História We're Off To Never Neverland - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Five Nights at Freddy's
Tags Alternative Universe, Ficção Adolescente, Goldentrap
Exibições 222
Palavras 1.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Meus amores, já estou postando? Sim, final do ano, minhas aulas são quase nada, provas já acabaram. Talvez eu esteja livre terça que vem (rezem por mim, seres da purpurina!). (E eu também deveria estar estudando pra minha última prova, hehee ~ fosdeu.)

Cara, se você sabe qual é a música do título ali embaixo. Bate aqui que é nós! Uhul, boa leitura!

~curta sua bad

Capítulo 34 - Chapter 34


“History Maker”

{Springtrap}

— Oi, Richard. — sussurrou Vincent, sua voz estava rouca, arranhada, como se ele quase não usasse. Eu não tinha percebido isso quando ele tinha falado no segundo andar da casa. — Como.. tem passado?

Eu sentia meus olhos arderem. Vincent evitava de olhar para mim, o meu rosto tinha diversas cicatrizes feitas por ele. Ele parecia não querer ver sua “obra de arte”.

— Na medida do possível. — respondo. E quase posso ver sua expressão se suavizar um pouco. Mas ele ainda continuava tenso. — Como você está agora? Eu soube sobre sua doença. — pergunto nervoso.

— Eu estou bem. Na verdade, tenho medo de mudar drasticamente de novo e te machucar mais. — ele apertou seus punhos com força. — Eu não quero te machucar. Eu não queria! — ele falou mais alto, dessa vez olhando diretamente para mim. Eu podia ver lágrimas se formando em seus olhos.

Scott assistia tudo em silêncio. Parecia que ele nunca tinha imaginado esse dia, talvez não tenha imaginado, parecia impossível demais, até para mim.

— Eu entendo que você não queria me machucar. Entendo que você tem uma doença que pode acabar te transformando em alguém que você não quer. — digo, tentando formular uma boa frase.

— Você está me perdoando? Depois de eu fazer isso tudo com você? — ele perguntou, tremendo.

— Eu te perdôo. — afirmo, e ele me abraça com força. Ele fungava baixinho, devia estar chorando. Eu apenas retribui o abraço.

Era impossível não chorar. Eu tentei evitar, mas, apesar de tudo que tinha acontecido entre nós dois. Eu lembrava de como Vincent tinha me defendido de Lance, se preocupado com meu bem estar. E por culpa de uma maldita dupla personalidade ele não conseguiu me proteger de si mesmo. Ele devia se culpar por isso, ele devia relembrar de ver o meu sangue ser espirrado enquanto a outra personalidade o controlava de uma maneira que ele não conseguiria impedir.

Era tudo que eu conseguia pensar. Na loucura que isso me trazia.

[•••]

Logo depois que Kate e Clarisse entraram para ver o que tinha acontecido. Ambas ficaram surpresas ao ver, Scott, Vincent e eu chorando como bebês. Nenhuma delas falou, apenas Kate sorriu para o irmão mais velho e saiu da casa com a filha. Aquela era minha deixa para um adeus.

Assim que sai de lá, senti o alívio de estar livre das correntes do passado que se prendiam a todas as minhas cicatrizes. Quase toda a dor que passei parecia diminuir naquele momento, quase tudo. A principal dor ainda se mantinha, firme como uma muralha. Presa as lembranças de Lance Glover na minha vida.

Assim que entrei no carro, Kate suspirou e tentou sorrir. Olhou para mim com um olhar transbordando tristeza mesclada a alegria.

— Você sente que fez o certo ali dentro? — perguntou–me, sua voz era carregada de mágoa.

— Eu sinto. Eu me sinto muito mais leve depois de perdoá–lo. — sorri, tranqüilizando–a. — Não precisa se preocupar. Isso foi um grande passo para minha nova vida aqui. — garanti.

— Está bem. Às vezes me preocupo demais com você. — ela riu sem humor. — Tenho medo de vivenciar aquela noite de novo. E dessa vez sem uma ambulância para te salvar.

— Nada de ruim irá me acontecer. — afirmo. — Você está se preocupando demais. Por que não coloca uma música para relaxar? — proponho.

— Você 'tá certo. Pode se passar vinte anos, mas música ainda me ajuda a relaxar. — ela sussurra, foi quando percebi que Clarisse dormia no banco de trás. Ela ligou o rádio do carro, e a rádio começou a tocar.

“Enquanto eu andava pela porta ela continuava na minha cabeça,

Quando eu entrei no quarto ela estava deitada na cama,

Ela me procurou toda confusa no escuro,

Eu estava no meu caminho descendo, nunca mais voltando,

Deixe–me assinar..

Não posso lutar contra o demônio, então simplesmente deixe–me assinar”

Era apenas o final da música. Seu tom era tão triste, que eu podia sentir a dor do cantor que cantava. Além da doce melodia do violão que era tocado. A voz, me era muito familiar.

— Que droga. — bufou Kate. — Essa música é do Glover. Ele ainda cantando tão bem quanto eu me lembrava.

Lance, cantou essa música? A letra era dele? Ele amava uma garota no fim de tudo?*

Por que eu ainda tinha esperança de ele me amar? Eu odeio ele. Eu minto para mim mesmo com tanta vontade, eu sou um idiota.

[•••]

{Bonnie}

Assim que chegamos na primeira cidade dos shows de começo. Foi a mesma gritaria de sempre, fãs alucinados. Juras de amor um tanto exageradas, e muitos seguranças que mais pareciam paredes de tão altos.

Como nossa banda relativamente era calma. Ninguém precisaria se preocupar com confusões, ficaríamos no hotel até a hora do show, e se a equipe pedir faríamos a passagem de som antes.

Depois do check–in, saímos do aeroporto escoltados pelos seguranças. A gritaria foi em massa, eu só queria ir logo para o hotel. Não que eu odeio os fãs, mas eu não me sentia merecedor de todo o amor e carinho que os fãs tinham por mim.

Assim que chegamos, eu me despedi dos outros e fui direto ao andar do meu quarto. Mangle e Teddy disseram que iriam ver algo para comer, e Lance decidiu falar com nosso produtor sobre o show. Entrei no elevador e, quando ia apertar o botão para o meu andar alguém impediu a porta de fechar.

Olhei para a pessoa e pensei em me jogar contra as portas do elevador e sair dali como um louco. Ali estava Alexander Sullivan, em carne, osso e um braço robótico. Evitei todo o tipo de contato visual, e apertei com força o botão do segundo andar.

— Por que todo esse nervosismo perto de mim? — perguntou ele, se escorando na parede metálica do elevador. — Eu sei que esse não é o seu andar, Brian.

Eu detestava não ter mudado muito desde dez anos atrás, ainda mais ele se lembrar de minha personalidade.

— Não fale comigo, Alexander. — resmungo, olhando de canto para ele. Sua aparência de adolescente bad boy tinha desaparecido. Ele parecia um homem de responsabilidades, bem vestido e com os cabelos bem arrumados. Nem parecia o mesmo homem que eu tinha amado minha adolescência toda.

— Se é assim que quer.. — ele murmurou de olho fechado, já que um dos olhos estava coberto por um tapa–olho médico.

As portas se abriram e sai dali o mais rápido que podia, indo em direção as escadas. Quando pisei no primeiro degrau comecei a correr, eu queria muito chorar. Por que aquele idiota, filho da puta, tinha que aparecer assim?! Ele só me destruía a cada dia! Eu não preciso olhar para ele mais uma vez. Só de ver as perdas que ele sofreu por minha culpa, já tinha vontade de sumir da face da terra.

Alguém segurou meu braço, e quando me virei, com lágrimas grossas caindo livremente pelas minhas bochechas, senti seus lábios sobre os meus. Me senti um adolescente de dezessete anos de novo.


Notas Finais


* Lance é obrigado a compôr músicas que sempre que descrevem uma pessoa que ele amou (Spring <3), ele tem que pôr no feminino. (Porque as pessoas iriam descobrir que ele é homossexual, e né, não são todos que aceitam.)

Música: https://youtu.be/TPe5WJgBClA (Amor a essa música ♥)

Beijos e até o próximo!!


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