História Westeros - Capítulo 10


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arianne Martell, Arya Stark, Benjen Stark, Brandon "Bran" Stark, Brienne de Tarth, Daenerys Targaryen, Gendry, Jaime Lannister, Jon Snow, Meera Reed, Personagens Originais, Sansa Stark, Tyrion Lannister
Tags Daenerys, Filhos, Game Of Thrones, Jon
Exibições 25
Palavras 2.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Essos


Fanfic / Fanfiction Westeros - Capítulo 10 - Essos

Porto Real

Ned e Matthew caminham até os estábulos na parte de fora da Fortaleza Vermelha e escolhem seus respectivos cavalos, Ned escolhe um branco e Matthew um corcel preto. Não usavam os uniformes costumeiros de Cavaleiros e não possuíam símbolos Targaryen ou Stark em suas roupas, pois queriam discrição e se dirigiam ao porto. Ambos passam despercebidos pelas pessoas usavam capuzes e prosseguiam em seu caminho. Até que ao passarem de frente por uma por uma casa simples, Ned repentinamente para.

- O que foi? – Perguntou Matthew.

- Preciso ver uma pessoa. – Ned tinha visto alguém da janela daquela pequena casa. Ele desce do cavalo e vai até a janela, que estava aberta.

Sandra estava cozinhando um guisado para seus pais que tinham ido ao campo, ao lado dela estava um pequeno garotinho, que parecia curioso com o trabalho que ele fazia.

- Você não me disse que sabia cozinhar. – Comentou Ned.

A ruiva se surpreende e fala:

- Pelos deuses, o que faz aqui? – Perguntou Sandra, indo até a janela sorrindo para ele.

- Desfrutar o privilégio de ver a bela dama, antes de minha viagem. – Respondeu Ned.

- Porque está com essas roupas?  – Perguntou Sandra.

- É uma longa história. – Respondeu Ned.

- Gosto de histórias.  Não quer entrar? Ou acha minha casa humilde demais para você? – Perguntou Sandra, ironicamente.

- Eu adoraria, infelizmente tenho que ir agora. Eu te daria uma flor, mas não tenho uma. –Brincou Ned.

- Mileide, eu detesto interromper o momento... – Falava ainda Matthew, que se aproximou até a janela, quando alguém grita na casa.

- Snow! Solta! Essa coxa é minha! – Gritou Daniel, o irmão de Sandra, que disputava com seu gato de estimação uma coxa de galinha. O gato era branco e gordo, e não a soltava de jeito algum.

- Dan, deixa. Agora ele não vai soltar mais. – Sugeriu Sandra.

- Aquele gato tem o seu sobrenome Matthew. – Disse Ned.

- Faz sentido, parece uma bola de neve. – Comentou Matthew.

- Vejo que está ocupada, nós temos que ir, mas antes... eu voltarei, mileide. – Disse Ned, beijando delicadamente a mão de Sandra.

- Assim espero meu príncipe. O que quer que façam, boa sorte. – Disse Sandra.

- Vamos precisar. – Comentou Matthew.

- Quando eu voltar, quero provar um pouco, o cheiro está muito bom. – Disse Ned.

- Então apenas prometa que voltará. – Disse Sandra.

- Eu juro. Palavra de honra. – Disse Ned, curvando a cabeça.

Eles voltam aos seus cavalos e continuam rumo ao porto.

- Até que enfim chegaram. – Comentou Soren.

- Não se distraiam garotos. Sabem que isso pode custar caro em uma luta – Disse Jorah.

- Estamos prontos. – Disse Ned.

Os quatro embarcam em um pequeno navio, ao adentrarem Sor James estava a espera deles.

- Vossa Graça, Milordes... É uma honra lutar com vocês. Aproveitem a viagem e bebam alguma coisa. – Disse ele. Tinha vinte e dois anos, branco, olhos castanhos, era alto, o mais alto deles,  e seu porte físico era atlético,  seu cabelo raspado, bem curto, quase calvo.

- Somos gratos, por isso. – Disse Sor Jorah.

- Bem, será uma viagem e tanto. – Comentou James.

- Essos. Geralmente aqui em Westeros falamos “ Além do Mar Estreito”. – Disse Ned.

- Fui informado que houve um assassinato na Fortaleza Vermelha.  – Disse James.

- Sim. Meu pai foi apunhalado. Sem pista alguma do assassino a não ser isto. – Falou Matthew, entregando a ele a moeda que acharam junto ao corpo.

- Sinto muito por isso. Essas marcações... São da cidade de Pentos. Uma das Cidades Livres. – Comentou James.  

- Essos é o maior dos quatro continentes, sua extensão ainda é desconhecida e nenhum mapa foi apresentado ainda. – Comentou Jorah.

- Caramba você tem mais vinho e comida na despensa do que armamento. – Comentou Soren.

- É que eu estou sempre com fome. – Respondeu James.

- Li em um livro que as Cidades Livres são formadas por nove cidades independentes, Bravos, Myr, \Pentos e Volantis são costeiras e Norvos e \Qhror.  – Disse Matthew.

- Dizem que tem mais gente em Pentos do que na Baía dos Dragões. – Disse Sam.

- Bem, vamos resolver isso e achar o desgraçado. – Disse Soren.

- Serão alguns dias de viagem então se acostumem com o cheiro do mar. – Disse James.

- Eu preferia o cheiro de mulheres. – Brincou Soren.

- Não vai achar um bordel neste barco, - Disse James, rindo.

- A propósito não dissemos nossos nomes eu sou... – Falava ainda Matthew quando foi interrompido por James.

- Matthew Snow, Soren Martell, Sam Tarly, e o Príncipe Ned, claro. Procuro me manter informado rapazes. – Disse James, enquanto virou-se para observar o mar.

- O cara tem até mel no estoque. Meu amigo um brinde a você, que nunca morreria de fome. – Comentou Soren.

- Parece que a viagem será agradável, Soren. – Disse Matthew.

- Não tanto como eu gostaria, mas será razoável Snow. – Falou Soren.

Pentos (Essos)

Tyler era levado pelos guardas até a prisão do condado Norte, Kraves ordenara que como pagamento de uma dívida a esposa de Tyler fosse levada. Isso o deixou furioso, tentou encontra-la, mas foi tarde demais, estava sendo preso por afrontar aquele que se denominava rei em Essos. Foi jogado em uma cela como um animal, o local estava sujo e o odor forte de urina e fezes, ratos passavam de um lado para o outro. O rapaz negro reclinou os joelhos e chorou ao lembrar da esposa, que provavelmente estaria sendo violentada em algum bordel em Essos.

- “ Lysa... por favor, me perdoa... Não pude te proteger. Eu juro que vou mata-lo. Kraves, seu desgraçado, tirou tudo de mim. Não vou te perdoar maldito, vai morrer por tudo que me fez. ” – Pensou Tyler.

Ele viu que o carcereiro que portava as chaves passaria pela sua cela em alguns minutos, olhou para as correntes longas que estavam em sua mão e teve uma ideia.

“ Vou sair daqui, e vou sair hoje. “  

Ao desembarcarem no porto de Pentos, os Cavaleiros do Rei logo perceberam o grande fluxo de mercadorias que chegavam e partiam através do porto, a exportação de produto agrícolas como trigo, algodão e cereais movimentavam a economia da próspera cidade. As pessoas que circulavam nas ruas da cidade mostravam pouco diferentes dos habitantes de Porto Real, apenas por algumas roupas, e condições econômicas diferentes.

- Bem, onde será que é o bordel mais próximo? – Perguntou Soren.

- Lembrem-se, isto não é um passeio. – Replicou Jorah.

- Eu perguntaria onde é a taverna mais próxima. – Disse James.

-Pelo visto, senso de humor é bom as vezes. – Comentou Ned.

- O que vamos fazer, Jorah? – Perguntou Matthew.

- Esperar. No meio de todo esse comércio, ainda não vi uma moeda parecida com esta. As moedas são iguais nas marcações, mas esta é prateada, todas as outras aqui são douradas. – Respondeu Jorah.

- Se ficarmos todos juntos, vamos chamar atenção. –Disse Matthew.

- Vamos nos separar e observar o porto, o comércio, e ver se alguma moeda como essa aparece. – Disse Ned.

- Certo. – Concordou Jorah.

- Isto esta ficando cada vez mais interessante. – Comentou Soren.

E as horas foram passando, navios e mais navios chegando, remessas de grãos chegavam e partiam pelo mar. Até que, um homem com roupas finas, branco, altura mediana, aparentando ter cerca de quarenta anos, desembarca no porto e entrega uma moeda prateada, exatamente igual aquela que tinham pego em Westeros.

- O carregamento chegou. O proprietário disse algo? – Perguntou ele ao homem na entrada do porto.

- Ele disse que você demorou mais dessa vez.

- A mercadoria é de qualidade, a demora por vezes é precisa. – Respondeu, com um meio sorriso no rosto.

Ele se dirigiu até o centro da cidade, enquanto Jorah, fez sinal para que o seguissem, Matthew e Ned foram na frente, mantendo um pouco a distância sem levantar suspeitas, Jorah foi com Sam pelo leste e Soren com James logo atrás. No entanto, ele repentinamente muda o caminho para o interior, estava usando um cavalo e acompanhado por cinco homens que faziam sua segurança, portando espadas.

- Precisamos pega-lo agora. – Disse Ned.

- Que plano você tem? Acho melhor esperar...

- Ei você! – Gritou Ned – Neste momento eles já adentravam em uma campina que dava passagem para uma floresta. Os homens que o acompanhavam retiram suas espadas ao verem Ned e Matthew.  

- Ele gritou? Merda. – Comentou Soren.

- Matem todos. – Ordenou o homem.

- O plano é lutar. – Disse Ned.

- Boa estratégia. – Cometou Matthew, retirando em seguida sua espada.

As espadas se chocavam, eram cinco contra seis, os cavaleiros estavam em vantagem. Ned golpeou o braço de um deles. cortando-o e cravando a espada que em seus tórax.

- Ahh!! – Gritou.

Matthew prossegue atacando e matando mais um atingindo em cheio o pescoço de outro com a lâmina de sua espalha, Soren pegou uma lança e jogou no cavalo do homem que fugia, o cavalo cai e o homem também, Jorah e Tyler acabam com o último dos guardas que estava com ele.

- Você poderia ter evitado isso. – Disse Matthew.

- Mas quem diabos são vocês? – Indagou ele.

- Nós fazemos as perguntas aqui.-  Disse Ned.

Tyler e Soren o seguram e Jorah pergunta:

- Essa moeda, você a usa no porto. O que significa?

- Os comerciantes com produtos mais refinados a usam. – Respondeu, com respiração ofegante.

- Um homem morreu em Westeros e quem o matou deixou essa moeda no corpo. O que você sabe ? – Indagou Jorah.

- Eu não sei.  – Respondeu rispidamente.

- Pra quem você trabalha?  – Matthew perguntou e não houve resposta, perguntou uma segunda vez e ele apenas sorriu.

- Responda! – Matthew se irrita e dá um soco no rosto do homem, o sangue escorre pela boca e ele ri dizendo:

- Vocês logo vão descobrir. – No momento em que ele diz isso uma flecha atinge Sam no braço.

- Ah! Droga! Mas o quê... – Sam arrancou a flecha e a jogou no chão.

De repente eles percebem que há uma movimentação de pessoas ao redor deles, homens vestidos com armaduras de couro preto aparecem armados com espadas e flechas, havia cerca de vinte e prosseguiam em direção a eles.

Ned retira sua espada juntamente com Matthew, Soren e Tyler soltam o homem no chão e fazem o mesmo.

- São muitos. – Falou James.

- Prefiro morrer lutando a fugir como um covarde. – Disse Ned.

- Merda... – Comentou Soren.

- Jorah, e agora? – Perguntou Sam, enquanto Jorah retira sua espada e escudos de uma garnde bolsa que portava.

Matthew pega um escudo e empunhando a espada diz:

- Lutem! – Disse Matthew correndo para o combate.

- Vamos! – Bradou Ned.

O confronto corria violentamente, o sangue rubro espalhava-se pelo ar, Ned desvia-se das investidas e prosseguia matando os inimigos. Matthew enfrenta um dos primeiros que estava a frente, suas espadas se cruzam e o som do impacto dos metais ressoava pelo local, o homem consegue desferir um soco no rosto do bastardo, e um chute em seu estomago. Matthew se desvia do que seria o golpe fatal e defende-se com a espada, o adversário era mais musculoso e forte, porém era um pouco mais lento do que ele. Matthew consegue atingi-lo com dois golpes de espada, um fere sua perna e outro seu braço, ele cai e é morto com uma faca que foi atirada por Soren em seu pescoço. Tyler luta bravamente utilizando sua espada e um bastão de metal com uma lâmina dupla, esmagando o tórax dos adversários com ele. Sam consegue pegar uma besta e começar a atirar flechas, tirando Jorah de apuros que estava cercado. Os inimigos continuavam, o cansaço começava a vir a tona, as pernas pesavam e os braços ardiam, o suor misturava-se com o sangue. A batalha prosseguiu ferozmente até o último momento, quando o último inimigo caiu. Sujos de sangue e ofegantes, os cavaleiros vencem a batalha, mas o homem que haviam capturado havia fugido.

- Desgraçado... – Ned ainda buscava ar antes de falar.

Repentinamente um homem negro aparece correndo e se espanta vendo a situação deles.

- Pode não parecer, mas não somos assassinos. Eles nos atacaram.

- Quem quer que sejam, precisam sair daqui. – Disse Tyler.

- Você sabe quem está fazendo isso? – Indagou Matthew.

- Kraves. – Respondeu Tyler.

Fortaleza Da Caveira (Horas depois)

- Soube que há novos visitantes, Porthos. – Disse Kraves.

- Eles estavam me seguindo, senhor. Mataram meus homens – Respondeu Porthos.

-Eram seis e  mataram vinte dos meus. Quem são ?

- Eu não sei, Majestade. a mercadoria está no porto.

- Ótimo. Você tem feito um bom trabalho... – Kraves caminha até ele e toca em seu ombro.

- Mas eu não preciso mais de você. – Disse Kraves, apunhalando-o com uma adaga, pressionando-a contra seu peito, fazendo-o cair imediatamente.

 



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