História We're All Just Victims Of A Crime... - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Arin Ilejay, Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Arin Ilejay, Avenged Sevenfold, Johnny Christ, M Shadows, Morte, Revelaçoes, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Exibições 32
Palavras 2.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olaaa
Eu acho que me recuperei mais rápido do que eu pensava, mas ainda estou bem quebrada. Não sei se interessa a vocês, mas um ator (muito lindo na minha opinião) me respondeu no Instagram, levantou meu ânimo e eu comecei a escrever. Agradeçam ao David Henrie.

Espero que gostem! < seus dlçs <3

Capítulo 16 - Fuck it


Acordei com o barulho fodidamente irritante do despertador e percebi que só dormi por umas duas ou três horas. Bom, foda-se, não posso matar aula se eu quiser ser alguém na vida e ainda preciso resolver as coisas a respeito do meu novo trabalho. Me olhei no espelho e minha cara estava totalmente escrota, meu cabelo estava despenteado, minha cara amassada e as olheiras que se apareceram embaixo dos meus olhos podiam ser comparadas a dois socos nos olhos.

Infelizmente, eu não tinha escolha, tinha que tentar esconder as olheiras de alguma forma se não quisesse que as pessoas ficassem me perguntando se eu fui agredida. Nunca gostei de maquiagem mas nesse dia fui obrigada a tentar usar. Eu passava toneladas de pó, corretivo e base, mas no final, toda essa maquiagem deixou a área embaixo dos meus olhos extremamente clara e fantasmagórica, estava estranho e eu ficava parecida com a Marina Joyce, que bosta. Peguei um lápis de olho preto e passei, contornando meus olhos de qualquer jeito, só para não transmitir a mensagem “help me” literalmente pelos olhos.

O resultado ficou “olhável” e eu olhei para o relógio. Eu estava atrasada mas sinceramente não estava dando a mínima.

O que esse show fez comigo? Eu não faço a mínima ideia, mas me sinto mais livre e sinto que estou sendo mais honesta comigo mesma a respeito do que eu sinto. Antes eu era calada, cheia de responsabilidades e ansiava por uma vida regrada, agora eu simplesmente não quero seguir regras, não quero ter responsabilidades, só quero curtir a vida. Infelizmente a vida é cheia de responsabilidades e nós não podemos fugir delas, não podemos só fazer coisas que gostamos, a maioria das responsabilidades infelizmente precisam ser cumpridas, e uma delas é a escola.

Foi com esse pensamento que eu desci as escadas e saí de casa a caminho da escola.

Quando cheguei lá, a primeira aula já devia ter começado há uns 30 minutos, bom, era aula de história e foi até melhor que eu não estivesse lá, porque ia cair no sono nos primeiros cinco minutos, a voz do professor exala calmante e remédios pesados contra insônia. Aproveitei o restante do meu tempo livre para ir a cantina e comprar alguma coisa para comer ou beber com o dinheiro que eu tinha sobrando na bolsa. Acabei por comprar duas latas de RedBull, senti que era extremamente necessário comprar duas latas, uma só não iria dar conta do recado.

Sentei em um banco em um jardim que ficava localizado na puta que pariu da escola e comecei a tomar tranquilamente minha primeira lata, quando senti uma mão no meu ombro e me virei para ver quem era, obviamente era o profissional em matar aulas: Andrew

-Oi Eileen.

-Oi Andrew.

-Parece que você se rendeu a tentação de matar aulas, estou certo?

-Está errado. Cheguei atrasada e vou esperar a segunda aula para poder entrar na sala. Agora estou tentando espantar a porra do sono com duas latas de RedBull. - falei com tédio e sono.

-Duas latas? Recomendo seriamente você não fazer isso, falo por experiência própria. Quando tomei duas direto, passei mal e vomitei pra caralho.

-Então aceita essa segunda lata? - ele balançou a cabeça positivamente e pegou a lata - Está com muito sono? Sabe, por causa do show.

-Não. - arregalei os olhos - Sou acostumado a essa vida. - a brisa suave balançava os cabelos loiros e lisos de Andrew - Qual é o seu lema?

-Na verdade eu nunca tive um lema, mas acho que estou começando a formular um. - ele arqueou a sobranacelha - É simplesmente “fuck it”. - falei sorrindo e olhando para o horizonte, falar foda-se nunca fez tanto sentido pra mim como agora - Qual é o seu lema?

-O meu também é bem simples e clássico, você já deve ter ouvido esse lema por aí: “sex, drugs and rock n’ roll”. - ele disse, acendeu um cigarro e eu arqueei a sobrancelha - Que se foda se cigarros são proibidos na escola, eu não ligo. Ficam melhores ainda quando se mistura com RedBull.

-Você é insano.

-Eu sei, eu sei... - deu uma gargalhada de satisfação - Você não é muito de falar, vou anotar mentalmente para mudar isso. Ah! Ficou boa com esse lápis de olho, contrasta com seus olhos azuis.

-Hm, não sabia. Só passei porque todo mundo ia pensar que eu levei uma porrada. - ele riu - É sério, minhas olheiras estavam monstruosas. Não que eu seja vaidosa nem nada, mas o estado era totalmente crítico.

-De qualquer maneira, ficou bom em você, parece meio gótica... Meio rebelde, sei lá.

-Vá se foder. - o sinal bateu e eu me levantei - Não vai para a aula?

-Vou ficar mais um pouco, depois te dou os meus cadernos para você copiar para mim.

-Novamente, vá se foder. Não vou copiar porra nenhuma. Te espero lá.

Eu entrei na sala e Alyssa começou a me fazer perguntas do tipo “onde você tava?”, “porque tá com essa maquiagem?” e “você tá bem?”.

-Eu estou totalmente normal, me atrasei porque estava cansada demais. Nem sei como você conseguiu acordar no horário certo. Enfim, estou aqui, não estou?

-A-Aham.

-Certo, então tudo volta ao normal. Depois da aula pode me emprestar o seu caderno de história? Não sou tão irresponsável ao ponto de não copiar a matéria perdida. - pisquei para ela - Eu sei que pareço diferente, mais solta e mais alheia, porém eu sinto que finalmente achei meu jeito de ser. Eu entendo se você não gostar desse meu jeito e quiser parar de ser minha amiga, mas me sinto bem assim.

-Hein? Nada disso! É que você só mudou meio rápido, mas se é assim que você se sente bem então não vou questionar. Quer saber? Que se foda a sociedade, também vou tentar achar meu jeito de ser no mundo e vou continuar sendo sua amiga. Eu não ligo para o que os outros vão pensar de mim, que se foda!

-Assim que se fala, garota. Agora vamos sentar porque a professora de inglês já deve estar chegando. - ela acenou com a cabeça e nos sentamos.

Metade da aula se passou e então Andrew entrou na sala.

-Desculpa professora, eu acordei me sentindo meio mal, então esperei melhorar para poder vir a aula. - cara, que desculpa mais idiota.

Milagrosamente a professora sorriu e deixou ele entrar na aula. Ela deve gostar dele ou ficar feliz porque ele optou por vir a aula quando poderia estar em casa ainda. Pobre e inocente professora.

Ele sentou do meu lado e começou a copiar o que estava escrito no meu caderno. Arranquei uma folha de papel do meu caderno e escrevi:

“Como você conseguiu entrar no meio da segunda aula? Qualquer outro professor ficaria puto. E sim, eu sei que é bem tosco se comunicar através de bilhetinhos, mas foda-se.”

Ele leu, escreveu algo e devolveu:

“Cara Eileen, você ainda tem muito o que aprender com o Mestre Andrew a respeito de táticas de persuasão e de sedução com professores...”

Eu ia escrever uma resposta, mas vi que Rachel estava nos encarando descaradamente, então olhei para Andrew e ele já estava começando a rabiscar algo em seu caderno. Já sabia o que viria a seguir, nas minhas escolas anteriores, passei por treinamento intensivo de combate a piranhas que sejam dedo-duros. Dobrei o papel, joguei-o para Andrew, fazendo com que ela percebesse propositalmente, escrevi algumas coisas relacionadas a matéria em um outro papel, dobrei e enfiei no meu shorts o papel da matéria.

-PROFESSOOOOOORAAA! - ela gritou e preparou sua “bomba” - A Eileen está passando bilhetinhos para o Andy! - a professora olhou para mim e depois encarou a piranha.

-Droga, Rachel. Já te disse para não me chamar de Andy

-Não vejo nenhum papel na mesa dela, somente o caderno, Rachel. Além do mais, percebi que ela está prestando atenção na aula, - ok, isso não é totalmente verdade - diferente de você.

Ótimo, pelo menos a professora não me odeia.

-Olha aqui! - ela foi em minha direção e colocou a mão na minha coxa, onde o suposto bilhetinho estava por baixo do shorts.

-Ei! Para com isso agora! Vai por a mão na coxa do capeta! Isso é assédio, vou te denunciar se não tirar a mão da minha coxa! - me pronunciei e todos riram da parte da coxa do capeta.

-Olha aqui! - ela conseguiu pegar o papel.

-Isso são minhas anotações!

-Não são não!

-Pode ver o que está escrito então, eu não ligo, estava prestando atenção na aula.

Ela abriu o papel e após ver que só tinham coisas relacionadas a aula no “bilhetinho”, ficou com uma puta de uma cara de tacho.

-Tem razão! Eu te vi passando o verdadeiro bilhete para o Andy!

A professora foi em nossa direção e resolveu dar um basta no problema:

-Andrew, me dê o papel, quero continuar a minha aula.

Ele timidamente deu o papel para ela, com cara de quem era culpado. Quando ela leu, ela sorriu e voltou a dar aula como se nada tivesse acontecido. O sinal bateu, indicando que era hora do intervalo. Alyssa foi até minha mesa e Andrew também.

-Vocês são geniais a ponto de bolar uma solução tão rápida para evitar uma bronca. - Alyssa disse.

-O que tinha no bilhetinho? Parecia até que a professora tinha... Dado. - perguntei e os dois riram.

-Simulei um bilhete, escrevi frases bem puxa-saco, tipo “eu adoro nossa professora, e você?” “Ah, eu também adoro, ela ensina muito bem e é super legal”.

Demos várias gargalhadas e Andrew sugeriu uma coisa que era um tanto inusitada, porém não parecia mais tão repulsiva quanto antes pareceria para mim:

-Ei, eu realmente não estou afim de ficar mais duas aulas sentado e tenho certeza que vocês também não. Posso levar vocês a um lugar legal, garanto que vocês vão gostar pra caralho de lá.

-Matar aula? Não sei não... Não estou muito acostumada a fazer esse tipo de coisa. - Alyssa se justificou.

-Andrew, seu histórico de faltas deve estar fudido, além do mais, se ficar perdendo aula desse jeito, vai perder muita matéria e na hora das provas, que por sinal já estão chegando, vai ficar completamente fudido. Foi mal, mas dessa vez eu passo. Temos tempo livre a tarde e podemos ir nesse lugar que você gosta, não precisamos ficar matando aula.

Meu lado responsável falou mias alto. Meus pais me colocaram aqui para estudar, e não vagabundear. Já perdi aulas por chegar atrasada, se eu quiser passar de ano e ser alguém na vida, preciso me esforçar mais.

-Ué, não eram vocês que estavam afim de descobrir um novo estilo de vida? Mais livre e essas paradas?

-Podemos até querer descobrir um novo estilo de vida, porém ainda somos estudantes que tem provas para fazer e ainda temos responsabilidades. Eu não vou, desculpa mas estou afim de passar de ano e arranjar um trampo, caso eu não passe, vou estar fudida, ninguém vai contratar alguém que está “encalhada” na escola. - Alyssa proferiu e eu concordei com a cabeça.

-Foi mal, Andrew, dessa vez nós passamos. - saímos e fomos em direção a sala de aula.

-De boas, tenho umas coisas pra resolver mesmo. Falou.

O resto da aula se passou normalmente sem o Andrew que foi matar aula. Saí da classe e fui ao banheiro, quando saí, me lembrei que tinha que passar na sala dos professores para deixar a redação sobre música na pasta da professora Abigail. A porta estava entreaberta e quando empurrei um pouco a porta silenciosamente, me deparei com algo que eu nunca pensei que iria ver: Andrew estava bem... Transando com a professora de inglês, para ser mais objetiva. Fechei a porta e saí correndo. Cara, que coisa mais estranha. As palavras escritas no bilhetinho nunca fizeram tanto sentido pra mim: “cara Eileen, você ainda tem muito o que aprender com o Mestre Andrew a respeito de táticas de persuasão e de sedução com professores...”

Enfim, não vou falar a ninguém, a vida é dele, que se foda. Bocejei só de pensar que eu teria de procurar emprego ainda hoje e saí andando calmamente até minha casa, deixei meus materiais lá e peguei meus documentos caso pedissem. Caminhei por algumas ruas e finalmente achei o lugar que procurava: um Walmart. Fui até uma das mulheres que estavam no caixa e perguntei se estavam contratando, como estava escrito na internet. Ela me encaminhou até a sala do gerente e lá consegui que ele me contratasse.

Saí de lá e fui correndo até a minha casa, me joguei na cama e quase cai no sono, só não adormeci porque Sam entrou no quarto:

-Ahn.. Oi.

-Oi

-Queria pedir desculpas pelo que eu fiz quando estava bêbado...

-Eu já nem ligo mais, agora tenho que pensar como vou perder boa parte da minha vida social trabalhando a noite.

-Arranjou um trampo?

-Aham. Eu quero dormir, se não se importa...

-Ah claro! Desculpa. - ele fechou a porta e eu finalmente pude descansar como uma garota normal de 16 anos.
 


Notas Finais


Ta meio sem graça mas ta aí

Espero que tenham gostado <3 seus dlçs <3


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