História .what if...? (slow updates) - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~liutanando

Postado
Categorias Mortal Kombat
Personagens Bi-Han (Noob Saibot), Ermac, Hanzo Hasashi (Scorpion), Jade, Johnny Cage, Kitana, Kuai Liang (Sub-Zero), Liu Kang, Mileena, Personagens Originais, Raiden, Sonya Blade, Tomas Vrbada "Smoke"
Tags Drama, Kitana, Liu Kang, Liutana, Mortal Kombat
Visualizações 40
Palavras 3.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ok, ok, eu procrastinei demais esse capítulo
procrastinei pelas férias todinhas
porque eu simplesmente tive um bloqueio bem no comecinho dele
mAS RELEVA
O QUE IMPORTA É O QUE EU TERMINEI ELE
FOI NUM BRAINSTORM (caso não saiba o que é brainstorm, significa meio que "chuva de ideias")?
FOI NUM BRAINSTORM
O TÍTULO TÁ FAZENDO MUITO SENTIDO?
NUM DEVE TÁ
MAS RELEVA
ME DEEM UM DESCONTO
DESCONTO DE 70% E PARCELA 5 VEZES NO CARTÃO
porque mimha vida simplesmente decidiu dar uma pUTA DUMA REVIRAVOLTA NÉ
UM GIRO TRIPLO CARPADO DE 720 GRAUS (olha aí ma-chan exagerando, olê)
jUSTO NO MEIO DO MEU BRAINSTORM
MAS ABAFA O CASO
REVELA
DEIXA PRA LÁ
ok, vou parar de enrolar aqui
sorry guys ;v
boa leitura 0/

Capítulo 9 - .dark places


"I've come way too far for this

I've put in too much work, I've dealt with too much hurt

I've worked way too hard for this

But we live in dark places, dark places"

 

[ Liu Kang ]

Eu estava tonto, fodidamente tonto, o mundo a minha volta girava de uma maneira estranha enquanto eu ria de algo que eu não tinha a mínima ideia do que podia ser. Eu esbarrava nas pessoas enquanto tentava sair daquele lugar, meu cérebro parecia ter esquecido como se andava apropriadamente, e ninguém parecia dar a mínima, eu era apenas mais um dopado para eles.

É... devia ter algo mais além do álcool naqueles drinks.

Depois de esbarrar em várias pessoas, consegui sair daquela boate. A música alta ainda incomodava meus ouvidos por causa da minha audição aguçada, mas eu estava viajado o suficiente para não me importar e começar a andar sem rumo pelas ruas. Acabei parando em um beco sem nem ao menos perceber e automaticamente a escuridão dali envolveu-me, acolhendo-me como se eu fosse seu filho. Eu me sentia bem assim. Parei de andar e fechei meus olhos, aproveitando aquela sensação de estar envolvido pelas sombras.

Minha tranquilidade se foi quando mãos desconhecidas fizeram contato com meus ombros, me empurrando até a parede mais próxima.

Uma exclamação de dor saiu de minha boca quando senti aquela horrível queimação que eu tanto evitava em meus ombros e a proximidade daquela pessoa desconhecida. As mãos desceram para meus braços expostos e começaram a fazer movimentos de cima a baixo nos mesmos, espalhando aquele horrível ardor que parecia como se chamas estivessem queimando minha pele de dentro para fora, em seguida voltando para meus ombros outra vez. Tentei afastar a pessoa, mas meu corpo estava mole e fraco e não obedecia meus comandos, e aquele ardor dificultava as coisas ainda mais. 

Aquele desconhecido falava coisas que minha mente não conseguia processar, já que eu estava muito concentrado na dor que seu toque me transmitia. Meus olhos não queriam abrir porque parte da minha mente não queria ter que testemunhar aquilo, não queria gravar em minha memória a imagem daquela pessoa. Senti um par de lábios sobre os meus por um curto período de tempo, a ardência naquela área foi pior ainda e eu soltei um grito de dor, finalmente conseguindo empurrar o corpo daquela pessoa para longe de mim. Antes que eu pudesse ir para cima daquele desconhecido e enche-lo de golpes até que ele desmaiasse, ouvi o som de algo saindo do chão e de carne sendo perfurada enquanto queimava lentamente, juntamente com passos se aproximando devagar.

Consegui abrir meus olhos lentamente, percebendo um vulto se aproximando já que minha visão ainda estava um pouco turva e a quase total escuridão do beco não ajudava. Minha visão foi aos poucos voltando ao normal e se acostumando com a escuridão, me permitindo examinar um pouco melhor aquele vulto: ele parecia ter minha estatura física, apenas sendo um pouco mais musculoso e alto; usava o que parecia ser uma armadura leve, o metal da mesma cintilava com o pouco de luz que havia no lugar onde estávamos; seus cabelos escuros cobriam seus olhos, eram similares aos meus, tirando o fato de serem completamente lisos, os meus eram um pouco pontiagudos dando a impressão de estar bagunçado.

— Quem é você? — perguntei, com medo evidente em minha voz fraca.

O homem colocou seu cabelo para trás, seus olhos entrando em contato com os meus. As orbes azuis turquesa me amedrontaram no mesmo momento, mas, de uma maneira estranha, me trouxeram algum tipo de alívio.

— Meu nome é Sorrow. — disse o homem, sua voz grossa e melancólica ecoando pelo beco. — Eu vim te salvar, Liu.

[...]

Acordei assustado, sentindo meu coração bater rápido, meu corpo todo suado, minhas veias queimando de pura adrenalina e minha coluna parecendo estar sendo despedaçada.

A realização havia me atingido naquele momento, e lembrei que eu estava na base das Forças Especiais havia alguns dias. Comecei a olhar para o teto, criando coragem para me levantar enquanto tentava me lembrar direito o que diabos eu estava fazendo ali.

Levantei da "cama" (sério, cara, aquela porra não devia ser chamada de cama, aquilo era mais duro do que chão de titânio. Devia ser chamado de "fodedor de colunas dois mil") e fui em direção ao banheiro que tinha naquela espécie de "quarto" que me ofereceram na base. Me olhei no espelho que tinha ali, percebendo que meu cabelo estava mais bagunçado do que já era normalmente, fios rebeldes apontando para variadas direções; meu rosto estava totalmente suado devido ao sonho que tive, fazendo alguns fios da minha "juba" grudarem na minha testa; não existiam olheiras abaixo de meus olhos, o que era bem impressionante considerando o fato de que eu praticamente não dormia; a cicatriz do corte que Shao Kahn havia feito ainda estava um pouco vermelha, devia estar daquele jeito por ainda ser recente.

Abaixei meu olhar e percebi que a camiseta que vestia estava praticamente colada em meu corpo (também por causa do suor), então a tirei para não me sentir tão desconfortável, expondo meu torso marcado por algumas cicatrizes, e meus olhos se focaram nas pequenas e fracas linhas laranjas em meus ombros.

Eu não sabia o que aquelas linhas eram, nem por que eu as tinha, só sabia que elas estavam ali, marcando minha pele, lembrando-me daquela noite em que sujei minhas mãos com sangue pela primeira vez e saí ileso.

Aquela pessoa mereceu todos aqueles machucados, ela mereceu...

Ou ao menos era nisso que eu queria acreditar.

Dei um suspiro pesado, eu precisava de um banho para me acalmar e tirar todo aquele suor do meu corpo.

E não, eu não vou descrever meu banho, safados.

[...]

— Ei, Liu, como está se sentindo? — Lao pergunta, me fazendo levar um puta dum susto já que eu nem tinha percebido que ele estava do lado de fora do meu "quarto".

— Estaria bem se o desgraçado do meu melhor amigo não tivesse me assustado. — falei um pouco irritado, com uma mão em meu peito.

— Desculpa por isso. — ele ri e eu reviro os olhos. — Mas sério, como você está se sentindo?

— Bem, eu acho. — dei de ombros. — Quanto tempo eu dormi mesmo?

— Não muito, eu realmente me surpreendo com o fato de você conseguir sobreviver dormindo tão pouco.

— E você já conseguiu meu exame de sangue?

— Sério, por qual motivo você quer esse exame?

— Quero ver se aquele poder da Kitana conseguiu alterar algo no meu sangue também quando eu fiquei dopado.

Lao deu uma risada. — Você tem problemas.

— Ordem alfabética ou cronológica, Watson? — ri também.

— Nem sei por que ainda digo isso. — ele balança a cabeça negativamente. — Ah, e o Raiden pediu pra que eu te chamasse, vem comigo.

Fiz uma expressão confusa. — O que ele quer comigo dessa vez?

— Não se sinta exclusivo, ele tá chamando todo mundo para fazermos uma "expedição" — fez aspas com os dedos. — na Exoterra, pra ver se não tem nada para nos preocuparmos lá, mas eu acho isso um pouco improvável já que você matou o Shao Khan e tudo andou bem tranquilo esses últimos dias.

Eu iria rebater, porque eu sabia que tinha uma ameaça lá. Quan Chi ainda estava vivo e iria ressuscitar Sindel. Só lembrar daquilo me dava arrepios, porque eu sabia que uma merda ia acontecer.

Mas eu decidi não falar sobre isso, eles não entenderiam.

Viagem no tempo é foda.

— Ótimo, tomei banho pra nada. — resmunguei, passando uma mão pelos meus cabelos, bagunçando um pouco os fios ainda molhados.

— Nah, você ainda pode seduzir todo mundo. — arqueei uma sobrancelha por causa do comentário e Lao sorri de lado. — Cá entre nós, Liu, tu é um puta dum sonho molhado. Literalmente.

Espera, pausa o vídeo, me deixa processar.

EU SOU O QUÊ?

— Lao, a brotheragem tem limites. — ri nervoso. 

— Eu sei, mas eu não sou cego ao ponto de não notar que você não está molhado. — deu uma piscadela. — Piadas, bro.

Para de me matar do coração, sua praga.

Revirei os olhos outra vez e bufei irritado, começando a andar para o mais longe possível do meu amigo que parecia estar gostando muito de me assustar naquele dia.

— Tá indo pelo lado errado, Liu! — exclamou Lao rindo, vindo atrás de mim.

— Não ligo, vou conseguir chegar lá do mesmo jeito!

Ouvi meu amigo rir outra vez e seus passos começarem a ficar mais rápidos, me fazendo apressar os meus também. Acabou que meio que brincamos de pega pega até chegarmos na sala que Raiden havia indicado.

Nós? Imaturos? Imagina.

[...]

Quando chegamos na "reunião" que Raiden havia organizado, ele nos dividiu em duplas, tirando Jax (que ainda estava se recuperando do que aconteceu com seu braço) e Nightwolf, que havia sido "recrutado" pelo Raiden quando conseguimos achar a Jade.

Sonya ficou com Jade, Lao com Johnny (coitado do meu amigo), eu fiquei com Kitana e Smoke ficou com Sub-Zero. Ambos ficaram na base para servirem de reforços se precisássemos.

Dando um pequeno saltinho no tempo:

Eu me sentia um pouco estranho, era a primeira vez que eu me sentia assim vindo pra Exoterra.

Bem... Exoterra entre aspas, porque eu estava em um lugar que era de Edenia, mais especificamente o que eram as fronteiras do reino. O Raiden mandou as duplas para áreas diferentes do reino para explorarmos o local e eliminarmos alguma ameaça que estivesse por ali. 

Eu e Kitana ficamos caminhando em silêncio por um bom tempo, sem nenhum sinal de ameaça ou algo interessante. O silêncio não era desconfortável, e eu entendia que ela estava se sentindo estranha por estar "em casa" também, mas eu queria quebrar aquele clima tenso de algum modo, era o que eu sempre estava tentando fazer naqueles últimos dias.

Eu tentava conversar com ela sempre que podia, querendo que ela se abrisse um pouco comigo, e fazia algumas coisas idiotas pra tentar fazer com que ela risse e ficava orgulhoso de mim mesmo quando conseguia. Eu gostava daquilo, gostava dos momentos que conseguíamos passar juntos conversando e da sensação boa que causava em meu peito, me fazia querer mais.

Pelos Deuses, eu era um trouxa apaixonado.

— Ei, como você tá? — perguntei, um pouco hesitante, e com certo medo da resposta que poderia receber.

— Estranha, eu acho. — ela responde, em um tom de voz calmo. — É estranho estar "em casa" de novo.

— Acredite, eu estou do mesmo jeito.

— Você é humano, como pode estar se sentindo assim?

Eu também queria saber.

— Ando tendo dúvidas sobre minha humanidade ultimamente. — respondi, suspirando pesado. — Mas eu nem estou tão surpreendido assim, eu nunca me considerei muito humano, sabe? E além disso — levantei meus braços, querendo mostrar as marcas de chamas em meus pulsos. — humanos não criam essas coisas do nada.

— Eu não conheço nenhuma raça que tenha isso.

— Então... — ri nasalado. — Eu vou continuar sendo "o estranho" mesmo.

Sempre fora do lugar, sempre fora dos eixos, sempre defeituoso e quebrado.

Esse sou eu.

— Estranho ou não, você é uma boa pessoa, melhor do que muitas que conheci. — a princesa diz naquele mesmo tom calmo, como se fosse algo normal, me tirando dos meus pensamentos.

Eu automaticamente arregalei os olhos e parei de andar, aquela sensação boa apareceu em meu peito de novo e pude jurar que meu coração começou a bater mais rápido. Tinha ouvido aquela frase na outra linha do tempo, mas ainda me pegava de surpresa.

Lembrar da outra linha do tempo fez meu coração doer um pouco, o que me fez colocar uma mão acima da área e apertar por puro reflexo. Respirei fundo e fechei meus olhos por um momento para conter o choro que ameaçava vir, eu não queria me mostrar como um chorão, mesmo sendo um.

Mas ainda doía.

Doía tanto não ter conseguido te contar o que você me fazia sentir...

— Está tudo bem? — Kitana pergunta, se aproximando um pouco de mim.

— Sim. — respondi tirando a minha mão do meu peito, em seguida abrindo um sorriso para provar meu ponto. — Obrigado.

O silêncio se instalou de novo e continuamos caminhando sem dar de cara com nada por um tempo, até chegarmos em um lugar onde tinha uma espécie de muro gigante feito de pedra vulcânica, com um grande buraco no meio.

— Wow. — murmurei, ainda olhando para o muro, mais especificamente para o buraco imenso que tinha nele, observando o caminho que tinha ali. Me aproximei um pouco da gigante estrutura, percebendo que as marcas nos meus pulsos começaram a reagir, emitindo um brilho fraco. — Acho que devemos explorar isso.

— Tem certeza? — a princesa questiona, se aproximando um pouco de mim.

— Yep. — levantei um de meus braços, mostrando as marcas de chamas que tinham começado a brilhar. — Isso aqui deve significar algo.

Começamos a andar pelo "caminho" que tinha do outro lado do muro, e o brilho das minhas marcas começou a ficar cada vez mais forte. Achamos vários destroços do que pareciam ter sido fortes a cada passo que dávamos, mas havia uma estrutura intacta ali e, por inércia, me aproximei dela, o brilho das chamas em meus pulsos poderia até cegar àquele ponto.

— Vamos entrar aqui e ver o que tem. — disse, desviando meu olhar para Kitana e vendo ela acenar positivamente com a cabeça. — Não se separar e não abaixar a guarda, ok?

Ela concorda novamente, e eu me dou a liberdade de arrombar a porta daquele lugar. Minhas marcas pararam de brilhar no mesmo momento.

Eu estava esperando um ataque surpresa ou qualquer coisa do gênero, mas a única coisa que eu vi do outro lado da porta foi o que parecia ser um laboratório, e um bem macabro, pra constar.

Entramos no laboratório um pouco hesitantes, nos aproximando da mesa cheia de livros que havia no centro. Olhei para os lados e vi algumas estantes de livros, alguns equipamentos que eu não tinha a mínima ideia do que poderiam ser e uma espécie de bancada com correntes em suas laterais. Não me aventurei além disso, poderia me traumatizar.

Voltei a olhar para os livros abertos na mesa, que estavam cheios de símbolos estranhos e alguns desenhos de membros que eu julgava serem humanos em suas páginas. Fiz uma careta confusa, trazendo um dos livros para mais perto e tentando examinar os símbolos.

— Você reconhece essa língua? — perguntei para Kitana, que parecia estar mais confusa do que eu.

— Não. — ela responde simplista. 

Bufei um pouco irritado, ainda encarando os símbolos na inútil esperança de que do nada eles fossem fazer sentido.

Mas, por alguma razão desconhecida pelo meu ser, eles fizeram.

Os símbolos começaram a formar palavras que eu, estranhamente, reconhecia em minha mente, em seguida formando frases com sentido.

Franzi o cenho e peguei o livro em minhas mãos, começando a realmente ler o que estava escrito ali.

Drakonische... — murmurei, fazendo a atenção de Kitana se voltar para mim. — Que estranho, a junção desses símbolos forma uma palavra em alemão, e tem o mesmo significado. "Draconiano".

— "Alemão"?

— É uma língua do Plano Terreno. — expliquei, ainda concentrado no livro e começando a ler palavras aleatórias. — "Dragões", "draconianos", "evolução", "escamas"... como eu tô entendendo tudo isso?

— Você já conhecia essa língua antes?

— Não... — hesitei um pouco. — Vamos levar essas coisas pro Raiden, ele pode saber alguma coisa. — fechei o livro em minhas mãos e comecei a pegar alguns outros. — Pega alguns também, quanto mais melhor, acho.

— Só nos seus sonhos, pirralhos. — uma voz desconhecida masculina falou, perto demais, e antes que eu pudesse tomar alguma atitude, senti um empurrão no meu ombro e percebi que fui, de alguma forma, tele transportado para algum lugar diferente junto com Kitana. 

Levantamos rapidamente e comecei a olhar em volta, percebendo que não estávamos em um lugar tão diferente assim, apenas fora do "laboratório". Ficamos em posição de luta, esperando o pior.

— São eles? — disse outra voz desconhecida, também masculina, e eu rapidamente me virei para ver a quem aquelas vozes pertenciam.

Dei de cara com dois homens relativamente altos que trajavam armaduras leves. O mais alto possuia cabelos negros meio espetados que formavam uma espécie de topete e, presumo, que tinha olhos cinzas, já que o seu olho direito estava com uma espécie de tapa-olho. O mais baixo era loiro, também com uma espécie de topete, possuia olhos em um tom de azul claro bem vivo e seu rosto estava totalmente coberto de ataduras do nariz até o queixo.

— O que vocês querem? — perguntei desafiante.

— Vocês estavam querendo roubar nossas coisas, crianças. — o de cabelos negros ri. — Crianças assim devem ser punidas, não?

Ele deu um tapinha no ombro do loiro que avançou pra cima de mim e eu rapidamente me defendi. Trocamos alguns golpes até eu finalmente conseguir lançá-lo para longe, e em seguida o moreno veio, mas não estava avançando para cima de mim, e sim para cima de Kitana.

Senti meu sangue ferver e meu cérebro pareceu ter desligado por uma fração de segundo, porque no momento seguinte eu já estava segurando o cara pelo pescoço.

— Encosta um dedo e vai se ver comigo. — falei praticamente rosnando.

Espera, como assim eu rosnei? 

— Até que você luta bem quando está seguindo os instintos. — ele sorri de lado e eu quase consigo dar um soco certeiro na cara dele, mas algo me puxou para longe do homem e me jogou contra uma parede de pedra. 

Quando consegui me recuperar um pouco do impacto, vi que outro homem tinha aparecido na minha frente, também de armadura leve, estatura parecida com a do moreno, cabelo loiro curto, braços, mãos e pescoço cobertos por ataduras e também olhos cinzas, sendo o esquerdo escondido por uma espécie de tapa olho e uma franja emo que seu cabelo formava.

— Encosta um dedo no meu irmão e você vai se ver comigo, também. — ele disse sério e tentou dar um golpe em mim, mas eu consegui desviar a tempo, em seguida me colocando em posição de combate e vendo rapidamente que Kitana estava dando conta dos primeiros dois caras.

Antes de que eu e o loiro emo pudéssemos trocar algum golpe realmente, uma voz que eu reconhecia ecoou por aquele lugar.

Chega.

Depois daquele simples comando, os três homens pararam o que estavam fazendo e direcionaram seus olhares para o lugar de onde a voz tinha vindo. Eu fiz o mesmo, e percebi mais dois homens ali.

Um deles era ridiculamente alto, deveria ter quase dois metros de altura, de olhos verde esmeralda e seus cabelos negros formavam um moicano com as pontas vermelhas. O outro era idêntico ao cara que apareceu no meu sonho.

Mas o quê...?

— Sorrow? — o moreno de tapa olho perguntou em um tom surpreso, se dirigindo até os dois mais altos juntamente com os loiros, e eu aproveitei a oportunidade para me aproximar de Kitana de novo, ficar separados não era uma boa ideia no momento. — O que está fazendo aqui?

— Ele está aqui pra impedir que vocês façam merda, como de costume. — o gigante de moicano disse, com um certo sotaque evidente em sua voz, mas eu não fazia a mínima ideia de que sotaque era.

— Mas eles estavam tentando roubar nossas coisas! Temos que dar uma lição neles! — exclamou o loiro com rosto coberto de ataduras e, impressionantemente, sua voz parecia não sair abafada mesmo com aquelas ataduras.

— E eu disse para vocês pararem. — falou o tal Sorrow em um tom sério.

— Mas...!

Pain. — mais outro homem apareceu, também alto mas não ultrapassava os dois que chegaram antes, de cabelos castanhos claros um pouco acima dos ombros e olhos também castanhos, porém escuros.

MAS QUE BONITO, ESSA PORRA VIROU GANG BANG AGORA?

O cara que tinha acabado de chegar falou algo em uma língua estranha, em um tom supreendentemente carinhoso, o que fez o loiro menor ficar quieto no mesmo momento. De começo, a frase não fez o mínimo sentido pra mim, mas logo fez, assim como naqueles livros, era a mesma língua.

"Se acalme, xiao. Você ouviu o líder, já chega."

Essa língua estranha, pelo que parecia, tinha umas palavras de outras línguas no meio e que significavam a mesma coisa. Xiao significa pequeno em chinês, e nessa língua estranha também.

Como eu estava entendendo aquela língua estranha?

— Mas o que vamos fazer com eles, Sorrow? — o moreno de tapa olho questiona, apontando para mim e Kitana.

Sorrow olha para nós rapidamente e começa a se aproximar a passos lentos, e os outros homens ficaram apenas olhando. Quando ele começou a chegar um pouco perto demais, me coloquei na frente da princesa por instinto, murmurei um "fique atrás de mim" entredentes e fechei meus punhos fortemente, começando a me preparar mentalmente para outra luta caso necessário. 

Ninguém machucaria as pessoas importantes pra mim de novo sem passar por cima do meu cadáver.

O de olhos azuis já estava bem na nossa frente, nos analisando com o cenho franzido, e eu estava com meus punhos levantados, mostrando meus dentes e rosnando como se fosse um animal. As marcas em meus pulsos brilhavam e os outros cinco homens me olhavam surpresos, mas no momento eu não ligava pra eles, não ligava pro meu estranho comportamento bestial, o cara que estava na minha frente era o que me importava, e eu estava disposto à mata-lo e tortura-lo caso necessário.

Agir daquele jeito não era do meu feitio, mas eu estava pouco me fodendo.

O garoto é um de nós e a garota sua parceira levando em conta o jeito que ele está agindo, deixem-os. — disse Sorrow depois de algum tempo nos analisando, naquela mesma língua estranha e, apesar de ter conseguido traduzir a frase mentalmente, ela não fez o mínimo sentido pra mim.

Os outros homens concordaram com a cabeça e o que estava na minha frente soltou um suspiro pesado.

— Desculpem-me pelo que aconteceu e levem os livros que quiserem, você vai precisar. — falou a última parte olhando para mim, me deixando confuso. — Tudo ficará claro logo, eu garanto. — ele deu um empurrão no meu ombro e no de Kitana, do mesmo jeito que o primeiro cara fez, que nos tele transportou de volta para o laboratório.

Ficamos alguns poucos minutos em silêncio, tentando processar o que tinha acabado de acontecer, mas eram muitas perguntas sem respostas, não dava pra entender aquilo.

— O que acabou de acontecer? — Kitana perguntou, quebrando o silêncio que havia se instalado.

— Faço a mínima ideia. — respondi, voltando pra mesa onde estavam os livros e começando a pegar alguns. — Você ouviu o cara, podemos pegar o que quisermos. 

Ela fez o mesmo que eu, mas acabou que não pegamos tantos assim, iria ser muito difícil de levar uma grande quantidade. 

— Pegamos os livros, e agora? O que fazemos?

— Vamos pro ponto de encontro que o Raiden indicou pra gente. Já tínhamos vasculhado tudo de qualquer jeito. — sugeri dando de ombros. — Vamos logo, os outros podem ter achado algo interessante também. — respirei fundo. — Ainda tem muita coisa pra gente descobrir.

Ah, eu do passado... você não tem noção.


Notas Finais


(*pega violão*
*deep breath*
eRA UMA VEZ UM LIUZINHO APAIXONADO- ok, não vou continuar a paródia)
coloquei mais informação nessa bagunça
coloquei mais personagem nessa suruba
pq é assim que esse universo aqui é
todo cheio das loucura -q
e eu queria ter colocado um pouco de liutana feels nesse cap?
queria
mas achei melhor não
talvez ficaria um pouco forçado
but don't worry guys, muito provavelmente vai ter cap especial só pros nossos pobres corações de shippers sofrerem e quem sabe o otp sofrer também (plz n me matem) -q
acho que é só pipou
deixem seus comentários plox, eles são meu combustível <3
Falouz #TéMais














Ps: para as mentes poluídas de plantão que estiverem interessadas na showertape do liuzin sunshine, apenas avisem que a G-nie aqui realizará o pedido ///sebate muito forte pela referência


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