História What If - Emison - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Ashley Marin, Caleb Rivers, Emily Fields, Ezra Fitzgerald, Hanna Marin, Jason Dilaurentis, Jenna Marshall, Jessica DiLaurentis, Melissa Hastings, Mona Vardewaal, Paige McCullers, Pam Fields, Personagens Originais, Peter Hastings, Spencer Hastings, Toby Cavanaugh, Wayne Fields
Tags Aventura, Colegial, Emison, Fantasia, Romance
Exibições 201
Palavras 4.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa Leitura!




por favorzinho prestem atenção ás notas finais <3

Capítulo 11 - Meias Verdades...


Fanfic / Fanfiction What If - Emison - Capítulo 11 - Meias Verdades...

PDV ALISON

 

As palavras da Emily, embora cheia de verdades, baralharam todas as minhas emoções e por isso eu senti uma certa necessidade de ficar sozinha e chorar, decidindo ir até o terraço do Hospital, onde muitas vezes eu e ela ficávamos namorando e fazendo planos pra melhorar a clinica ainda mais..
Pelo caminho eu aproveitei pra ligar pro meu agente de liberdade condicional e passar pela sala do Toby, pra pedir pedir uma cópia da planta do edificio, pois um dos projetos que eu pretendo realizar assim que tomar posse do meu cargo, é a construção de uma unidade de emergência pública, onde as pessoas mais desfavorecidas possam usufruir dos nossos cuidados por um custo acessível. 
Esse sempre foi um sonho do meu pai e eu e a Emily concordámos que seria uma das primeiras coisas que iríamos fazer assim que estivéssemos administrando o Hospital.
Agora eu entendo porque muitas vezes o meu pai era tão duro comigo e o motivo de tantas broncas e tantos castigos. Ele queria que o céu fosse o meu limite pois sabia que eu teria que enfrentar muitas batalhas. Batalhas que jamais poderiam ter como líder, uma garota mimada e inconsequente. 
Muitas vezes eu penso em como ele deve ter ficado desiludido comigo pela minha atitude desonesta: roubar o Hospital sem me preocupar com maiores consequências, resultou ser um ato muito egoísta da minha parte e o meu pai era o oposto da palavra egoísmo. A sua generosidade e o fato de vê-lo sempre pronto pra ajudar os demais, era uma das qualidades que eu mais apreciava nele. No entanto eu estou longe de atingir o seu nível de bondade e altruísmo e sinto que o desejo de me vingar do tio Wayne está me consumindo e só espero que esse mesmo desejo não me destrua...
Ao sentir um vento leve batendo no meu rosto, eu cruzo os braços á volta do meu corpo, como se estivesse abraçando aquele que tanta falta me faz. As lágrimas caem e eu me entrego a um desabafo sentido, até que sinto uma mão tocando o meu ombro:
- Algo me dizia que eu iria te encontrar aqui - diz Jason franzindo a sua testa - porque você tá chorando?
- Tava pensando no papai e nos conselhos que ele foi me dando ao longo da minha adolescência - respondi tentando demonstrar orgulho nas minhas palavras.
- Céus, ele era tão duro com a gente! Admito que eu mesmo só comecei a entender as atitudes dele depois que a Amy nasceu. Tudo que a gente mais quer na vida é ver os nossos filhos felizes e no entanto, sendo nós apenas seres humanos, é dificil manter eles sempre no bom caminho. A Amy me lembra tanto você maninha... Quantas vezes ela cai mesmo depois de eu avisar pra que não pule em cima da cama? Quantas vezes ela fica com dor de barriga por insistir em comer dois sorvetes ao invés de um? Acho que você entenderá o papai quando um dia for mãe e...
Jason se detém e interrompe o seu discurso, certamente por ter se lembrado do dia em que  eu contei sobre o aborto que fiz...
- Será que algum dia eu terei novamente uma chance de ser mãe? Ás vezes eu me arrependo do que fiz...
- Shiuuu - ele diz colocando um dedo sobre os meus lábios - chega de ficar remoendo o passado. Viva o presente e conquiste o futuro!
- Ouvir essa frase de um cara que foi pego em flagrante com a ex-namorada no colo, soa um pouco de deboche, concorda? - eu ironizo erguendo a sombrancelha.
- Ali eu nunca te menti e não vou começar agora: a presença da Hanna mexe comigo e consegue me transportar pra um passado onde eu não tinha responsabilidades, porém eu tenho consciência que agora estou casado e esse mesmo casamento me trouxe o bem mais precioso que a vida podia me dar e eu não pretendo ficar sem a familia que eu construí, por conta de uma garota que meio que me ama e meio que me odeia.
- Como você cresceu Jason! - afirmo enquanto passo a minha mão pelo rosto dele.
- Com toda essa conversa acabei esquecendo que eu vim aqui pra te falar sobre o filho da Emily. A Aria diagnosticou leucemia no garoto.
- O quê? Jason porque não me disse logo? Eu preciso ver a Emily agora!

 

 

 


 PDV HANNA
 

Spencer entra em casa e eu percebo logo o seu ar derrotado, por isso esqueço a sopa que está á minha frente e pergunto o que está acontecendo com ela:
- Acabámos de descobrir que o Dylan tem leucemia - ela diz com os olhos cheios de lágrimas.
- O quê? O Dylan filho da Emily? Meu Deus, como ela está?
- Você já sabe como é a Emily... Deu uma de forte e ficou ao lado do menino até ele dormir e depois saiu. Só Deus sabe onde ela foi.
- E ninguém foi atrás dela? Spencer a Em precisa da gente, ela não pode ficar sozinha!
- A Alison saiu da clinica feito uma louca e o meu sexto sentido me diz que a essa hora elas devem estar juntas - ela responde, ao mesmo tempo que revira os olhos, demonstrando um certo desdém.
- Spencer que implicância é essa com a Ali? Parece que você esqueceu que ela é tão nossa amiga quanto a Emily - reclamo.
- Amiga que vai embora e não comunica comigo durante quatro anos, eu deixo de considerar amiga - ela atira.
- Você sempre me ensinou a não julgar as pessoas, eu juro que não tou te reconhecendo.
- A Alison tem algo sombrio no olhar, ei não sei explicar mas algo me diz que ela vai machucar a Emily novamente e acredite que eu adoraria que ela me provasse que eu estou errada!
- Spence senta aqui - ordeno impacientemente, pois a dor que ainda sinto no tornozelo me impede de levantar e puxar uma das cadeiras - você tem de ver que a Emily agora tá uma mulher bem mais preparada pras armadilhas do destino e que ela vai saber se defender de mais uma decepção. A gente só tem de apoiar as duas e se for o caso, ouvir e aconselhar mas nunca julgar, entendeu? Poxa você e a Ali sempre foram tão próximas, eu lembro que o que mais unia vocês era esse amor pelas crianças e por isso mesmo você seguiu Pedriatria. Eu acho que agora que o Dylan está doente, tudo que a Em menos precisa, é de ter a melhor amiga de pé atrás com a mulher que ela ama. Dá uma folga pra Alison e quem sabe uma chance hein!?
- Tudo bem - ela diz em meio de um suspiro - vou dar uma folga mas vou ficar de olho nela. Hanna come, a sua sopa tá esfriando!
- Essa notícia acabou tirando a minha fome - eu digo com um ar meio enjoado.
- Nada disso! Eu passei o dia todo trabalhando e tudo que eu mais quero é tomar um banho e dormir, depois de me assegurar que você comeu algo decente. Essa sopa parece tar deliciosa.
- Eu trouxe da casa da Aria - comento - foi o Ezra que fez.
- Hanna você acha que a Aria tá feliz no casamento? Você reparou se eles discutiram ou se o Ezra foi bruto com ela?
- Maninha de Deus, você tem de parar com essas suas paranóias: primeiro a Alison tem um olhar sombrio e agora o Ezra é um canalha? Spencer o cara trata a Aria super bem, ele faz tudo pra agradar ela, inclusive essa sopa - eu asseguro fazendo um meio sorriso.
- É você tá certa, eu preciso parar de me preocupar tanto com a vida alheia e pensar mais em mim - ela afirma ao mesmo tempo que encolhe os ombros.
Spencer ficou comigo até eu terminar de comer a sopa e a cada colherada que eu colocava na boca, tentava disfarçar o meu enjoo. A sopa estava deliciosa mas eu não conseguia parar de pensar nas calorias que o meu corpo estava ingerindo e por isso mesmo, assim que me vi livre do controle fraternal da minha irmãzinha, corri até o banheiro pra me livrar daquele incómodo no meu estômago, colocando os dedos na minha garganta, como de hábito.
Esse era um procedimento muito popular entre as bailarinas de Juilliard, que não podiam pesar uma grama a mais do pretendido e eu, como sempre exigi o máximo de mim, inclusive pesar o minímo possivel, aprendi a comer o que eu mais gostava, vomitando tudo em seguida.
Infelizmente e muito por culpa da minha magreza, o meu rosto foi envelhecendo o que fe com que a companhia de Ballet que eu representava, deixasse de me escolher pros papéis de destaque, sendo remetida pra papéis secundários. Eu estava á beira de me tornar uma daquelas prima-ballerinas suplentes e antes que isso acontecesse, resolvi tentar a minha sorte em Hollywood participando em alguns castings, até que fui chamada pra antagonizar uma série de nome Pretty Little Liars, em que curiosamente eu desempenho uma personagem de nome Hanna, que é uma garota meio louca que faz tudo pra ser popular no colégio, bem diferente de mim, que no colégio era quase invísivel, até que por sorte a minha mãe casou com o pai da Spencer, que me acolheu no seu grupo de amigas e a partir daí eu deixei de me sentir sozinha, começando a namorar com o idiota do Jason, que até então era tudo pra mim.
Quando eu peguei ele beijando aquela que eu considerava ser uma boa amiga, o meu estado de insegurança ganhou terreno sobre a minha confiança e aí eu comecei a me cortar.
Sentir o sangue escorrendo pelo meu corpo me trazia uma certa paz e conforto e eu sempre fazia pequenos cortes em lugares que ninguém podia notar, como nos meus tornozelos ou antrebraço e até que os cortes cicatrizassem eu nem saía do meu quarto, pra não ter que ficar me justificando.
A mudança pra Los Angeles fez com que eu me obrigasse a ter um pouco mais de fé em mim mesma e por esse motivo eu parei de me punir. Hoje em dia me sinto novamente uma garota bonita e saudável e eu só induzo o vómito, quando acho que comi demasiado.
- Hanna o seu celular tá tocando - diz Spencer fazendo com que eu me assuste e que me apresse a baixar a tampa do vaso, pra que ela não perceba que eu acabo de me desfazer da sopa que comi.
Eu agradeço em surdina e faço sinal com a mão,pedindo pra que ela feche a porta pois ainda me custa um pouco me locomover e eu quero que ela suma da minha frente o mais rápido possível.

 

- Aposto que você tava sonhando com o momento 
em que eu te coloquei no meu colo.
- Jason? Quem te deu o meu número?
- Digamos que eu sou um homem muito
bem relacionado.
- E até onde eu sei, muito bem casado também.
- Foi você quem me deixou, permitindo que eu me casasse
com outra mulher.
- Você nem imagina o quanto eu me sinto aliviada
por saber que permiti que a Mona se casasse 
com o cara mais hipócrita de Rosewood.
- Autchh essa doeu! Por falar em dor,
como está o seu tornozelo?
- Muito melhor! Penso que amanhã ou depois 
ficarei livre das muletas.
- Memoriza o meu número pois nunca se sabe
 se você pode vir a precisar de um "colo" amigo.
 

Eu desliguei a ligação de forma a evitar que ele perceba que eu estou sorrindo por conta daquela piada ridícula, que acabou provocando um forte arrepio em meu corpo. A verdade é que eu amei estar nos braços do Jason e por alguns momentos eu senti que o tempo não tinha passado e que nós ainda estávamos apaixonados. Confesso que talvez se a Mona não tivesse chegado, dificilmente a gente ia conseguir resistir a trocar um beijo em nome dos velhos tempos. Foi até bom aquela mal amada ter aparecido.
Decidida a esquecer o lado conquistador do Jason, eu começo a escovar os dentes e fico me olhando no espelho, pensando se a Emily está bem. Só espero que a Ali consiga dar o apoio que ela tanto precisa neste momento...


PDV EMILY

Eu fiquei ao lado do Dylan até ele adormecer e resolvi sair um pouco, pois não queria que ninguém me visse chorar. A "Emily mãe" ainda não encontrou o seu espaço no local de trabalho e deixar que as outras pessoas possam constatar que eu também tenho um lado vulnerável, é algo que eu ainda preciso aprender.
Dentro da minha cabeça estão passando mil imagens, como exemplo a primeira vez que eu peguei o Dylan no colo e a promessa que eu fiz no seu minúsculo ouvidinho. 
"Vou cuidar de você como se tivesse nascido de mim"...
 Essa foi a primeira frase que eu falei pra ele e agora eu via o destino atirando flechas sobre essa promessa e eu fico pensando se esse será o preço que eu terei de pagar por ter tirado a vida á mãe dele.
A imagem dela deitada no chão, implorando pra que eu não permitisse que nada acontecesse ao seu bebê, invadiu a minha mente, provocando um choro desesperado em mim...
- Me perdoa por ter sido a responsável de toda aquela desgraça - eu digo em surdina, me detendo assim que sinto um aroma bem familiar, que faz a minha cabeça virar na direçãoo da porta - Alison? O que você tá fazendo aqui?
- Eu procurei por você em cada canto da clinica, até que a Spencer me disse que você saiu depois do Dylan adormecer e que ninguém sabia onde você tinha ido. Imaginei que pudesse estar aqui - ela diz olhando em volta da casa de árvore - era pra cá que você vinha sempre que estava chateada ou triste.
- Eu vim até aqui porque foi neste mesmo lugar que toda a minha alegria foi embora. Quando eu acordei e vi que você não estava do meu lado, algo muito forte me alertou pra que talvez aquela tivesse sido a nossa primeira e última noite. Daí eu li o seu bilhete, acabando por confirmar a minha suspeita mas ainda assim decidi ir até á sua casa, ignorando o frio daquela manhã infernal. Eu vi nos olhos da sua mãe que tão cedo não voltaria a estar com você... No entanto eu mantive a minha promessa de esperar...
- E eu tou aqui cumprindo a minha promessa de voltar... Emily eu sei que o que eu fiz não tem perdão e eu não vim aqui pra falar sobre nós duas e sim sobre o Dylan. O Jason me contou e eu sei que apesar de você ter mudado muito e já não ser a mesma Em que eu deixei aqui deitada, tambem sei que neste momento você precisa de chorar nos braços de alguém que te ama. Algo muito forte me diz que você não tem dúvida nenhuma do amor que eu sinto, pois ontem eu demonstrei isso nos meus beijos, no meu olhar, na minha entrega e principalmente quando provei ser a única pessoa que conseguiu adivinhar onde você estaria agora.
Alison tem toda a razão: por muito que com o passar dos anos eu tivesse me transformado numa pessoa diferente, a verdade é que nesse momento eu precisava de estar ao lado de alguém que me ama e me transmita vibrações de tranquilidade e eu estou me sentindo muito feliz por constatar que essa pessoa é ela. 
Confesso que quando a vi na noite da virada, desconfiei das suas intenções, pensando se o seu regresso seria uma coisa boa ou má. No entanto tenho de admitir que tê-la ao meu lado neste momento é algo meio mágico, como se a chegada dela á casa da árvore, se tratasse de uma espécie de providência Divina e por esse motivo, eu baixo a minha guarda e me atiro em seus braços, me entregando a um choro deseperado:
- Ele é tão pequeno e sempre foi tão saudável! Como é que eu sendo médica não dei conta que algo mais sério estava acontecendo?
- Emily você mesma acaba de responder á sua pergunta: o Dylan sempre foi saudável e por isso nunca apresentou motivos para grandes preocupações e eu posso te garantir que se não fosse pelo fato da Aria ser uma excelente Oncologista, o seu filho sairia do Hospital com um diagnóstico diferente, pois ele apresentava o quadro de uma simples virose. Amor não se recrimine, nós somos médicas e sabemos o quanto a medicina está avançada e que o Dylan tem grandes chances de sair dessa totalmente curado.

Eu estou chorando em seus braços e enquanto ela afaga o meu cabelo, continua o seu discurso:
- Essa vai ser uma prova bem dura na sua vida... Bem mais dura que ter ficado todos esses anos sem mim. Só que neste caso eu vou estar aqui com você. Olha pra mim - ela ordena enquanto coloca as duas mãos nos meus ombros - eu não vou sair do seu lado nunca mais, a menos que você me peça pra sumir da sua vida e julgando pelo fato de ter te encontrado aqui, duvido que você me queira longe. Emily deixa eu enfrentar essa batalha ao seu lado, me dá uma chance de fazer você e o Dylan felizes. A gente sempre sonhou em ter uma familia com filhos. Mesmo você tendo se antecipado e começado a construir essa familia sozinha, tudo que eu mais quero é poder fazer parte dela e eu vou fazer tudo pra merecer esse lugar. Me aceita de volta amor, já resta pouco tempo pra sermos felizes pra sempre...

O passar dos anos trouxe a Alison o dom da palavra. Nos últimos dias ela vem me dizendo coisas tão sentidas, como se ela tivesse ensaiado cada palavra durante o tempo que estivemos afastadas. Eu sinto que estou me apaixonando por essa nova Ali e tudo que eu mais quero é que ela ame a nova Emily, pois eu noto que essa é a primeira vez que ela olha pra pessoa que eu me tornei e não pra garota que ela abandonou no passado.
Pode dar certo e se eu esperei tanto tempo, pra quê resistir a algo com que eu tenho sonhado todos os dias?
Enquanto espera a minha resposta, ela vai passando a mão pelo meu rosto e quando eu olho pro anel que ela tem no dedo, suspiro profundamente, decidida a permitir que ela faça parte da minha vida novamente, rezando pra que desta vez seja pra sempre e por isso eu aceno com a cabeça positivamente, agradecendo com o olhar. Completamente incapaz de resistir aos seus encantos, eu a puxo pra um beijo apaixonado e cheio de agradecimento:
- Obrigada por estar aqui Alison!
Eu deito no seu colo e peço a ela pra me contar tudo sobre a sua vida e ela decide se apresentar formalmente:
- Meu nome é Alison DiLaurentis, tenho 26 anos, estudei Medicina e me especializei em Obstetrícia. Terminei os meus estudos em Charlotte e concluí a minha Pós-Graduação num hospital muito conceituado nessa mesma cidade, onde aprendi as técnicas mais modernas de cirurgia, que pretendo ensinar a todos os meus colegas do Hospital da minha cidade natal, Rosewood - ela afirma com um brilho no olhar.
- Nossa! Parece que você tá se candidatando pra um emprego - eu digo meio que debochando dela.
 - Eu tou me candidatando ao maior dos empregos... Emily você acha que eu reúno qualidades suficientes pra me tornar Mrs. DiLaurentis Fields?
- Eu acho que não existe ninguém nesse mundo que tenha qualidades pra preencher essa vaga...  A menos que essa pessoa seja uma loirinha de 26 anos, que tenha estudado em Charlotte e tal...
Alison se entrega a uma sonora gargalhada e eu faço o mesmo, contagiada pelo seu bom humor. Acredito que se não fosse pela minha cabeça estar cheia de preocupação pelo estado de saúde do meu filho, esta teria sido a nossa segunda noite de amor.
Horas depois ela decide ir embora, pois é noite de ficar de plantão juntamente com a Aria:
- Dorme amor, eu prometo que ficarei cuidando do Dylan até você chegar.
- Alison, você promete que quando eu acordar não vou encontrar outro bilhete de despedida?
- Prometo que amanhã a única coisa que você terá de mim, é mais um pedido de casamento - ela responde, beijando a minha testa em seguida...


PDV ARIA

Eram umas quatro da manhã quando eu vejo a Alison entrar na cafetaria e vindo na minha direção:
- Você encontrou a Emily? - pergunto ansiosa.
- Sim eu fiquei com ela até agora e prometi que cuidaria do Dylan durante a noite pra que ela possa descansar um pouco.
 - Como ela está?
- Um pouco chateada por não ter se apercebido antes, que o menino sofre de algo tão sério. A Emily continua exigindo demasiado de si mesma. Nisso ela não mudou nem um pouco.
- Alison, eu posso te fazer uma pergunta?
- Aria eu sei que muitas coisas mudaram durante o tempo que eu estive fora mas eu quero que você saiba, que por mim nada mudou no que diz respeito á nossa amizade, o que faz com que você possa me perguntar o que quiser sem cerimónias.
- Obrigada amiga, saiba que eu sinto o mesmo em relação a você. A minha pergunta é: você veio pra ficar?
- Sim eu vim pra ficar e pra reconquistar tudo que perdi: vocês, a Emily e o lugar que me pertence na clinica que também é da minha familia - ela responde, permitindo que o seu rosto endureça.
- Por favor Alison, não machuque a Emily. Ela já sofreu muito - eu peço, pois vejo que as suspeitas da Spencer podem ter um pouco de fundamento.
- Nossa! Todos me falam do sofrimento da Emily, ignorando o quanto eu posso ter sofrido também... A diferença entre mim e ela é que eu não tive ninguém que me apoiasse dizendo que eu ia ficar bem - ela lamenta de cabeça baixa.
- Não Alison!  eu digo colocando a minha mão sobre a dela - A diferença é que você sumiu e não permitiu que a gente pudesse testemunhar o seu sofrimento.
- Eu sei, eu sei e você não imagina o quanto eu me arrependo de ter ido embora. 
- Não chora amiga pois uma coisa é certa: a Emily esperou por você, por isso não é tarde demais pra vosso amor.
Alison me abraça, se permitindo a demonstrar as suas emoções, visto que na cafetaria só estamos nós duas:
- Obrigada por não me julgar! - ela diz ao mesmo tempo que me oferece um olhar sincero.
****

O plantão decorreu normalmente e e eu e a Alison não tivemos muito que fazer durante a madrugada, o que fez com que ela passasse a maioria do tempo ao lado do Dylan, que estava dormindo profundamente, por conta do forte antibiótico que eu tinha administrado. 
Toda a vez que eu fazia a ronda e passava pelo quarto dele, eu ouvia a Alison contando alguns dos contos de fada que a gente lia quando éramos garotinhas.
Eram umas sete e meia da manhã, quando a Emily chegou e se deteve ao meu lado, junto á porta, escutando a Ali narrar a história da Cinderela:
- E o sapatinho era tão pequeno, que não cabia no pé da irmã da Cinderela... Ela tentou, tentou, tentou até que o príncipe resolveu tirar o sapato e entregar pra outra irmã, que tinha o pé demasiado pequeno...
Ao sentir a nossa presença, ela olhou pra porta e logo em seguida pro seu relógio:
- Nem dei pelo tempo passar...
- Bom dia amor! Porque não continua contando a história da Cinderela? Eu e a Aria estávamos gostando de ouvir - diz Emily num tom meio debochado e feliz. Feliz como só a Alison sabia deixá-la e aí eu percebi que elas tinham se acertado e por isso as deixei sozinhas com o pequeno Dylan e fui fazer a minha última ronda, lamentando em meio de um suspiro que o plantão estivesse terminando e que a hora de ir pra minha casa estivesse chegando...


CRIANÇA DE 8 ANOS COM FORTES DORES ABDOMINAIS, A MÃE DIZ QUE ELE TENTOU SE LEVANTAR PRA IR PRA ESCOLA E NÃO CONSEGUIU, MAS QUE JÁ VINHA SE QUEIXANDO DE DORES DESDE A HORA DO JANTAR.


PDV SPENCER

Assim que eu chego na clinica, encontro dois enfermeiros saíndo de uma ambulância, trazendo uma maca com um garoto, que gritava por conta de sentir dores agudas no abdómen.
- Levem ele pra Emergência Pediátrica que eu vou já em seguida - ordeno decidida a correr até ao vestiário, pra me desinfetar e vestir a minha bata.
- Um momento! - grita o pai da Emily que se coloca na porta, impedindo a passagem da maca - essa ambulância não pertence ao nosso Hospital. Vocês tem de levar esse garoto pro hospital público.
- Deve haver algum equívoco - diz um dos enfermeiros - antes de vir pra cá nós ligámos pedindo permissão.
- Fui eu quem permiti, não tem equívoco nenhum - diz Alison decidida a desfazer o mal-entendido.
- Desde quando você dá ordens pra que a clinica receba pacientes, sem averiguar se elas podem pagar pela assistência prestada pelos nossos serviços? - ele pergunta ao mesmo tempo que fulmina ela com o olhar.
Alison agarra o pai da Emily pelo braço, fazendo com que ele se desvie da porta e logo em seguida faz sinal pra que os enfermeiros sigam até á Unidade de Pediatria, o que eles obedecem de imediato, pois o garoto continua gritando:
- O senhor precisa parar de pensar apenas em dinheiro. O Hospital Público tá cheio e ligaram pra nós pedindo ajuda e eu acedi pois não vejo problema algum em aceitar pessoas que não tem condições de pagar pelos nossos serviços, visto que o nosso primeiro compromisso é salvar vidas. Se o senhor se opõe, coloque isso na acta da próxima reunião administrativa.
O Dr Fields dá meia volta e sai sem nada dizer e ao ver o olhar que a Alison lança pra ele, eu entendo que o seu regresso passa por um plano de vingança. Eu decido deixar esse assunto pra mais tarde e vou até ao vestiário, indo logo em seguida até ao garoto que entetanto começou a ser assistido por ela:
- Ele tem uma apendicite aguda. Eu já pedi pra que preparassem o bloco pra que você possa operá-lo - Alison diz se dirigindo a mim.
Eu aceno com a cabeça positivamente e vou até ao bloco operatório, decidida a passar por todo o processo pré-cirúrgico. Quando entro na sala de operações, verifico o raio-x do garoto, pra afastar a hipótese de qualquer hemorragia.
Jenna está pronta pra me assistir e logo após a intervenção  do anestesista, ela me entrega o bisturi. Eu fico alguns minutos tentando me concentrar pra fazer o corte no abdómen do garoto mas estou tremendo e não consigo.
- Spencer deixa que eu faço isso - diz Alison que entrou na sala sem que eu me apercebesse.
- Eu penso em recusar a ajuda dela mas a verdade é que não estou em condições de operar, por isso faço sinal a Jenna pra que dê assistência a Alison e saio da sala de operações com um ar derrotado.
Cerca de uma hora depois, quando eu estou no meu consultório, me sentindo meio abalada pelo que aconteceu durante a cirurgia, a Ali entra sem bater, mostrando estar revoltada:
- Você me acusa de mil e uma coisas, no entanto quem está colocando a vida dos pacientes em risco é você - ela acusa.
- Do que você está falando? - pergunto confusa - eu vacilei por conta da queimadura na minha mão - digo tentando me justificar.
- Ora Spencer não tente me enganar. Essa queimadura jamais te impediria de operar o garoto com toda a eficiência - ela diz olhando pra minha mão, avaliando o estado do meu ferimento.
- Quem é você pra entrar no meu consultório e me acusar desse jeito? Eu não vou admitir uma afronta dessas vinda da sua parte, mesmo você sendo uma das donas da clinica. Eu sempre fui uma excelente profissional e não preciso provar nada pra ninguém - eu grito.
Alison fecha a porta da minha sala, pois os meus gritos acabam chamando a atenção de quem está passando no corredor:
 - Spencer me responde uma coisa: há quanto tempo você tá sabendo que tem esclerose múltipla?


Notas Finais


em primeiro lugar eu quero pedir desculpa por não ter feito a devida separação entre os PDV´s mas o spirit não tá facilitando a minha vida hoje... :(((

hoje eu quero avisar que a partir de agora ficará um pouco dificil publicar mais que uma vez por semana, pois eu preciso estudar pro exame que me dará a carteira de motorista yeeee... sem contar com o trabalho que exige demasiado da minha concentração e umas merecidas férias onde eu pretendo comer, dormir e amar muito...
Conto com a vossa compreensão e prometo trazer um capitulo por semana mas grande okei?


A fic chegou ao ponto que eu queria pois como vocês puderam ler a Emily e a Alison se acertaram e ficarão unidas e se amando por um bom tempo.
A partir do próximo capitulo vão entrar quatro personagens novas: uma boa, outra má, uma chata mas necessária e outra muito misteriosa...

Sobre o capitulo de hoje, o que vocês acham que a Alison deve fazer depois de tomar conhecimento sobre a doença da Spencer, visto que o seu estado impede que ela participe em cirurgias?

Eu adoraria saber a vossa opinião sobre o capitulo e agradecer pelos comentários do capitulo anterior...

Obrigada pelo apoio favoritos e comentários

Até breve <3 <3 <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...