História When I Met You - Capítulo 5


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Categorias David Bowie, Lolita
Personagens David Bowie, Personagens Originais
Tags David Bowie, Drama, Gail Ann Dorsey
Exibições 65
Palavras 1.040
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


"And the world is full of life
Full of folk who don't know me
And they walk in twos or threes or mor
While the light that shines above the grocer's store
Investigates my face so rudely
And my essays lying scattered on the floor
Fulfill their needs just by being there
And my hands shake, my head hurts,
my voice sticks inside my throat
I'm invisible and dumb,
And no-one will recall me

And I can't see the water
through the tears in my eyes"

David Bowie - Conversation Piece - Space Oddity E.P / Toy

Capítulo 5 - "And the world is full of life"


Capítulo 5 - And the world is full of life

Não me recordo de quantas doses tomei durante aquela madrugada. Eu queria esquecer de mim, de tudo, de todas as minhas dores. Bem, quando você é menor de idade, o álcool sobe a cabeça muito mais rápido. No quinto copo eu já não conseguia andar em linha reta.

-Gail, você devia parar agora... Já teve o suficiente -David tomou o último copo que eu tinha na mão, já vazio. Eu tomei um longo momento para focar os olhos nele. Minha vista embaçava e eu me sentia tonta. Embriagada não apenas pela bebida.

-Devíamos conversar agora -Eu tentei firmar a voz, mas eu sabia que devia simplesmente estar soando uma completa idiota.

-Você precisa dormir, querida. Bebeu demais -Ele tentava por panos quentes, voltando a cuidar de mim com aquele sentimento paterno que soava estranho e deslocado agora que algo a mais parecia nos cobrir.

-Se eu não falar agora, não vai ser nunca mais -Murmurei baixinho, o segurando por uma mão sem muita força -Por favor. Não tenho coragem sóbria.

David ponderou por alguns segundos antes de abanar a cabeça afirmativamente, me levando para a grande varanda que ficava no lado esquerdo da sala, dando uma vista da avenida logo abaixo e dos prédios no horizonte da cidade. Nos sentamos na parede entre duas portas de vidro que davam nos balões da varanda, escondidos de todos.

-Eu estou confusa -Comecei a falar, tentando firmar a voz da melhor forma possível na condição que eu estava. -Você foi como um pai pra mim no começo, era meu melhor amigo, encobriu meus segredos e me deixou segura... Mas agora...

-Mas o que? -Ele perguntou baixinho, temendo levemente a resposta, totalmente virado para mim e focado nas minhas palavras.

-Mas agora parece que você me deseja, e eu sinto o mesmo. Parece tão certo, mas tão errado... Me sinto estranha -Eu me encolhi levemente e passei uma mão pelo rosto. Nenhuma outra palavra minha jamais seria mais sincera do que eu falava naquele momento. -E-Eu estou apaixonada e isso está me matando... Por que sei que não podemos. Que eu se quer deveria sentir isso.

David me fitou com uma surpresa genuína. Eu achava que ele iria me rejeitar ou algo do tipo, simplesmente me afastar por causa de algum dos mil motivos plausíveis que existiam para nós não sermos nada além de amigos.

-Não sei se merece o pouco que posso lhe oferecer agora, Gail. Eu realmente não sei. -Bowie murmurou baixo, parecendo decepcionado consigo mesmo.

-O que você pode me oferecer? -Perguntei enquanto me aproximava mais, me sentando mais perto, uma mão minha tocando a dele, os dedos se entrelaçando levemente, minha cor de ébano mesclada na palidez quase amarelada dele. Me vi inclinando meu próprio para perto do dele, o corpo dele imitando os meus movimentos inocentes. A ponta de seu nariz longo tocou a ponta do meu. Fechei os olhos lentamente e ofeguei contra sua face afilada, me sentindo totalmente tensa, ansiosa. Eu implorava internamente por aquele contato há tanto tempo.

Sua mão livre envolveu meu rosto por um lado, me dando apoio e garantindo que eu não iria me afastar dessa vez. Sua boca roçou experimentalmente na minha, provando se eu iria relutar. Porém, não achou nenhuma resistência minha. Eu o queria com todo o âmago do meu ser, o desejava mais do que tudo. O desejava mais do que eu desejava a minha própria liberdade.

O senti envolver cada lábio meu na boca de homem que tinha, me embalando em seu toque, em seus carinhos. Gemi inevitavelmente quando ele afastou o beijo breve que me deu. Sentia meu corpo inteiro tremer de vontade por mais do mesmo. Mais e mais, e mais... Estava perdida. Abri meus olhos confusa e o peguei sorrindo, seu polegar alisando minha bochecha.

-Por que está sorrindo?

-Quando eu deixei de te procurar na minha vida... Finalmente encontrei -David suspirou com seriedade, se aproximando outra vez e me beijando com mais intensidade dessa vez, espalhando selinhos em minha boca antes de pedir permissão para violar meus lábios com sua língua, a dançando com maciez contra a minha. Meu Deus, eu nunca mais quero uma vida sem ele...! Me veria louca sem aqueles toques outra vez. 

Passei uma mão inocente em seus cabelos, o incentivando a continuar. Senti seus dedos apertarem os meus amorosamente, antes de solta-los e guiar a mão para tocar minha cintura, apertando com gentileza a curva que se formava ali. Eu conseguia sentir o meu próprio corpo esquentar, se arrepiar aos seus toques. Nossos beijos faziam sons estalados pela saliva e voracidade. Ambas as mãos dele se moveram rapidamente para segurar meus quadris, me puxando ainda mais perto, para me sentar em uma de suas coxas grossas. Me vi com o peito colado ao dele, meus lábios inchados pela ansiedade de nossos toques, os dentes tortos dele beliscando meu lábio inferior, me provocando, me fazendo desfazer em suas mãos grandes de homem feito. Esfreguei meu nariz ao dele, tremendo miseravelmente debaixo de seus toques, minha boca tremendo desesperadamente por mais.

-Gail... -David murmurou meu nome como nunca antes, ofegando, fazendo carinho no fim das minhas costas, quase em seus quadris.

Abri meus olhos com timidez e ofeguei baixinho, o fitando sem graça, sorrindo totalmente perdida.

-D-David, acho melhor eu ir dormir... -Murmurei baixinho. Não podíamos ir com pressa. Sentia que era mais correto assim. Quando eu estivesse pronta e completa para ele, me entregaria de todo e bom grado.

-Posso te companhar? -Ele tentou, com um sorriso maldoso mas ainda sim, doce. O corpo dele também ardia de vontade de mim.

-Ehn... Eu ainda não estou pronta... Você me entende, sim? -Eu sussurrei com certo temor de sua resposta. David abanou a cabeça pacientemente e beijou minha cabeça lisa.

-Como preferir... Não se sinta pressionada... Eu irei esperar o quanto for necessário por você -Ele sorria com uma doçura que me fazia sorrir. Me fazia sentir total confiança nele. -Pode ir... Vou ficar aqui mais um pouco...

-Entendi -Abanei a cabeça sorridente, me levantando com dificuldade de seu colo e soltando um beijo no ar para ele antes de sair sorridente e quase saltitante de volta para o meu quarto.



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