História Welcome to My Life - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Auto-mutilação, Depressão, dvd, Relato, Suícidio
Exibições 8
Palavras 681
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Woody Scent


Suspirei. Meu pai saiu do quarto e me deixou sozinho novamente. Encarei o pacote vermelho no meu colo. Sabor Morango. Esperei um pouco antes de ligar novamente a televisão e soltar o play.

Eu fiquei tão fascinada pelo Nick. Ele era diferente dos demais garotos que já havia conhecido. Me lembro de... -Ela riu. Uma risada doce e infantil, que quase me embalou. - Ai meu deus, isso soa tão tosco. Me lembro de procurá-lo em todas as redes sociais possíveis. E nunca mais o vi. Bom, isso até o dia do primeiro ano letivo. Entrei, para meu profundo desespero, numa escola pública. Meus pais disseram que eu precisava aprender como a vida de algumas pessoas é dura. Talvez se eu não tivesse ido para essa escola... Bom, nada disso teria acontecido. Na minha terceira aula, matemática, me atrasei de propósito. Tive que me sentar na única cadeira vazia: Ao lado de um garoto moreno, que usava uma jaqueta de couro. Quando olhei-o de lado, percebi que era Nick. Seu aroma, ainda me lembro bem, invadiu minhas narinas. Era indisfarçável o cheiro de cigarro, mas também tinha, bem no fundo, aquele cheiro amadeirado. - Os olhos da garota brilharam, mas logo se apagaram novamente. - Já fiquei aqui tempo demais. Semana que vem eu lhe mando um outro dvd. Tenho uma pilha deles. - Ela virou a câmera para uma pilha de DVD's virgens, e tudo ficou preto. Acabou.

Desliguei a televisão, ainda em estado de choque. Não conseguia acreditar que aquela garota estava me mandando dvd’s para contar sobre seu relacionamento amoroso com um maconheiro. Peguei meu celular, na cômoda ao lado de minha cama, e disquei o número de Luke. Ele atendeu no segundo toque.

–Fala, Adam.

–Tá ocupado?

–Apenas matando alguns zumbis. O que você quer?

–Posso ir até a sua casa? Preciso te mostrar uma coisa.

–Que não seja o quanto o seu “amiguinho” cresceu, pode sim.

Desliguei a chamada e vesti uma roupa decente. Tirei o DVD do aparelho e coloquei numa caixa adequada, enquanto tentava enfiar meus pés no all star preto que estava no canto do quarto. Desci as escadas correndo, gritei um “To indo na casa do Luke” para meus pais e andei, num passo apressado, até a casa verde no final da rua. Assim que alcancei o jardim bem cuidado, que rendera o posto de mais bonito do bairro, atravessei-o, sem me importar com as placas avisando para não pisar na grama. Toquei a campainha, inquieto, e pacientemente escutei os passos se aproximando. Uma senhora de estatura baixa, um tanto acima do peso e de curtos cabelos loiros me atendeu.

–Adam, querido! Como está? – Ela disse, de um modo acolhedor.

Entrei na casa e soltei um sorriso fraco para ela.

–Tudo bem, tia. O Luke está? – Falei, ansioso.

–No quarto.

Subi as escadas no auge da minha agilidade, e cheguei ao segundo andar ofegante. Abri a segunda porta à direita do corredor, e me deparei com um garoto sentado no chão, com os olhos grudados no game que rodava na televisão. Fechei a porta com um baque surdo.

–E aí? – Ele disse, com a voz rouca, mesmo sem se virar pra me encarar.

Sabia que se não fizesse algo, ele não iria ligar para mim. Puxei o cabo da tomada, e ele reclamou. Luke se levantou, reclamando. Ele é bem mais alto que eu, tem cabelos negros e arrepiados, e olhos azuis. Normalmente ele se dá bem com as garotas, e eu acabo me aproveitando de sua popularidade com elas.

–Qual é a sua, hein? – Falou, nervoso.

–Calma, escuta. Hoje eu recebi uma carta de uma garota...

–Finalmente. Eu achava que você era gay. – Ele disse, com um sorriso irônico.

–Cara, por favor. Dentro do envelope tinha apenas um DVD que ela gravou. – Eu disse, revirando os olhos

–Trouxe um pornô para a gente assistir, hã? Bom garoto! – Seu sorriso se tornou malicioso.

Dei um soco em seu braço, e decidi colocar o disco para rodar logo. Me acomodei no chão, enquanto Luke deitou em sua cama.

A imagem de Zoey apareceu.



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