História We're Off To Never Neverland - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Five Nights at Freddy's
Tags Alternative Universe, Ficção Adolescente, Goldentrap
Exibições 234
Palavras 1.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura ~

Capítulo 33 - Chapter 33


“Happy Song”

{Springtrap}

Prefiria não ter acordado essa manhã. Mas Plushtrap fez questão de arrombar minha porta avisando que eu iria me atrasar para o trabalho.

Me obrigo a levantar e andar até a porta do banheiro, eu deixara a janela minúscula dali aberta – e fui recebido pelo ar gélido. Tremi, e praguejei, rezando para um milhão de pragas caísse sobre aquela janela.

Depois corri até meu quarto, vestindo uma roupa para trabalhar e peguei minhas coisas. Descendo as escadas apressado, na cozinha tinha uma xícara de café morna para mim, Plushie disse que queria conhecer o colégio, por isso foi mais cedo.

Deve estar aprontando alguma, sem dúvida. Mas eu o deixaria em paz, até ele se acostumar com o clima escolar.

Depois de tomar meu café, saio de casa, na frente de casa estava Kate acenando para mim como uma idiota. E segurando alguns livros.

— Bom dia, flor do dia! — ela disse sorridente. — Pensei em dar uma carona para o meu amigo. — ela disse.

— Eu tenho carro, sabia? Mas tudo bem, vamos. — respondi, e ela deu pulinhos.

— Vamos então. Deixei meu carro ali. — ela apontou um modesto automóvel de cor preta. — Deve ter brinquedos, coisas da Clarisse.

— Tudo bem, não me importo. — respondo e ela sorri, abrindo a porta do motorista.

— Ótimo! — ela riu, guardando – jogando – seus livros no banco traseiro e ligando o carro. — Aonde fica a clínica mesmo?

— Perto daquele restaurante que fomos ontem, no bairro ao lado. — digo e ela concordo.

— Então vamos, não podemos nos atrasar! — ela diz, pisando fundo no acelerador. Às vezes desconfio se ela é suicida, ou só exagerada.

O silêncio se instalou por um tempo, até eu puxar um bom assunto na memória.

— O que aconteceu com você em dez anos, Kate? — pergunto.

— Você é persistente. Está bem, vou contar. — ela suspirou. — Eu descobri que estava grávida um pouco antes do baile, e quando fui contar ao Fritz, ele mandou que eu abortasse, eu nunca faria algo desse tipo e ele terminou comigo dizendo que nunca assumiria o bebê. — ela continuou.

— Eu nunca imaginei que ele fosse esse tipo de pessoa.

— Eu também não. Mas logo depois ele se mudou, ele andava fazendo testes e tudo. Conseguiu virar um modelo reconhecido até, mas agora já está praticamente se aposentando. — ela contou. — Não me importa como ele está, a única coisa boa naquele merda foi Clarisse, ela me deu forças para continuar. Sabe, naquela época meu irmão jogou sua vida no lixo, e de desgosto, nosso pai faleceu. Não foi uma boa época para mim.

— Me desculpe perguntar sobre isso, eu não queria fazer você se sentir desconfortável com isso. — me desculpo.

— Você não tem culpa, e eu não poderia mentir sobre mim. — ela diz, sorrindo de leve. — Talvez você devesse visitar Vincent.

— Na cadeia?

— Não, ele é visivelmente perturbado. Dominado por uma personalidade ruim, e a outra que você conhecia no colegial. — ela suspira. — E o pior de tudo é ver o meu irmão sofrendo ao lado dele. Eles se amam, eu acho que se amam, mas.. dá um arrependimento de não poder mudar nada. Apenas ver o fim de todos com seus olhos.

Eu.. eu quero vê–lo, alguma coisa ele terá a me dizer. — toco a cicatriz da minha bochecha. — Me livrar de uma das correntes que me prende ao passado.

— Faça o que você acha certo. E eu vou te dizer o endereço. Pode passar lá mais tarde, eles vivem trancafiados. — ela comentou.

[•••]

Chegamos mais cedo que o esperado – graças à Kate, que nunca tira o pé do acelerador. Eu mal poderia esperar para ir atrás de Vincent, meu amigo do colegial, que em um surto quase me matou.

Kate não queria que eu fosse, ela dizia que eu me arrependeria. Suspeito que ela não fale mais com Scott, talvez tivessem brigado. E motivos era o que mais tinha.

A vida de todos mudou ao pior existente depois daquele baile. Poderíamos ter tido várias realizações, mas, tudo deu errado de uma maneira quase errada. De um jeito tão amargo.

Eu não conseguia parar de pensar, eu via Bonnie e Foxy – brigando sobre algo besta, e alguns minutos depois, quase se comendo nos bancos escolares. Kate e Fritz de mãos dadas, observando todos de longe. Vincent sendo obrigado a estudar com Scott, Toy Chica com suas companheiras cheerleaders, Chica mascando chicletes e espalhando as fofocas, Toy Freddy dormindo em um banco, enquanto Toy Bonnie conversava com Mangle. Freddy jogando basquete com seus colegas, e Golden escrevendo a letra de mais uma música ao meu lado enquanto eu lia um livro didático.

Como tudo mudou tão depressa? Por que essa imagem simplesmente sumia do meu subconsciente tão rápido? Como se estivesse queimando.

Nada seria como antes. Ninguém daria o braço a torcer, eu também nunca irei dar. Todas essas lembranças não passam de mentiras, apostas bobas, e como tudo terminou? Em cicatrizes, sangue, dor. E algum dia, eu tinha ouvido palavras tão pecaminosas como um “Eu te amo” de Lance, ele nem deve saber o real sentido dessas duas palavras.

Nightmare correu para cima de mim, e tudo que pude pensar era gritar por socorro, mas obviamente todos nos encararam como se fôssemos dois retardados.

[•••]

Por volta das seis da tarde eu consegui sair da clínica, Kate tinha conseguido sair do seu trabalho mais cedo e se oferecera para me levar até a casa de Vincent.

— Quem é essa? — Nightmare estava saindo comigo, quando acenei para Kate.

— Minha amiga da época do colegial. — respondo.

— Até que é bonitinha. Vocês namoram?

— Quê?! Não. Eu não namoro desde, desde sempre. — bufo. — Agora se me da licença, tenho algo para resolver.

— Se você diz. — ele dá de ombros. — Só vou falar com ela rapidinho!

Tento impedir, mas quando vi Nightmare já tinha feito amizade com Kate, era como se eu visse dois demônios prontos para me infernizar juntos. Era assustador.

Clarisse estava ao lado de Kate jogando em um videogame portátil, ignorando a existência de Nightmare e Kate, fui até ela e apertei sua bochecha. A ruivinha me encarou e sorriu meiga, acho que ela aprova a amizade de sua mãe comigo.

— Mãe, vamos logo antes que fique muito tarde para ir visitar o tio Scott. — Clarisse disse séria.

— O.k! Vamos, foi um prazer te conhecer Brendon. — ela disse ao Nightmare, que sorriu.

Entramos no carro, e suspirei ao ver Kate pisar fundo no acelerador de novo. Quase meia hora depois ela parou na frente de uma casa de dois andares, pintada de um branco limpo e um portão alto de ferro.

— Chegamos. — ela suspirou. — Scott sabia que íamos vir, vamos lá.

Saímos do carro e quase simultaneamente, Scott saiu de dentro da casa. Ele parecia na pior, quase não lembrava o adolescente que vivia junto ao Vincent. Agora ele usava óculos de armação larga e pretas, e seu cabelo estava mais arrepiado, e talvez tivesse fios brancos.

— Boa tarde. — ele disse para nós, não parecia muito surpreso ao me ver.

— Tio Scott! — Clarisse pulou nele, e Scott sorriu um pouco. Ainda assim me parecia perturbado.

— Vamos entrar logo? Acho que o assunto de Spring e Vincent tem que ser resolvido de uma vez. — Kate disse friamente, e o sorriso de Scott morreu. Sem dúvidas eles estavam brigados.

— Claro, me acompanhem. — ele disse, e seguimos ele para dentro.

A casa estava em uma perfeita ordem, tinha várias portas trancadas, outras partes bloqueadas e as portas tinham várias trancas. Além das janelas estarem bloqueadas por grades. Parecia quase uma prisão.

— Scott? Eles já chegaram? — ouvimos alguém gritar, Vincent provavelmente, e Scott suspirou.

— Sim, pode descer. — ele respondeu.

Eu poderia dizer que não estava com medo, mas eu quase tremia em pé. Tudo que me vinha a cabeça era aquele maldito dia, a dor das facadas, eu me sentia nauseado. Eu iria morrer? Maldita dor que me assombrava.

— Acho melhor eu e Clarisse esperarmos lá fora. — Kate disse. — Boa sorte, Richard.

Tentei sorrir para mostrar que eu não estava nem um pouco nervoso, mas acho que eu deveria estar parecendo um maníaco pela reação dela. Virei para o lado e ao lado da escada estava Vincent. Idêntico como eu me lembrava, não, mais velho, com olheiras que mais pareciam socos e mais pálido.

Como eu queria correr até aquela porta e nunca mais pisar nessa casa.


Notas Finais


Beijos ♥


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