História When I Was Rain - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Ichigo Kurosaki, Rukia Kuchiki
Tags Bleach, Ichiruki
Exibições 277
Palavras 2.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - It's a Rabbit!


Fanfic / Fanfiction When I Was Rain - Capítulo 10 - It's a Rabbit!

“O esperado é só o começo, mas é o inesperado que muda nossas vidas".

 

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Os primeiros raios solares iluminavam aquele monótono cômodo de paredes brancas. Rukia aproximou-se da pequena janela para sentir o calor do sol em sua pele pálida. Finalmente, depois de 72 horas agoniantes, poderia sair da clínica. Estava tão acostumava com aquele quarto, que conhecia cada pedacinho dele. Tudo era tão igual, o ambiente exalava aquele típico cheiro de remédio.

–– Rukia? –– O ruivo bateu na porta, que estava aberta, e por fim entrou. Ichigo deu um sorriso, encarando a morena a sua frente –– Pronta para sair?

–– Não vejo a hora ... –– Ela direcionou seu olhar para o jovem –– Tudo aqui tem cheiro de lavanda e sulfato ferroso! –– Rukia fez uma careta, em total reprovação –– Acho que meu olfato está sendo prejudicado.

–– Sério? –– Ele encarou o ambiente, tentando sentir o bendito cheiro de lavanda –– Acho que você ficou tempo demais aqui.

–– Pela primeira vez, tenho que concordar com você. –– A morena sorriu.

Ichigo ficou ali por alguns segundos, admirando aquele belo sorriso. Quando percebeu que ela o encarava da mesma forma, decidiu quebrar o silêncio.

–– Ah, sim. Quase me esqueci. –– Ele desviou o olhar para a porta –– Você tem visita.

No mesmo momento, ela sentiu seu coração gelar. Pensou em inúmeras possibilidades. Não estava pronta para encarar o pai ou o avô. Em uma fração de segundos a porta abriu-se e duas pessoas entraram.

–– Kuchiki-san! –– Orihime falou, totalmente preocupada. Ela segurava em suas mãos uma enorme cesta de doces e pães –– Você está bem?

Rukia finalmente pôde respirar com tranquilidade. Agradeceu a todos os deuses existentes em todas as religiões que passaram pela sua cabeça.

–– Como tem passado? –– Desta vez, foi Riruka que se pronunciou.

O ruivo observava a cena com um meio sorriso no rosto. Era evidente o quanto as amigas da pequena estavam preocupadas. Não pôde conter o riso ao ver Orihime enfiar um pedaço de bolo na boca de Rukia, afirmando que ela precisava se alimentar, enquanto Riruka reclamava, afirmando que ela precisava de vitaminas e não de gordura trans. A morena olhou para ele, clamando por ajuda, mas ele apenas ignorou sibilando um “Boa sorte”, Rukia ainda conseguiu murmurar um “Vou te matar”, enquanto as amigas discutiam sobre vitaminas e lipídios. Por fim, ele resolveu sair do quarto e dar privacidade para as garotas.

Ela não estava sozinha, afinal.

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Depois de uma longa visita, Rukia finalmente pôde sair do hospital. Isshin já tinha lhe dado alta no início da manhã. Depois que as garotas se foram, Ichigo fez questão de levar Rukia para casa. Ela apenas concordou, no entanto, não falou quase nada durante o percurso.

–– Ei ... –– O ruivo chamou sua atenção, sem desviar os olhos da direção –– Tudo bem?

–– Sim. –– Ela apenas assentiu, enquanto observava alguns papéis. Em seu colo, repousava um pequeno envelope com um atestado médico. Ao menos ela teria como justificar suas faltas na faculdade –– Só estava pensando. –– Disse segundos depois –– Acho que tenho algumas coisas para resolver.

–– Não coloque muita coisa na cabeça. –– Ichigo a olhou por alguns milésimos e em seguida desviou o olhar para a estrada –– Sabe onde ficar. Você ... –– Ele foi interrompido.

–– “... Sabe que não está sozinha” –– Ela completou, com um sorriso arteiro.

–– Exatamente. Ainda bem que arquivou, tem muito espaço nessa sua cabeça.

–– Espere .... Está dizendo que eu tenho uma cabeça grande? –– Rukia arqueou uma sobrancelha.

–– Demasiadamente grande, parece um ... –– Ichigo mal pôde formular a frase, pois sentiu um enorme puxão em sua orelha. –– Oee! Sua ... Quer que eu perda a direção?! –– Perguntou indignado, enquanto massageava o local com uma das mãos.

–– Tem sorte por estar dirigindo! –– Ela cruzou os braços, com um sorriso vitorioso no rosto –– Caso contrário, eu faria pior!

E como de costume, o resto do percurso foi cheio de agressões –– por parte da morena –– e alfinetadas, por parte do ruivo.

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Rukia finalmente estava no seu apartamento. Sua cabeça estava em um emaranhado de pensamentos e novas sensações. Não tinha certeza de muita coisa, contudo a proposta de Ichigo era a que melhor se encaixava no momento. Odiava ser um estorvo, mas por alguma razão, sabia que o ruivo não a via desta forma.

Ele não era o seu avô, disso tinha certeza.

Em um súbito impulso, ela pegou seu aparelho celular e discou um número aleatório de sua agenda –– que por sinal, pensou que não precisaria usar novamente –– e ligou para Hideki Yoshimura. Se existia um momento melhor para agir, com certeza seria agora, pois se adiasse, começaria a enrolar e pensar racionalmente –– o que não a levaria a lugar algum –– e Rukia tinha plena consciência disso.

Após alguns longos segundos, o corretor de imóveis atendeu.

–– Yoshimura falando. –– Disse a voz do outro lado da linha.

Hideki-san fora o único corretor capaz de ajuda-la na compra do seu apartamento, há alguns meses atrás. Dentre toda concorrência, ele era o mais competente para persuadir os clientes e efetuar as compras –– imóveis em suas mãos vendiam como água –– e era isso o que a jovem precisava no momento.

–– Yoshimura-san! Sou eu, Kuchiki Rukia. Estou precisando de sua ajuda para vender um apartamento. –– Ela ouviu Hideki a cumprimentar e dizer o quão feliz estava por confiar em seu trabalho.

Com certeza, aquela ligação demoraria alguns longos minutos.

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Ichigo estava deitado no sofá, totalmente alheio a tudo o que estava acontecendo. Tentou ignorar a discursão do casal do 342, ou até mesmo os latidos da cadela do 345. Estava exausto, não tinha dormido muito nos últimos dias, apesar de saber que Rukia estava bem. Na verdade, ele estava ansioso demais. Odiava admitir, mas tinha medo de receber uma resposta negativa da baixinha do 344.

Sabia o quanto estava sendo difícil para ela, mas não sabia a intensidade do problema. No dia em que ela passou mal, ele se culpou por não ter sido capaz de lhe dar atenção e se sentiu assim por um bom tempo. Por algum motivo –– ou conspiração do universo –– ela percebera seu incômodo e deixou bem claro que não era culpa dele.

Das duas uma, ou sua vizinha tinha uma bola de cristal, ou conseguia ler muito bem todos os seus sentimentos mais profundos. O fato era que, eles possuíam um forte vínculo, e ele não sabia o porquê.

Ichigo estava quase pegando no sono, quando seu celular vibrou. Rapidamente, ele abriu a mensagem e leu.

“Espero que não esteja dormindo, bobão! Falei com o corretor de imóveis. Assim que ele conseguir um comprador, ele me avisará e eu terei um prazo para entregar o apartamento ... Creio que a proposta ainda esteja de pé (?)” [10:45] ✔✔

O ruivo não conteve o sorriso. “Sim, ela está”, sussurrou para si mesmo.

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Rukia ainda estava impressionada com a conversa que tivera mais cedo com o seu avô pelo telefone. De alguma forma, seu pai estava se esforçando para manter sua promessa. Segundo alguns relatos exagerados de Ginrei, ele parecia estar bebendo menos, o que deixou a baixinha totalmente boquiaberta. Contudo, “beber menos” não significa “parar de beber”, por isso, Rukia omitiu a venda do apartamento e falou que continuaria a pagar as mensalidades todo primeiro dia do mês.

Apesar de sentir-se incomodada por estar omitindo a verdade, ela ficou feliz pelo esforço que seu pai estava fazendo. Odiava se iludir e anotava mentalmente que ele estava fazendo isto mais por ele, que por ela, mas gostava de pensar que talvez ele se importasse.

Ao menos um pouco.

Ela estava andando no centro há cerca de meia hora, tinha depositado a mensalidade do mês na conta do seu avô, mas por algum motivo, parou para olhar algumas lojas. Em uma das vitrines, estavam vários bichinhos de pelúcia –– mas com toda certeza, o chappy se sobressaia no meio de tantas coisas fofas –– coelhos sempre eram tendência, no mundo de Rukia.

Foi então que algo lhe chamou a atenção. Nesta mesma loja de pelúcias, um jovem alto estava discutindo com um vendedor, enquanto uma criança observava.

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Se aquele fosse um dia como os outros, Grimmjow com certeza mandaria o dono do estabelecimento para o quinto círculo do inferno. Estava cansado de ser barrado em alguns lugares, tudo por causa de suas tatuagens. Ele poderia simplesmente dar uma boa resposta e ir em outra loja. Porém, ele não poderia fazer isso na frente da sua irmã mais nova, então por este motivo, tentou manter-se o mais calmo possível.

Ele poderia ser um péssimo aluno, um péssimo filho, um péssimo exemplo, mas com toda certeza; ele jamais seria um péssimo irmão. A pequena Enma era um doce de garota. Apesar dos seus nove anos, era bastante compreensiva e gentil, o oposto do irmão. Grimmjow tinha lhe prometido um presente, assim que fizesse aniversário. Ele compraria o que ela quisesse, embora ela tenha dito apenas “gostaria de passar mais tempo com você, onii-chan”, o que fez o coração do mais velho derreter.

–– Sinto muito, mas não podemos deixa-lo passar. Não permitimos tatuagens expostas. Volte com uma roupa de mangas compridas e deixaremos que entre. –– O vendedor tentou ser o mais educado possível, embora seu olhar estivesse cheio de desaprovação e preconceito.

O jovem de cabelos azulados revirou os olhos, reunindo toda a educação –– que sua mãe lhe deu, anos atrás –– e tentou convencer o homem do contrário. Lembrou das palavrinhas mágicas como “Por favor” e “Obrigado”. E acima de tudo, tentou não usar seus “palavrões mágicos” naquela conversa.

–– Como é mesmo teu nome?!  –– Ele perguntou ao dono, apertando os olhos para ler o seu crachá –– ... Tanto faz. ––  Disse por fim, pouco se importando para o nome daquele mongoloide –– Minha irmã quer aquele urso. Então eu realmente tô afim de comprar. Todo mundo sai ganhando, eu levo o urso e você leva o meu dinheiro ...  –– Ele foi interrompido pela irmã mais nova.

–– É um coelho, onii-chan! –– Ela o corrigiu, Grimmijow apenas assentiu, dando de ombros –– Vamos em outra loja, certo? Está tudo bem.

 A garota, de olhos azuis e madeixas castanhas, sorriu tristemente. Realmente gostaria de ter aquele coelho em sua coleção, contudo não valeria a pena. Sabia o quão impaciente seu irmão era. Desde a última briga com os pais, Grimmjow estava se afastando gradativamente da família, e apesar de afirmar que tudo estava bem, Enma sempre discordava da ideia.

–– Bom dia. Seja bem-vinda –– O dono da loja disse à uma cliente que acabara de entrar, como se nada estivesse acontecendo do lado de fora. Em seguida, voltou sua atenção para o tatuado –– É melhor não insistir.

Novamente, o azulado tentou controlar-se. Enma puxou a sua mão, como se estivesse implorando para sair dali. A contragosto, ele pareceu ceder ao pedido de sua irmã mais nova. Quando estavam prestes a sair do local, foram interrompidos, quando alguém tocou o ombro de Enma.

–– Aqui, tome. –– Uma jovem sorriu gentilmente para ela –– Sei que gostaria de tê-lo. Assim como sei que seu irmão gostaria de dá-lo a você. –– Ela encarou rapidamente Grimmjow –– Desculpem, acabei ouvindo tudo. Na verdade, a rua toda escutou. –– Deu de ombros e em seguida seu olhar cruzou com o do homem mais velho –– É triste perceber o quanto a sociedade ainda é conservadora, em pleno século 21. –– A morena deu uma pausa ao perceber o descontentamento do vendedor –– Digo, qual a diferença entre nós dois? –– Ela apontou para Grimmjow e em seguida para si mesma –– O que eu vejo, são estilos diferentes. No entanto, aparentemente estou no “padrão” imposto por uma pequena parcela da sociedade, então tenho algumas regalias que ele não tem. Imagine só, que ironia, se eu fosse uma ladra. Você estaria ocupado, impedindo-o de entrar e eu roubaria o produto facilmente. –– Deixou a questão em aberto, observando a carranca do dono da loja –– O que define o caráter de alguém são suas atitudes e não sua aparência.

A essa altura do campeonato, Grimmjow e Enma encaravam surpresos a figura minúscula a sua frente. O tatuado estava visivelmente satisfeito com a cara do vendedor, sua vontade era falar um “chupa essa”, mas preferiu ficar calado, tinha que servir de exemplo. Não se lembrava de onde, mas já tinha visto aquela garota em algum lugar.

Quando o vendedor entrou em sua loja –– totalmente constrangido com a situação –– a morena se aproximou discretamente de Grimmjow, sussurrando baixinho “O Grand Finale custou ¥324”. Ele riu da atitude, e puxou da sua carteira o dinheiro, entregando no mesmo instante para ela. Em fração de segundos, ele olhou de soslaio para Enma, e viu o quanto ela estava feliz por ter o maldito coelho em mãos. Não conseguiria expressar o quão agradecido estava, no entanto conseguiu sussurrar um “Valeu”, antes da baixinha sorrir e ir embora.

–– Guria interessante ... –– Murmurou para si mesmo, observando a jovem misturar-se na multidão. 


Notas Finais


A frase do ínicio pertence à Shonda Rhimes {♥}

Antes de atearem fogo no meu quintal, gostaria de dizer algumas palavras em minha defesa: Passei por um bloqueio catastrófico, além de uma preguiça sem limites. Ah, claro, não posso mentir, estava ansiosa para assistir ao filme "Inferno" então fiquei pensando nisso a semana toda XD Quem aqui assistiu? Antes das críticas, lembrem-se "inspirado é diferente de baseado", eu particularmente prefiro o final original do livro, mas nem tudo são flores, lidem com isso ú-u

Sobre a Enma, eu tinha que criar alguém por quem o Grimm se importasse muito. Eis o resultado. Eu não gostei muito do capítulo, tive que refazer duas vezes e mesmo assim não gostei é_e

Deem opiniões para a tia. Gosto de críticas também. Me pergunto por onde andam meus fantasminhas camaradas e meus leitores antigos. Apareçam e me assombrem, ok? Nem que seja um "Se liga no mestiço na batida do cavaco".

Enfim, bjs de luz! {♥}


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