História West Coast - Capítulo 1


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Categorias Originais, Skins
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Adolescentes, Alternativa, Biguéu, Colegial, Comedia, Drama, Família, Faustão, Romance, Skins
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Palavras 1.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Lírica, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Mary Jane


-Jason! Jane! Acordem! – gritava a Sra. Hale pela casa.

      - Caralho... que merda acordar cedo, cacete. – resmungava Liz

      - Já pensou em passar sabão na sua boca? – perguntou

     Jane revirou os olhos como resposta. Era o seu primeiro dia de aula depois das férias, o que seria motivo de empolgação para muitos alunos do West Coast High School, mas para Jane, era só mais um dia normal em que teria que sair da sua cama e conviver em sociedade, e ela odiava isso.

      Jason, seu irmão, já havia terminado o colegial, porém, não estava em nenhuma universidade, pois não tinha a mínima idéia do que fazer de sua vida; o que era estranho, porque Jason Hale era muito inteligente e tinha uma mente incrível. Talvez ele fosse imaturo demais pra tomar um passo tão grande como esse em sua vida.

         - JANE!

         - MAGGIE!

      As duas garotas se abraçaram no centro dos corredores de West Coast High School. Maggie era a melhor amiga de Jane, se conheciam há doze anos, e ela era a única pessoa que Jane realmente confiava e escutava.  

          - Caralho, que saudade, mano! – disse Jane, abraçando e mordendo as bochechas gordinhas de Maggie.

          - Saudade do quê? A gente se viu no sábado!

          - Ah claro, no mesmo dia que você me deixou segurando vela pra você e pro Peter. – respondeu Jane, revirando os olhos, como sempre.

          - Para com isso, nem foi tão ru...

       Naquele momento, Peter passava com seus amigos JJ, Matthew , Silas e claro, Cameron. Maggie olhou fixamente para Peter, e o mesmo retribuiu com um sorriso. A menina de cabelos loiro, curtos e olhos azuis acinzentados ficara tímida.

          - Uau, você parece nem um pouco imbecil - debochou Jane.

          - Ah, para com isso, Jane. Deixa de ser fria.

          - Não estou sendo fria, só estou dizendo que ele não presta. Nem ele, nem aquele tal de Kevin.

          - É Cameron, não Kevin.

          - Tanto faz! Cameron, Kevin, Cleiton, foda-se.

          - Alunos e alunas de West Coast High School, compareçam no ginásio para o discurso do diretor. – avisou Margaret Wilson, do grêmio estudantil.

        Ninguém gostava do diretor Washington. Ele era um velho barrigudo e careca, Jane gostava de dizer que ele parecia o dedão de Maggie, que por sinal, se retorcia de uma maneira muito peculiar.

         As garotas chegaram no ginásio e avistaram Olivia e Mandy Holt, duas irmãs que tinham grandes diferenças físicas. Olivia era de altura média,bem magra, tinha cabelos castanhos bem escuros e ondulados, e olhos esverdeados. Mandy era alta, com curvas, cabelos médios e castanhos, e olhos esverdeados como o de sua irmã.

          - Jane! Maggie! Sentem aqui! – disse Mandy, dando espaço para as duas sentarem na arquibancada, que já estava cheia.

           -  E aí, como foi o verão de vocês? – perguntou Jane

           - Não sei... – respondeu Olivia, desatenta.

           - Ah, nada demais... – completou Mandy.

[         - O meu? Tirando os roles, fiz nada demais. – respondeu Maggie.

           - Ótimo, o meu também foi uma merda.

        Quatro pessoas com sacolas gigantes sentaram na frente das garotas, o que as impedia de ver o centro do ginásio.

            - Caralho, que porra é essa? Dá pra tirar essa sacola da minha frente? Não consigo ver merda nenhuma! – reclamou Jane.

         - Ora, vocês que são pequenas demais! – respondeu um garoto extremamente alto e bochechudo, que andara saltitando com as sacolas.

        - Não são somente sacolas, são nossos cosplays que estão aqui dentro! – disse a menina de cabelos cheios e coloridos acima do ombro.

        - Que seja... – disse Jane, sussurrando para si.

        - Eu sou o Matthew! Essa é a Marian, e as outras duas são a Lara e a Louise. – disse o menino corpulento, apontando para a menina loira de olhos castanhos de baixa estatura e para Louise, que era dona de um corpo magro, cabelos bem pretos e olhos de mesma tonalidade.

         - Já as conheço. – disse Louise, apontando para Mandy e Olivia

      Antes que a conversa se prolongasse, Sr Washington chegou ao ginásio com sua secretária, Margaret Wilson. Uma mulher alta e magricela, com cabelos ruivos presos a um coque. Ela andava toda desajeitada, como se a qualquer momento seus joelhos finos fossem quebrar ao meio.

        - Essa mulher anda que nem um boneco de posto de gasolina. – riu Jane.

      Todos na arquibancada riram da piada de Jane, que foi mais alta do que imaginava. O diretor, que já aparentava naturalmente que iria explodir, ficou vermelho e bufando de raiva.

         - Tem algo de engraçado? Não ouvi piada alguma!

       Margaret cochichou no ouvindo de Washington, e ele apenas assentia e virava as páginas de sua prancheta de plástico para fazer a chamada dos novos alunos do primeiro ano.

           - Amanda Holt, Alexia Hills, Elder Carpanez, Eleanour Laurence, Gabe Arnold... Marian Theran, Margot Blacksmith, Matthew Douglas, Mary Jane Hale...

        O diretor passou o tempo das duas primeiras aulas inteiras no ginásio fazendo a chamada e falando sobre o colégio. Os alunos já estavam agrupados no refeitório e no pátio na hora do intervalo.

           - Fiquei com a Alyssa e com a Elisa na sexta-feira passada, e ainda fiquei com a gostosa da Kourtney de noite, sem contar a Juli...

            - Ninguém quer saber, babaca. – falou JJ, cortando Cameron.

            - Eu não sei o que eu faço com a Maggie, ela não desgruda do meu pé. – disse Peter, pensando alto.

            - Dá um pé na bunda dela logo, cara. Se livra dela e daquela amiga putinha dela, sei lá, qual o nome dela mesmo? Jessie? Jade? Jana?

           - Mary Jane. – respondeu JJ, concentrado em tirar foto da flor que tava no chão – não gosto dela, quer pagar de hipster revolucionária fumando uns baseados e ouvindo indie.

        Peter continuou calado fazendo ritmos com sua mão batendo na mesa.

             - Ih, olha lá, um lerdão! – gritou Bruce

             - “Lerdão” o caralho! Meu nome é Michael! Eu sou o Michael! – disse o menino magricela e cabeçudo com seu queixo quase inexistente enquanto fazia uma dancinha sacudindo os braços e balançando as pernas.

          Todos começaram a rir e criar um círculo em volta de Bruce e do menino Michael, que estava confiante com suas mãos na cintura.

               - E aí, lerdão? Sua mãe não te dá comida não?

               - Dá sim! Se eu vender só o meu óculos dá pra comprar muita comida, uma casa e a sua família inteira, seu boçal!

                - Palhaço! Agora você vai ver, seu playboyzinho de merda...

           Bruce agarrou Michael pela cintura e o enfiou na lixeira mais próxima. Michael ficou preso por horas naquele lugar que estava fedendo muito – Eu sou o Michael Messias! Não sou qualquer pessoa! Eu sou da família de classe mais alta de Coastal Bay! – gritava.

                - Quer ajuda? – perguntou um menino de pele negra reluzente e olhos arregalados, estendendo a mão para Michael.

            - Ah, c-c-claro... – respondeu Michael, admirando o garoto que viera o ajudar, e  tentando se convencer de que aquilo não era um sonho.

         Michael e Luke saíram daquela situação e ficaram calados por alguns segundos olhando um para o outro.

             - Então, qual é o seu nome? – perguntou o menino até agora desconhecido.

             - Eu sou o Michael. Michael Messias. E você?

             - Meu nome é Luke. Luke Biami. Mas também me chamam de Mosquito.

             - Vem me picar então – pensou Michael.

          A aula já havia acabado. Maggie, Olivia e Mandy seguiram até o Starbucks mais próximo, Jane optou por ir pra casa direto, precisava ficar sozinha.

             - Mãe? Pai? Jason?

          Não havia ninguém em casa, para sua sorte. Ela gostava de ficar sozinha em casa lendo, ouvindo música, ou simplesmente fazendo nada, deitada em sua cama esperando sua morte chegar. “Talvez, meu espírito esteja morto e eu esteja apenas sobrevivendo” costumava dizer.

           Ela entrou em seu quarto e tirou o moletom preto que estava usando, prendeu seu longo e fino cabelo castanho claro em um coque e deitou-se na cama de bruço, e não planejava sair dali tão cedo, normalmente, viver era sua última opção.



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