História What happened to perfect? - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Blásio Zabini, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lilá Brown, Luna Lovegood, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags Dramione, Lukas Graham, Perda, Recomeço, Segunda Chance
Exibições 90
Palavras 2.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente!!! Surpresos por me ver aqui? Confesso que eu também estou rs... Nas Notas Finais eu explico direitinho pra vocês o motivo de estar começando essa história, okay? Okay! Então vamos às considerações necessárias:

— A história se passa quatorze anos após o fim da Segunda Guerra Bruxa.
— A maioria dos personagens e o universo descritos na história pertencem à J.K. Rowling, porém, as personalidades dos personagens podem ter sido alteradas, para melhor se encaixarem no enredo.
— Personagens originais me pertencem.
— História inspirada na música What Happened to Perfect, da banda Lukas Graham (link nas Notas Finais).
— Narrada em primeira pessoa por Draco Malfoy.
— Não tenho data certa pra postar, é bem provável que venha há cada quinze dias, se tudo der certo.
— Plágio é crime, portanto, peço que não copiem o enredo e nem nada do que encontrarem por aqui.

É isso, gente... boa leitura!

Capítulo 1 - Promessa.


Posso ver nos seus olhos enquanto chego tropeçando em casa... Você está vivendo com um homem que não conhece mais e esqueceu de sorrir, enquanto eu passo por você.

13.04.2012

“– Eu quero o divórcio...”

Estava novamente no Cabeça de Javali. Aquele velho bar tinha se tornado um segundo lar para mim, e não tinha um dia na semana em que eu não aparecesse por aqui, para tomar pelo menos uma dose de Whisky de Fogo... que obviamente acabava se transformando em um grande porre, que me fazia chegar cambaleando em casa todas as noites.

“– Você não é mais meu marido! Não é mais o homem por quem me apaixonei... Eu não aguento mais... – ela murmurou, sua voz embargada e seus olhos molhados.”

Eu entendia o que ela estava dizendo... ninguém deveria ser obrigado a aguentar um bêbado desenfreado em casa! Mas eu a amava tanto... como poderia continuar vivendo se a perdesse? Já perdi meu filho... meu pequeno menino!

“– Eu também perdi um filho naquela noite, Draco! Scorpius era meu filho também! – sua voz aumentava a cada palavra. – E a não ser que você encontre um Viratempo perdido, que nos permita voltar e salvar nosso filho, ele não vai voltar!”

Como sempre, a Sabe-Tudo estava certa. Minha esposa, se é que ainda podia chamá-la assim. Que diabos eu estou fazendo com a minha vida? Já faz dois anos.

"– Eu não posso mais, Draco... Eu tentei, tentei o máximo que pude, mas já não dá! Eu não aguento mais sua bebedeira, não aguento mais te ver daquele jeito! Por Merlin, é um milagre que não esteja bêbado nesse exato momento..."

Ahh, como eu a amava... Parando agora para pensar, enquanto olho para meu copo de Whisky de Fogo, consigo me lembrar do som de sua risada, mesmo que ela já não risse há um bom tempo... consigo ver o brilho de seus olhos quando me via... O que eu estou fazendo? Não posso perder aquela mulher!

"– Sinto muito – ela me abraçou, mas eu estava extasiado demais para retribuir. – Eu te amo, Draco... Me desculpa por não aguentar mais."

Eu a vi sair pela porta. A vi pegar uma mala que eu nem lembrava de ter visto ali quando entrei, e então ir embora da casa onde começamos nossa vida juntos, depois de tanta luta e tanta dificuldade.

– O que foi que eu fiz?

Levantei com rapidez, acabando por derrubar o banco onde estava sentado. Um pouco desengonçado devido a recente embriaguez, consegui erguer o banco e, depois de deixar alguns galeões em cima do balcão, saindo do Cabeça de Javali. Ali mesmo, na calçada, aparatei para a frente de minha casa, já que tínhamos feitiços anti-aparatação dentro da mesma. Tropeçando em meus próprios pés, consegui entrar em casa, jogando meu casaco no chão enquanto acendia as luzes pelo caminho.

– Hermione? Amor, eu cheguei! Mi... Mi, cadê você? – minha voz começou a embargar enquanto eu olhava cada cômodo da casa, debaixo dos móveis e atrás das portas. – Mione...

Funguei algumas vezes e então cheguei ao nosso quarto. O quarto onde tivemos tantas noites de amor, o quarto onde concebemos nosso pequeno Scorpius, o quarto onde... Onde o que? Balancei a cabeça, confuso com meus próprios pensamentos. Porra, Malfoy! Se concentra!

Abri os armários, sentindo meu coração apertar. Nosso guarda-roupa conjunto estava praticamente vazio, sendo ocupado apenas por minhas roupas patéticas. Passei as mãos pelo cabelo, bagunçando-o ainda mais, sentindo um desespero apoderar-se de mim. O que mais Hermione tinha dito? Ela queria o divorcio! Será que ela estava falando sério?

Tentei sentar na ponta da cama, mas acabei errando e caí de bunda no chão, onde deitei e fiquei, observando o teto, tentando me lembrar do que Hermione tinha dito em nossa conversa, algumas horas antes... Ela achou que eu estava sóbrio, mas na verdade, eu tinha saído mais cedo do Banco e tinha passado no Caldeirão Furado só para passar o tempo, antes de voltar pra casa.

"– Você não tem que ficar desse jeito, amor... eu sei que, em algum lugar aí dentro, está o homem por quem me apaixonei, há quinze anos... por favor, não deixe que este homem se perca para sempre – e então ela beijou meus lábios de forma carinhosa, mas seus lábios estavam salgados devido às lágrimas."

Para onde ela foi? Levantei-me com dificuldade e comecei a andar de um lado pro outro. Pensa, Draco... Pensa! Ah! Já sei! Óbvio que ela deve estar na casa do Santo Potter! Saí do quarto em disparada, descendo as escadas de dois em dois degraus e depois de pegar meu casaco do chão e o vestir de qualquer jeito, saí de casa e aparatei para a casa do Santo Potter. Da calçada eu podia ver as luzes acesas, o que significa que eles estavam acordados! Rapidamente me dirigi até a porta branca e comecei a bater com força, enquanto gritava, sem me importar com o incômodo que deveria estar causando aos vizinhos.

– Hermione! – a cada grito, um novo soco na porta. – Her-Mi-O-Ne!

– Malfoy? O que está fazendo? – Potter foi quem abriu a porta, me segurando antes que eu caísse no chão.

Acho que eu devia estar me apoiando na porta quando a mesma foi aberta, deixando-me sem equilíbrio.

– Cadê a Hermione? – perguntei, me recompondo. – Cadê a minha esposa? Hermione! – gritei seu nome. – Hermione, eu sei que está aqui! Cadê você?

– Malfoy, cale-se! – a ruiva, esposa do Potter apareceu atrás dele, me olhando brava. – São onze horas! Quer acordar toda a vizinhança, doninha?

– Foda-se! Eu quero a minha esposa, cadê ela? – eu não controlava o meu tom de voz, simplesmente falava, e minha voz aumentava e diminuía sozinha. – Hermione!

– O que você quer, Draco? – sua voz frágil foi a primeira coisa que me atingiu, antes de vê-la, atrás da ruiva. – Eu já te disse tudo o que tinha para dizer, o que veio fazer aqui?

– Eu quero você, Hermione – disse, com a voz embargada. – Eu não posso te perder, Mi! Você é o meu amorzinho... – fiz um bico no final, involuntariamente.

– Eu era seu amorzinho, Draco – ela disse, dando enfâse no era. – Hoje, seu único amor, é o Whisky de Fogo. Posso sentir o cheiro do seu hálito daqui!

– Eu não bebi nada! – arregalei os olhos, tentando me manter o mais ereto possível.

– Não tente mentir para mim – ela pediu e a dor que vi em seus olhos foi como um soco em meu estômago, curando-me de boa parte da bebedeira. – Não ouse fingir que está sóbrio! Nos últimos dois anos, tenho te visto dessa forma, noite após noite e tudo o que eu fiz foi cuidar de você, na esperança de que você pudesse mudar! Mas acontece que você não quer mudar – ela já chorava e eu também. – Por dois anos, eu sofri sozinha. Eu estive sozinha com os meus fantasmas, enquanto você estava ocupado demais no Cabeça de Javali ou no Caldeirão Furado ou seja lá em quais outros bares você se perdeu nesses dois anos.

– Hermione... – murmurei, em vão. Não tinha nada para ser dito. Ela estava certa, como sempre.

– Não posso mais ser sua guarda-costas, sua enfermeira. E quanto a mim, Draco? Em algum momento, nesses anos, você pensou em mim? Em como estou me sentindo? Em como me senti quando Scorpius se foi? Em algum momento, pensou que eu precisava de um abraço, que eu precisava de um carinho e de palavras boas? Você ao menos tentou pensar em mim, Draco Malfoy?

Engoli em seco. Scorpius era o meu garoto, meu filhote! Me apeguei tanto a dor de sua perda, que me esqueci de todos ao meu redor que também poderiam estar sofrendo pela morte dele. Esqueci-me da minha esposa. Esqueci-me de tudo, exceto do Whisky de Fogo.

– Eu... – balancei a cabeça, nervoso. – Eu te amo – confessei, minha voz baixa.

– Não o suficiente – Hermione passou as mãos pelo rosto, secando as próprias lágrimas, enquanto novas insistiam em cair pelo seu rosto. – Eu não te conheço mais, Draco...

– Ainda sou eu – me aproximei, visto que o Potter e a esposa já tinham se afastado e agora quem estava à minha frente era a minha esposa. Ela se afastou um passo e novamente recebi um soco no estômago.

– Não, não é. Eu te procurei, Draco. A cada noite em que chegou embriagado em casa, em cada noite que tive que te dar banho e te trocar, a cada remédio que deixei na cabeceira da cama, para que sua dor de cabeça não fosse muito forte graças à ressaca, eu te procurei! E não encontrei...

– Estou aqui – pedi, estendendo a mão para tocá-la, novamente sendo ignorado.

– Eu não vou cuidar de você esta noite, Draco. Não posso cuidar de você esta noite. Eu preciso cuidar de mim, antes que eu exploda. Antes que eu enlouqueça.

– Mione... me dá uma chance!

– Mais uma? – mordi meu lábio inferior, olhando fixamente para ela. – Por Merlin, quantas vezes já não conversamos sobre seu problema com bebida? Quantas vezes você já não me disse que iria mudar, só para no dia seguinte, chegar ainda pior!

– Eu vou me tratar, eu posso parar!

Ela me olhou, séria e eu senti uma ponta de esperança.

– Dentro de um mês, você receberá a documentação do divórcio – de repente sua voz estava firme, e isso me trouxe calafrios. – Este é o tempo que você tem, para me mostrar que pode mudar... Enquanto isso, vou ficar com meus pais na Austrália.

– Porque? Volta pra casa, amor...

Inesperadamente, ela me abraçou. Rapidamente tratei de retribuir o gesto, apertando-a contra mim enquanto sentia o cheiro maravilhoso de morango que exalava de seus cachos macios.

– Eu te amo tanto – murmurei de olhos fechados, sem soltá-la.

– Eu te amo, Draco! Mas preciso do meu marido de volta.

Com dificuldade, ela se afastou, mas não sem antes beijar-me com carinho, e eu tratei de retribuir.

– Por favor, Draco... por favor, pare de beber! Por favor, volte a ser o homem por quem me apaixonei. Volte a ser o homem que me fazia rir, o homem que sorria para mim sempre que chegava em casa e derretia meu coração. Volte...

Assenti, sentindo minha cabeça começar a latejar. Há tempos que eu não chorava, principalmente daquela maneira. Pela segunda vez no dia, vi Hermione dar as costas para mim, e fechar a porta. Fiquei parado ali, olhando para aquela porta branca ainda por um tempo que para mim foi indeterminado, até perceber que deveria ir embora.

Cheguei em casa e só então notei que estava com o casaco do avesso. Que merda! Tirei a roupa enquanto caminhava devagar até o banheiro e quando cheguei ao mesmo, já estava sem nada. Liguei o chuveiro no gelado e entrei em baixo sem nem pensar duas vezes – até porque, se eu parasse para pensar, provavelmente não entraria! Fechei os olhos enquanto deixava a água gelada correr pelo meu corpo e tirar de mim, toda a embriaguez causada pelo Whisky de Fogo. Não sei quanto tempo fiquei ali, mas quando finalmente desliguei o chuveiro, não sentia mais minhas costas, talvez estivesse congelado. Passei a toalha no corpo e depois a enrolei em minha cintura, parando na frente do espelho da pia.

Meu reflexo estava acabado. Olheiras grandes embaixo dos olhos cinza apagados, bem diferentes do que um dia já foram, tão cheios de brilho... principalmente quando via minha Hermione. Os lábios secos e quebradiços, a pele ainda mais pálida do que o normal, e o cara do espelho estava mais magro do que eu me lembrava de tê-lo visto antes... Quando foi a última vez que eu comi mesmo? No almoço?

– Você precisa se recompor, Draco Malfoy – falei para o reflexo, que me olhava fixamente. – Não pode perder a mulher da sua vida para o Whisky de Fogo. Não pode se tornar Lúcio Malfoy, e esperar que ela se torne Narcisa. Ela é a Hermione e nunca será outra pessoa. Não perca essa mulher, ou eu jamais poderei perdoá-lo, entendeu?

O reflexo estava bravo, as feições duras me lembrando de um tempo em que tudo era ruim e apenas o nome Malfoy significava algo de bom. Um tempo antes de tudo, antes de eu descobrir o amor... relaxei as feições, balançando a cabeça em seguida. Eu não queria me lembrar de um tempo em que Hermione não estava comigo. Foram tempos ruins, que eu não deixaria que voltasse.

Fui pro quarto e coloquei uma cueca, seguido de uma calça de moletom cinza, a preferida de Hermione. Desci para a cozinha a fim de comer alguma coisa e depois de fazer um sanduíche ao modo trouxa – exatamente como Hermione me ensinou nos nossos primeiros meses de casado –, sentei-me no balcão da cozinha, comendo sozinho no silêncio daquela casa que não tinha nada, sem ela aqui.

Depois de comer e lavar minha bagunça, fui para a sala, olhando em cima da lareira, onde várias fotos da nossa família estavam espalhadas. Passei o dedo por elas, acompanhando contornos e deixando que algumas lágrimas escorressem por meu rosto. Por Merlin, eu era tão feliz e não sabia...

– Eu vou te trazer de volta, Hermione. É uma promessa!


Notas Finais


Então, o que acharam? Ela é bem dramática, mais ainda do que É Tempo de Recomeçar, na minha opinião rs... Não deixem de comentar e me dizer o que acharam, assim como deixar suas sugestões e críticas, que são sempre bem vindas!

— Explicando sobre o tema da história: ESTOU SIMPLESMENTE VICIADA EM LUKAS GRAHAM! Uma banda inglesa que é simplesmente maravilhosa e pela qual estou apaixonada. Enfim, essa banda tem uma música que está no repeat da minha playlist há exatamente uma semana, sem parar, e a música se chama What Happened to Perfect. Ouvindo essa música tantas e tantas vezes, acabei começando a criar algumas coisas na minha cabeça e é por isso que estou aqui hoje, com uma fic nova! Segue link da música: https://www.youtube.com/watch?v=6RzaI8OEAIE

— Gente, coloquei Desafio do Beijo em HIATUS, pois não consigo bolar um capítulo decente pra ela, estou realmente travada. Sinto muito, mas prometo que não estou abandonando a fic, okay? Eu vou voltar rs...

Amo vocês e espero que gostem de WHTP <3


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