História What Would I Do Without You? - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Colegial, Hoseok, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Namjin, Namjoon, Personagens Originais, Taehyung, Vhope, Yoongi
Visualizações 25
Palavras 4.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Saga, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eai, veados?! Comeback de WWDWY (sigla bosta para abreviar o nome gigantesco da fic, hehe)!!

Como eu havia dito antes, o capítulo tá um tantinho mais picante... Sabem como é, né? Eu quis dar jus ao nome de pervertido do Joonnie ;p

Leiam as notas finais, eu vou explicar logo a idade de cada um.

Capítulo 4 - Morning Joy


Fanfic / Fanfiction What Would I Do Without You? - Capítulo 4 - Morning Joy

 

Namjoon é o tipo de pessoa que não se encaixa no padrão preguiçoso — como seu hyung — , mas também não é um dos mais animados, ainda mais pela manhã. O clima estava frio e a única opção que Namjoon havia tido era continuar deitado naquela cama macia e confortável que parecia implorar para que ele não a abandonasse. E foi com esse mesmo pensamento que ele varreu os olhos pelo cômodo, logo encontrando o que queria. 

Desbloqueou a tela do celular que acabara de pegar de cima do criado-mudo ao lado esquerdo se sua cama, e abriu o kakao para visualizar conversas ainda não vistas. Deparou-se com algumas aleatórias que resolveu apenas ignorar, mas logo encontrou uma que lhe interessou de imediato. Sorriu ladino ao ler o nome do remetente e seu sorriso só fez aumentar ainda mais quando viu que o mesmo ainda estava online. O que ela fazia acordada aquela hora da manhã não lhe importou nem um pouco. 

Não demorou muito para respondê-la, e menos ainda para ser respondido. Seu sorriso malicioso aumentou cem vezes mais — se é que era possível — quando recebeu uma mídia, que para si era deveras interessante. Na foto havia uma mulher muito bonita, com seus cabelos ruivos tingidos e pele branquinha como neve. Essa vestia apenas uma peça minúscula, intitulada sutiã e um short de dormir de tamanho quase infantil. Namjoon nem ousou pensar em como ela conseguia estar seminua com um tempo gélido como aquele, mas no  fundo seu subconsciente se lembrava que seu quarto possui ar condicionado. 

Os lábios bem delineados e pouco carnudos da garota estavam entre abertos e seus olhos semi cerrados de forma extremamente sexy aos olhos de Namjoon. Uma de suas mãos segurava o smartphone, enquanto a outra de forma deveras excitante estava adentrada na pequena peça fina de seda que era seu short. A mente do Kim já estava muito longe imaginando ela gemendo de forma incessante abaixo de si, clamando por mais e mais até que se deleitasse de prazer com seu líquido escorrendo por entre seus lábios.

O Kim deixou um gemido sôfrego escapar quando tocou por cima na calça de moletom seu membro que começara a dar sinais de vida ativa. Mordeu o lábios inferior fortemente sem conseguir retirar os olhos da imagem explícita e totalmente pornográfica a sua frente. Soltou um pequeno resmungo ao ler a mensagem que vinha logo abaixo da mídia. Como ela ousa o fazer ficar duro a essa hora da manhã? Como uma simples foto seguida de um "estou pensando em você agora" completo de milícia o fez enrijecer fortemente?

Frustrou-se ao notar que seu membro já pulsava em sua mão e não teria como penetrar a garota culpada de tal feito. Olhou para o chão do lado direito de sua cama e suspirou baixo. Ele estava encrencado. "Estou duro por sua causa" — foi o que conseguiu mandar para a ruiva, seguido de um "como vou resolver esse problemão?" — maliciou a última palavra já sabendo dos dotes que possui. 

O corpo do Kim não mais sentia frio, muito pelo contrário, ele estava quente, muito quente e sabia exatamente o motivo. Recebeu uma nova foto, agora ela estava desprovida de seu sutiã de cetim, e apertava de forma firme seus pequenos seios, com as costas levemente arqueadas em sinal de puro deleite. Ela realmente queria provocar o Kim e sabia que estava conseguindo. Sempre adorou fazer aquilo e estava sem nada pra fazer aquela manhã mesmo.

Namjoon gemeu frustrado com aquilo. Tudo que ele desejava naquele momento era estar enterrado dentro da pequena ruiva tão safada quanto si. Sempre adorou quando ela age de maneira explícita e sexy sem se importar com as opiniões alheias. Pode-se até dizer  que seu tipo ideal de garota era esse. Olhou para o chão ao lado direito de sua cama mais uma vez e certificou se seria seguro sair dali naquele momento. Suspirou em alívio por constatar que sim e levantou vagarosamente — apesar de estar louco para correr como nunca até aquele banheiro e masturbar-se até não aguentar mais — e dirigiu-se com cuidado até a porta de madeira maciça que encontrava se no canto esquerdo do quarto.

Lembrou-se de pegar os fones que havia pedido emprestado para Jungkook — na verdade, os novos que comprou para devolvê-lo, já que havia quebrado os que verdadeiramente fora lhe dado —, e trancou a porta do banheiro ao adentra-la. Se livrou da peça incomoda que era sua calça, e logo em seguida retirou a — agora apertada — cueca. Deparou-se com seu membro pulsante e a glande pouco úmida pelo pré-gozo. O que ela havia feito consigo? Estava totalmente excitado.

Passou seus dedos da mão direita pela glande úmida e sentiu seu pênis enrijecer ainda mais pelos seus dedos estarem um pouco gélidos. Olhou para a tela do smartphone que segurava agora com a mão esquerda e mandou uma mensagem com dificuldade e alguns erros — por escrevê-la com apenas uma mão — dizendo que queria a ouvir gemer seu nome da forma mais pecaminosa possível. Sabia que ela cederia a esse capricho seu, até porque ela que começou, teria de arcar com isso até o momento em que ele gozasse. 

Não demorou muito para um áudio ser iniciado e Namjoon já estar com o membro pulsando mais ainda só de imaginar as atrocidades que ela estaria fazendo enquanto gravava-se gemendo para si. Em um movimento lento e preciso desceu sua mão sobre o membro, começando uma masturbação lenta e desejosa. Sua mão subia e descia devagar e ele apenas semi cerrava os olhos e tombada levemente sua cabeça para trás, aproveitando o prazer que sua mão lhe proporcionava. 

Namjoon nunca teve vergonha de admitir se tocar de tal forma. Era prazeroso, o que ele poderia fazer? Seus amigos já estavam acostumados com a perversão do maior, que ganhara vários apelidos ao longo dos anos, sendo os favoritos dos amigos rei da cultura erótica, deus da destruição e poste ambulante, o último dado carinhosamente por Yoongi que é um tanto desprovido de tamanho. 

O primeiro contato do Kim com a pornografia fora com aproximadamente oito anos. Sim, é nisso que dá deixar uma criança curiosa mexer na internet com total liberdade, mas no fim não foi totalmente sua culpa, a curiosidade o venceu. No começo fora extremamente  estranho para si e tratou logo de fechar a aba de navegação e nunca comentar sobre o que havia visto. Mas aos treze sua curiosidade voltou e dali em diante passou a entrar com mais frequência nos sites relacionados. 

Sua primeira relação sexual foi com uma garota loira dos olhos negros e um pouco mais velha que si. Na faixa dos quinze anos, o garoto conquistava vários corações — tanto de garotos, quanto de garotas —, e uma delas — com seus dezessete anos — resolveu tomar a iniciativa durante o horário de intervalo das aulas. Transaram no cubículo chamado carinhosamente por "sala do zelador", e foi uma experiência muito boa para ambos, já que Namjoon aguentou o máximo que pode para não gozar rápido. Pode-se dizer que ele aprendeu bastante com sua convivência com a cultura erótica. 

Namjoon gemeu alto quando ouviu o terceiro áudio que recebera da garota. Ambos estavam a ponto de chegar no ápice e a garota fazia questão de gemer alto o nome do Kim enquanto introduzia um vibrador dentro de si. A velocidade das mãos do Kim já estavam mais aceleradas e contínuas. O pênis encontrava-se pulsante ao extremo e a cada massageada ele sentia que poderia gozar a qualquer momento. E foi exatamente o que aconteceu. 

Não conseguiu conter o gemido alto que emanava prazer ao sentir suas mãos sujarem-se com o próprio gozo e notar que havia escapado para alguns lugares aleatórios do cômodo, como a bancada da pia. Com a respiração ofegante e o sentimento de prazer ainda lhe envolto, Namjoon continuou a mandar mensagens excitantes e uma foto de seu membro melado pelo gozo e quando não recebeu nenhuma resposta constatou que a outra estava chegando em seu ápice com ajuda da mídia que mandara. 

Após um tempo, Namjoon já havia se levantado e limpado a bagunça que fizera no banheiro e em seguida tomado um belo banho frio para se livrar dos pensamentos de penetrar a pequena e evitar que ficasse duro novamente. Secou-se vagamente, deixando partes de seu abdômen com respingos de água que escorriam de seus cabelos descoloridos. Vestiu a toalha na cintura e abriu a porta do banheiro devagar e logo tendo um sobressalto ao notar a presença do primo — ainda com cara de sono — em sua cama. 

     — Já acordou? — Questionou mais para si do que para o outro. Hoseok o encarou com cara de poucos amigos e resmungou baixo antes de começar a xingar o amigo. — Calma, Hobi! O que aconteceu?

 

— "O que aconteceu"?! – Repetiu indignado. — Aconteceu que eu acordei com a porra de um Namjoon gemendo descontrolavelmente. Será que não dava pra se masturbar outra hora?!

 

— Ah, você ouviu... — O mais novo abaixou a cabeça envergonhado e passou a mão pelos cabelos atrás da nuca, ato que fazia quando ficava constrangido ou nervoso com algo. 

 

— Não faça essa cara, Kim Namjoon! — Hoseok bufou, ele só estava enfurecido por ter sido acordado antes da hora. — Poderia ao menos respeitar seu priminho que estava dormindo ao seu lado, não acha, Kim Traíra? — Tentou usar um tom chateado, mas o máximo que  conseguiu foi fazer um bico emburrado que fez Namjoon rir. — Não se fazem mais dongsaengs como antigamente. 

 

— Não foi nada que você não tivesse acostumado, hyung. E além do mais, eu não quis te acordar. Desculpe por isso. — Pediu, agora mais descontraído. 

 

— Puff, deveria parar de ser tão pervertido, Namjoon. — Comentou jogando seu corpo para trás. — Que ser normal acorda uma hora antes do devido para qualquer ser humano apenas para ir ver pornô? — Zombou. 

 

— Ei! Eu não acordei pra isso! — Se defendeu. — Foi a Jisoo que me mandou fotos nada castas e eu não consegui me segurar. — Contou, dando as costas ao amigo e abrindo o guarda-roupa. 

 

— Sabe Nam – Hoseok começou, após um breve minuto de silêncio —, eu não sei o que vocês héteros vêem em vaginas, é tão estranho. — Apesar de estar de costas, Namjoon poderia jurar que o outro fazia uma careta de nojo e constatou que sim ao virar-se para ele segurando as peças de roupa que usaria. 

 

— Como se pênis tivesse alguma graça, né Hoseok. — Rebateu rindo da expressão do amigo. 

 

— Lógico que tem! — Indignou-se. — A sensação dos membros se roçando um no outro é única! — Segredou com os olhos fechados, lembrando das sensações que tivera nas vezes que transou. — Isso você nunca vai sentir com uma mulher. 

 

— Acredite, eu prefiro continuar no meu mundinho hétero. — Afirmou convicto. — Não pretendo ter um pênis dentro de mim.

 

— Você não precisa necessariamente ter um pênis dentro de você. Eu nunca tive um dentro de mim. Sou um ativo nato. — Gabou-se fazendo Namjoon, que vestia agora sua calça preta justa ao corpo, revirar os olhos. — E sobre seu mundinho hétero, não foi isso que eu percebi naquela madrugada depois da festa do Yongguk. — Provocou-o, vendo o mesmo ruborizar um pouco, o que era difícil de acontecer, tanto pelo seu tom de pele mais amorenado, quanto por ele ser um sem vergonha quase no mesmo nível de Jungkook.

 

— Hoseok! — Repreendeu-o. — Pare de lembrar do que fizemos aquela noite, nós estávamos bêbados! 

 

— Tudo bem, tudo bem! — Levou as mãos para frente do corpo, já que voltou a sentar-se, como forma de rendição. — Mas você até que beija bem para um hétero. — Brincou, recebendo a toalha molhada que fora jogada contra si pelo outro. — Que agressividade, Nam!

 

— Já disse pra esquecer essa história, hyung! — Repreendeu o mais velho, que apenas bufou revirando os olhos. 

 

Hoseok já estava cansado do charme — ou como o mesmo chamava; cu doce — que o primo fazia. Notou muito bem que mesmo bêbado Namjoon adorava a fricções que seus membros davam um no outro enquanto esse empurrava seu quadril simulando uma penetração no mais velho. Ambos gostaram das sensações, embora Hoseok não tenha vergonha de admitir, o oposto de Namjoon que jura por tudo que só cometeu tal loucura por estar bêbado. 

O fato de serem primos não influenciava em muita coisa, já que não eram exatamente de linhagem direta. Mas mesmo assim, não chegaram a cometer o ato por dois motivos simples. Namjoon não é do tipo que cederia sua preciosa entrada para Hoseok penetrar e Hoseok muito menos. Ele não mentira quando dissera que nunca havia tido um pênis dentro de si. O segundo motivo fora que Namjoon apagou sobre o corpo excitado do primo. Estava bêbado o suficiente para não se lembrar de muita coisa, até que Hoseok fez questão de lhe contar certos detalhes que ele preferia nunca ter ouvido ou feito.

Não era como se ele negasse sua sexualidade, apenas nunca sentiu atração sexual por outro homem. Namjoon sempre teve mente aberta para esse tipo de coisa. A primeira vez que soube que dois homens podiam se relacionar foi também em um dos sites pornô que visitara. Assistiu os vídeos, mas não sentiu atração e muito menos seu membro subiu ao ver as cenas que passavam pela tela do computador. Achou no mínimo diferente, mas tratou logo de assistir o que realmente sempre lhe interessou. Mulheres. 

 

— Você faz muito cu doce, Nam. É sério. — Reclamou vendo o amorenado acabar de abotoar os botões de sua camisa social. 

 

Ficava extremamente bonito quando deixava os dois últimos botões de cima abertos, revelando um pouco do seu peito másculo e os cabelos desgrenhados o davam um tom sexy. Hoseok via isso, mas não é como se sentisse atração por ele. Estava tão bêbado quanto ele no dia do acontecimento e foi um grande milagre ele próprio ter lembrado do que aconteceu.

 

— Sério, Nam. Você fica uma perdição desse jeito, tantos caras devem estar querendo você por aí. — Comentou apenas para irritá-lo. — Mas voltando ao tópico inicial, que era... Jisoo. Estão namorando?

 

— Não. — Respondeu indo em direção ao banheiro para arrumar seus cabelos descoloridos. — Sabe que eu não gosto de entrar em relacionamentos assim. Prefiro sexo sem compromisso e ela também, ou seja, não rola. 

 

— Aish. — Resmungou Hoseok. — Relacionamentos são mesmo uma droga. Seu namorado fica com ciúme até de uma foto de um melhor amigo antigo que você não vê há anos, por isso que pra mim nunca dá certo. 

 

— Sabe que ele, teoricamente, tinha um motivo, certo? — Namjoon questionou, agora já passando um de seus perfumes masculinos de cheiro forte e marcante. O outro negou e o Kim prosseguiu: — Hobi, você cuida daquela foto com a sua vida, sem contar que quando bebe fica um porre choramingando por esse seu amiguinho aí, que tem vezes que parece mais importante do que eu. 

 

— Oh, você com ciúmes é muito fofo! — O moreno levantou-se fazendo menção a ir apertar a bochecha do outro que brevemente desviou. 

 

— Sai, Hobi! — Esquivou mais uma vez da tentativa de investida do amigo. — Você deveria ir se arrumar, daqui a pouco dá a hora de irmos. 

 

— Tanto faz. — Revirou os olhos, já desistindo de apertar as bochechas do outro. — Sabe, eu me lembrei de algo e o Yoongi hyung vai me matar por não tê-lo respondido antes. — Comentou, sentando-se na cama novamente. — Eu também gostaria de saber e aproveitando que você já tá pronto, como vão as coisas com... você sabe?

 

Hoseok sabia que aquele era um assunto extremamente delicado para se conversar justamente em uma segunda pela manhã, mas havia se lembrado que Yoongi o perguntou sobre o mais novo e ele não havia perguntado por puro esquecimento. A verdade é que ambos os mais velhos se preocupavam com Namjoon e queriam apenas vê-lo bem. 

 

— Hyung, já faz muito tempo que eu não tenho nenhuma crise. Eu realmente estou bem, nem preciso mais tomar aqueles remédios horríveis. — O mais novo respondeu por saber exatamente do que se tratava. Sentou-se ao lado do primo e suspirou o fitando. — Você sabe, há duas coisas que me acalmam. Rap e sexo. Muito sexo. 

 

O mais velho ali riu e desferiu um soco fraco no braço do outro. Era incrível como Namjoon tentava levar aquele assunto para um lado menos tenso para ambos. Mas o que ele dissera também não era de total mentira, já que ambas as coisas ditas lhe acalmavam. Uma mais que a outra. Nesse caso, o rap. Seu refúgio. Quando mais jovem fora diagnosticado com um transtorno não muito comum, devido a um de seus surtos de agressividade descontrolada. 

 

— O Transtorno Explosivo Intermitente, ou simplesmente TEI, é um transtorno psiquiátrico onde o indivíduo não consegue gerenciar seus impulsos agressivos. A julgar pelo comportamento do pequeno Kim, ele sofre desse transtorno. — As palavras do psicólogo deixaram a mulher em um estado catatônico por breves segundos. Não podia imaginar que o comportamento de seu filho envolvia algo tão grave quanto um transtorno psiquiátrico. Após pedir mais detalhes e explicações sobre o acontecia com seu filho, Joohyun passou a levar seu filho para sessões com o psicólogo que indicara alguns medicamentos para o menor. 

 

Já faz um bom tempo que uma explosão característica do tipo severa atinge Namjoon. Uma de suas últimas ocorreu quando sua mãe foi levada ao hospital por decorrência a um pequeno acidente ao descer uma escada rolante no shopping e o médico insistira que ele não poderia entrar ainda na sala onde ela se encontrava, causando um stress desnecessário que fez o Kim agredir fisicamente o homem. 

Fora isso, o início de algo mais severo se fez presente há poucos meses atrás, durante as férias que o Kim teve de passar com o pai e sua nova família, que constitui em uma esposa — visivelmente mais jovem que o homem — e o filho dela de dezesseis anos. Namjoon não era capaz de controlar sua fúria, mas parece que o mais novo dentre os quatro não sabia daquilo, o que resultou em um braço quebrado e fraturas na costela. 

Não era de se espantar que os garotos estivessem preocupados com o amigo. Todos tem plena noção que Namjoon se sente péssimo após qualquer surto, desde os severos aos leves. O garoto se sente culpado por não ter sido capaz de controlar seus atos e por isso se sente impotente para consigo mesmo e para os demais. Entretanto dessa vez fora diferente, já que o Kim não se arrependera de nada e, se possível, faria novamente. 

 

— Eu sei o que você, o Yoongi hyung e até o Jungkook estão pensando, Hobi — Namjoon se pronunciou com um tom mais sério dessa vez —, mas eu não estou me sentindo mal com o que fiz. — Fitou a reação do amigo, que não passara de duas sobrancelhas arqueadas em total descrença. — Aquele desgraçado falou coisas que não deveria de vocês, eu não iria deixar barato nem se pudesse me controlar. 

 

— De nós? — Indagou, logo recebendo um aceno positivo. — O que ele falou?

 

— Não tem importância pra mim. —  Disse dando de ombros. A verdade é que não queria contar ao amigo algumas das asneiras que ouviu o garoto falando de si e dos outros, como se fossem más pessoas e influências. — Você, o Jungkook e o Yoongi são a minha família e eu vou defendê-los sempre de qualquer idiota que aparecer, isso é um fato que nunca irá mudar. Portanto eu não me arrependo de ter quebrado metade dele, na verdade, me arrependo de não tê-lo quebrado por inteiro e-

 

— Ahnn, que fofo! — Hoseok jogou-se em cima do outro, cortando sua fala. 

 

O Jung havia percebido que Namjoon começara a dar sinais de nervosismo, o que se ele não tivesse sido mais rápido em desviar a atenção do amigo das palavras — que ele não saberia dizer quais eram — do outro, ou simplesmente desviar o foco daquele assunto, o Kim poderia entrar em um de seus surtos agressivos, jogando e quebrando coisas descontrolavelmente.

 

— Hobi... Sai de cima! — Implorou desconfortável pelo peso alheio. — Você anda comendo demais! — Comentou após o outro sair de cima de si. 

 

— Aish, tanto faz. — Não estava bravo ou ofendido, na verdade, estava feliz por ter conseguido o que queria. — Falando em comer, bem lembrado, tô com fome. Bora comer?!

 

— Não vai tomar banho não, senhor Hoseok? — Alfinetou. 

 

 — Depois. O mais importante é encher a barriga. 

 

Namjoon sorriu e logo tratou de levantar, passando as mãos para desamassar a roupa. Arrumou brevemente o cabelo que havia saído do lugar por culpa do excesso de alegria do primo e se dirigiu a porta do quarto, sendo acompanhado pelo mesmo. Desceram as escadas discutindo sobre o que Jungkook deveria estar enfrentando neste momento para acordar o irmão e logo adentraram a cozinha, dando de cara com uma Joohyun sorridente preparando algo que ambos não identificaram a princípio. 

 

— Bom dia, eomma! — Ambos disseram em uníssono. Joohyun já estava até acostumada de ser chamada de mãe pelo Jung, assim como pelos outros dois amigos do filho. 

 

 — Bom dia, flores do meu jardim! 

 

— Tá bom, o que tá pegando? Tem algo relacionado a um dos seus paqueras no tinder, né?

 

— Nossa filho, assim me magoa, sabia? 

 

— Uhum, conta logo. 

 

— Eu marquei um encontro com o Hasung. — Disse, desistindo de bancar a ofendida. 

 

— Já falei que acho isso muito perigoso, eomma. — Namjoon retrucou. 

 

— Não seja careta, Joonnie. O Hasung é um ótimo rapaz. 

 

— Falando assim parece até uma pedófila, credo. — Hoseok se manifestou, fazendo ambos rirem de seu comentário. 

 

— Isso eu não sou. — Defendeu-se entre risos. — Ah, sua mãe ligou agora a pouco e não estava tão contente como eu. 

 

— Puts, eu esqueci! 

 

E com essa última frase, Hoseok correu novamente para o quarto. Subindo as escadas rapidamente e quase caindo feio, adentrou o local a procura de seu celular para ligar para sua mãe antes que a mesma resolvesse ir buscá-lo imediatamente de volta para Seul. Enquanto mãe e filho na cozinha riam do desespero do outro. 

As regras para que o garoto retornasse para Busan foram bem claras. Hoseok teria de sempre entrar em contato com a mãe, que pertencia em Seul a trabalho. Não deveria, em hipótese alguma, se envolver em brigas. E por fim, nada de festas com bebidas alcoólicas. Digamos que Hoseok não é do tipo que é forte para esse tipo de bebida. 

Não era de todo o certo que ele seguiria aquelas regras a risca durante todo o ano, mas tentaria se manter firme ao menos no início do mesmo. Não queria de forma alguma voltar para Seul. A verdade é que ele alimentava esperanças de um dia reencontrar seu amigo de infância, o qual atormenta todos os seus sonhos. Desde os mais calmos aos mais agitados. Dos mais castos aos mais eróticos. 

Sua vida sempre foi conturbada. Desde muito cedo tinha de estudar em internatos por conta do trabalho puxado de sua mãe, e claro, mudavam de cidades constantemente. Até que um dia ela havia prometido para si que permaneceriam em Busan e não mais viajariam. O que foi uma mentira deslavada, na mente do Jung. 

Nesse período — pouco mais longo — que permaneceram em Seul, Hoseok fez dois amigos inseparáveis. E foi terrível para si ter de deixá-los, principalmente o menor dos dois. Foi naquela época que descobriu gostar de garotos ou — como costumava dizer — gostar do garoto. Ele não era qualquer garoto e isso está gravado na mente do Jung até hoje. 

A verdade? Hoseok ainda é apaixonado pelo pequeno ser inocente de sorriso encantador. Talvez seja esse o motivo de todos os seus relacionamentos fracassarem. Mas o que ele podia fazer? Não é como se pudesse esquecer o garoto no qual deu o seu primeiro beijo. Dá pra acreditar que seu primeiro crush além de ser seu melhor amigo ainda o retribuía?

De todo modo, em Busan ele tem seus amigos e também seu primo e não está disposto a perder isso. Foi um sacrifício convencer Hyeri a deixá-lo estudar em um internato tão longe de si, não iria deixar essa luta ser em vão. 

Após uma conversa um tanto demorada com a mãe, Jung retirou-se do quarto do primo e seguiu para o de hóspedes — que a partir dali, seria o seu — que ainda estava em uma completa calamidade, já que Namjoon conseguiu — sem querer — quebrar a cama de solteiro que havia ali, obrigando Hoseok a passar a noite num colchão e em seu quarto. 

Sorriu ao se deparar com a famosa "foto da discórdia" — apelido aderido pelos seus ex namorados que morriam de ciúmes de si com o garoto que estava nela — ao abrir a mala. Separou as peças de roupa que julgou ser as mais apropriadas e rumou para a banheiro do primeiro andar, já que evitaria ao máximo entrar no do quarto de Namjoon para evitar possíveis vestígios da sua alegria matinal

A serenidade nos olhos de ambos — Kim e Jung — mal podia prever o quanto suas vidas iriam mudar somente por porem os pés dentro daquele instituto. Novas preocupações. Novos conflitos. Novas descobertas. Novas paixões. Principalmente, um novo rumo para suas histórias. 


Notas Finais


FALA AÍ CAMBADA!! (eu tenho que parar, mianhae)
Antes de mais nada, deixa eu explicar logo as idades exatas, a data de aniversário é a mesma da original deles, só alterei o ano.

Yoongi: 09/03 ano de 1999 (18 anos) — ainda estuda pois perdeu de ano por dormir demais e perder as aulas
Jin: 04/12 ano de 1999 (18 anos) — estuda ainda pois começou a estudar um ano depois do ideal
Hoseok: 18/02 ano de 2000 (17 anos) — idade certa
Alexis: 29/06 ano de 2000 (17 anos) — idade certa (coloquei a data do meu aniversário mesmo, mas o importante é ela ser mais velha que o Taehyung e o Jimin)
Namjoon: 12/09 ano de 2000 (17 anos ) — idade certa
Jimin: 13/10 ano de 2000 (17 anos) — idade certa
Taehyung: 30/12 ano de 2000 (17 anos) — idade certa
Jungkook: 01/09 ano de 2001 (16 anos) — "anjinho da família", se esforçou o suficiente para conseguir adiantar um ano no fundamental

Tenderam? Acho que sim,né... Acabou sendo quase a mesma ordem que a original deles, só muda que o Yoongi é mais velho que o Jin aqui (questão de meses)


Ah, e sobre o transtorno do Nam, realmente existe. Vou deixar o link de um site que explica um pouco que é aqui para vocês darem uma olhada se quiserem.

https://www.transtornoexplosivo.com
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É no próximo capítulo que rolam os encontros... helpe me!! Tô empolgada pra escrever :)

Foi isso galera, até a próxima atualização... como eu já disse: não tenho data certa pra atualizar, quando o capítulo estiver pronto, eu posto.

MUITOS POPOS E BYE BYE!!! (tá, parei de gritar ;-;)


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