História When You Look Me In The Eyes - Capítulo 24


Escrita por: ~

Visualizações 1.062
Palavras 3.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, Sweets! Para terminar o domingo, tem capitulo sim!
Muito obrigada pelos comentários, favoritos, a quem acompanha a fanfic.
Eventuais erros, corrigirei depois. Beijos e boa leitura!

Capítulo 24 - Mommy's Back


Fanfic / Fanfiction When You Look Me In The Eyes - Capítulo 24 - Mommy's Back

– Mamãe? – Regina e Zelena disseram em uníssono, com um semblante assustado.

– Surpresa! – Cora, já de pé, as olhava, com um sorriso indecifrável; um misto de felicidade e ironia. – Não vão dar um abraço na mãe de vocês? – Regina dá alguns passos na direção da mulher, deposita sua bolsa sobre a mesa e observa, mais uma vez, a figura da Mills mais velha. Cora se aproxima da morena e lhe envolve em um abraço.

– Como... – Gagueja – O que faz aqui, mãe? – Regina questiona, após se desvencilhar do gesto.

Cora ignora a pergunta da filha mais nova, caminha até Zelena, que ainda não havia se movido do lugar. – Que cara é essa, Zelena? Parece que viu um fantasma.

– É que estou realmente surpresa, mãe. – responde com um sorriso, saindo do transe.

– Eu também estava com saudade, minha querida! – Ironiza, em seguida abraça a ruiva.

– Não respondeu a minha pergunta, mamãe: por que está aqui? Quando chegou? – Regina insiste.

– Cheguei essa madrugada. – Revela. – O que há com vocês duas? – Oscila o olhar entre Regina e Zelena. – Nem parecem felizes por me verem. – Indaga.

– Bem, depois de anos morando fora, apenas com esporádicas ligações, não deveria se surpreender com a reação que tivemos, mamãe. De todas as pessoas que poderíamos encontrar nessa sala, você seria a última que passaria pela minha cabeça. – Zelena demonstra certo ressentimento em sua fala.

– Não me julguem mal por querer passar tempo com minhas duas filhas. – Cora volta a se sentar na cadeira de Regina.

– Quer dizer que veio para ficar? – Zelena a questiona, depois fita Regina, que imediatamente franze o cenho.

– Pelo menos por um bom tempo. – A matriarca informa.

– O que está acontecendo mamãe? – A morena cruza os braços. – Quando eu saí de Londres, você abominava a ideia de voltar para Nova York. Por que, tão drasticamente, mudou de ideia?

– Simplesmente por perceber o estrago que a minha ausência causou na vida de vocês, nesse tempo que estive fora. – Diz incisiva.

– Seja mais clara, mamãe. – Zelena pede, confusa.

– Serei, minha querida! – Encara as filhas, que estão sentadas à sua frente. – Espero que tenham tempo, pois, precisamos conversar.

– Na verdade, temos uma reunião. Aliás, já estamos atrasadas. – Regina olha em seu relógio de pulso, confirmando o avanço das horas.

– Cancele, ou simplesmente trate de adiá-la. – Cora rebate. – Acabei de chegar, e quero atenção das duas.

Regina, bufa, pega o telefone e, em poucos segundos, pede para que Mulan adie a tal reunião para o fim do dia.

– Pronto, mamãe! Pedi para não sermos interrompidas. – Regina se acomoda ao lado da irmã. – Estamos ouvindo.

– Desde que Henry se foi. – Cora respira fundo. – Resolvi ficar longe, pois, a empresa, essa cidade, tudo aqui me lembra o pai de vocês. Em todos os lugares desse país, estão espalhados seus feitos. Confesso que lidar com isso era demais para mim. Por isso, evitava vir, mesmo que para visitas. Mas, de um tempo para cá, percebi que abdiquei do meu dever de mãe. – Faz uma pausa. – Zelar pelo bem-estar de vocês, e pelo nome da nossa família e pelo sucesso da nossa empresa.

– Realmente eu não entendo. Estamos bem, a empresa vai muito bem. Superamos a crise enquanto você se mudava para Londres. E seu cheque referente aos lucros, todo mês é depositado em sua conta. Portanto, não tem motivos para se preocupar... – Zelena relata, mas é prontamente interrompida pela mãe.

– Não os teria, se minhas filhas não se mostrassem tão inconsequentes. – Fala firme, recebendo total atenção das filhas pela repentina mudança de tom nas palavras, agora destiladas de maneira ácida. – Lhes parece pouco que a família Mills seja exposta ao ridículo por suas atitudes impensadas e impulsivas? – Regina e Zelena se entreolham, com semblante desconexo.

– Do que está falando, mamãe? – Regina se manifesta, impaciente. – Diga logo do que nos acusa. Está dando voltas que não chegam a lugar algum.

– Talvez por cairmos no ridículo, virarmos alvo de falatório entre nossos amigos da elite? – Começa a discursar. – Porque, erroneamente, minha filha mais velha, recusa o pedido de casamento de um dos melhores partidos de Nova York. Casamento que seria muito bem visto e muito teria a acrescentar para nossa família. – Encara Zelena, maneando a cabeça negativamente, deixando a ruiva boquiaberta. – Eu pensei que fosse mais esperta Zelena. Estou decepcionada!

– Isso é sério? – Zelena alterna o olhar entre a irmã e a mãe. – Você realmente se dispôs de Londres até aqui, para me dar sermão sobre algo que não lhe diz respeito? Devo agradecer por isso? – Ironiza, visivelmente irritada com as palavras ácidas da mãe. – Está atrasada, mamãe. Já passei da fase de levar broncas e me importar com hipocrisia alheia.

– Se aparece somente agora, é porque minhas filhas sequer tiveram a consideração de me colocar a par do que acontecia. – Diz ressentida.

– Hora, mamãe, não venha com exageros. – Regina fala, impaciente. – E posso saber como conseguiu tais informações? – Regina questiona.

– Isso não importa, Regina. Eu sei, e ponto. – Dirige a palavra à Zelena. – O que deu em você para não aceitar Robin, Zelena? Um homem tão cavalheiro, de boa índole. Um partido que não se encontra em qualquer esquina. O que você quer? Ficar solteirona? – Cora não termina o seu raciocínio, pois a ruiva a corta.

– Talvez o fato de não o amar, seja um motivo bastante significativo para recusar casar-me, não acha? – Cada palavra proferida por Cora, atingia Zelena profundamente.

– Não seja tola, minha querida! – Debocha. – O amor é uma fraqueza. E digamos que você não é mais uma adolescente para sonhar com príncipes encantados em cavalo branco. – Joga na cara da ruiva.

– Mamãe, pare com isso. Está passando dos limites. Regina pede, observando o estado da irmã, porém, mais uma vez, é ignorada pela mãe.

 – Se eu fosse você, reconsideraria essa atitude, tenho certeza que com jeitinho, Robin a aceitaria de volta...

– Mas você não é, Cora. – Zelena se levanta de sobressalto, com os olhos marejados, a interrompendo. – E não tem direito algum de se meter na minha vida. Se eu quiser, com quem eu quiser e quando eu quiser, me casarei com alguém que eu ame. Se isso não acontecer, vou ficar solteirona sim, não vejo problema nisso. – Pontua. – Eu jamais me casaria com Robin, ou qualquer outra pessoa, por conveniência, ou por status social. – Lança a indireta, virando-se, e se dirigindo à saída.

– Volte aqui, Zelena Mills. Eu ainda não terminei. – Fala em alto tom, se levantando da cadeira. – Não seja insolente, não dê as costas para sua mãe.

Zelena, de repente para, se vira, seu semblante era um misto de tristeza e raiva – Mãe? – Ri sarcástica – Lembrou-se disso agora? Achei que havia esquecido há muitos anos. Ah, embora não tenha se importado em perguntar, eu estou bem. Obrigada! – Se retira do local, deixando Cora possessa.

– Zelena ... – Regina dá alguns passos para seguir a irmã.

– Não se atreva a sair também, Regina. – Cora avisa, nervosa.

– O que pretende, mamãe? – A morena questiona, irritada. – Qual é o motivo de tanto alarde? Não acha que já estamos bem grandinhas para que queira bancar a mãe Zelosa?

– Quero que entendam que tudo que fiz e faço, é para o bem da nossa família. Para que venhamos manter intacto tudo que conquistamos até aqui. Sua irmã sempre foi cabeça de vento e você sempre fez o que quis, sim. E apesar do episódio do garoto de estábulo, achei que fosse mais centrada, Regina. Mas pelo visto me enganei. – Cora fala séria – E é por isso, que peço, na verdade exijo, que pare de desfilar com seu casinho. – Regina, franze o cenho ao encarar a mãe.

– Deixe a memória de Daniel em paz. – Afronta. – E quanto a casinho, não sei a que se refere.

– Ora Regina, eu sei muito bem que anda para todo lado com a tal arquiteta chefe da empresa. Storybrooke, Paris. – Joga de uma vez.

Regina ergue uma das sobrancelhas, questiona-se como a mãe soube de Emma. Ela não tinha a intenção, e nem queria esconder sua relação com a loira, muito pelo contrário, tinha orgulho de ter Emma como sua namorada. Não iria questionar a mulher, não agora. Mas o fato de Cora estar provida de tantas informações sobre a vida pessoal dela e de sua irmã, a deixou intrigada. Não queria falar sobre esse assunto com a mãe porque sabia o quão controladora, e manipuladora, Cora poderia ser, mas em hipótese alguma, deixaria que a matriarca tirasse conclusões próprias e, acima de tudo, que taxasse Emma como apenas seu caso.

– Está completamente equivocada, dona Cora. – Regina encara a mãe, com firmeza – Primeiro: eu ainda não vou questionar a fonte de suas informações, mas elas estão totalmente incompletas. Segundo: Não vou permitir que exija coisa alguma que diga respeito à minha vida pessoal. E terceiro: Para que tome ciência real dos fatos, eu não tenho um casinho com a arquiteta como está insinuando.

– Vai negar, Regina? – Cora sustenta o olhar no da filha.

– Não tenho nada para esconder, ou negar mamãe. Emma não é meu caso – frisa o nome da loira. – Emma Swan é minha namorada. – Confessa, para desespero de Cora.

– O que está dizendo, Regina? – A mulher caminha de um lado para outro da sala, fita a filha, balança a cabeça de maneira negativa, demonstrando sua indignação e descontentamento. – Que pretende levar esse relacionamento a sério?

– Tanto pretendo, como já estou. E não preciso da aceitação de ninguém, mamãe. Nem a sua. – Afirma categoricamente.

– Suas escolhas sempre foram péssimas, Regina. – Cora fala, Regina que até agora se mantinha calma, sentiu seu rosto aquecer. – Primeiro o garoto do estábulo, agora a arquiteta. Ambos seus funcionários? – Ri sarcástica.

– Esse é o problema, então? – Regina ironiza – O que te incomoda o fato de minhas escolhas não estarem no seu nível de padrão social. Me poupe, mamãe!

– Por favor Regina, estou tentando poupar você. A vida não é um conto de fadas, minha querida, uma hora ou outra, posição social falará mais alto sim.

– Eu a amo, mamãe, e isso me basta! – Fala com convicção, encarando profundamente os olhos da Mills mais velha, seu tom de voz era mais ameno. – Depois de muito tempo, eu me sinto viva, feliz. Emma me faz feliz. E nada, nem ninguém pode mudar isso. Nem posição social, nem seu preconceito infundado.

– Regina, escute... – Cora tenta falar, quando é interrompida pelo som de batidas na porta. A mulher bufa por ser interrompida.

– Entre. – Regina vira-se para a porta e observa a figura de sua loira se fazer presente, um sorriso instantâneo toma seus lábios. Regina tinha um brilho no olhar, coisa que não passou despercebido por Cora.

Emma adentra o local e sorri para a namorada, na mesma proporção, mas seu sorriso logo se desfaz ao perceber a figura imponente da mulher a mirando com cara de poucos amigos. Swan engole, sabia exatamente quem era aquela mulher. – Vira as diversas fotografias no apartamento de Regina e pelo porta– retratos, sempre presente na mesa de Zelena. – Cora Mills parecia mais intimidadora do que Regina, no dia que a conheceu. A loira, de certa forma, se sentiu acuada, mas ao se virar e fitar as orbes castanhas e o sorriso de sua amada, qualquer receio se esvaiu. Respirou fundo, deu dois passos para a frente.

– Ah, Regina, desculpe. Me desculpem interromper. – Swan demonstrava constrangimento em suas palavras. – Eu não imaginei que estava ocupada. – Oscila o olhar entre as duas mulheres.

– Não se preocupe meu bem. – Regina fala, carinhosa. – Nós já terminamos. – Conclui, recebendo um olhar reprovador da mãe. – Venha cá. – Regina estende-lhe a mão, Emma a segura e, em instantes as mulheres ficam frente à frente com Cora Mills. Regina, sem receio algum as apresenta. – Essa é Emma Swan, minha namorada. – Vira-se para Swan. – Amor, essa é minha mãe, Cora Mills.

Apesar do clima tenso que pairava no ar, percebido pela loira assim que entrou no recinto. Emma sorriu surpresa por aquele momento inesperado, pelas palavras firmes e doces de sua namorada para com ela. Gentilmente, ergue a mão para cumprimentá-la.

– Sra. Mills, como está? – Emma fala, visivelmente nervosa.

Cora não acreditou na ousadia da filha mais nova, mesmo que para ela não fosse novidade. Regina, diferente de Zelena, sempre fez o que bem entendeu. E desde pequena, contrariá-la era dar murro em ponta de faca. Nisso elas se assemelhavam. Esse também, era um dos motivos que tornara o relacionamento de ambas complicado. Regina, dificilmente acatava seus desígnios, se esses lhe viessem como afronta. Em um pensamento rápido, a matriarca percebeu que não adiantaria ir contra a filha. Levantou-se da cadeira, mediu Emma da cabeça aos pés, mais de uma vez.

– Então você é Emma Swan... – Aperta a mão da loira. – A namorada de Regina – Finaliza. Emma, que percebeu o tom debochado nas palavras da mulher, não deixou por menos.

– Eu mesma. – Esboça um sorriso. – Encantada em conhecê-la, sogra. – Regina sorri de lado, se segurando para não explodir em uma gargalhada pelo jeito irônico de Emma, mas por outro lado pedia aos Deuses para Cora não provocar mais dissabores.

***

Zelena, estacionou em uma cafeteria, a duas quadras do Central Park, sentou em uma das mesas externas – precisava tomar ar –, pediu um macchiato. Ao sair da sala da irmã, extremamente irritada e com lágrimas nos olhos, Zelena seguiu para o estacionamento, pegou seu carro e dirigiu sem rumo. Seus pensamentos borbulhavam com tudo que a mãe lhe disse, estava irritada pelo fato de Cora sempre querer manipular sua vida. Estava sentida também, depois de anos sem ver a mãe, ela sequer lhe perguntou se estava bem. Se questionava como a mãe poderia ser egoísta ao extremo. Como poderia impor tanto, sem levar em conta sua vontade? O que a faria feliz? O lógico é que os pais queiram a felicidade de seus filhos, mas para Cora Mills, tudo girava em torno de posição social e dinheiro.

Buscou na memória e não conseguiu encontrar em seu acervo de lembranças, um sequer, que a mãe tivesse demonstrado se importar como ela se sentia. Não existiram as conversas entre mãe e filha sobre medos bobos, sobre a primeira paixão, ou sobre seus sonhos. Esse lugar, ao longo dos anos, fora preenchido por sua irmã, Ruby e Granny. Zelena podia ser do tipo de pessoa que parecia não se afetar por isso, mas no fundo isso a ressentia. O café que chegara há poucos minutos e ela mal percebeu, já estava esfriando, pegou-o e deu um gole. Imaginou em como Regina estaria enfrentando a fera sozinha, por um instante arrependeu-se de ter saído, não por Cora, mas pela irmã. Estava absorta nesse turbilhão de pensamentos e emoções, que foram cortados pela suave e conhecida voz pronunciando seu nome.

– Zelena! – Belle se mostra surpresa com a presença da ruiva naquele local, àquela hora.

– Belle? Que surpresa! – Esboça um meio sorriso. – Sente-se.

– Confesso que a surpresa é minha. No último mês, venho quase todos os dias a esse café, nunca tive o prazer de encontrá-la.

– Mas não fica um pouco longe da casa de Robin para você vir até aqui só tomar um café? – Aponta para o copo da mão da escritora.

– De lá realmente é um tanto longe, mas não será semana que vem. – Zelena a fita, confusa. – Meu apartamento fica na próxima esquina, apesar de estar quase tudo montado, faltam alguns móveis. Mas, já estou trazendo algumas caixas da casa de Robin para cá. – Explica.

– Ultimamente as coincidências estão nos cercando de todos os lados. – Zelena fala, com semblante caído. Belle imediatamente constatou que algo estava errado.

– Eu já lhe disse que não acredito em coincidências e sim em destino. – Belle sorri de lado. – Zelena. – a chama, ganhando a atenção. – Se me permite perguntar: O que faz por aqui? Está tudo bem?

– Na verdade, eu precisava espairecer um pouco. – Revela

– Algum problema com a empresa? Regina? – A escritora insiste.

– Um problema chamado Cora Mills, vulgo minha mãe. – Suspira. – Depois de anos sem nos vermos, e o nosso primeiro encontro acaba em discussão. – Diz com a voz entrecortada, sentindo seus olhos marejarem novamente.

– Oh, Zelena, eu sinto muito! – Belle, repousa sua mão sobre a da ruiva e a acaricia. Imediatamente o olhar de Zelena cai sobre aquele gesto.

– Ela parece tão insensível. Parece não se importar. – Zelena desabafa parte de sua angustia, enquanto uma escorre em seu rosto. A escritora contemplava a fragilidade da ruiva. Num impulso, leva seu polegar à face de Zelena.

– Não chore, Zelena. – Seca o rosto da mulher. – Você é bonita demais para ficar triste. – A escritora admirava cada centímetro da face de Zelena. Sem perceber, passa a acariciar o rosto da ruiva. Zelena não recua, sente o afago lhe acalentar. Momentos depois aqueles dois pares de olhos azuis se encontram.

– Se isso for mesmo destino, tenho que agradecê-lo por fazer nossos caminhos se cruzarem. Você sempre aparece na hora certa. – Zelena diz, num sussurro. Belle sorri sem jeito. Recolhe sua mão, desfazendo aquele contato a ruiva. – Sua companhia me faz bem, menina do livro. Obrigada!

– Fico feliz em saber disso! – Belle suspira, não consegue esconder o sorriso. – Se quiser podemos conversar em outro lugar. Ou simplesmente podemos ficar em silêncio se você não quiser falar nada. O que acha? – Sugere, recebendo como resposta positiva, um manear de cabeça. Em poucos minutos, Belle e Zelena deixam o café.

***

Quando Cora saiu de sua sala, ainda com cara de poucos amigos, e Emma ter revelado que Zelena avisara que sairia para respirar, Regina buscou seu celular para tentar localizar a irmã. Enquanto os constantes toques soavam em seu ouvido, sem resposta de Zelena, a morena analisava as atitudes um tanto controversas da mãe. Por um lado, isso a intrigava, por outro, respirou aliviada. Em momento algum, apesar de seu olhar superior, Cora destratou Emma. Talvez por ponderar a situação, ou por não ter dado tempo para que algo assim ocorresse, visto que a mulher saiu, à passos largos, cerca de cinco minutos depois que a loira adentrou. Cora disse para a filha aonde estaria, e que a conversa delas ainda não tinha terminado, antes de deixar a filha e a loira para trás.

– Zelena não atende, Emma. – Regina se vira para Emma, preocupada.

– Calma, amor! – Pega a mão de Regina e a conduz para sentar-se na poltrona, colocando-se no braço da mesma. – Regina, dê um tempo para Zelena, pelo que me contou, ela precisa disso, certo? – A morena afirma de maneira positiva.

– Talvez você tenha razão. – Dá um sorriso de lado para a namorada. – Obrigada! 

– Por que? – Emma pergunta.

– Por não ter saído correndo quando conheceu a fera. – Sorri.

– Achei que seria incinerada, pela forma que sua mãe me olhava, quando a chamei de sogra. – Riem. – Confesso que me deu vontade de sair correndo depois.

– Emma... – Regina a reprende. – Você bem que a provocou também. – A loira passa do braço da poltrona para o colo da morena, que a envolve pela cintura. Emma passa os dedos pelo rosto de Regina.

– Mas então, eu vi esses olhos lindos que me hipnotizam, onde eu me perco e me encontro ao mesmo tempo. Esses lábios que eu não consigo manter longe dos meus. – Regina fecha os olhos sentindo as caricias tão doces de Emma. A loira roça seus lábios nos da morena, antes de mergulhar intensamente em uma troca de olhares. – Lembrei do tamanho do amor que tenho por cada célula que te compõe, Regina. E que meu lugar não poderia ser outro, a não ser ao seu lado. Não seria uma mãe irritada que me afugentaria.

– Eu amo você, Swan! – A morena se declara. – Não importa o que pensem, o que digam, eu amo muito você. – Entrelaça seus dedos nos de Emma.

– Eu também te amo, minha morena, mais que tudo nessa vida. – Emma cola seus lábios nos de Regina. Se beijam. Um beijo doce, intenso. Como tudo entre elas desde o primeiro instante. Emma conseguia sentir naquele beijo quão verdadeiras eram as palavras de sua morena. Regina, por sua vez, poderia ter muitas dúvidas nessa vida, poderia se arrepender de muitas coisas, mas tinha uma certeza: jamais se arrependeria de amar e ser amada por Emma Swan. 


Notas Finais


Treta, paz e amor! Até o próximo, amores!


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