História Welcome To My Life - Capítulo 32


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Connor Stoll, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Personagens Originais, Travis Stoll
Tags Drama, Heróis Do Olimpo, Leo Valdez, Nico Di Angelo, Os Olimpianos, Percy Jackson, Romance, Travis Stoll
Exibições 41
Palavras 2.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HEEEY EVERYBODY!

Boa Leitura

Capítulo 32 - Olympus?


realmente rápido as coisas se passam. Em um momento eu estava lá, esperando que o eclipse acabasse, e no outro eu já estava inconsciente novamente. As últimas coisas que ouvi foram os ruídos das batalhas ao meu redor, os gritos dos meus amigos. Mal entendi o que aconteceu, a agora que eu estava recobrando a consciência, só rezava para não acordar no mundo inferior, mortinha da Silva. E também para Hélio e Selene não tivessem vencido Ártemis e Apolo.

Quando comecei a acordar, me espreguicei e percebi que eu não estava mais no chão, mas sim em um colchão extremamente macio, coberta com alguma coisa suave como seda e um travesseiro que parecia ser de penas de ganso. Talvez eu tenha morrido e ido para os Campos Elísios.

 Tentei abrir os olhos, com certo custo, e quando abri os olhos vi um teto branco de mármore, janelas com mosaicos coloridos e um lustre de cristal enorme. E fiquei ainda mais confusa, nunca tinha visto nada como aquilo. Me sentei na cama, e percebi que era uma grande cama redonda com lençóis de seda, era tão confortável que quase incomodava. Levantei da cama e olhei para as minhas pernas nuas. Não fazia sentido, tinha certeza que eu estava de calças. E agora eu estava vestindo uma camisola branca de seda, e eu estava me sentindo tão limpa como se tivesse sido lavada com sabão em pó. Meus ferimentos estavam curados, só finas cicatrizes como lembrança.

Olhei ao redor do quarto, era espaçoso demais, com cortinas e tapeçarias elegantes, móveis caros e antigos, parecia o quarto de uma princesa. Enquanto eu avaliava tudo, uma das duas portas se abriu e eu quase gritei quando uma ninfa entrou, carregando uma bandeja com frutas, pão e queijo e um copo de suco.

- Finalmente tu acordaste, milady ficara feliz. – Ela pareceu satisfeita, enquanto repousava a bandeja em minha cama e eu fiquei ainda mais confusa. – Seu banho já está pronto, e trarei suas vestes, fique tranquila e tome vosso banho.

- Aonde? – Perguntei confusa e ela foi até uma porta, abrindo-a com suas mãos esverdeadas, apontando para um banheiro imaculadamente limpo e todo em tons de mármore e dourado. Tinha uma banheira enorme cheia de espuma, e eu me perguntei quem faria isso por mim, e o que estava acontecendo.

- Onde eu estou? – Perguntei confusa.

- Coma, tome vosso banho e milady irá vê-la, não posso responder mais nada. – A ninfa me estendeu uma toalha felpuda e caminhou depressa para fora do quarto. Pensei em seguir atrás, mas algo no tom de voz dela me dizia que eu deveria fazer o que ela tinha dito. E provavelmente não custaria nada.  Mas eu não sabia onde estava, e muito menos o que tinha acontecido com meus amigos. Não era hora de relaxar em uma banheira comendo uvas.

Olhei pelo quarto á procura de minhas roupas, mas não encontrei nada. Queria achar meu canivete, precisava de Astéri comigo. Olhei por todo canto, e sacudi os lençóis da cama. Vi um brilho cor de bronze voando e vi meu canivete cair no chão, peguei-o e olhei para porta. Não sabia o quão seguro seria sair, mas eu fui até lá mesmo assim.

Abri a porta, e não sabia se estava surpresa ou não por ela não estar trancada. Sai pelo corredor, observando as paredes de mármore com tapeçarias elegantes com tons de vermelho escuro e dourado. Tinham quadros mitológicos ao longo do caminho, e uma dezena de portas pelo corredor, e como eu não quis abrir uma por uma, apenas seguir reto. Passei na frente de um espelho e parei para olhar. Meu rosto estava livre de manchas de fuligem ou qualquer coisa, meu cabelo estava limpo e caindo longo pelas minhas costas. Estava impressionantemente menos danificado do que eu me lembrava dos vários dias sem lavar e pentear direito. Eu precisava descobrir logo onde estava e quem teve o trabalho de me deixar limpa. Fiquei pensando se alguém poderia ter me dado um banho e eu não ter acordado. Parecia insano demais.

Continuei andando até o final do corredor onde encontrei uma escada que descia para um enorme Hall de entrada. Tudo era espalhafatosamente bem decorado, e um painel de vidro mostrava a parte de fora, para a rua, e era diferente de qualquer lugar que eu já tivesse visto, não era comum.

- Vejo que acordou, mas não seguiu as instruções de Corina. – Olhei para baixo quando ouvi a voz, e vi a dona dela. Era bonita. Imensamente bonita, com um corpo cheio de curvas, cabelos dourado queimado em um penteado adornado com pequenas tranças e um vestido laranja coral com uma fenda na perna. Os olhos eram uma confusão de cores, talvez azuis, talvez verdes, talvez castanhos. Não dava pra saber. Mas dava pra saber de quem se tratava ali.

- Lady Afrodite. – Falei, lembrando-se de como se dirigiam aos deuses. – Me desculpe, eu só queria saber onde estava e encontrar meus amigos.

- Sei que as intenções foram boas. – Ela disse e fez um gesto com as mãos. – Desça e venha jantar comigo, tenho certeza de que não comeu.

Desci quase como se os meus pés me levassem até ela, que começou caminhar até a próxima porta. Ela exalava um tipo estranho de poder, uma beleza radiante demais, como uma estrela, intocável.

- Me desculpe novamente Afrodite, mas onde estamos? – Perguntei sem tentar ser rude. Lidar com deuses me deixava vulnerável, com a sensação de estar exposta, e a deusa do amor agia como se soubesse todos os meus segredos mais profundos.

- Ah minha querida, nós estamos no Olimpo, a morada dos deuses, e esse é o meu palácio, espero que esteja te agradando, a estádia quero dizer. - Ela sorriu pra mm, continuando seu caminho até uma sala de jantar, a mesa já estava posta. E tinha muita comida, muita mesmo. Travessas de assados, diversos tipos de salada, risotos e molhos. Todos os lugares da enorme mesa estavam postos, e me perguntei se todos eles seriam ocupados. Na verdade eu já estava impaciente com o tanto de perguntas que rondavam minha mente.

- Lady Afrodite, eu preciso saber o que aconteceu com meus amigos, e se a missão terminou. O que aconteceu com Ártemis e Apolo? – Perguntei, enquanto uma das servas ninfas servia vinho em minha taça.  Afrodite apoiou as mãos na mesa, sentada á minha frente, gestos delicados e imponentes.

-Depois que o Eclipse foi completo, Ártemis e Apolo conseguiram derrotar Hélio e Selene e houve uma explosão enorme, foi realmente demais para mortais. E então houve uma pequena discussão para onde leva-los, já que alguns de vocês teriam que ser interrogados perante o conselho olimpiano. Como ainda estavam em processo de cura, e como tenho algum apresso por semideuses com vocês, deixei que os hospedassem em meu palácio por um tempo. – Ela sorriu como se fosse o gesto mais bondoso de todos. Talvez para uma deusa isso realmente fosse.

- Então Hélio e Selene estão mortos? – Perguntei, tentando assimilar melhor as coisas.

- Ah, querida, não seja tola. Deuses são forças fortes demais para morrer, somos imortais, e eles são antigos, sua essência pode vagar por ai por milênios. Eles tiverem uma chance de retomar todos os poderes por causa desse eclipse, mas é algo raro. – A deusa disse, e eu senti que ela estava pensando que eu deveria ter prestado mais atenção ás aulas de mitologia.

- Mas espere ai! Por que alguns de nós seremos interrogados? Nós não cumprimos a missão? Por que vamos ser interrogados como se fossemos criminosos? – Eu estava claramente confusa.

- Uma relíquia dos deuses, muito valiosa, sumiu  e pensamos que pudesse estar com Hélio e Selene, precisamos de mais informações de vocês, e talvez saiam em outra missão. – Ela disse e eu suspirei pesadamente. Mal tínhamos nos recuperado de uma missão longa e cansativa e teríamos que sair em outra. Deuses deviam poder resolver seus próprios problemas. De que adianta tanto poder e imortalidade, se mal podem resolver seus assuntos pessoais sem a ajuda de seus filhos?

- Ah, que ótimo!- Afrodite deu um sorriso e bateu palmas, o que eu achei um pouco estranho. – Finalmente. Olá Hailey!

- Mãe? – Olhei para a porta da sala de jantar, onde Hailey estava parada. Percebi que ela havia se trocado, tomado banho provavelmente, como lhe tinha sido ordenado. Estava vestindo uma saia rosa-bebê longa e esvoaçante, com um top florido e o cabelo castanho estava trançado com fitas prateadas. Ela parecia surpresa, e me olhou com um olhar questionador.

- Ah como eu adoro roupas mortais para adolescentes! Oh, e você está tão crescida! E tão bonita! Deixe-me te ver de perto. – Afrodite chamou Hailey.

- Se me der licença, vou voltar lá pra cima e me vestir. – Falei me levantando da mesa em um pulo. Eu tento usar a educação nas palavras, mas não sei agir tão educadamente.

- Claro, e volte para o jantar, logo todos estarão aqui. Ou quase todos. – Afrodite sorriu e eu me retirei. Demais para a minha cabeça, realmente demais.

O fato de que eu ainda estava usando aquela camisola me fez sentir exposta, já tinha usado roupas curtas obviamente, mas não era esse o caso. A camisola era de seda muito fina, era quase como estar nua, e expunha meus ombros e pernas totalmente, além de que eu ainda estava descabelada e precisando de um banho.

 Comecei a subir as escadas, querendo voltar para o quarto de onde eu tinha vindo, quando uma das portas se abriu, ouvi os passos se dirigindo á base da escada, mas continuei subindo, cruzando os braços e abaixando a cabeça. Senti que estava me aproximando de quem vinha para a escada.

- Uau, essa é uma bela camisola, Sky! – Ouvi uma voz exclamar, e eu já sabia bem de quem era.

- Cale a boca idiota. – Connor levou um tapa, e quando ouvi a voz de Travis levantei a cabeça para vê-los e Travis me agarrou em um abraço. Nessa percebi que ainda segurava meu canivete na mão, e tentei não derruba-lo enquanto fechava a mão em punho.

- Por Hermes, eu estava preocupado que nunca fosse te achar. – Ele me abraçou com força, apertando as ondas de meu cabelo em suas mãos, e eu retribuí o abraço. – Você está bem?

Ele se afastou pra me examinar, descendo os olhos pelo meu corpo, suas mãos tocando as marcas de cicatrizes em meus braços, que já eram finas e esbranquiçadas, pouco visíveis. Depois tocou onde meu último ferimento estava abaixo costela, por cima da camisola e eu me senti envergonhada com a suavidade.

- Ela parece ótima pra mim. – Connor comentou, e Travis se virou para lançar um olhar enfurecido para o irmão gêmeo. Connor levantou os braços em rendição. – Tudo bem, eu vou descer pra jantar.

- Vai logo, idiota. – Travis resmungou e Connor piscou pra mim com um sorriso sacana no rosto, enquanto descia as escadas. Ele gostava de provocar Travis.

- Vocês estavam acordados quando viemos para cá? – Perguntei e Travis negou.

- Acordei está tarde, pouco depois de termos chegado e encontrei algumas ninfas cuidando dos nossos ferimentos, e então depois fui á procura de vocês. Encontrei com Afrodite, e ela me disse que vocês estavam todos em repouso, procurei por você até achar seu quarto, você parecia bem, apenas dormindo, então voltei para me vestir no meu. – Ele me respondeu e eu olhei direito para ele. Estava limpo como nunca antes, nenhuma cicatriz visível, seu cabelo estava limpo e brilhoso, sua franja estava caindo na testa, quase cobrindo as sobrancelhas. Ele estava usando uma coisa incomum para ele. Um suéter azul escuro por cima de uma camisa branca, com as mangas e a gola aparecendo por cima do suéter, uma calça preta e justa e um tênis preto limpo e novinho em folha.

- Coisas de Afrodite. – Ele riu, vendo que eu estava seu novo visual.  E então arqueou uma sobrancelha pra mim. – E imagino que ela não tenha escolhido isso pra você andar por esse palácio.

- Oh, certo! Eu deveria estar me lavando para o jantar. – Corei um pouco. – Fiquei preocupada e confusa sobre onde estava e então fui procurar vocês. Achei suspeito acordar em um lugar como este, com uma ninfa me servindo.

- Então eu te espero lá embaixo. Ou se você preferir posso te esperar no seu quarto. – Ele sorriu pra mim, e eu revirei os olhos para seu tom de voz sugestivo.

- Desça logo Stoll, encontro vocês depois. – Revirei os olhos, e ele começou a rir e então beijou minha bochecha, mas pareceu insatisfeito, porque arrastou os lábios até os meus, e depois me soltou, sorrindo e indo para a escada.

Suspirei, olhando enquanto ele descia pulando de dois em dois degraus e logo depois comecei a voltar para o quarto onde eu estava “hospedada”. Toquei meus lábios como uma boba apaixonada. E uau, eu acho que é o que eu realmente sou. Boba. E apaixonada.


Notas Finais


Kisses <3


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