História What Is With You? - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Magcon, Nash Grier
Personagens Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Hayes Grier, Jack Gilinsky, Jack Johnson, Mahogany LOX, Matthew Espinosa, Nash Grier, Nate Maloley, Personagens Originais, Sammy Wilkinson, Shawn Mendes, Taylor Caniff
Tags Brigas, Drama, Instagram, Messagens, Nash Grier, Old Magcon, Romance, Xkardsjenx
Visualizações 59
Palavras 2.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Festa, Ficção, Romance e Novela, Saga, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


NÃO ME MATEM, PLEASE <3

mil desculpas pela demora, foi td culpa da minha inspiração que só resolveu dar olá ontem :(

espero que gostem, boa leitura ^^

p.s.: ouçam Snuff do Slipknot, é a música do cap

Capítulo 27 - Megan


Fanfic / Fanfiction What Is With You? - Capítulo 27 - Megan

Speaking the truth

 

Eu me encontrava com bastante nervosa e ansiosa, andava de um lado para o outro segurando meu celular com força esperando por ele. Era a primeira conversa séria que teríamos desde que cheguei da viagem, o que já fazia praticamente um mês; pensar em contar para alguém que eu confiasse me fazia sentir como se um peso saísse das minhas costas. E esse peso tinha um nome e uma história...

Assim que me sentei ouvi o trinco se destrancando e a porta se abrindo revelando meu irmão com seu capacete e chaves em mãos. Sem me conter, corri em sua direção, o abraçando com força. Coloquei minha cabeça apoiada em seu peito e deixei uma lágrima teimosa escorrer, sequei rapidamente sem ele ver e senti ele me abraçar de volta com força. Me protegida.

Seu abraço não mudou, sempre protetor e demonstrando ternura, um verdadeiro abraço de irmão. O que eu realmente precisava.

— Oi, Meggie. — Sussurrou no meu ouvido, me fazendo sair do transe e o soltar devagar.

— Sam. — disse me distanciando e olhando em seu rosto um mínimo sorriso.

Ele sentia tanta falta disso quanto eu, pensei sorrindo minimamente.

— Vamos nos sentar? — Perguntou encarando, fazendo eu assentir rapidamente e me virar, caminhando novamente até a sala com ele me seguindo.

O silêncio se instala assim que sentamos e ficamos nos encarando por alguns minutos enquanto minha coragem começava a esvair aos poucos, fechei os olhos e tentei me agarrei ao pouco que sobrou.

— Sobre o que você quer falar comigo? — Abri os olhos assim que sua voz cortou o silêncio.

— Eu decidi que estava na hora de contar a verdade para você — comecei calmamente olhando em seus olhos que demonstravam confusão. — Você é meu irmão, meu melhor amigo nas horas vagas... — rimos levemente — e eu confio em você.

— Confia mesmo? — Perguntou com sarcasmo e desconfiança na voz.

— Mais do que em mim mesma. — Afirmei olhando diretamente em seus olhos, ele sabia que quando eu olhava assim queria dizer que eu estava sendo totalmente sincera.

— Tudo bem... — murmurou baixando o tom de voz. — Quer começar do começo?

— Obviamente. — Ri de leve dele, com o mesmo me acompanhando. — O começo então...

— Não quero saber de dinossauros, senhorita Wilk. — Cortou o clima pesado que tinha se instalado, rimos.

— Ok, você adivinhou. — Sorrimos. — Tudo começou bem, o dia estava lindo, meu namoro intacto e meu pai veio com aquela maldita ideia de visitar nossos parentes — fechei os olhos me martirizando — e eu, ingenuamente, aceitei de bom grado deixando o meu namorado meio irritado comigo, porque mesmo naquela época ele sabia do que meu pai era capaz. — Sam me observou cuidadosamente, observando minhas reações. Não esperava menos, sua desconfiança tinha motivos e percebi porque ele tinha dito que estava na casa do Nash, provavelmente ele tinha lhe contado o seu lado da história. Agora eu iria lhe contar o meu.

— Sim, essa parte eu sei. — Disse calmamente, assenti e voltei a olhar em seus olhos. — Continue, por favor.

— Então iriamos passar duas semanas na casa de uns parentes dele... — Ele me interrompeu.

— Visitar a nossa vó, ver os parentes e tal. — Completou ele.

Assenti e desviei os olhos dos seus.

Enterre todos os seus segredos na minha pele

Vá embora com a inocência

— Eu fui sorrindo e voltei traumatizada. — Não olhava para Sam, mas sentia seus olhos me observarem atentamente. — Aquelas duas semanas foram um misto de leve alegria e tortura psicológica. — Ergui meus olhos e vi a expressão de Sam se tornar confusa. — Vou explicar melhor. — Ele assentiu e fez um gesto para mim continuar. — Na primeira semana, foi tudo calmo. Nada muito diferente. Nossos parentes continuavam os mesmos, tirando umas mortes de pessoas que eu não conhecia. O de sempre. Porém, na segunda semana o tédio me consumia até o pai me apresentar o Dylan, com o pretexto de que eu devia ter alguém da minha idade para me distrair. Aceitei, pois o tédio era demais e eu estava começando a ficar sedentária. — Sam ergueu uma sobrancelha, revirei os olhos sorrindo de canto. — Sem comentários, comediante. Então, continuando...Dylan logo conquistou minha amizade, ao longo da semana a minha confiança. A semana inteira foi cheia de brincadeiras e sorrisos, eu confiava plenamente nele. Não sabia que minha ingenuidade poderia me colocar em uma péssima situação até o penúltimo dia antes da viagem de volta... — Parei de falar assim que os flashbacks começaram. Eram imagens ruins. Lembranças dolorosas.

E me deixe com meus pecados

O ar à minha volta ainda parece com uma gaiola

Fechei os olhos fortemente, tentando de alguma forma fazer o “filme” em minha cabeça parar. Entretanto, nada disso adiantou, só me trouxe uma dor de cabeça que logo depois se tornaria uma enxaqueca.

Foi quando senti braços fortes ao meu redor e abri os olhos rapidamente que os flashbacks pararam, meu irmão me abraçava fortemente me passando a confiança que eu precisava para terminar essa história.

— Se não quiser continuar...tudo bem, sweet. — O meu apelido antigo. Sorri minimamente, o carinho dele quando disse essa simples palavra fez meu coração se aquecer. Era tudo o que eu precisava para continuar. Mesmo sem o amor de um moreno dos olhos azuis, vulgo Hamilton Nash Grier.

E o amor é apenas uma camuflagem

Ao que se assemelha a raiva novamente

— Eu preciso que você saiba, Sam. — Disse em um tom quase beirando o desespero. — Eu preciso que você saiba sobre aquela noite.

Ele me soltou e virou de frente para mim, me fazendo virar também e olhar em seus olhos.

— Que noite? — Perguntou brevemente, para ajudar no clima que começava a pesar.

— A noite em que Dylan me fez sua. — Minha voz não expressava nada. — Sem meu consentimento.

Sammy abriu a boca levemente com a surpresa e seu olhar me transmitia o mesmo. Porém, junto com a surpresa, tinha a raiva.

Meu coração está escurecido demais para se importar

Não posso destruir o que não está lá

Sweet, o que esse babaca fez com você? — Seus olhos escureceram de raiva.

— Não foi só ele, mano. — Murmurei baixo, escondendo meu rosto em seu pescoço. — Foi o nosso pai também. Foi tudo uma armação. —Sam ainda estava tenso, mas foi se acalmando aos poucos. Somente ficando com os punhos cerrados.

— Explique melhor, sweet. — Sua voz aparentemente calma não me enganava.

Me entregue a meu destino

Se eu estou sozinho, não tenho o que odiar

Eu não mereço ter você

— Era o penúltimo dia, estávamos jantando calmamente. Eu, o pai e o Dylan. Até o idiota dizer que tinha uma festa acontecendo, de um “amigo” dele. — Fechei meus olhos e Sammy entrelaçou nossos dedos, apertando de leve. — Pai achou uma ótima ideia, eu iria poder ir sem ter meu namorado me cuidando toda hora, disse ele. Eu neguei por causa exatamente do meu namorado, mas eles insistiram tanto. Tanto que eu aceitei a contragosto. Fomos a festa, combinamos de ficar por uma hora, mas assim que chegamos ele começou a me oferecer todo tipo de bebida que continha álcool. Eu negava, mas ele conseguiu me convencer dizendo que eu “devia agir como uma adolescente normal e beber”. Acreditei nele e aceitei, bebendo pela primeira vez uma batida com álcool. Me sentia bem, até ele me oferecer mais e mais assim que meu copo esvaziava.

Já prevendo o que viria Sam apertou novamente minha mão e rodeou meu corpo com o braço livre, em um abraço desajeitado.

Meu sorriso foi tomado há muito tempo atrás

Se eu sou capaz de mudar, espero nunca descobrir

— A última lembrança que eu tenho é daquela foto. — Disse baixo não querendo continuar e segurando o choro.

— A que foi postada no Instagram? — Perguntou baixo também.

— Essa mesma. — Afirmei, sentindo mais um aperto em minha mão.

— Mas pelo que eu sei a história que você contou para o Nash foi totalmente diferente. — Seu tom era confuso e desconfiado.

— Eu menti para ele. — Confessei mais baixo ainda, sabendo que ele me ouviu pelo aperto em minha mão. — Tudo o que eu falei para ele sobre a viagem era mentira. Eu não podia contar porque Dylan me ameaçou.

Eu não poderia encarar uma vida sem a sua luz

Mas tudo isso foi dilacerado

Quando você se recusou a lutar

— Espera, agora eu estou ficando confuso. — Disse Sam, mesmo não o vendo sabia que estava franzindo o cenho.

— Então pare de mudar o assunto que você vai entender, Samuel. — Apertei sua mão em sinal de repreensão, assim fazendo ele se calar. — Continuando a parte da festa...aquela foto era minha última lembrança, mas o que eu também me lembro e me arrependo totalmente foi o motivo pelo qual tiramos a foto... — Me calei, me perdendo em pensamentos sobre aquela maldita noite.

— E qual foi o motivo? — Sam cortou o silêncio.

Acho que deixei isso muito claro

Você não poderia odiar o suficiente para amar

Isso deveria ser o suficiente?

— Uma suposta foto do Nash agarrado em uma garota. Agora, sóbria, eu sei que foto era aquela. Uma antiga dele e da Skye. — Suspirei. — Eu estava bêbada e ele se aproveitou disso. Disse que seria um tipo de vingança e eu com raiva, aceitei sem pensar duas vezes. Tiramos a foto e ele me deu mais bebida, depois disso só alguns flashes sem sentido.

— Mas tem mais, não tem? — Questionou com a voz abafada pelo meu cabelo, assenti. — Então me conta, sweet.

Suspirei novamente e fechei os olhos que estavam marejados.

O meu eu foi banido há muito tempo atrás

Tive que perder as esperanças para te deixar partir

— Na manhã seguinte eu acordei totalmente dolorida e nua, sem nenhuma ideia de onde estava. Uma ressaca horrível e o quarto vazio. Minhas roupas estavam jogadas por todos os lugares, peguei todas e me vesti rápido. Sai de lá praticamente correndo, passando por adolescentes quase em coma alcoólico e saindo da mansão. Voltei para casa da vó e assim que entrei me deparei com o pai e Dylan sentados no sofá conversando e aparentemente me esperando. A confusão em meu rosto parecia divertir os dois e os olhares doentios me faziam ter medo dos dois. — Apertei a mão de Sam com força deixando algumas lágrimas escorrerem, continuei com a voz trêmula. — Eles me mostraram um vídeo em que alguém me estuprava, não dava para ver o rosto do homem, mas claramente o meu. Eu estava parecendo chapada e quase em estado de inconsciência. Quando perguntei quem gravou, pai levantou a mão sorrindo maldoso e Dylan disse que quem me estuprou foi ele. Eu corri para o quarto e me tranquei lá, chorando até as lágrimas secarem. Quando finalmente sai de lá, já estava na hora de voltarmos. Porém, na hora em que entrei no carro e me deparei com Dylan, quase comecei a chorar novamente... — Minha voz estava embargada demais para continuar.

Então se quebre contra as minhas pedras

E cuspa sua piedade em minha alma

Sam me apertou no meio abraço em forma de proteção enquanto eu começava a chorar. Era dor demais. Ser estuprada por alguém que antes você achava confiável era horrível. — Eu fui ameaçada o caminho inteiro. Eles diziam coisas horríveis, como que iam mandar o vídeo para todos e machucar o Nash se eu contasse qualquer coisa. Tive que o tratar friamente para eles não machucarem o Nash, e sobre o término, eu vi como uma oportunidade de livrar o Nash e fazer o que eles tanto queriam. Porque continuar a maltratar ele estava me machucando profundamente... — Os soluços me obrigaram a parar, deixei eles saírem, pois, a dor começava novamente a me machucar.

Você nunca precisou da ajuda de ninguém

Você me vendeu para se salvar

— Ei, sweet. — Sam chamou, me fazendo olhar em seus olhos escurecidos de ódio puro. — Eu não vou mais deixar esse idiota encostar em você. E com nosso pai...o que é dele está guardado. — Eu fiquei com medo dele, Sam me assustou quando disse isso com a voz cheia de maldade. — Agora eu vou te proteger deles, sweet.

Sorri com isso e ele voltou a me abraçar desajeitadamente, depositando um beijo em minha testa. O peso em minhas costas foi aliviado. Eu tinha novamente a confiança e o amor da pessoa mais importante para mim. Fechei os olhos, me sentindo levemente bem por, finalmente, contar para alguém a verdade que me corroía.

Anjos mentem para manter o controle

Meu amor foi punido há muito tempo atrás

Se você ainda se importa, jamais deixe que eu saiba

Se você ainda se importa, jamais deixe que eu saiba

— Slipknot, Snuff


Notas Finais


como dizem, uma história sempre tem dois lados e aí está o dá Meggie :)
e não, nada disso é mentira pra ela fazer o irmão ficar do lado dela, sem teorias

então, para compensar minha looonga demora para att, eu vou postar mais um hoje ;)

**aviso pra que lê causa? uma aposta, os caps já vão sair, sorry a demora amores <3

see you later guys ( ˘ ³˘)


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