História Welcome To My Life - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gray Fullbuster, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Graylu, Nalu
Exibições 203
Palavras 2.079
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Só um pouquinho!


Fanfic / Fanfiction Welcome To My Life - Capítulo 11 - Só um pouquinho!

Lucy

O baile demorou para acabar, mas eu ate gostei disso. Consegui conversar com o Loke por um bom tempo. Eu e ele temos algumas coisas em comum. Adorei conversar com ele e acabei ficando cada vez mais ansiosa para apresenta-lo as minhas amigas. O tempo foi passando e finalmente o baile acabou. Todos formam embora. As empregadas começaram a limpar a casa e eu fiquei sentada na sala de descanso. Estava louca para tirar o salto, que me machucou o baile todo. 

Meu pai entra na sala e me encara, novamente, com olhar de desaprovação. Ele se poem na minha frente e aponta o dedo para mim.

-Sério? Lucy, era para ficar o tempo todo no baile! Não para fugir! Era para conversar com seus pretendentes! Que eram ao total dez, você só conversou com dois!

-Três.- Falo interrompendo ele.

-Dane-se! Não me interrompa! Sua mãe teve que enrolar todos sozinha! Você não é minha filha! Minha filha tem que ser perfeita! Tem que aceitar o destino e começar a gostar dele! Nem tudo na vida a gente gosta! Por exemplo, eu não pedi para ser seu pai! Você não deveria ter nascido!

Arregalo os olhos. Eu...? Será que sou tão imprestável assim? Será que eu realmente não deveria ter nascido?

Me levanto do sofá. E olho para o chão.

-Sinto muito, pai.- Falo com tristeza.

-Não, já é tarde para sentir muito! Eu deveria ter te jogado na rua quando era criança!

-Jude!- Minha mãe berra ao entrar na sala.

-Que foi? Layla! Admita você também queria uma filha melhor! Você também odeia ela!

-Eu não odeio minha filha! Eu carreguei ela nove meses nessa barriga! Eu cuidei dela! Eu dei comida! Roupa! E carinho, talvez não o bastante! Mas eu cansei de trata-la como você quer que eu a trate! Eu sei educar minha filha! Minha filha!- Minha mãe estava vermelha de tanto gritar.

Ela estava com a expressão brava. Seus olhos estavam cheio de lágrimas. Nunca tinha visto minha mãe daquele jeito. Ela vai chorar por minha causa. Eu sou um estorvo para minha mãe e para meu pai.

Será que eu também sou um estorvo para minhas amigas?

-Mamãe!- Tento chama-la mas ela não escuta e continua a gritar com meu pai.

-Ela é sim uma menina educada! Ela é a filha mais linda do mundo! E por ela ser tão boa assim ela sofreu! Sofreu! Meu bebê sofreu! E eu não podia nem mesmo abraça-la por sua culpa! Sua culpa! 

-Não ouse falar deste jeito comigo mulher! Você é um lixo! Não tem direito de gritar comigo!-Meu pai segura o pulso da minha mãe e aperta.- Você que não deu a educação certa para ela! Olha para aquela merda! Olho a merda que você criou!- Ele aponta para mim.

Minha mãe olha para mim e sorri.

-Vai pro seu quarto amor.

Amor? Minha mãe nunca me chamou assim desde que eu era uma criança.

-Não! Ela vai ficar aqui para saber o quanto a mãe é inútil!- Ele empurra minha mãe e ela cai no chão.- Seu lugar é ai! Lucy! Esta vendo aquela mulher! Não queira ser ela!

Ele se  aproxima de mim e eu fecho os olhos. Eu estou com medo! Sinto uma mão em meu pulso. Abro os olhos e vejo meu pai apertando meu pulso.

-Vou fazer o que sempre quis!- Ele me puxa para fora da sala. Ele abre a porta de casa e me joga para fora.- Nem precisa voltar!

E então ele fecha a porta. Quando dou por mim, eu estava fora de casa com um vestido todo aberto e estava frio. Olhei em volta e estava escuro. Eu não sabia o que fazer e para onde ir. Pelo menos meu celular estava comigo. O problema era que ele estava sem bateria. De uma coisa eu sei, se eu ficar aqui vou morrer de frio.

Comecei a andar sem um rumo ao certo. Andei, andei e andei. A cada passo que dava mais frio eu sentia e para piorar começou a chover. Olhei para o céu e os pingos começaram a cair em meu rosto. Mamãe... Espero que esteja bem.

Lágrimas começaram a cair. Como eu não me canso de chorar?

Olho em volta e percebo que estava perto da escola. Mavis avia entrado em meus pensamentos. Corri ate a escola e vi as luzes acessas. Entrei no campo, fui ate a porta e comecei a, praticamente esmurra-la. Depois de algum tempo comecei a tossir e a espirrar. A porta então é aberta porém eu desmaio antes de olhar para a pessoa que abriu. 

~

Abro os olhos. Minha cabeça começa a doer. Dou um espirro ates de levantar e perceber que estava na enfermaria. Olho em volta e vejo um homem de cabelos pretos sentado em uma cadeira ao meu lado. Ele sorri.

-Olá, Lucy! Sou Zeref, dono da escola. Mavis já vai voltar, ela foi pegar um pouco de água.

-Dono da escola?- Levo um susto. 

Ele é o irmão do Natsu?

-Sim! Mas sabe eu é que tenho que ficar assustado. Você apareceu aqui de repente toda ensopada e depois desmaia. Isso me assustou muito!- Ele diz sorrindo.

Ele era bonito. Não se parecia muito com aquele demônio.

-Ah, sinto muito por ter te assutado.- Tento sorrir mas não consigo.

-Posso saber por que você veio aqui a noite, ainda mais com essa roupa, esta frio lá fora sabia? 

-Ah, sinto muito. Eu fui expulsa de casa depois do baile que meu pai deu.

-Ah, sei. O Natsu foi no baile quando soube que você era uma Heartfilia. Fiquei surpreso quando ele decidiu de ultima hora aceitar ser um dos pretendentes. Quando ele recebeu o pedido ele deu um chilique.- Zeref da uma gargalhada.

-Bem, eu que dei um chilique quando descobri que ele é um dos meus pretendentes.

-Hahaha, devo imaginar. Natsu é um idiota.

-Uau!

-Que foi? Ele é mesmo. Eu o conheço bem. Quero que tome cuidado com ele, viu? Sei que é meu irmão mas ele não esta em uma fase boa.

-Sei...

Mavis entra na sala e da um largo sorriso ao me ver acordada. Ela pula em cima de mim e me abraça.

-Ah, fiquei tão preocupada! 

-Mavis! Não pule nela!- Zeref tenta tira-la de cima de mim mas a pequena é bem forte.

-Lucy! Tudo bem? Você ta bem? O que aconteceu?- Mavis começa a fazer um interrogatório.

-Eu fui expulsa de casa, sabe? Meu pai me odeia.

-Oh- Mavis faz uma cara triste e me abraça.

-Desculpe vir aqui, é que meu celular desligou e eu não consegui ligar para ninguém, eu fiquei desesperada. Quando percebi estava perto da escola.

-Não se desculpe! Eu fico feliz de estar aqui. Você deve ter ficado resfriada, vou cuidar de você!

-Porque esta fazendo isso por mim?

-Ah, eu faria isso por todos meus alunos. Amo cada um deles. Eu ajudaria todos se fosso capaz.- Ela sorri.

-Mavis,- Zeref toca no ombro de Mavis- vamos leva-la para casa e cuidar dela lá.

-Não precisa!- Digo meio envergonhada.

-Precisa sim! Vamos!- Mavis me ajuda a sair da cama.

Sinto meu corpo pesado. Eu, com certeza, esta resfriada.  Mavis e Zeref me lavam ate o carro deles. Eles me levam ate a casa deles, era uma mansão! Parecia ser maior que a minha! 

-Natsu! Natsu!- Mavis grita ao entrarmos na casa.

Ah, não! Ele mora aqui? Só o que me faltava!

-Natsu!- Zeref grita, também.

-Que foi?- E assim eu vejo Natsu na ponta da escada sem camisa com o cabelo todo bagunçado e molhado, e com uma toalha em seus ombros. Ele vestia uma calça de moletom e estava com uma cara brava mas muda completamente quando me vê.

Cubro os olhos desesperada e toda vermelha. Aquele tanquinho... Ah, foi esculpido por um Deus grego! Queeeee? >< Lucy pervertida! Não! Malvada! Nem ouse pensar nisso! Ele é o inimigo!

-O que ela tá fazendo aqui?- Ele pergunta em um tom meio grosseiro.

-Ela precisa da gente, só isso que você vai saber!- Mavis fala no mesmo tom que ele.- Vai colocar uma blusa!- Ela diz logo depois que vê meu rosto completamente vermelho e escondido atrás de minha mãos.

Com certeza aquele rosado esta com aquele sorriso maldoso!

-Não, eu to na minha casa, vou ficar sem camiseta se eu quiser!

-Natsu!- Zeref chama atenção dele.- Vai por uma camisa.

-Tá!- Ele responde bravo.

-Pronto Lucy, ele já foi.- Mavis diz e eu tiro minhas mãos do meu rosto.- Vem, vou te levar ao quarto de hospedes. 

Ela me leva ate um quarto, que era enorme, quase do mesmo tamanho que meu quarto. 

-Você pode dormir aqui, ah e ali tem um banheiro. Vai e toma um banho quente. Vou ver uma roupa para você.- Mavis sorri e me deixa sozinha.

Olho em volta e solto um longo suspiro. Será que minha mãe esta bem? Por que eu não consigo tira-la da minha cabeça? O que eu faço agora? Eu me sinto sozinha.

Uma lágrima solitária cai pelo meu rosto. 

-Lucy, aqui, acho que esta roupa deve servir em você, era da mãe do Zeref e do Natsu- Mavis entra no quarto. Me viro para ela e a vejo sorrir, mas o sorriso se vai quando vê que eu estava me segurando para chorar.

Me ajoelho no chão e cubro meu rosto. E solto as lágrimas que segurava. Sinto os braços pequenos de Mavis me envolvendo a um abraço caloroso e aconchegante.

-Esta tudo bem!- Ela diz.

Eu sei que nada estava bem, não para mim. Eu sou tudo o que meu pai falou.

-Vá tomar um banho, relaxe.- Mavis diz e sai do quarto.

Me levanto e pego a muda de roupa que Mavis deixou para mim. Entro no banheiro do quarto de hospede e vejo que já tinha uma toalha branquinha. Tranco a porta e tomo um banho quente. Não consegui muito bem relaxar, mas ate que ajudou. Saio do banheiro e visto a roupa. Era simples, uma regata e um conjunto de moletom. Coloco e me dou uma bela olhada no espelho embaçado. Começo a sentir raiva, não do meu pai, nem de ninguém, mas sim de mim. Sou tão patética.

A raiva me fazia chora e sentir dor de cabeça. Aquilo me irritou mais ainda. Sem pensar arranho meu rosto. Seguro forte meus cabelos e o puxo. Dou um tapa no meu próprio rosto e continuo a me arranhar mas desta vez nos meus braços. Eu quero morrer! Eu quero morrer!

Depois de me arranhar e tentar me machucar me sinto um pouco cansada. Coloco blusa de moletom que cobriu meus braços vermelhos. Graças a Deus, meu rosto ficou um pouco vermelho, mas logo passou. Abro a porta do banheiro e vejo o Natsu sentado na cama com os braços cruzados. Ele começa a me encarar bravo. Eu não ia começar uma briga com ele, pelo menos não agora. Estou exausta, quero só ficar sozinha.

-Você é idiota?- Ele pergunta com grosseria.

-Natsu, por favor, me deixe- Falo cansada.

-Me responde! Você acha que pode vir aqui só por que esta com problemas? Que foi, ein? Vai correr para saia da sua mãe! Nem vem! Amanhã quero você fora daqui!

-Natsu...

-Nem vem com essa carinha! Saia daqui! Ninguém precisa de um estorvo como você!

É verdade? Eu sou um estorvo?

Sem me aguentar mais choro de novo. As lágrimas começam a sair por vontade própria. Não aguento mais chorar!

-Lucy?- Natsu pergunta desconfiado. Ele se levanta e se aproxima- Você ta zuando, né?

Sem me aguentar mais caio de joelhos no chão. Não me importo se estou chorando na frente de um babaca. Não me importo se estou chorando na casa de outra pessoa. Só preciso chorar, mesmo que não tenha mais lágrimas para cair. Eu preciso.

-Lu...-Natsu tenta falar alguma coisa mas para de repente. Ele se ajoelha na minha frente e segura minha mão.

Ah, não! Minha mão estava com sangue. Natsu sobe a manga da minha blusa e vê meu braço com cortes e arranhados. E então surpreendente acontece, algo que nunca imaginaria. Ele me abraça. Seu braços me apertavam contra seu peito. Seu cheiro era agradável. Seu abraço era caloroso e acolhedor. Ele me apertava forte. 

Acho, que pelo menos, só um pouquinho, eu posso... Me deixar sentir ele, sem medo. E aos poucos eu passo meus braços em volta de sua nuca e o abraço. Apenas um pouquinho...

Continua...



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