História What Is Love... - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, Kris Wu, Lu Han
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Exo, Mpreg, Sulay
Visualizações 29
Palavras 5.477
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, boa leitura :D

Capítulo 4 - Capitulo 03


Fanfic / Fanfiction What Is Love... - Capítulo 4 - Capitulo 03

Capitulo 03

O mês passou mais rápido do que o esperado, deixando setembro para trás e dando inicio a um inicio de outubro conturbado para alguns. Yixing andava pelo corredor da faculdade com total desanimo, entrara no terceiro mês de gestação, e mesmo que sua barriga ainda fosse mínima e continuasse escondida sob as roupas, ela crescia um pouco a cada dia e logo suas calças não iriam mais fechar, e as camisetas e jaquetas não seriam mais úteis para não ter que enfrentar os olhares julgadores dos colegas, mesmo que naquele momento as olheiras estivessem sendo as responsáveis por tais, os enjôos não o deixaram dormir direito pelo ultimo mês, vindo em horários bem inconvenientes, como a aula de marketing em que teve que explicar ao professor que estava passando mal e teria vomitado em cima de um colega se não tivesse saído correndo da sala, o cansaço vinha chegando cada vez mais frequente, o que o deixava com sono quase sempre, sem falar da fome. Deixou o prédio se dirigindo ao local onde encontrava a irmã todos os dias ao fim das aulas.

O campus da Universidade não era muito grande, mesmo que fosse considerada a melhor universidade particular e a mais avançada em ensino na cidade, era muito seletiva, por isso o corpo de alunos não era tão extenso, o campus possuía um único prédio de cinco andares com formato quadrado com uma área aberta no centro, havia ainda um estacionamento e uma área aberta em volta do prédio, que acabava na rua.

Pode avistar Soojung sentada em um dos bancos de madeira na grama, próximos a calçada, a garota usava um short jeans curto de lavagem clara, camiseta branca por baixo de um colete jeans escuro, balança as pernas arrastando as solas do all star preto pela grama enquanto controlava com as mãos o cabelo escuro revoltado pela brisa leve.

- Você está bem? – Soojung não precisava olhar para o irmão, pra saber o quão abatido estava.

- Casado, enjoado e com fome, o que é bem contraditório. – Sorriu pequeno.

- Xing, você já esta com três meses, quase quatro...

- Logo a barriga vai aparecer... – Suspirou interrompendo, sabendo exatamente onde ela pretendia chegar. – E ele vai acabar sabendo, ou não, pode ser que ele nem saiba já que não nos vemos mesmo. – Balançou os ombros em sinal de indiferença.

- É o nosso pai Yixing! – A garota o olhava de forma firme. – Junmyeon contou aos pais, mesmo com todos os problemas, ele contou...

- ‘Tá me chamando de covarde? – Soojung fez sua melhor expressão de inocente diante da indignação do irmão mais velho. – Eu não sou covarde!

Yixing se levantou andando em direção a rua, fazendo a outra, o seguir rindo de seu modo emburrado, teriam continuado andando na direção do prédio em que moravam que ficava a apenas três quadras do campus, se a voz masculina não os tivesse feito parar no caminho.

- Soo espera! – JongIn vinha correndo entre as pessoas, usava bermuda larga e camiseta preta de mangas curtas, tênis e seu típico boné. – Soo...

- O que quer JongIn? – Soojung apertou um pouco a alça de sua bolsa, olhando pelo canto do olho Yixing mais a frente fingindo não prestar atenção.

- Ficar junto com você...? – Falou meio incerto, o mês do casal também não havia sido dos melhores, a preocupação com a faculdade, trabalhos e matérias o tinham afastado da namorada, isso a irritava muito.

- Não tem nada melhor pra fazer hoje? – Estreitou os olhos mantendo a pose.

- Soo. – Yixing interrompeu a conversa estranha chamando atenção pra si. – Eu estou indo. – Falou apontando para o lado oposto onde estava indo, o que confundiu Soojung.

- Nós moramos pro outro lado Yixing... – O garoto fez uma careta.

- Vou pra casa do YongHwa - O garoto fez uma careta e saiu andando – E não faça essa cara de vitoria!

- Soo, não fica brava comigo... – JongIn choramingou, fazendo sua melhor carinha fofa, tendo de volta os olhso castanhos sobre si.

- Você não tem mesmo que ir pra outro lugar hoje?

- Sou todo seu...

JongIn sorriu, de um modo que fez com que Soojung correspondesse de imediato. A garota estendeu sua mão, que foi prontamente segurada pelo namorado, ambos seguiram juntos pela rua, decidindo juntos ir até um a sorveteria.

A caminhada não foi longa, visto que o estabelecimento se localizava no espaço entre a universidade e casa da Jung, era uma sorveteria pequena de paredes verdes claras, com um balcão ao fundo para o caixa e outro na lateral onde ficavam os freezers, algumas mesinhas redondas espalhadas ao longo do salão. Se sentaram em uma mesinha próxima a porta, com os sorvetes de chocolate para o garoto e flocos pra ela.

- Podemos conversar agora? – O garoto a olhava de modo um pouco incerto, ela deixou a taça um pouco de lado o encarando. – Eu sei que sumi nesse mês, não to pedindo pra esquecer isso, só tenta entender...

- Eu entendo – Suspirou. – Sei que seus professores são loucos, e ainda tem o seu trabalho.

- Desculpa. – Segurou a mão da garota.

- Eu não estou brava Nini, de verdade. – Sorriu sincera, retribuindo o carinho que recebia. - O que foi? – Perguntou ao notar a postura do garoto mudar, ele se sentou reto, com um sorriso enorme no rosto.

- Você me chamou de Nini! – Deu pulinhos na cadeira, como uma criança animada. - Você ainda me ama.

Soojung riu de como seu namorado ainda era uma criança grande na maior parte do tempo, roubou um beijo discreto já que estavam em publico, antes de voltar a atenção a taça de sorvete derretendo sobre a mesa.

 

# #

 

Yixing suspirou desanimado antes de tocar a campainha daquela casa, segurou mais firme a alça da mochila ao ver a porta grande de madeira se abrir, suspirando aliviado ao que se revelou uma senhora baixa com cabelos pretos, presos em um coque, vestida dentro de um uniforme preto de governanta.

- Senhor Jung? – Os olhos pequenos se arregalavam, era mais do que obvio que ela não esperava vê-lo ali.

- É Zhang, senhora Moon – Corrigiu cumprimentando a mulher com um beijo na bochecha que á deixou um pouco corada. - O YongHwa ‘tá em casa? – Adentrou a casa parando próximo, a escadaria da sala de estar ampla olhou em volta rindo sobre como sempre achou aquele lugar com paredes brancas e sofás cinzentos monótono, a parte mais colorida era um vaso horroroso sobre a mesa de centro de vidro.

- O que significa isso? – A voz estridente vinda das escadas o fez suspirar, sorriu de modo falso olhando na direção do som, observou a mulher com seus cinquenta e três anos, descendo de forma irritada, os saltos pequenos e finos fazendo barulho contra os degraus, o corpo magro dentro de um vestido social e blazer cinza, os cabelos castanho avermelhado – que Yixing tinha certeza ser pura tinta - presos de forma impecável em um coque, o rosto mesmo que repleto de raiva, mantinha poucas rugas ao redor dos olhos pequenos. - O que faz dentro da minha casa?

- Olá querida madrasta, já assustou muitas crianças hoje? – Riu debochado fazendo uma reverencia teatral em direção a mulher mais velha.

- Você não tem o direito de estar nessa casa! – O chinês achava divertido o modo como ela se achava intimidante diante dele.

- Na verdade tenho sim, ela infelizmente é do meu amado pai.

- Garoto maldito, você não tem nada haver com a minha família – Praticamente gritou se aproximando. - Não acha que já fez demais? Vai embora! – Apontou em direção á porta, Yixing riu ao ver a governanta sair de fininho.

- Mas o que está acontecendo aqui? – Ambos se viraram na direção do corredor do outro lado do cômodo, os olhos do rapaz se encontraram com o homem mais velho, este possuía fios parcialmente brancos entre os negros, vestia um terno preto sob medida. - Yixing?

- Olá YongHwa. – Acenou - Preciso falar com você...

- Certo, vamos pro escritório. – O Jung apontou para o corredor, se preparando para andar, mas foi interrompido pela voz da esposa.

- Não Yonghwa! – A mulher se aproximou do marido apontando com raiva o jovem que permaneceu calado. - A simples existência desse pirralho é uma ofensa a mim, e você deixa que ele fique dentro dessa casa. Trate de tirar esse delinquente daqui agora!

- Já chega Seohyun, eu vou conversar com meu filho no escritório e você volte a fazer seja lá o que estivesse fazendo. – A mulher abriu a boca, o chinês poderia rir da expressão de incredulidade, mas não fez, só queria acabar logo com aquilo e ir pra casa. - Vem garoto.

YongHwa caminhou pelo corredor, sabia que o filho o seguiria e que a esposa não falaria mais nada. Abriu a porta do cômodo e entrou, Yixing respirou fundo antes de fazer o mesmo, não tinha boas lembranças daquelas cadeiras de couro negro, ainda era nítido em sua mente os momentos em que se distraía dos sermões do pai observando os livros nas prateleiras atrás da mesa.

– É bom ver você Xing. – Disse assim que se sentou, apontando a cadeira logo á frente.

- É, pode ser.

- Yixing... – O homem suspirou, ainda possui resquícios de esperança em receber um tratamento diferente vindo do rapaz.

- Eu vim aqui porque preciso te contar algo. – Se remexeu desconfortável - Na verdade a Soojung me encheu o saco pra te contar.

- O que aconteceu? – O Jung arrumou a postura, olhando de forma seria para o garoto logo á frente.

- Tenta não surtar também. – Yixing respirou fundo, mania que vinha adquirindo nos últimos tempos. – Eu vou ser pai.

- O que...

- Você vai ser vovô.

- Yixing, isso...

- É uma idiotice, eu sou irresponsável, Junmeyon é uma criança, já sei esse discurso de trás pra frente, ta legal? Só vim te contar porque não ia dar pra esconder mesmo, você sabe bem disso papai.

- Você engravidou o adolescente fofinho!? – Meio perguntou, meio afirmou.

- Porque todo mundo sempre acha que ele é que está grávido? – Fez um bico que não combinava nem um pouco com o jovem revoltado que o Jung conhecia, deixou a mochila ao lado da cadeira e abriu a própria jaqueta sob olhares atentos e confusos do pai, era mais fácil mostrar, por isso ergueu a camiseta e passou a mão sobre a barriga pouca coisa elevada. - Foi o “adolescente fofinho” que me engravidou.

- Okay, tudo bem. – Passou as mãos pelo rosto um pouco, ou muito surpreso. - Os pais dele já sabem?

- Sim, eles brigaram e agora ele não esta falando com os pais.

- E como você está?

- O que você acha?

- Yixing, você sabe que não pode...

- Eu não vou surtar de novo ‘ta legal? – Bufou irritado - Não vou fazer meu filho ser um viciado antes mesmo de nascer. – Se levantou, caminhando até perto da porta de forma visivelmente irritada - É impressionante como vocês sempre acham que eu não tenho cérebro.

- Eu não estou falando disso Yixing. – YounHwa se levantou tentando acalmar o filho. - Eu acredito em você, depois de tudo o que aconteceu... – Suspirou - Em fim, só ia dizer que não pode deixar o garoto sem falar com os pais.

- Eu sei... – Passou as mãos pelo rosto. Pegou a mochila no chão e abriu a porta - Era só isso mesmo que eu queria dizer, eu já vou indo. 

Yixing passou pela porta antes de o pai ter a chance de dizer qualquer coisa, caminhou pelo corredor fechando a jaqueta. Sorriu ao chegar na sala e ver a madrasta folheando uma revista sentada com sua costumeira pose arrogante no sofá, ela passava as paginas com tanta raiva que era um milagre não estarem rasgadas.

- Não volte mais á essa casa seu moleque insolente. – O garoto parou no lugar, no caminho entre a porta e a escadaria, mas sorriu voltando para perto do sofá.

- Sabe que eu não do á mínima pra o que você quer né? – Apoiou os cotovelos no encosto do estofado cinza, sorrindo, mesmo que ela não pudesse enxergar, considerando que ela nem ao menos se mexeu para conversar com ele.

- Eu odeio você! – Continuou passando as paginas, dessa vez com mais raiva.

- Também te amo meu bem. – Depositou um beijo na bochecha dela e saiu rindo expressão de indignação e da revista finalmente rasgada.

 

# #

Yifan retirou o braço de cima dos olhos amaldiçoando quem quer que fosse a criatura que tocava sua campainha, respirou fundo controlando aquela ânsia horrível que o perseguiu o mês inteiro e ao se levantar, foi obrigado a segurar no encosto do sofá para não cair. Caminhou de forma lerda até a porta, querendo que a pessoa desistisse e pudesse se deitar outra vez, e abrir a porta só piorou a situação.

- O que faz aqui? – Yi Fan não pode esconder a expressão de desgosto ao encontrar a mulher de meia idade parada em frente á porta, ela apenas entrou no apartamento empurrando o mais jovem para o lado sem muita delicadeza. Kris fechou a porta e observou a figura andar pela sala observando tudo, a saia e o blazer social, ambos provavelmente tão caros quanto á bolsa de couro negro causavam certa irritação ao chinês, os cabelos curtos e castanhos escuros – por tinta – não possuíam um único fio fora do lugar, reforçando o quão superficial ela aparentava ser. Seus olhos vagavam pelos vários, porta retratos organizados nas prateleiras, Yi Fan bufou ao identificar aquele torcer de lábio característico quando ela pegou uma foto dele e de MinSeok. – O quer Srª Li?

- Não ache que estou aqui por vontade própria. – A voz era áspera e nem um pouco afetiva, exatamente do modo como ele sempre ouviu. - Só estou aqui por causa do seu pai.

- Diga de uma vez o que a senhora quer! – Yi Fan cruzou os braços, sinal claro de sua impaciência, talvez uma das únicas características que herdou da mãe.

- Muito bem, vamos direto ao ponto. – Li Hyeyoung deixou o quadro no lugar de origem e se virou na direção do rapaz. – Seu pai está no hospital e quer ver os netos. – E lá estava novamente os torcer de lábios. – E você também.

- Pelo que me lembro vocês não tem nenhum filho! – Yifan deixou o deboche transbordar na frase e encarou com divertimento a expressão da mulher demonstrar raiva.

- Essa situação me agrada tanto quando a você.

- Então não deveria ter vindo até aqui. – O jovem se sentou sobre o sofá mantendo o mesmo olhar de desdém, não se importando com o que recebia da mulher que se mantinha em pé.

- Não vou discutir isso com você, apenas leve os pirralhos até lá, não é tão difícil! – Yi Fan suspirou procurando manter sua calma.

- Não vai me fazer perder a paciência mamãe. – O rapaz levantou se preparando para continuar falando, porém foi interrompido pelo barulho da porta sendo aberta, ambos os presentes na sala desviaram o olhar para o garoto baixinho e de bochechas gordinhas que entrava com alguns papeis em mãos.

- Fan eu preciso que você... – MinSeok parou assim que viu a senhora desconhecida parada no meio de sua sala de estar, o rapaz arregalou os olhos o máximo que conseguiu e YiFan sorriu ao ver suas bochechas coradas. – Desculpe...

Li Hyeyoung observou o recém chegado de cima abaixo, sorrindo de forma cínica quando pode sentir o desconforto do garoto. Kris se aproximou do marido passando um dos braços por cima dos ombros dele e se virando novamente para uma mulher nada contente. 

- Já dei meu recado, não preciso ficar pra ver isso.

- Se Hun vai decidir se quer ir ou não e vou conversar com a Li Kun sobre a Sophia. Mas não espere que eu apareça.

- Não sei por que Zeyang quer ver você e aqueles garotos, apenas vá e não me cause problemas - A voz voltou ao tom duro de sempre, enquanto ela se preparava para sair do apartamento, sendo impedida pela voz do filho já próxima a porta.

- Só pra você saber, vai ganhar outro neto.

- Primeiro aquela aproveitadora, agora você engravida uma criança, o quão longe consegue chegar Jiaheng?

- Não é ele quem está grávido mamãe – YiFan acompanhou com satisfação o olhar da senhora se abalar enquanto ia de seu rosto até a mão pousada sobre o abdômen liso, apenas para arrumar a bolsa sobre o ombro e sair pela porta sem olhar para trás.

Yi Fan riu sem se conter, adorava provocar a megera que chamava de mãe para deixa lá irritada. Ele fechou a porta e se virou na direção do marido, sorriu de forma carinhosa ao constatar que ele continuava parado no mesmo lugar, os olhinhos de gato arregalados observando os movimentos do maior.

- Fan... Porque você...? O que...? – MinSeok não conseguia desenrolar uma frase coerente, seu cérebro estava tentando processar a frase dita pelo mais velho.

- Surpresa? – YiFan abriu os braços sorrindo mais largo. – Eu queria ter contado de outra forma, mas não aguentei a arrogância daquela mulher.   

- Então nós... Eu... Você... Como? – Kris soltou um riso ao notar os olhos do amado se enchendo de lagrimas.

- Acho que você sabe como se faz um bebe Minnie. – YiFan riu e abraçou seu namorado, que retribuiu na mesma intensidade. – Mas, de todo modo, já faz tempo que não usamos camisinha.

- Mas você não tomava remédio Fan?

- Senta aqui Minnie. – Puxou o namorado até o sofá, onde se sentou com ele ao seu lado - Você se lembra daquela conversa que tivemos á algum tempo? – O chinês segurava as mãos do pequeno com carinho.

- Qual?

- Sobre você querer ter um filho.

MinSeok abaixou a cabeça assentindo, lembrava bem de como se sentiu ao atender duas clientes grávidas na cafeteria, tinha ficado triste e Yi Fan havia notado, se lembrava de ter falado com ele sobre sua vontade de ter um filho seu.

         * * *

Yi Fan entrou no quarto e encontrou o namorado sentado sobre a cama do casal encostado contra a cabeceira, ele encarava a televisão ligada, mas seus olhos não captavam a imagem, Yi Fan o observou por um tempo escorado ao batente, Minseok usava apenas uma camiseta sua que ficava grande em seu corpo e uma boxer preta.

- No que tanto pensa Minnie? – O chinês entrou no quarto vendo o menor se assustar por não ter notado antes sua presença.

- Não é nada Fan. – Murmurou se encolhendo um pouco. Kris suspirou e se sentou sobre a cama, se escorou contra a cabeceira e puxou o namorado para seu corpo, vendo o se ajeitar á sua frente, entre suas pernas.

- Sabe que pode me contar não é? – MinSeok assentiu.

- Aquelas duas mulheres. – Começou de forma baixa. – Eu ouvi uma delas dizendo que nunca quis ter filhos e agora está esperando um bebê. Sabe como essas situações mexem comigo, acabo me preocupando sobre a criança, de ela acabar num orfanato, ou na porta de alguém, como eu... 

- Não posso falar muita coisa sobre isso Min, eu era ainda novo quando tive meu filho e não tive muito tempo pra pensar em nada, mas nunca cogitei a possibilidade de abandonar o Hun. – Soltou um riso curto. - Mas você não pode ficar pensando nisso toda vez que ver alguém em situações como essa.

- Você tem razão – O mais novo concordava com o namorado, sabia que nem todos teriam a mesma historia que a sua, mas incomodava um pouco.

- Isso com certeza. – O chinês riu baixo, entedia o marido e sabia que ele com toda certeza se sentia perdido com toda essa situação. Mas ali ainda havia outra coisa que incomodava o mais novo, conhecia bem o homem com quem dividia sua vida e tinha certeza que não era apenas naquilo que ele pensava. - Mas sabe outra coisa que eu sei? Não é só isso que está te incomodando. – Ouviu o outro suspirar e soube que estava certo.

- Talvez eu esteja com um pouco de inveja... – Murmurou se remexendo nos braços dos outro.

- Por que ela estava grávida? – Virou o corpo pequeno de frente para si.

- Sim. Você sabe que eu sempre quis um bebê Fan. – Os olhinhos de gato se enchiam de lagrimas a cada palavra. - Eu amo o SeHun e a Sophia, ajudei na criação deles, não pense que eu não considero eles como meus filhos, é só que...

- Ei, calma. – Yi Fan passou os dedos pelas bochechas gordinhas limpando as lagrimas que caiam por ali. - Eu sei que você ama meus filhos, mas entendo que no fim das contas eles são meus e da Kun. – O mais velho beijou os lábios do namorado e sorriu brevemente antes de abraça – lo. - Você ainda sente vontade de ter seu próprio filho? 

- Sim. Mas você sabe que eu não posso, eu não sou fértil Yi Fan.

- Eu sei amor, eu sei.

 

* * *

 

- Eu me lembro disso.

- Eu passei um tempo pensando sobre esse assunto antes de tomar minha decisão.

- Você decidiu engravidar? Por mim? Mas não é ruim parar de tomar o remédio assim?

- Não se preocupe, eu falei com o JianHen antes, fiz alguns exames pra saber se seria seguro eu tentar engravidar agora e ele disse que estava tudo bem

- Por que não me contou antes? – O tom de voz não mostrava decepção ou raiva, apenas curiosidade.

- Eu queria fazer uma surpresa. – Yi Fan sorriu e abraçou o namorado - Mas também não queria você ansioso ou decepcionado se não desse certo. – O chinês afastou o outro de si e sorriu malicioso antes de continuar - Só que você foi bem rápido Minnie. – O garoto arregalou os olhos e distribuiu alguns tapas pelos braços do mais alto, suas bochechas vermelhas em reação as palavras ditas pelo Wu.

- Então no mês passado quando estava passando mal...

- Eu suspeitava, mas queria ter certeza antes de falar.

- Obrigado por fazer isso por mim Fan! – MinSeok respirou fundo, as mãos limparam os rastros de lagrimas do rosto.

- Eu te amo MinSeok Karev.

- Eu te amo, Karev Wu Yifan.

 

# #

 

Junmyeon ainda não conversava com seus pais, o garoto se sentia mal a cada vez que ignorava as tentativas da mãe de falar, ou os chamados de seu pai para que se sentasse a mesa com eles, mas ainda assim, o sentimento de tristeza ainda o impedia de falar, por isso passava cada vez mais tempo na casa de Yixing, e esse era o motivo por estar em uma terça a noite cozinhando na casa do namorado, vestindo um short curto que acabava sendo escondido pela camiseta preta pertencente ao dono da casa. O cômodo era pequeno – como o resto do apartamento – havia uma mesa de madeira com seis cadeiras no centro, a parede em frente á porta era revestida pelo balcão com portas na parte debaixo, pia e fogão embutido no mármore, a geladeira era mantida na parede lateral, ao lado da saída para a pequena área de serviço.

O barulho da porta interrompeu a atenção do garoto sobre as panelas e a musica que cantarolava, como era possível enxergar a porta de entrada pela passagem entre cozinha e sala teve apenas que se virar para ver o namorado entrando no apartamento, sorriu ao observar o chinês deixar a mochila sobre o sofá, ele usava jeans escuros como de costume, junto a uma camiseta com desenhos brancos abstratos e jaqueta de couro negro. Yixing sorriu indo até o namorado que voltava a mexer em uma panela e não demorou muito para Junmyeon sentir braços circularem sua cintura e um beijo ser depositado em sua bochecha.

- Demorou Xing, ta tudo bem? Cadê a Soo? – O coreano perguntou se virando para passar os braços pelo pescoço do outro e deixar um beijo em seus lábios, recebendo um aceno positivo da cabeça apoiada em seu ombro.

- Ela está com o Kim e eu fui até a casa do YongHwa... – Junmyeon arregalou um pouco os olhos olhando para o rosto do namorado, mas ao notar o leve balançar de cabeça entendeu que ele não queria falar sobre.

- Okay, vai tomar um banho enquanto eu termino aqui, depois vamos comer e ficar juntos...

- Eu to morrendo de fome... – O chinês fez uma voz manhosa abraçando mais o corpo do namorado.

- Eu sei, você tem comido bastante no ultimo mês...

- Não precisa jogar na cara Junmyeon! – O rapaz fingiu indignação se afastando. – Ele sente muita fome sabia? – Levou as mãos á elevação pequena no abdômen de forma dramática.

- Ele né? – Riu – Vai lá tomar seu banho logo.

Yixing riu murmurando um “pena que gosta de jogar tudo fora depois” e foi para o quarto, retirou as roupas deixando um caminho pelo cômodo até chegar ao banheiro, parou em frente ao espelho atrás da porta analisando o próprio corpo, era quase automático o ato de levar a mão até a elevação, observou no espelho, ainda não havia muito volume, ficava quase imperceptível sob as roupas, mas estava ali, o lembrando o tempo todo da responsabilidade repentina que precisaria assumir.

 

# #

 

- Você viu a cara dela? – JongIn seguiu a namorada para dentro do apartamento, ambos riam da expressão da vizinha ao velos em um beijo no elevador.

- A Senhora Mirai acha que nossa geração está perdida – A garota riu se sentando sobre as pernas do rapaz, mantendo um joelho em cada lado do corpo alheio. – Tinha que ter visto o quanto ela praguejou quando viu o Jun e o Xing na porta do apartamento. – A cada nova palavra deixava um beijo nos lábios do moreno.

- Ah, eu imagino. – Sorriu de lado, apertando a cintura dela com firmeza. – O que acha de terminar o que queríamos ein?

A resposta de Soojung foi um beijo mais profundo e urgente que os anteriores, JongIn sorriu em meio ao beijo ao sentir a namorada mover a cintura, se ergueu do sofá mantendo-a firme em seus braços enquanto ela passava as pernas envolta de sua cintura. O beijo se tornou mais urgente conforme avançavam pelo corredor, a blusa dela ficou pelo caminho e a camiseta dele tomou o mesmo destino logo depois.

JongIn sorriu ao observar o corpo da garota sobre os lençóis da cama de casal no centro do quarto, estava pronto para retirar a calça quando um barulho chamou atenção dos dois.

- Isso foi... – O rapaz parou onde estava, olhando para a parede do quarto ao lado, Soojung fez o mesmo quando o barulho em questão se repetiu.

- O meu cunhado gemendo o nome do meu irmão? É exatamente isso. – Riu puxando travesseiro pra cima do rosto.

- Eu não sei você... – JongIn se jogou ao lado dela na cama. – Mas a cena que meu cérebro formou acabou com o clima...

- Pois é... – A garota suspirou e deixou um beijo nos lábios do rapaz antes de se levantar. – Vou preparar algo pra gente comer.

A Jung vestiu a camiseta do namorado que ficava larga em seu corpo magro, antes de deixar o quarto e o namorado deitado sobre a cama com as mãos no rosto e um olhar frustrado em direção a parede. 

 

# #

 

Yixing jogou a cabeça para trás apoiando-a contra a cabeceira da cama com os olhos fechados e o ar saindo pesado pelos lábios entre abertos. As mãos seguravam com firmeza a cintura nua de Junmyeon, ajudando o garoto a se mover de forma lenta e ritmada, sentiu o corpo pequeno estremecer quando o prazer alheio sujou seu abdômen, e um gemido mais alto deixou os lábios dele. Abriu os olhos e observou a expressão de prazer, as gotas de suor descendo pela testa, os olhos fechados e os lábios vermelhos pelas constantes mordidas.

Junmyeon sorriu ao sentir uma mão acariciar o seu rosto, sentiu os lábios de Yixing sobre os seus, e se agarrou ao tronco do namorado apoiando a testa no ombro dele e deixando os sons saírem sem restrições.

- Xing... – Chamou baixinho mantendo os movimentos até sentir o corpo abaixo do seu, estremecer quando o chinês chegou ao seu limite.

Ambos continuaram abraçados por um tempo, acalmando as respirações aceleradas e aproveitando o corpo um do outro.

- Eu amo você... – Yixing sussurrou no ouvido do namorado acariciando as costas dele.

- Eu também te amo Xing... – O adolescente sorriu se deitando ao lado do chinês. – Eu senti falta disso. – Suspirou em meio a um sorriso.

- Nós transamos semana passada Junnie. – Riu ao ver o namorado esconder o rosto em seu peito, abraçando seu tronco.

- Você sabe que gosto de sentir você... – Murmurou com a voz sendo abafada pela pele do outro.

- Das ultimas vezes foi eu quem senti você... – Yixing empurrou o mais novo sobre a cama e se colocou sobre ele iniciando um novo beijo, dessa vez, calmo e lento. – Mas daqui a um tempo, eu vou ficar gordo e você não vai me querer de jeito nenhum. – O chinês formou um bico nos lábios, que na opinião do coreano foi tão fofo que não pode evitar morder. Junmyeon mudou as posições, se colocando entre as pernas do maior, sempre tomando o devido cuidado com a barriga que abrigava seu filho.

- Eu sempre vou te querer Xing! – Disse deixando beijos pelo peito dele. – Mesmo quando nosso bebe crescer e você virar uma bolinha. – Desceu os lábios até o abdômen elevado ouvindo um resmungo em resposta ao seu comentário. – Eu sempre vou querer você Zhang Yixing!

Yixing sorriu recebendo um novo beijo, Junmyeon se levantou em seguida indo ao banheiro, o chinês ouviu o barulho do chuveiro por um tempo antes de o garoto sair vestido em sua camiseta.

- Já volto.

Junmyeon bagunçou os cabelos andando pelo corredor, ficou confuso ao ouvir o barulho da televisão, o volume estava baixo, mas audível próximo a sala. Estagnou na entrada do cômodo ao ver Jongin e Soojung sentados no sofá, com a garota entre as pernas do rapaz, eles assistiam a um filme comendo sanduíches.

- Oi. – O garoto coçou a nuca, quando teve a atenção do casal sobre si. – Estão em casa á muito tempo?

- Se quer saber se ouvimos sua festinha como Zhang? – Soojung deixou um tapa estalado no braço do namorado, o olhando atravessado. - O que foi, nós ouvimos mesmo!

- Nem todo mundo é depravado como você! Não precisa ter vergonha Junma.

- Eu não... – O mais novo ficava cada vez mais vermelho

- Olha, seu namorado ‘tá grávido, não é como se não soubéssemos que vocês fazem isso.

- JongIn...

- Não, tudo bem Soo, o Jong ‘tá certo, eu só não consigo ser tão aberto com esse assunto. Enfim, só vim pegar o remédio do Yixing, desculpe pelo barulho...

Junmyeon voltou depressa pelo corredor corado pela vergonha que sentia, toda vez que algum assunto mais íntimo vinha á tona. Ao chegar perto da porta estranhou um pouco ouvir a voz do namorado, parou no batente em silencio e observou Yixing em pé perto da cama já vestido em uma boxer preta, o rapaz se mantinha de costas para a porta e falava ao celular em chinês, Junmyeon era ruim quando se tratava da língua materna de seu namorado, por isso não entendia praticamente nada do que ele dizia, conseguiu capturar apenas algumas palavras aleatórias, como seu próprio nome, algo relacionado a prazo e o nome Mei, antes de Yixing se virar em sua direção e arregalar os olhos parando de falar, o chinês voltou a si e falou mais algumas palavras antes de encerrar a ligação.

- Você me assustou Jun. 

- Quem era? – Perguntou de forma confusa, estranhando o fato de Yixing atender uma ligação em chinês tão tarde.

- Ah, era a mãe do Luhan, queria saber como eu estou. – O chinês apenas suspirou e se deitou na cama, batendo a mão na parte vazia a o lado. - Volta pra cama... – Junmyeon que retirava a camiseta do corpo, olhou para o outro com a boca aberta, o que fez o rapaz rir de um jeito fofo, notando que o coreano entendeu o pedido de foram sexual. - Não faz essa cara, to cansado...

Junmyeon se deitou ao lado de Yixing, tendo seu corpo prontamente abrigado pelos braços de Yixing, o casal trocou um beijo antes de se ajeitar e finalmente dormir naquela noite, mesmo que a mente de Junmeyon insistisse em lhe dizer que até onde se lembrava, a mãe de Luhan não sei chamava Mei.


Notas Finais


Obrigada por ler :*


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