História When We Collide - Capítulo 36


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Batalha, Romance, Sobrenatural
Exibições 44
Palavras 856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Capítulo novo antes do natal, YEY! O próximo vem terça, cupcakes!

Capítulo 36 - Capítulo Trinta e Cinco


Voltar para o quarto com um Nicholas completamente alegre e talvez um pouco bêbado foi realmente divertido. Após ele dormir, eu ainda me encontrava extremamente desperta – nem todo o esforço físico que ele havia me causado naquelas duas horas antes de pegar no sono foram capazes de cansar minha mente. Talvez fosse estresse pré-nupcial ou talvez algo muito maior que tudo isso. A gravidez, a entrada para a Seita, o casamento e a batalha por vir – outra coisa a qual eu ainda não havia conversado com meu noivo – me apavoravam.

Acabei decidindo arrumar a bagunça que tínhamos feito já que não era capaz de dormir.

Guardei nossas roupas e sapatos e decidi colocar as minhas novas jóias no porta-jóias que havia pertencido a minha mãe.

No entanto, ele me parecia ligeiramente diferente agora. Os adornos pareciam ainda mais proeminentes, mas em especial o rubi da tampa, parecia pulsar clamando pelo meu toque, encostei nele e senti afundar sob meu dedo e as linhas entre os relevos, queimaram escarlate.

Ao abri-lo, um pequeno objeto metálico no fundo da pequena caixa me chamou a atenção. Uma chave. A peguei com cuidado. Eu a reconhecia. Um flashback rápido passou em minha mente, me lembrava de encontrá-la na casa de meus pais adotivos em Maryland. Então, havia sido ali que Nicholas a havia escondido?

Soltei-a por reflexo e ela bateu no chão com um estalo. No mesmo instante me abaixei para pegar.

Antes que eu percebesse estava correndo por entre corredores e portas infindáveis. Passei pela cozinha e o cheiro do alimento do café da manha sendo preparado sozinho me deu fome.

Corri, corri, corri, corri por dias e por noites, por invernos e verões e então eu encontrei.

Encontrei a ultima das salas.

Encontrei o que estava destinada a encontrar desde que havia nascido.

Encontrei o porão da minha mãe.

Josephine chegou logo após eu completamente ofegante.

– Por que – arfou – diabos você está – mais uma arfada, as mãos nos joelhos tentando recuperar o fôlego – correndo como uma louca?

– Por que você está acordada? – Devolvi.

Ela corou e me perguntei se tinha algo a ver com Daniel. Balançando a cabeça me concentrei no que era realmente importante.

– Este era o quarto da minha mãe, não era?

Ela olhou para a porta com as sobrancelhas franzidas.

– Eu não a conheci, você sabe. Eu e Johanna, diferente de Abigail, não morávamos aqui quando crianças, mas dizem que ela ficava em uma das salas do porão. A sala que não tinha fechadura. – Ela comprimiu os lábios olhando para a porta que tinha uma fechadura embaixo da maçaneta – ou pelo menos não deveria ter.

Engoli em seco.

– Eu tenho uma chave.

– Deveríamos entrar, então?

– Tecnicamente tudo que pertencia a ela é minha herança, inclusive esse quarto.

– No entanto, parece errado – suspirou.

– É como se estivéssemos profanando, invadindo o lugar de alguém que não pode nos impedir.

Ela acenou.

– Não vamos fazer isso durar mais do que o necessário. Apenas abra a porta, Luna.

E assim eu fiz.

A sala estava limpa e arrumada como se nunca tivesse sido abandonada quando na realidade havia ficado vazia por quase vinte anos.

Entrei um pouco respirando fundo e ficando surpresa por aquele lugar velho ter um cheiro bom. Josephine caminhou de forma estranha e deu um berro quando um bicho pequeno e peludo passou correndo por entre suas pernas. Um gato preto de belos olhos verdes, correu direto para a porta nos deixando ali como um mal pressagio.

– Eu sabia – berrou estridente – sabia que esse bicho se escondia em algum lugar.

– Josephine – pedi – silêncio, por favor.

O lugar era enorme, tinha um estante alta, cheia de livros – sem um grão de poeira, notei – uma mesa no centro cheia de velas e cristais, mais ao canto um divã, uma poltrona e uma pequena mesa de centro com um conjunto de chá completo.

Havia uma escrivaninha debaixo de uma pequena janela com um livro grosso em cima e outros dois menores abertos ao redor, na ponta da mesa uma ampulheta cujo areia caia em fluxo constante, mas faltava pouco para se extinguir. A visão daquilo me perturbou mais do que qualquer outro item presente naquele quarto.

– Esse era o grimorio dela – confidenciou Josephine quebrando meu torpor, apontando para o livro grande no centro – aquele que ela usou como desculpa no dia de sua morte.

Olhei distraidamente os títulos dos outros dois Livro das Sombras, Livro dos Sonhos, mas foi ao tocar o velho livro que estava quente como se tivesse acabado de ter sido lido que senti um estalo e o puxei contra o meu peito, decidida a lê-lo e encontrar qualquer – por menor que fosse – ligação com aquela mulher de quem todos falavam tão mal.

– Vamos embora, Luna. Você tem algo muito importante para fazer amanhã – suspirou. – O quarto não vai fugir, ainda estará aqui depois de amanhã e você terá o resto da vida para vir aqui. Tire essa noite para você, vá descansar – disse apertando meu ombro com carinho, me dando um sorriso terno.

– Você tem razão – sorri de volta um sorriso que não atingiu nem de longe os olhos. – É o melhor para nós duas.


Notas Finais


FELIZ NATAL!!!!!!!!!!!!!
Ninguém comenta ;-;-;-;-;-;
Amo vocês meus bolinhos de amora


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