História When I Met You - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias David Bowie, Lolita
Personagens David Bowie, Personagens Originais
Tags David Bowie
Exibições 26
Palavras 1.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


"It's you, it's you, it's all for you
Everything I do
I tell you all the time
Heaven is a place on earth with you
Tell me all the things you want to do
I heard that you like the bad girls
Honey, is that true?
It's better than I ever even knew
They say that the world was built for two
Only worth living if somebody is loving you
Baby now you do"

Lana Del Rey - Video Games - Born To Die

Capítulo 6 - "It's you, it's you, it's all for you"


Capítulo 6 - It's you, it's you, it's all for you

Eu dormi como um bebé naquela noite. Eu me sentia totalmente plena e encantada com todo aquele romance a minha frente, todo aquele perigo eminente. Nunca havia me sentido daquele jeito na minha vida. David me tinha envolvido nos braços como se eu já fosse uma mulher completa, inteira. Apenas de recordar, meu peito explodia de tanta ansiedade. Até mesmo nos meus sonhos eu recordava seus movimentos doces no meu corpo contra o meu.

Acordei radiante na minha cama amassada. Eu temia que tudo tinha sido só fruto da minha imaginação e aquilo me assustava. Tinha sido tão maravilhoso que eu tinha medo. Eu desci pontualmente para tomar café depois de tomar um banho demorado. Me perfumei mais do que o de costume e exibi um sorriso largo no rosto. Me sentia mais leve que o ar quase literalmente.

Me sentei com os outros músicos numa mesa no restaurante do hotel. Só David não estava presente ali ainda. Eu ficava o procurando enquanto eu comia, quase perdendo a esperança no fim da refeição. Quando o vi entrar no ambiente com os olhos tão perdidos quanto os meus, sorridente, me vi ofegar sozinha, sorrindo de volta para ele cegamente por trás da xícara de café que eu levava a boca. Os olhos estranhos dele me procuravam, me caçavam dentro do ambiente. Quando me achou, perdi o ar. David soltou o riso ainda mais e se apressou para perto de mim.

-Bom dia a todos... -Ele tentou disfarçar sua ansiedade ao chegar perto de nós, sorrindo tímido. -Gail...

-Bom dia -Eu sorri de volta ao ouvir meu nome, nós dois trocamos olhares por cerca de 5 segundos, tentando decifrar um ao outro por um momento. 

-Pode vir um momento aqui comigo? -Ele me chamou com a cabeça, mordendo o lábio inferior para mim. Me levantei com pressa quando me chamou, seguindo suas costas largas de homem. Céus, David seria minha perdição...

Ele me levou até a entrada principal do hotel, me puxando pela mão para a escada de incêndio que ficava escondida no canto direito da parede. Eu suspirei surpresa quando David me prensou contra uma parede, ofegando ansioso e escondendo o rosto em meu pescoço.

-Eu mal consegui dormir sem você... -Ele riu, beijando minha pele docemente, subindo as mãos por minha cintura, carinhoso.

-Eu dormi muito bem -Eu ri baixinho, erguendo o queixo para exibir a minha pele para ele. David suspirou fundo e encheu todo o caminho dos meus ombros até minha boca com beijos, me tocando como se quisesse me devorar. Enlacei seu pescoço com um braço e ofeguei, me deixando ir. Eu sabia que não poderíamos esconder aquilo por muito tempo. O desejo que tínhamos não iria poder ser domado por muito tempo e todos já viam em nossos rostos a paixão, até mesmo muito antes de nós mesmos sabermos sobre. Nos afastamos sem ar quando foi necessário, encarando um ao outro nos olhos. Me sentia estranhamente bem perto dele.

-Não podemos demorar... Vão perceber -Sussurrei em seu ouvido, rindo baixinho.

-Todo mundo já notou, meu bem -David riu, alisando minha nuca com cuidado.

-Mas se isso vazar do nosso circulo de amigos, pode ser um desastre -Ponderei envergonhada, abanando a cabeça levemente. Ele se manteve sério por um momento. Sabia que eu tinha razão.

-Prefiro não pensar nisso ainda, meu bem. Ainda vamos ter muito tempo pra nós dois... -David ronronou amoroso, beijando minha cabeça e meu rosto, me consolando. Ele me tratava como uma criança, me escondendo do mundo e dos problemas o quanto podia. -Eu queria muito te ver hoje, depois do show. 

-Eu não sei se estou pronta, Dave. Eu te disse... -Abaixei os olhos com vergonha, a ponta dos meus dedos da mão direita ainda mexendo nos cabelos loiros e macios dele.

-Eu sei, e vou te respeitar. Sabe que jamais iria me exceder, eu gosto demais de você... -Aquele homem forte e esguio parecia se desmontar ao falar comigo, corando e ronronando com a voz doce. -Só quero estar contigo. Podemos ir jantar, qualquer coisa... Quero estar mais e mais com você. O que acha disso?

-...Eu realmente adoraria -Murmurei encantada com seus cuidados de menino apaixonado. Sorria como nunca quando estava perto dele. No fundo, lentamente, me dava conta que só ele me faria feliz.

Saímos de volta para o mundo real totalmente desnorteados. Me via construindo uma ansiedade sob humana em meu peito. Mais do que o comum. Me via insegura, cheia de mil sentimentos em meu peito, cheia de mim... Totalmente cheia de mim. 

Eu via todos comentando na mesa de café enquanto não chegávamos. Aqueles cochichos típicos de colegiais fofoqueiros. As vezes, todos nós ainda manifestávamos aquela parte de adolescentes animados e infantis, em pleno crescimento. Quando nos avistaram se aproximando, cortaram os cochichos, ainda rindo baixo.

-Falando mal de mim? -David brincou, puxando uma cadeira para me sentar na mesa antes dele se acomodar.

-Comentando sobre o novo casal. -Sophia brincou, tomando um gole de seu copo de suco. Eu me encolhi na cadeira e me mantive calada enquanto David se divertia, rindo.

-Gostaram? Ainda estou com medo de chamarem a polícia e me acusarem de levar menininhas inocentes para o mal caminho -Ele brincou, rindo descontraído, pegando seus cigarros e o isqueiro, deixando sobre a mesa. Eu ri inevitavelmente, quase sem graça. David tinha um senso de humor para tudo, quase deslocado em alguns momentos.

-David...

-Todo mundo sempre soube sobre nós dois, meu bem. Não se incomode com isso -Ele deu os ombros inocentemente, passando uma mão por meu rosto e me fazendo rir sem querer. Todos riram e soltaram piadinhas. Agora era oficial, era público e aberto. E ele fazia toda a questão de me apresentar e me enaltecer como o ser mais doce e belo que ele conhecia. E eu me permiti acreditar naquele devaneio real. Me deixei iludir por aquele romance utópico e impossível.

Me esqueci da esposa de fachada que ele mantinha com os maiores luxos possíveis, me esqueci da sociedade, dos erros, das pessoas cruéis que iriam me julgar, nos julgar com todo ódio e hipocrisia desse mundo. Sim, eu iria me entregar de peito aberto ao pecado, ao profano, ao proibido. E não ligaria nem um pouco para as consequências. Por que eu estava envolvia, enamorada... Como Narciso, pela própria imagem. E nós tínhamos algo em comum: a paixão era nossa maldição, ao mesmo tempo, nosso fim.



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