dentro delas, uma hora ela se manifesta, então elas precisam fugir.
Então talvez vocês tenham uma surpresa no próximo capítulo... Ou não... Não sei ~Mistério
Alguma teoria? Haha


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