História What if - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Em Família
Tags Clarina
Exibições 309
Palavras 1.454
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Finalmente huh, espero que gostem.

Capítulo 16 - Verdades


Fanfic / Fanfiction What if - Capítulo 16 - Verdades

- Por que está me olhando desse jeito? – Ela perguntou sorridente o que fez com que meu sorriso se alargasse mais ainda.

- Porque você é linda, e eu amo te olhar – Falei enquanto mordia de leve sua mão.

- E é só me olhar que você ama? – Perguntou desafiadora arqueando uma sobrancelha.

- Babe, nós já conversamos sobre isso ok? Não vamos entrar nesse assunto de novo porque não estou com a mínima vontade de discutir – Levantei rapidamente da cama – Eu vou lá em baixo buscar um café para nós.

Algum tempo depois retornei ao quarto e procurei por ela que havia acabado de sair do banheiro com uma toalha minúscula enrolada no corpo e um sorriso safado estampado nos lábios.

- Hum… Eu não encontrei uma toalha maior, me desculpa por usar a de rosto? – Perguntou enquanto deixava a toalha escorregar até os seus pés.

- Não desculpo , não aceito esse tipo de comportamento – Falei fingindo seriedade na voz – E você vai ter que ser punida por isso. – Deixei as xícaras de café sob a mesinha do quarto fui em direção a uma poltrona que ficava de frente para minha cama e peguei uma meia calça que estava jogada por ali. Depois caminhei em direção a cama – Vem, senta aqui.

- O que você vai fazer Marina? – Perguntou enquanto subia de joelhos na cama e se sentava no meu colo.

- Eu estou sem muita paciência e com muito tesão acumulado, então não fala muito, só aproveita.

- Me da um beijo – Pediu.

- Hum… Você só quer um beijo? – Perguntei enquanto sentia a boca dela passeando pelo meu pescoço e mordendo em pontos estratégicos me deixando marcada.

- Quero muito mais do que isso – Falou entre gemidos quando apertei mais minhas mãos em sua cintura.

- Seu desejo é uma ordem Valentina – Sussurrei no seu ouvido.

- Eu te amo Marina – Ela olhou dentro dos meus olhos e não encontrou o que procurava, reciprocidade pra esse sentimento tão nobre.

Havia se passado uma semana desde o episódio no barco, e minha mente estava mais confusa do que tudo. Não querendo colocar em jogo os meus sentimentos e a minha relação com a Clara, isso jamais aconteceria, de fato eu amo essa mulher. Mas convenhamos que quando um grande sentimento do passado volta é assustador, uma porque eu não sabia como agir diante disso e duas porque agora eu tenho uma pessoa, que por sinal vai ficar com raiva de mim quando descobrir que eu aceitei um encontro com Valentina e nesse momento estou sentada numa mesa de um pub repleto de mentes inquietas esperando por ela. Não me levem a mal, mas eu preciso entender o que está acontecendo para finalmente poder colocar um ponto final nisso tudo, deixar tudo isso pra trás, eu cansei de estar do lado errado, preciso mudar e quero que o meu amor me acompanhe nisso, todos nós sabemos que tanto eu quanto a Clara não somos santinhas propriamente ditas, eu já errei muito e ela também, mas acredito que estamos dispostas a mudar pelos nossos sentimentos. Deus, quando foi que eu me tornei uma tola perdidamente apaixonada.

Meus pensamentos foram interrompidos por um toque suave nos meus ombros que assim que eu virei pra trás arregalei os olhos e quase cuspi a bebida que tinha acabado de levar a boca, céus, era ela mesma, era Valentina em carne e osso e ela continuava linda como sempre, arrisco dizer que até mais.

- Você não perde essa mania de me olhar tão profundamente não é mesmo? – Abriu um sorriso suave.

- É porque você é linda – Disse ainda surpresa por vê-la na minha frente.

- E você ainda vai continuar amando me olhar? – Perguntou com os olhos brilhando.

E nessa hora eu me dei conta de que sim, todo aquele sentimento por ela foi real, mas não mais, hoje em dia só restou mágoa e um pingo de indignação por ter sido feita de otária por tanto tempo, por ter sofrido, chorado uma morte que sequer foi real. Pigarreei e tomei mais um gole da minha bebida.

- Sinto muito Valentina, hoje em dia meus olhos e meus olhares mais intensos pertencem à outra pessoa – Pousei o copo sob a mesa – Mas não vamos entrar nesse assunto. – Só me diz o porque disso tudo…

- É uma longa historia Marina… - Falou com pesar.

- E o que acha de começar? Eu estou com tempo – Falei.

- Antes eu preciso que você saiba que quando eu disse que te amei, era verdade – Me olhou com os olhos cheios de lágrimas, apenas assenti – Pois bem, você se lembra do dia em que nos conhecemos?

- Claro… na casa dos seus pais, eu te ofereci um cigarro e você veio cheia de lição de moral pra cima de mim e por fim acabou aceitando – Falei com um sorriso casto nos lábios.

- Eu já te conhecia muito antes disso Marina – Falou séria.

- Han? A Vic já tinha falado sobre mim pra você, provavelmente – Conclui.

- Não – riu um riso carregado de ironia – Eu tinha meus contatos.

- Tinha seus contatos? – Perguntei incerta.

- Exatamente, você se lembra que minha irmãzinha querida nunca gostou da nossa aproximação, certo?

- Claro que lembro, acho que era mais por ciúmes do que pela perda propriamente dita – Bebi mais um gole da bebida, terminando conteúdo do copo e pontuando mais uma rodada ao garçom.

- Não, e você devia ter confiado mais nela do que em mim – Colocou sua mão sob a minha.

- Honestamente Valentina, eu não estou entendendo o rumo dessa conversa – Tirei minha mão de baixo da dela rapidamente.

- Eu te manipulei, fiz com que passasse mais tempo comigo do que cuidando dos seus “negócios”, eu fiz você acreditar que eu era ingênua e que a bruxa era a minha irmã, eu fiz isso todos os dias desde quando nos conhecemos e continuo fazendo até hoje, porque eu tenho a Victoria nas minhas mãos.  As armações contra sua bela, amada e intocada Clara – falou o nome dela com nojo – Eu que planejei e obriguei a Vic a colocar em pratica.

- O que?! E você me fala isso assim na maior tranquilidade?! Você é uma cretina Valentina, eu sempre soube que nunca tinha te amado e agora eu tenho mais certeza do que nunca, você é um ser humano digno de pena.  – Disparei com raiva as palavras na cara dela.

- Ah Marininha, não seja tão rude. Você deveria me agradecer sabia? Porque até mesmo foi eu quem colocou ela no seu caminho “Cris” – Abriu um sorriso convencido.

- Que? O que você está dizendo? – Perguntei irritada.

- Marina, a Atena trabalhava pra mim, claro que sem saber da minha verdadeira identidade – mostrou um sorriso orgulhoso – Eu precisei inventar um codinome bem diferente que de forma alguma me ligasse a isso tudo, então, dentro da minha organização as pessoas não me conhecem verdadeiramente mas me respeitam , afinal quem não teme o “velho” – Gargalhou e eu senti meu peito se apertar na mesma hora. Olha amor, se eu fosse você, eu abriria os olhos em relação a quem te cerca viu, é muito fácil te manipular e te fazer jogar o meu jogo. – Piscou pra mim – Quando designei a Clara pro papel de te deixar lisa sem nenhuma grana, não imaginei que aquela idiota fosse burra o bastante pra se apaixonar por você – Fez cara de tédio – Afinal ela era a melhor, já perdi as contas de quantos 000 foram acrescentados na minha conta bancária por causa dela – Suspirou – Eu to aqui Marina, de peito aberto e te contando a verdade.

- Eu te odeio Valentina, eu vou matar você – Falei encarando-a com fúria.

- Nahhh – Estalou a língua – Se eu fosse você tomaria mais cuidado com suas palavras huh – Pegou minha bebida e entornou num gole só.

- Porque? Você vai fazer o que? Me matar? Matar meus pais? Meus amigos? – Soltei uma gargalhada irônica.

- Seus pais? Seus amigos? – Gargalhou audivelmente – Marina você não dá a mínima pra eles, mas eu conheço uma pessoa que você mataria e morreria por ela.

- Não ouse tocar seus dedos imundos nela, não ouse – Levantei com tanta raiva que derrubei a cadeira que estava sentada.

- Calma amor, não faça nada precipitado, ou você pode se arrepender. – Deu de ombros.

- Quem vai se arrepender é você! – Me aproximei dela e a encarei – Eu vou acabar com sua raça e com toda a sua trupe.

- Claro, vou aguardar muito ansiosa por isso, mas antes eu tenho uma pergunta. – Falou ainda sorrindo e eu me limitei a encara-la.

- Você gosta de brincar de caça ao tesouro?


Notas Finais


Sentem aqui e vamos conversar sobre isso.


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