História When I Met You - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias David Bowie, Lolita
Personagens David Bowie, Personagens Originais
Tags David Bowie
Exibições 33
Palavras 1.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


"Hey girl, can you hear me
Are you holding out your heart?
Hey girl, do you feel me?
Sometimes I go too far
Hey girl, it ain't easy
I know it's pulling me apart
But darling, don't you leave me
Hey girl, don't you leave me
Baby don't you leave me"

Lady Gaga ft. Florence Welch - Hey Girl - Joanne

Capítulo 2 - "Hey girl, do you feel me? Sometimes I go too far"


Capítulo 2 - Hey girl, do you feel me? Sometimes I go too far

 -Você tem um passaporte sim? -Tony se preocupava em olhar os papeis, revisando tudo. Ele parecia ter um pé atrás comigo. Bem, eu estava usando um RG falso e toda a cara de pau do mundo.

-Sim, sim -Por sorte eu realmente tinha um passaporte. Eu não tinha certeza nenhuma de quanto tempo aquela farsa iria durar. David entrou no ambiente e eu sorri envergonhada para ele. Minha pele esquentava ao vê-lo sorrir para mim, doce.

-Tudo pronto, Tony?

-Vou comprar as passagens, pode ficar tranquilo.

-Quando vamos partir? -Eu sussurrei baixinho, os olhos seguindo os dois.

-Esse fim de semana, Gail -Bowie pegou um cigarro na carteira metálica, me oferecendo. Eu peguei instintivamente, por mais que eu não fumasse. Ele me estendeu o isqueiro e eu traguei fundo. Não era tão ruim.

-C-Certo... -Eu tentei me manter calma e focada, como a mulher de 19 anos que constava no meu documento. -Nos encontramos no aeroporto?

-Isso, meu bem -Ele piscou um olho para mim, ainda analisando todos os meus movimentos, o cigarro queimando entre dois de meus dedos.

-Entendi -Eu suspirei fundo, abanando a cabeça. A partir daquele momento, fiquei em branco entre meus pensamentos, tentando bolar algo, planejar algo. Não havia nenhuma chance de meu pai permitir aquela loucura, absolutamente nenhuma. A minha única chance era fugir. 

-Eu vou estar aqui no estúdio até o dia da viagem. Se precisar de qualquer coisa... -David deu os ombros, prestativo e doce. Tony apenas observando nós dois trocar olhares e conversar com um clima de estranheza e curiosidade. Eu tive de sair apressada quando começou a anoitecer. Os dois me ofereceram carona mas eu preferi ir sozinha, precisava pensar muito.

Eu tinha conseguido o que desejava, eu tinha que bolar alguma forma de conseguir pelo menos sobreviver a aquela primeira viagem. Cheguei em casa e meu pai já dormia em sua cama. Eu o observei por alguns longos minutos, tentando pensar como ele reagiria ao ver que eu havia partido. Me sentia desolada apenas com a ideia de deixa-lo, ele só tinha a mim agora. Mas eu não podia abrir mão de meu sonho, de meu mérito. Eu rastejei pelo fogo do inferno todos esses anos para morrer nas portas do paraíso? Eu não mereço tal sofrimento.

-Me desculpe... -Sussurrei baixinho para o escuro do ambiente. Me fechei em meu quarto e arrumei uma pequena mala com minhas roupas. Fechei meu baixo no estojo de madeira e juntei meus discos favoritos numa bolsa de pano. Conferi meu passaporte e o apertei em meu peito por um momento, o escondendo no bolso de meu sobretudo. Esperei o sol começar a nascer no céu para arrastar meus poucos pertences para a sala. Escrevi um bilhete breve para ele e deixei sobre a mesa de vidro que ficava ali. Fitei o ambiente para memoriza-lo uma última vez e sai em disparada antes que a culpa me abatesse. Eu não podia me arrepender, não podia olhar para trás. Era eu contra eu mesma a partir de agora.

Eu não tinha para onde ir ou para onde fugir.

Enquanto eu via a cidade acordando pela janela do vagão, lágrimas vieram e eu as deixei lavar meu rosto.

Você devia sentir vergonha. Você devia voltar.

Era tarde demais para qualquer arrependimento ou culpa.

Cheguei em pedaços no estúdio. Foi o único lugar que eu consegui pensar ir. Era pra onde eu podia ir e achar abrigo. Bati na porta de madeira quase sem força e David pareceu surpreso ao me ver ali, um cigarro queimando entre seus lábios finos.

-E-Eu posso entrar? -Eu murmurei baixinho, soluçando e com o rosto encharcado.

-Por favor...! Me deixe ajudar -Ele se ofereceu para pegar minha bolsa, a levando para dentro e fechando a porta. -O que aconteceu, Gail? Achei que estivesse bem...

-E-Eu... E-Eu não posso explicar. S-Se eu falar, você vai me mandar embora.

-Eu nunca faria isso -Ele murmurou sinceramente, me vendo se sentar no piso encolhida. -Vamos, me conte, não precisa ter medo.

-E-Eu não sou maior de idade. E-Eu vim escondida para a audição -Um sorriso leve se formou na boca dele quando comecei, David se movendo para se sentar numa cadeira, ouvindo pacientemente. -O que é engraçado?

-Sabe... Quando você entrou para se apresentar, eu não dei nada por você. Sinceramente. Mas quando te vi pegando o violão e simplesmente se deixando levar por seu dom... Eu te vi em mim. Quando eu não entendia nada de mim nem do mundo. Eu só sabia que eu era bom no que fazia e que ninguém podia me dizer o contrário... Que eu tinha que abandonar tudo que eu sabia e conhecia para seguir meu sonho.

Naquele momento, eu tive certeza que haveriam sempre dois sonhadores no ambiente quando estivéssemos juntos.

-Eu entendo -Eu abanei a cabeça sinceramente, fitando minhas próprias mãos. O senti se inclinar mais perto e erguer meu rosto pelo queixo com dois dedos, me oferecendo um sorriso.

-Nunca deixe ninguém dizer que você é menos do que acredita ser. Eles não sabem o quão incrível você é.

Por mais que eu me sentisse despedaçada naquele momento, ele conseguiu me tirar um sorriso tímido. Era o máximo que eu podia oferecer naquele momento e ele sabia. Por isso me deixou aproveitar meu momento de amadurecimento.

-Você devia tentar dormir, descansar, esvaziar a cabeça... A viagem vai ser longa no domingo.

Eu abanei a cabeça afirmativamente e prendi a respiração, ainda encolhida no piso de madeira. Ele deu as costas como se fosse voltar aos seus afazeres, mais tranquilo comigo agora.

-David?

-Sim, querida?

-Muito obrigada. Pela chance, pelo abrigo... Por tudo. -Abanei a cabeça sinceramente para ele.

-Não é nada. Você pode simplesmente continuar tocando divinamente como sempre faz e me deixará muito grato -Ele garantiu com um sorriso, me deixando sozinha no ambiente. A partir dali, ele quase se tornou uma figura paterna para mim, um porto seguro de apoio e compreensão. David me compreendia mais do que eu mesma. Eu tinha fortes sentimentos por ele, que apenas cresciam. Admiração, carinho, cumplicidade... Mas também alguns que eu não tinha coragem de dizer em voz alta. Eu se quer sabia o que eles realmente eram, se eram reais, ou se realmente me pertenciam. Eu era jovem demais e estúpida demais para saber se era apenas afeição ou algo mais. Apenas o tempo me diria.



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