História Welcome to My Life - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Auto-mutilação, Depressão, dvd, Relato, Suícidio
Exibições 10
Palavras 637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - My Sharona


Pausei o vídeo, fechei a porta do quarto, tirei o sapato e me sentei na cama. Encarei a imagem. Zoey parecia estar em seu quarto, onde eu via alguns pôsteres de bandas de punk e rock. Dei play no DVD.

–Eu escolhi mandar essa mensagem para a Inglaterra porque... Bom, porque eu gosto do povo britânico, mas isso não importa agora. Estou aqui para tentar esvair esse sentimento de solidão que insiste em crescer em meu peito. – Ela suspirou antes de continuar – Tudo começou quando eu me mudei para Connecticut. Eu era, acredite ou não, uma garota completamente normal. Estava ansiosa para encontrar outras garotas tolas como eu, juntas em um bando, rodeadas de hipocrisia e falsidade. Minha nova casa era em um dos bairros nobres da cidade. Naquela época eu ainda estava enojada pelo fato de ser vizinha de uma casa diferente das demais. Era simples e antiga, entrava em contraste com o excesso de luxo da vizinhança. Logo que nos mudamos, eu resolvi sair e conhecer o novo bairro. Caminhei pelo que pareceram horas, mas sem encontrar viva alma, até que decidi voltar para casa. E foi aí que eu o vi pela primeira vez. Encostado no muro, estava o típico bad boy que faz a maioria das garotas ter um orgasmo ali mesmo. Tinha a pele bronzeada, cabelos negros e olhos cinzas tempestuosos. Usava uma jaqueta de couro por cima de uma camiseta preta, jeans e um all star branco encardido. Me lembro perfeitamente de quando me aproximei. Me apresentei e ele murmurou um “Nick” quando perguntei seu nome.Tirou um cigarro do bolso e acendeu, me ignorando completamente. Voltei para casa desolada, por ter passado tão despercebida por um indivíduo do sexo masculino.

–Adam, você não vai tomar café? – Ouvi a voz estridente da minha mãe, soar do andar de baixo.

Pausei o vídeo e desci correndo. Peguei uma torrada e uma caneca de café e comecei a subir as escadas para o meu quarto, deixando meus pais um tanto confusos.

–O que está fazendo no seu quarto? – Meu pai achava que se eu estivesse trancado no meu quarto, era porque estava no RedTube.

–Dever de casa. – Murmurei.

Corri para meu quarto novamente, e fechei a porta. Apertei o play.

–Sempre que precisava afogar minhas mágoas, ligava o som no último volume. Isso não mudou muito, fora que antes eu colocava Selena Gomez, e agora eu ouço Sex Pistols. Ninguém estava em casa, por algum motivo que não faz diferença agora. O home theater berrava na cabeceira, recém comprada, do meu quarto. Com muito custo, ouvi alguém com o dedo na campainha. Desci para atender a porta, sem desligar o aparelho, e lá estava ele. Os cabelos ainda bagunçados artisticamente, e um toco de cigarro entre os dedos. Nick começou a gritar comigo, dizendo que isso não é música que se ouça. Invadiu minha casa e tirou do bolso um CD de Ramones. Colocou no home theater e escolheu a faixa 3. Saiu da minha casa dizendo um “É um presente”, sem nem olhar para mim.

Ouvi alguém batendo na porta do quarto e desliguei a televisão. Peguei alguns livros na estante e fingi estar lendo, antes de murmurar um “Entre”.

–E aí, campeão. – Meu pai estava visivelmente preocupado.

–Oi. – Eu disse, desanimado. Estava ansioso para saber o que Zoey tinha para dizer.

–Você não quer sair? Lindo dia lá fora.

–Eu tenho muito dever, depois que acabar eu desço.

–Sabe filho, acho que já está na hora de conversarmos sobre algumas coisas importantes na vida de um adolescente. - Ele disse, olhando de relance para o computador, desligado.

–Pai, você vai conversar comigo sobre sexo? Eu tenho 17 anos. Não precisa, sério. – Falei, sentindo minhas bochechas esquentarem

–Que bom. Eu não saberia como fazê-lo. – Disse, suspirando, e jogou a camisinha em meu colo.



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