História We're The Same - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe Z. "Felps", Flavia Sayuri, Mariana "Satty" Ferreira (Pense Geek), Rafael "CellBit" Lange, TazerCraft
Personagens Alan Ferreira, Felps, Flavia Sayuri, Mariana "Satty" Ferreira, Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Alan, Aloid, Cellbit, Cellps, Flavia, Mike, Mitw, Rafael Lange, Reabilitação, Satty, Tarik, Void
Exibições 44
Palavras 1.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá amigos <3 Como estão? Tranquilos?
Fiquei bastante ansiosa para postar esse capítulo de WTS, então acabei escrevendo ontem para postar hoje.
"Nossa, ela falou que demoraria para atualizar, mas não deu um dia e está aqui."
Quando eu falei que demoraria para atualizar é por conta de bloqueio, os capítulos podem sair rápidos ou podem demorar um pouco, isso depende muito de como está minha criatividade.
Nesse meio tempo decidi fazer algumas coisas, que no qual eu percebi que estava muito errado.
Eu ando dando spoiler tanto nos comentários como em outros "Lugares", isso praticamente estraga toda a história e o suspense, então decidi que talvez eu mude todo o rumo dos spoilers tomados, alguns vão ser adicionados e outros descartados.
"Ah, é drama."
...
Não.
Peço que tenham paciência para as atualizações sz
Eu vou fazer algumas modificações na minha escrita *~Talvez~*, já que quero melhorar a qualidade das minhas histórias.
"Ah, aconteceu algo pra você decidir isso?"
Sim, aconteceu.
Mas prefiro não falar :D
E eu também percebi que tem muitas pessoas bravas em relação ao shipp Aloid de Falling.
Eu acho que me deixei levar muito pela personalidade possessiva do Void, mas se o shipp está na tag é porque vai acontecer e não tem como mudar isso.
O rumo de Aloid vai mudar bastante, e garanto que até o final dessa fanfic vocês não vão ter nenhum personagem favorito.
É, o Void não vai ser o único a fazer algumas merdas.
"Eu falei com você, mas você foi grossa comigo."
...
Oi?
Me desculpe se eu fui grossa com alguém, né
Mas não foi a intensão c:
"As notas iniciais vão ficar maiores que o capítulo"
... ~Ergue as mãos e se afasta~

Capítulo 7 - You Make Me Forget that I'm Not Okay.


[Point Of View: Mikhael Linnyker (Mike)]

Meus dedos passeavam pela fina camada de papel já há um bom tempo, me faltava coragem para abrir aquele envelope, na mesma noite em que entrei no quarto de Tarik eu tentei abrir aquilo, mas não consegui. Um suspiro cansado escapou de minha boca enquanto me levantava e deixava o envelope em um lugar escondido de meu armário, três batidas em minha porta, em seguida se abriu.

Meus pelos se ouriçaram ao ver Tarik ali, com sua feição calma. O mesmo avisou que o jantar estava na mesa, se virando e fechando a porta novamente. Estava prestes a me retirar do quarto quando ela se abriu novamente, entrando Rafael.

— Mike, eu preciso te falar algo... Prometi que não contaria para ninguém, mas... — O loiro se sentou nervoso em minha cama, franzi o cenho me aproximando de si. — Ontem eu estava no meu quarto, de boa mexendo em meu celular, quando o seu “amigo” entrou.

— O Tarik entrou no seu quarto? — Arqueei as sobrancelhas.

— Sim, ele mesmo.

— E o que ele queria? — Sentei-me ao seu lado, me mostrando interessado no assunto.

— Não é bem o que ele queria... — Cellbit começou a ficar vermelho, preocupando-me quando seus olhos marejaram. — Ele tentou me estuprar, Mikhael.

Entrei em estado de choque, não sabia como conforta-lo e nem mesmo o que falar.

— Eu vou falar com ele. — Levantei-me da cama, mas antes que saísse Rafael segurou o meu braço e se ajoelhou no chão.

— N-Não! Por favor, ele vai me matar se você fizer isso. Prometa-me que você não vai contar pra ninguém, eu não quero que ninguém saiba... Mike, por favor!

— Certo, eu prometo.

Cellbit se levantou do chão e me abraçou fortemente, passei minha mão sobre suas costas, tentando conforta-lo. Eu não sabia o que havia acontecido todos esses anos para Pac ficar assim, mas me questiono se ele seria mesmo capaz de fazer isso. Um sorriso calmo surgiu em meus lábios quando nos afastamos, não custaria nada para eu conversar durante alguns minutos com Tarik, sem que Rafael soubesse.

— Vamos jantar. — Exclamei, me afastando de si indo em direção a cozinha.

Rafael segurou minha mão e sorriu, revirei os olhos, decidido a deixar apenas essa vez passar. Sentei-me ao lado de Ketty na mesa, estranhei o fato da mesma ter ido para a cozinha sem nos chamar, parecia nem notar nossa presença, já que conversava animadamente com os outros presentes.

— Amanhã começarão as aulas. — Felps avisou sorrindo, olhou de relance para Rafael e voltou seu olhar para Tarik. — Definitivamente, na verdade.

— Sério? Espero que as pessoas sejam legais lá. — Ketty sorriu, ajudando Tarik com os pratos.

— Eles são desde que você não se meta em brigas ou os desafie, caso o contrário você terá uma arma apontada para a sua cabeça. — Pac falou calmamente se sentando à mesa. — E garanto que não será nada legal isso.

— Como você sabe que não é nada legal isso? — Rafael passou a ponta de sua língua sobre seus lábios, os umedecendo.

— Ter uma arma apontada para sua cabeça é praticamente como uma ameaça de boas vindas, assustador.

O jantar se estendeu em um silêncio mortal, não tínhamos o que falar ou o que pensar, então apenas comemos sem dizer uma palavra sequer. Em determinado momento eu ergui meu olhar até Tarik, infelizmente o mesmo repetiu a ação, nossos olhares se encontraram durante alguns segundos, até que desviamos envergonhados.

[Point Of View: Lucas Amaral (Void)]

O vento batendo em meu rosto e o álcool descendo queimando por minha garganta era tudo o que eu pedi para minha vida, havia perdido as contas de quantas garrafas tomei há algumas horas, o chão agora estava coberto por essas e alguns maços de cigarro. Ah, quem dera se fosse realmente cigarro... As drogas mais pesadas, aquilo era um alivio. Todos meus problemas sendo esquecidos a cada gole daquele liquido quente, no meu ponto de vista se tornava quente, minha garganta queimava e isso era o suficiente para que eu pensasse que era quente.

Quente como aquela noite de verão, por mais que tentasse pensar em outra coisa apenas aquele garoto me vinha à mente. A última coisa que desejava era tê-lo abandonado, queria poder ter tido a oportunidade de leva-lo junto comigo, viver uma vida em um lugar novo.

Sem pensar duas vezes peguei meu celular e disquei seu número, que por acaso um certo Pacagnan havia me arrumado. Alguns toques soaram, até que sua voz se mostrou presente do outro lado da linha.

— Alô? — Alan sussurrou, sua voz estava sonolenta, eu havia o acordado. — Quem é? Você ao menos tem noção de que horas são? Duas horas da manhã!

— Sou eu, Lucas. — Respondi jogando meu corpo para trás, deitando em meu sofá. — Eu queria saber como você está e se tem como eu passar ai antes da aula, sabe... Para te levar a escola, como antigamente.

— Void, você andou bebendo... Estou certo? Como tem coragem de me ligar bêbado?

— A bebida não é o meu problema agora. O meu problema momentâneo é saber se eu posso acompanhar a minha boneca até a aula.

— Certo, Void... Você ganhou. Mas da próxima vez que me ligar bêbado eu juro que vou até ai te dar uns tapas na cara. — Alan riu baixo do outro lado da linha, sorri comemorando. — Pare de comemorar, não se acostume! Alias, por que está bebendo uma hora dessas? Vício?

— Acertou, herói.

— Herói? Ainda me chama por esse apelido? — Um longo suspiro quebrou o silêncio entre nós que havia se formado, fechei meus olhos e sorri ainda mais. — Lucas, você sabe que as coisas mudaram, certo? Sabe que eu não sou o mesmo, não sabe?

— Lógico que sei, agora vamos trocar de papel e você vai me proteger. — Rimos, aquela conversa parecia algo nostálgico. — Eu sei que as coisas mudaram, minha boneca. Eu também mudei, sabe? Agora sou mais preguiçoso do que antes e estou morando sozinho em um trailer, a visão daqui é linda, comprei pensando em você já que ama estrelas e na época que éramos pequenos você amava tirar fotos.

— Eu não participo mais do clube de fotografia. — Alan bufou e eu franzi o cenho, abrindo minimamente os olhos. — Eu estou liderando o clube de artes marciais, Lucas!

— Mas você nunca gostou de violência...

— Eu disse que havia mudado, você se lembra? Assim como você mudou. Mas de fato nunca gostei de violência, você tem razão. O problema é até quando eu continuaria apanhando e sofrendo com outras pessoas me apontando, eu estava cheio disso, Lucas.

— E você deixou o sonho de ser fotografo por causa disso? — Sentei-me novamente, segurando o telefone com força.

— Sonho, Void? — Alan choramingou, apenas ai percebi que havia tocado em um assunto sensível para si. — Não daria certo mesmo, as minhas fotos estavam tão... Tristes. Eu sempre fotografei coisas que me transmitiam o mesmo sentimento que estava sentindo no momento, aquilo tomou um rumo que não estava gostando. Acabei achando todo refugio que precisava criando o clube de Artes Marciais.

— Mas eu estou de volta, você pode tentar de novo e...

— Até quando vou depender de você, Lucas? Eu estou disposto a te dar outra chance, mas não vou me tornar um peso para você novamente. Sei muito bem me defender sozinho e me virar também, então não insista, você não sabe metade dos problemas que passei quando você foi embora sem me dar noticias.

— Me desculpe. — Sussurrei, sem palavras. — Me desculpe, herói. Eu não sabia, pensei que ficaria bem sem eu, não sei o que falar...

— Eu nunca seria capaz de ficar bem sem você. — Alan parou de falar assim que percebeu o que havia dito. — D-Digo...

— Eu também nunca seria capaz de ficar bem sem você, minha boneca. Eu estava pensando comigo aqui, será que... Ah, esqueça.

— Fale logo, Void.

— Ia pedir para você ir comigo procurar um psicólogo, mas esqueça. — Suspirei, coçando minha nuca de forma nervosa. — Estava fazendo acompanhamento médico, por causa de uma depressão que me pegou de repente, sabe? Por causa disso, mas acho que não vou precisar.

— Sério? Foi à época que você... — Alan amansou o tom de voz, emiti um barulho com minha boca confirmando. — Eu também, Void. O problema é que por conta das inúmeras brigas que aconteceram acabei não conseguindo ir ao médico. De qualquer forma está meio tarde, que tal conversarmos amanhã?

— Boa noite, anão.

— Boa noite, poste. — Alan riu, esperei alguns segundos até escutar o barulho que indicava que o mesmo havia desligado.

Um sorriso mínimo surgiu em meu rosto ao ver a tela do celular, uma foto antiga nossa. Eu finalmente havia tomado coragem para ligar para ele, e não foi tão ruim como estava pensando. O lado ruim é que acabei finalmente me tocando de que tudo havia realmente mudado a minha volta, o que me acalma é lembrar o motivo pelo qual eu fui embora.

Graças a isso ele está aqui, me xingando pelo telefone por ter o ligado durante a madrugada. 


Notas Finais


Bom, eram esses os avisos.
Cellbit: GROSSA
AIN
QUE QUE EU FIZ
Cellbit: FOI GROSSA! SENHORA POR QUE ESTÁ FAZENDO ISSO?
EU NÃO FIZ NADA, SENHOR
Cellbit: POR QUE ESTÁ CORRENDO? SENHORA? SENHORA!!!
~Um beijo, um queijo e fui!~


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