História What if... - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Bob Esponja
Tags Bob Esponja, Comedia, Romance, Yaoi
Visualizações 162
Palavras 2.854
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Escolar, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem pela demora, amorecos.
Aqui está um outro capítulo, e espero que esteja ao agrado de todos (mas vou logo avisando que muito está para acontecer)
Boa leitura :3

Capítulo 24 - Capítulo 24


O dia estava claro, apesar de o céu ainda estar coberto por nuvens . A manhã era branca, iluminada, mas fria, apesar de não haver chuva ou neve. Aqueles tipos de manhãs enchiam Robert de preocupação.

- Sinto que algo vai acontecer – o loirinho falou, observando o firmamento pelas vitrines cristalinas do restaurante – Mas não sei se será algo bom ou ruim.

- Do que está falando? – Quincy perguntou, no topo de uma escada, enquanto tentava colocar uma cortina de cor creme na mesma vitrine em que Robert observava.

- Não sei. Mas não gosto de dias assim – ele colocou a mão no peito, amassando o suéter laranja – Estou preocupado.

- Não há com o quê se preocupar. Nada de ruim vai acontecer, você vai ver – ele desceu as escadas, enfim com a cortina pronta – E se acontecer, estarei do seu lado, e poderá me abraçar sempre que sentir vontade – beijou a testa do pequeno, e sentiu esse sorrir.

- Sei que estará – Bob disse, abraçando a cintura de Quincy, sentindo o cheiro de sua camisa de lã preta. Sentia que aquele era o seu lugar – E quanto aos outros? Não se importa que vejam?

- Deixe que vejam. Não é problema deles – imediatamente envolveu o pequeno em seus braços, sorrindo.

Depois do dia na praia, todos haviam se oferecido para ajudar na organização da festa do Siri Cascudo. E deveriam admitir: As coisas estavam saindo melhor do que o esperado. Eugene inclusive havia cedido alguns dias com o restaurante fechado para que todos pudessem trabalhar melhor.

Nunca viram aquele estabelecimento tão limpo, perfumado, colorido, e acima de tudo, alegre. Aquelas pessoas faziam questão de mostrar energia ao mundo e jogar a positividade para o alto, a fim de mostrar a todos o quão felizes estavam.

Era a equipe dos sonhos de qualquer restaurante (ou empresa, ou floricultura, ou supermercado, ou qualquer outra coisa que envolvesse pessoas trabalhando).

- Agora vamos voltar ao trabalho. Temos uma caixa cheia de fitas, e eu não quero arrumar sozinho – o azulado falou, afastando-se de seu companheiro, que prontamente o seguiu.

 

                                                                                 ***

 

- São adoráveis – Sandy disse enquanto arranjava buquês de jasmim – Dois bobalhões apaixonados.

- Acha que estão mesmo apaixonados? – Pérola perguntou, sentando-se ao lado da morena na mesa.

- É bem óbvio – riu – O que houve? – falou ao perceber a face entristecida da loira.

- Nada, nada – a menina disse, com o olhar cabisbaixo, mas tentando manter o sorriso.

- Claro que tem algo. Pode me contar. Eu sou uma menina, apesar de tudo – as duas riram – Você gostava dele, não era?

- Sim... Quer dizer... Pelo menos, acho que sim.

- Eu entendo. Mas não há do quê se envergonhar. Sei que Quincy é muito estranho, mas também é muito atraente, então...

- Eca! – Pérola gritou – Claro que não era ele.

- Como assim? Então... Era o Robert? – Sandy tinha uma cara de interrogação gigante.

- Claro que sim! Por que alguém se interessaria por aquele “nerd-cabelo-de-lula”? Que nojo!

- Mas, pelo Robert? Quero dizer, ele é completamente adorável, mas... Er... – a morena gaguejava. Aquela sim era uma situação estranha.

- O quê?

- Você é praticamente dois metros mais alta que ele – fechou os olhos, já esperando um tapa da garota (mas se bem que não seria de todo ruim, provavelmente seria o mais perto que ela chegaria do corpo da garota).

Pérola zangou-se de primeira, mas aos poucos, as sobrancelhas franzidas foram se desmanchando e dando lugar um lindo conjunto de gargalhadas, que deixaram os olhos de Sandy em pleno brilho.

- É verdade. Sendo honesta, acho que gostava dele por ser gentil e carismático, por nunca hesitar em me ajudar no que quer que fosse. Talvez fosse uma “quedinha de admiração”, se é que esse termo existe – ela respirou fundo – Talvez eu não quisesse ele, mas sim ser como ele.

Sandy respirou fundo e tomou coragem, para então segurar a mão de Pérola. Sentiu seu corpo estremecer ao fazer aquilo.

- Eu concordo com a primeira parte: Sim, Robert é o ser mais puro que existe, porém, não acho que precise se tornar como ele. Você é diferente, mas não é por isso que deixa de ser especial. É uma garota linda, poderosa e que não tem medo de falar o que pensa. Eu te admiro muito por isso.

Um sorriso exuberante se abriu nos lábios cor de rosa da menina, e a morena sorriu feito uma boba.

- Acha mesmo?

- Claro que sim. E... Também gosto muito de você – olhou para o chão, as bochechas vermelhas.

- Você é incrível – a loira se inclinou e beijou a bochecha de Sandy, deixando uma marca Pink de batom no formato de seus lábios ali, e a morena jurou a si mesma que jamais lavaria aquela bochecha outra vez – Está namorando?

- Não...

- Ótimo, só pra saber – Pérola deu uma piscadela, seus olhos azuis brilhando em segundas intenções, e a morena por pouco não deu pulos de alegria.

Isso significava que a loira havia finalmente captado todas as cantadas e flertes que a outra havia soltado. Isso a fazia se encher de esperança (e de diversos outros sentimentos que variavam entre borboletas na barriga e a vontade de perguntar “Posso provar do seu batom?”).

- Sinto falta da Karen e do Sheldon. Onde acha que eles estão? – a mais alta perguntou.

- Não sei, mas é muito estranho eles terem sumido assim, tão de repente.

- Eu sei. Ver o papai trabalhando sozinho me parte o coração – ela parou para olhar Eugene, que se concentrava em papéis em uma prancheta (coisa que geralmente era Sheldon quem fazia), e de vez em quando parava para checar se Patrick estava indo bem com as toalhas.

 

                                                                                 ***

 

- Bom dia – uma silhueta conhecida entrava pela porta, depois de uns minutos, finalmente perceberam que se tratava de Larry, carregando uma caixa de papelão pequena em suas mãos.

- Bom dia – Eugene se aproximou para cumprimentar o jovem – Estamos fechados hoje, desculpe.

- Não, eu não vim pra isso – ele coçou a cabeça, bagunçando os cachos ruivos e fazendo tanto as meninas quanto Bob suspirarem – Na verdade, eu estava procurando Quincy – ele olhou envergonhado para Eugene, que apenas sorriu.

- Ah, sim. Ele está na cozinha, pode ficar a vontade – o homem mostrou ao rapaz onde ficava o cômodo, e este agradeceu.

Milhões de teorias sobre o que poderia estar acontecendo circulavam na cabeça de Robert. Como assim ele estava procurando Quincy? O que ele queria? Será que... Não, não poderia ser.

Por mais que tentasse negar, sabia que o que estava sentindo em seu peito era ciúme.

Seguiu o salva vidas sem pensar duas vezes, para a surpresa dos outros, exceto de Patrick, que sabia muito bem que aquilo aconteceria.

 

                                                                            ***

 

- Quincy? – Larry deu umas batidinhas na porta.

O azulado apenas estranhou o fato de baterem na porta, mas no fim das contas, apenas gritou um “entre”.

- Ah, Larry! Como vai? – ele se levantou do chão e apertou a mão do ruivo. Sua surpresa completamente visível.

- Vou indo – uns segundos silenciosos se passaram, e então ele colocou a caixa em cima da pia, a abrindo logo em seguida – Eu trouxe umas coisas.

Quincy se aproximou vagarosamente para investigar o que havia ali guardado, e então, surpreendeu-se, mas ao mesmo tempo, sorriu alegremente.

- Não acredito que tenha guardado essas coisas – ele pegou uma camisa verde água que estava ali dentro – Achei que tinha perdido essa camisa.

- Estava guardada em uma das gavetas. Lembro que gostava muito dela.

- Claro que gosto! – ele parou para vasculhar mais – Meu livro, meu relógio velho... Meus desenhos! Não acredito que guardou tudo isso!

- Claro que guardei. Não poderia jogar fora. Achei que fossem especiais pra você.

- Elas são. Muito obrigado.

- Não há de quê – Larry, levantou a cabeça, de forma satisfeita - Mas e então? Como está o novo relacionamento?

- Muito bem. Por que a pergunta?

- Por nada. Só queria saber se você estava bem.

- Sei o que está tentando. Não vai conseguir – as sobrancelhas do azulado franziram, mas este permanecia com uma expressão sarcástica.

- O quê?! Mas o que está pensando?

De repente, os dois escutam a porta se abrir vagarosamente. Pelo som dos passos, reconhecem imediatamente que aquele é Robert.

- Oi! – o loirinho fala se aproximando – O que estão fazendo?

- Nada! O Larry só veio entregar algumas coisas.

- É. Já estou indo – o ruivo colocou as mãos nos bolsos de sua calça jeans.

Antes de sair, abraçou Quincy amigavelmente, e o mesmo retribuiu, sem muita hesitação.

Algo naquela visão causava sensações em Robert. Não apenas a alegria de ver os dois se dando bem ou o ciúme de ver outra pessoa tocando em seu namorado, mas sim, outra coisa. Algo mais intenso.

Sentiu seu coração palpitar forte e seu corpo esquentar. Tentou esconder seu rosto para que a vermelhidão deste não fosse tão visível.

Seus pensamentos estavam em outro lugar, outra dimensão, uma que nunca antes havia experimentado.

O fato de poder presenciar um ato entre os homens mais atraentes que já havia visto o fazia chegar aos delírios, que iam muito além de imaginar aqueles dois trocando carícias e amassos muito (muito mesmo) mais quentes que um abraço, mas também, de poder visualizar a si mesmo entre os dois, envolvido por entre aqueles grandes e belos corpos.

Tentou convencer a si próprio a esquecer aqueles pensamentos, visto que eram apenas devaneios que jamais chegariam à realidade (ou ao menos, guardar estes para a hora do banho, que a propósito, seria bem longa).

- Até mais – Quincy falou, e Larry acenou, saindo da sala – Robert, você está bem?! – o azulado correu em direção ao garoto, que se encontrava ruborizado da cabeça aos pés.

- Água, preciso de água – o loiro falou e correu até o bebedouro.

 

                                                                                  ***

- O lugar ficou lindo – Sandy falou, olhando todo o estabelecimento com orgulho.

- Ficou, sim! – Pérola respondeu – Só precisa de mais uns toques finais, e acho que amanhã terminamos.

- Vai ser incrível – Patrick falou, com uma alegria imensurável – Imagina só: As luzes, as pessoas, a música, a comida... Vai ser a melhor festa que essa cidade já viu.

- Com certeza – a morena colocou a mão no ombro do garoto – E eu estou extremamente ansiosa.

A loira olhou para seu pai, que se sentava em uma mesa, remexendo na toalha branca.

- Papai – ela se aproximou – Estou indo para casa, vamos, o senhor precisa descansar.

- Não, está tudo bem – ele riu – Eu ainda preciso resolver algumas coisas aqui. Irei a pé para casa, mais tarde.

- Tem certeza? Já são cinco da tarde, não quero o senhor andando pelas ruas tarde da noite.

- Ora, eu não sou um velho – ambos gargalharam – Os bandidos quem deveriam temer a mim.

- Claro – o homem deu um beijo na mão de sua filha – Estou indo, caso precise de algo, o senhor pode ligar para mim.

- Ei, o pai aqui sou eu – ele sorriu – Pode deixar.

Ela acenou e saiu, logo depois seguida pelo resto do pessoal, que caminhava vagarosamente em cansaço.

- Seu Eugene – Robert aproximou-se do ruivo – Tome cuidado, estou com um mal pressentimento desde hoje pela manhã, e não quero que nada de ruim aconteça com o senhor. Tem meu número, não tem?

- Robert, pare de preocupar o senhor Eugene. Ele já tem muita coisa pra resolver – Quincy falou pegando o seu casaco debaixo do balcão do caixa.

- Não se preocupe, carinha. Farei questão de te avisar caso algo aconteça – Eugene respondeu, colocando uma mão no ombro do garoto.

- Certo. Até amanhã! – o menino correu até a saída acompanhado por Quincy.

Alguns minutos dolorosos de um silêncio vazio correram por aquela sala. Eugene sentia que sequer o vento fazia algum barulho. Achou melhor levantar e ir até a cozinha, para pegar um copo de água.

Sequer havia se levantado direito, ouviu o ranger das portas de vidro ao se abrirem. Virou-se para ver quem era, e para seu espanto, era Sheldon.

Ou quase. Aquele não era o Sheldon que conhecia, talvez apenas por fora, mas algo no olhar daquele baixinho lhe implorava por conforto.

- Sheldon! Estava preocupado! Por que não apareceu hoje mais cedo? – o ruivo caminhou até o homenzinho, que apenas sorriu, quase imperceptivelmente.

- Eugene, que bom que está aí. Por sorte eu ainda pude te encontrar aqui – ele estava de braços cruzados, e o ruivo sabia que quando Sheldon fazia aquilo, era sinal de que algo não estava certo.

- O que houve? – o menor não respondeu – Vamos, não pode se esconder de mim.

Ele respirou fundo, e então, finalmente acumulou forças o suficiente para falar sem explodir em lágrimas.

- Eu vou embora.

O coração de Eugene pareceu ter se despedaçado em um milhão de pequenos cacos cristalinos. Por que aquilo? Mas o que estava acontecendo? O que ele pretendia? Sentia uma dor incontrolável em seu peito.

- Mas... Por quê? O que houve? – sua voz tremia e ele não conseguia achar as palavras certas.

- Karen e eu abrimos o processo de divórcio hoje. Ela disse que não agüentaria que vivêssemos juntos por muito mais tempo sem que acabasse caindo em uma depressão, e eu concordei, por que pensava o mesmo – o ruivo colocou as mãos nos braços de Sheldon, os envolvendo – No fim das contas, decidi que quem deveria se mudar seria eu.

- Mas por quê? Para onde você vai? O que vai fazer?

- Vou para a capital, morar na antiga casa e tentar construir uma "nova vida".

- Mas você não pode!

- Por que não?

- Não pode ir embora quando finalmente reatamos a amizade. Não pode fazer isso!

- Nós não reatamos! – Sheldon falou alto e seu amigo se assustou, afastando-se.

- O quê? – a voz de Eugene se encontrava fraca, pasma. Ele não sabia como reagir.

- Lembra do porquê de nos separarmos? – ele descruzou os braços.

- Lembro, mas... Pensei que tivesse superado! Afinal, você casou e construiu uma vida totalmente diferente!

- Você superou? – o tom de voz do homem de cabelos esverdeados era sério e pesado.

- Como assim?

- Naquele dia, em que você ligou para mim, pedindo que esquecêssemos tudo e voltássemos a olhar na cara um do outro você já tinha parado de pensar em mim?! – e mais uma vez ele levantou a voz, arrancando mais um susto de seu amigo.

Eugene empalideceu. Estava encurralado, sem poder fugir. Quase não podia respirar. Era muita pressão em cima de si, muita coisa acontecendo e embaralhando sua mente como um furacão, justo agora, quando finalmente tinha a certeza de tudo estar indo no rumo certo.

Mas era agora ou nunca.

- Não – a resposta saiu mais fácil do que pensava.

Aos poucos Sheldon se aproximava mais e mais, até que estivessem a menos de um centímetro de distância.

- Nem eu – ele murmurou e voltou-se para o ruivo.

Iniciou-se ali um beijo de mais de cinco minutos, em que ambos tentavam compensar todo o tempo que passaram sem chegar perto um do outro.

Eugene sentia aqueles lábios envolverem os seus, tão molhados e famintos, como nos velhos tempos. A cada segundo que se passava ele se sentia mais e mais perdido em meio aquele pequeno, mais e mais sufocado, envolvido em meio a prazeres que achava que nunca mais sentiria em sua vida.

Sheldon tentava ao máximo manter o controle e fracassava miseravelmente. Seu fraco sempre foi as mãos daquele ruivo, grandes e pesadas mãos que o faziam arrepiar-se quase que imediatamente. Sentir aquelas mesmas mãos deslizando em suas costas era quase o mesmo que ter um orgasmo psicológico (ele já podia presenciar  a perda de seus sentidos, que eram aos poucos trocados por um prazer intenso, que quase o fez perder as forças).

O mesmo acontecia com Eugene, que já não conseguia mais distinguir o real do imaginário.

Porém, quando as coisas começavam a ficar mais intensas, Sheldon parou, soltando-se dos braços de Eugene, com lágrimas no rosto.

- Desculpe, desculpe... – ele repetia incansavelmente – Desculpe... Eu sabia que era errado vir aqui.

- Mas isso não foi errado de forma alguma! – o ruivo implorava para que seu companheiro lhe desse atenção.

- Por isso eu odeio despedidas – Sheldon respirou fundo, tentando se recompor – Adeus – ele foi caminhando até a porta de saída, a cabeça baixa, o olhar pesado e sem brilho.

O outro apenas observou, em extrema frustração. Queria impedir que ele fugisse daquela forma, queria puxar ele pelos braços e voltar a beijá-lo, poderia até mesmo furar os pneus de seu carro para que este não saísse, mas sabia que nada daquilo adiantaria, e que de uma forma ou outra aquilo acabaria acontecendo.

A única coisa que pôde fazer foi sentar-se na calçada do restaurante, mesmo que em meio ao vento frio, e observar o carro partir em meio ao horizonte, para longe daquela cidade. Para longe de si.

Sentiu algumas lágrimas se acumularem em seus olhos pela primeira vez em anos.

Robert estava certo: Algo de ruim aconteceria naquele dia.


Notas Finais


Obrigada pela atenção <3


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