História When You Look Me In The Eyes - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Palavras 3.981
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O capítulo da semana! Quando digo para ficarem atentos, é porque devem ficar atentos!
No mais, só tenho a dizer: Boa leitura!

Capítulo 31 - Are You Sure About That?


Fanfic / Fanfiction When You Look Me In The Eyes - Capítulo 31 - Are You Sure About That?

Fogos de artifícios, o descompasso das batidas do coração; a conotação tão clichê, “me sinto flutuando”, nunca foi tão cabível em um momento como pareceu ser no instante em que Zelena tocou seus lábios nos de Belle. A escritora enlaçou os braços no pescoço de Zelena – precisando ficar na ponta dos pés –, logo após a ruiva deslizar as mãos de seu rosto para seus braços e, em seguida, a puxou pela cintura, anulando qualquer distância entre elas. Sentir os cabelos da ruiva entre seus dedos, o roçar dos lábios, algo delicado e ao mesmo tempo tão intenso, poderia se comparar à beleza de uma poesia. O tempo parou, parecia só existir elas e aquele momento; o momento em que seus lábios se entreabriram, dando início a deliciosa dinâmica de suas línguas se saboreando pela primeira vez.

Elas se buscaram e encontraram a tão desejada e perfeita sincronia. Inebriante, envolvente, doce; aquele composto de emoções invadiu a ruiva de uma maneira nunca antes experimentada. Assim como um soneto que precisa de seus versos para se compor, Zelena sentiu seu mundo se perfazer com a imensidão que aquele beijo carregava. Não sabiam para que caminho aquilo iria as levar, porém, ambas sentiam que estavam no lugar certo: uma nos braços da outra. Zelena envolve mais a cintura da escritora, quase a tirando do chão, Belle, por sua vez, aperta mais seus braços ao redor do pescoço da ruiva, prolongando aquele momento o máximo que puderam, separando apenas quando o ar foi imprescindível.

– Macio aveludados! – Zelena suspira, ao cessarem o beijo e encostar a testa na de Belle, tocando os lábios da escritora com o polegar. Suas palavras eram uma alusão a um trecho do livro da escritora.

– Zelena, isso foi... – Belle suspira, ainda trêmula, tenta normalizar a respiração.

– Shiu. Não, não diga que foi errado, ou algo assim. – Zelena cala os lábios de Belle com seus dedos. – Eu não vou me desculpar por esse beijo, visto que eu não me arrependo de nada. – Sussurra.– Eu quis isso, Bell, tanto quanto senti que você queria.

– Eu quis, Zelena, e há muito eu queria..., porém, eu tinha receio por nossa amizade. – Respira, separando suas testas para encarar a ruiva – Por Robin.

– Não vamos pensar em nada que possa atrapalhar esse momento. Só vamos apreciar uma à outra. – Zelena esboça um sorriso. 

– É tudo que eu desejo nesse momento. Mas, o que eu ia dizer, quando a senhorita me interrompeu, é que foi o melhor beijo da minha vida. – Belle diz, corando a face, abrindo um lindo sorriso.

– Hum! Eu preciso confessar uma coisa, menina do livro. – A ruiva pontua, em tom sério – Eu nunca tinha beijado uma garota. Mas se eu soubesse que te beijar era tão bom assim, eu teria feito antes. – Sorri arrancando uma gargalhada de Belle.

– Zelena Mills, você é incrivelmente encantadora! – Belle indaga, maneando a cabeça negativamente. Acaricia o rosto da ruiva, antes de tomar a iniciativa e beijá-la. Dessa vez, de forma mais intensa.

***

Regina estava sentada na mesa de frente para o prato, que nem ao menos tocara. Seu apetite se fora, tentou, mas acabou desistindo da refeição. Pegando sua taça de vinho e dirigindo-se ao sofá, onde permitiu refestelar o corpo, mas não sem antes deixar um sorriso escapar de seus lábios ao relembrar que algumas semanas ela e Emma se amaram, de forma tão intensa, naquele mesmo móvel. Depois de dar mais um gole em sua bebida, pegou o celular sobre a mesinha de centro, verificando algumas mensagens e respondendo as mais importantes. Entretida, nem se deu conta de Cora chegando.

– Regina? – Cora a chama, sem sucesso. – Regina? – Faz uma nova tentativa, dessa vez, em tom mais alto, atraindo a atenção da filha.

– Eu? – Regina sai do transe, se arrumando no sofá. – O que aconteceu?

– Eu quem pergunto: o que há com você? – Cora questiona, sentando-se na outra ponta do sofá.

– Não há nada, nada que você venha a se interessar. – Regina responde ríspida, se levantando para ir para seu quarto.

– Regina, espere! Precisamos conversar. – Cora, cessando os passos de Regina, que se vira para a mãe, encarando-a.

– Eu não tenho mais forças para discussões mãe, por favor!

– Eu não tenho a intenção de discutir, eu só quero conversar de forma civilizada. – Cora pontua e observa Regina voltar a sentar-se no sofá.

– Fale mamãe, estou ouvindo... – Regina diz, sem encarar a mulher.

– Regina, nós não podemos continuar nesse clima sobrecarregado. – O tom de voz de Cora parecia ameno. – Eu entendo que esteja chateada, e até me culpe pelo fim de seu namoro com a arquiteta. – Revira os olhos, e a morena volta a atenção para a mãe. – Talvez eu não devesse ter me metido na sua vida, talvez eu tenha exagerado em ter testado Emma Swan, mas por outro lado, se eu não o tivesse feito você não saberia suas reais intenções. Porém, eu estou vendo, Regina, que depois desse meu ato, você está sofrendo, e isso me faz sofrer também. – Cora se aproxima da filha, ao perceber os olhos da morena marejados – Tenha certeza, o que uma mãe deseja para seu filho é que ele seja feliz... – Cora tentava convencer Regina de suas boas intenções. – Então, me perdoe minha filha, se direta, ou indiretamente, eu lhe causei sofrimento. – Cora expõe, surpreendendo Regina, que a fita por alguns minutos silenciosamente.

– Perdão… – Regina ri, irônica – Perdão se dá ao arrependimento. Está mesmo arrependida mamãe? – A morena questiona, ganhando o silêncio como resposta. – De qualquer forma, o que está feito, está feito. E as consequências foram essas, não é? Então, só vamos tentar conviver em paz. – Regina respira pesarosa.

– Sinceramente, eu sinto muito por você ter se decepcionado – Cora tenta uma aproximação, colocando sua mão sobre a de Regina, que vira o rosto para encarar a mãe. – Você a amava, não é?

– Eu não a amava. Eu a amo! Por mais que Emma não esteja ao meu lado, por mais que você tenha me mostrado tudo aquilo, o que eu sinto simplesmente não pode desaparecer de uma hora para outra. – Confessa sentida.

– Mas isso vai passar, Regina! O tempo tudo leva! – Eu gostaria de fazer um convite para você e Zelena. – Fala, e Regina a ergue uma sobrancelha. – Um jantar no sábado. Só nós três. Acho que precisamos disso para colocar uma pedra no que aconteceu. Deem-me a chance de ser mãe. – Pela primeira vez, Regina sentia sinceridade nas palavras da mulher.

– Está bem, mamãe! Falaremos com Zelena!

– Por falar na sua irmã, passei no apartamento dela e não a encontrei, onde ela está?

– Ela foi ver Belle!

– A escritora prima de Robin? – Questiona e Regina responde com um manear de cabeça. – Zelena está andando demais com essa moça ultimamente, não? – Cora pontua.

– Não se preocupe, Dona Cora, no seu ponto de vista, Belle é um excelente partido. Já que ela tem tanto, ou mais dinheiro que Robin. Boa noite, mãe! – Regina alfineta, se levantando e rumando para o quarto, deixando a mulher só.

– O que quer dizer com isso Regina? – Cora diz, em alto tom, mas não obtém resposta.


       ***

Zelena chegou na Mills uma hora depois do horário, devido ao fato de ter passado horas com Belle e ter retornado para casa já tarde da noite. Seu sorriso era notório enquanto percorria o corredor na direção da sala de Regina, recebera várias mensagens da irmã informando que precisava falar com ela. Passou por Mulan e desejou um bom dia, a secretária respondeu e não deixou de perceber a animação no cumprimento da chefe. A ruiva abriu a porta da sala da irmã, sem ao menos se dar ao trabalho de bater antes, a encontrando concentrada na tela do computador.

– Bom dia, sis! – A ruiva cumprimenta, ao adentrar o ambiente.

– Está atrasada, Zelena! – Regina, responde sem desviar o olhar do que fazia.

– Eu sei... – Zelena caminha até a cadeira de frente para a irmã e senta-se, suspirando. Regina desvia seu foco para Zelena que a encarava com um imenso sorriso nos lábios, franze o cenho, ao ouvir um suspiro da irmã.

– Você está bem, Zelena? – Questiona arqueando uma das sobrancelhas.

– Melhor impossível, sis!

– Chagando atrasada, suspirando, com um sorriso que não cabe nos lábios... – Regina sorri. – Belle? Vocês...

– Eu a beijei. – Zelena confessa. – Regina, foi tão bom, que eu não consigo mensurar, foi como se eu fosse reportada para outra dimensão. – Zelena respira fundo.

– Você? – Regina começa a rir. – Eu não acredito, Zelena!

– Posso saber o motivo do riso, sis? – Zelena questiona, franzindo o cenho.

– É que nunca imaginei você assim tão melosa. – Regina pontua. – Como você dizia mesmo sobre mim e Emma? Ah, lembrei: vocês me deixam enjoada.

– Não faça piadas, sis... – Zelena repreende.

– Eu jamais perderia a oportunidade! Mas eu estou muito feliz por você, Zelena. Esse seu brilho no olhar é algo que não me recordo de ter visto antes.

– Eu não sei para onde isso vai nos levar, eu só sei que não vou me privar de viver o que estou sentindo por ela.

– E faz bem... – Regina suspira, trazendo algumas recordações à memória.
Ficaram conversando por alguns minutos, até ouviram uma batida na porta, Regina prontamente dá permissão para a entrada, e Ruby aparece na porta

– Posso entrar?

– Claro, Ruby, entre! – Regina responde. – Algum problema?

– Alguns contratos que estão com prazos curtos para assinar. – Ruby faz uma pausa – E o contador me entregou a rescisão de Emma. Regina desvia o olhar para o computador, tentando desviar o desconforto das palavras de Ruby.

– Me passe os contratos Ruby – Pede e a advogada atende.

– Ruby, por favor, diga a Emma que venha na próxima segunda para resolvermos isso, eu mesma cuidarei desse assunto. – Zelena indaga, voltando seu olhar para a Ruby que acena com a cabeça.

– Aqui está, Ruby! – Regina devolve os papeis para a mulher, depois de conferi-los e assinar.

– Obrigada, Regina! Bem, era só isso! – Ruby se preparava para sair, quando Zelena a interrompe, com uma ideia que lhe veio à mente repentinamente.

– Ruby, espere um minuto, eu estive pensando aqui. E quero fazer uma proposta para você e Mulan. Que tal uma noite das garotas nesse sábado? Que tal, Regina? – Questiona, animada, oscilando o olhar entre as duas mulheres.

– Zelena, eu não estou com ânimo para uma noite das garotas. – Revira os olhos. – E outra, creio que nem que você queira, poderá ir, mamãe marcou um jantar conosco para esse sábado. – Informa.

– Isso é sério, Regina? – A ruiva bufa.

– Eu sinto muito ruiva, mas eu também terei que recusar seu convite, Mulan e eu já temos compromisso. Nós vamos fazer uma espécie de despedida com Emma. – Ruby revela, olhando para Regina. – Ela resolveu voltar para Boston.

– Emma vai embora de Nova York? – Zelena questiona não acreditando no que ouviu. Olha para Regina que parecia paralisada e nada disse.

– Regina, você não vai... – antes que Zelena terminasse de falar, Regina se levantou da cadeira e saiu sem dizer nada.

 Zelena e Ruby apenas se olharam e manearam a cabeça negativamente.  

***

O sábado à noite chegou como num piscar de olhos. Zelena, que estava no quarto de Regina – enquanto essa se arrumava para o tal jantar com a mãe –, tentou tocar no assunto Emma Swan, mas a morena deixou claro que não queria, em hipótese alguma, falar sobre aquilo e pediu para Zelena respeitar. Mesmo a ruiva insistindo para a morena ir atrás da loira e impedi-la de deixar Nova York. Cora, que estava parada no corredor próxima a porta, ouvira toda a conversa e um sorriso brotou de seus lábios com a resposta decidida de Regina. Deu alguns passos adiante, adentrando o quarto da filha mais nova.
– Já podemos ir? – Perguntou.

– Sim, mamãe! – Regina respondeu.

– Bom, então vamos logo que eu estou faminta!

– Quando você não está Zelena? – Regina revira os olhos, pegando sua bolsa e seguindo com a mãe e irmã para fora do edifício.

Alguns minutos depois, três mulheres elegantes traspassaram a porta do requintado restaurante que Regina havia reservado, se sentaram em uma mesa mais ao canto do local, mas que dava ampla visão. Fizeram seus pedidos; enquanto Zelena e Cora conversaram a respeito do funcionamento da Mills, Regina estava com a atenção voltada para o celular, fator que incomodou a matriarca.

– Regina, eu não marquei esse jantar para você dar mais atenção a esse celular do que a mim. – Repreende.

– Desculpe, mas eu precisava responder alguns e–mails que não consegui durante o dia e são de máxima urgência. – Pontua, colocando o celular dentro da bolsa.

– Aposto que está mais interessante que isso aqui. – Zelena sussurra.

– Zelena! – Regina se segura para não rir.

Alguns minutos se passam e os pedidos, juntamente com um dos vinhos mais caros e sofisticados, são servidos. Enquanto comiam, tentavam manter a conversa descontraída.

– Então, ainda não se cansou de Nova York? – Zelena alfineta.

– Não, mas estou quase. Esse lugar é tão monótono.

– Você nunca gostou dos Estados Unidos, mamãe. Sempre quis viver em Londres.

– Eu prefiro um lugar que faça jus ao meu estilo refinado. Se estou aqui, sabem que é por vocês. – Cora deixa claro, levando sua taça de vinho à boca.

– Pois eu amo essa cidade; tão agitada, tão quente, tão colorida, tão… – Zelena perdeu as palavras, ao reconhecer, numa mesa mais ao fundo, as pessoas que a ocupavam. – Belle...

– O que está dizendo, Zelena?

– Regina, olha quem está naquela mesa. – Aponta discretamente. Regina segue com o olhar e visualiza na mesa quatro mulheres. Ruby, Mulan que sentavam lado a lado. Belle e logo ao seu lado Emma

– É... – A morena suspira. – Emma!

– Como? – Cora vira o corpo e se depara com a imagem das mulheres sorrindo e fazendo algum tipo de comemoração, franzindo o cenho. – Entendem porque não simpatizo com essa cidade? Não é difícil encontrar pessoas indesejadas.

– O problema não é a cidade, mamãe, são as pessoas que não sabem apreciar. – Zelena alfineta, se levantando da mesa.

– Aonde você vai Zelena? – A morena a questiona.

– Ora, que pergunta, Regina, vou cumprimentar a minha... – Zelena, cai em si, desviando o olhar da irmã para a mãe que a fitava – Amiga Belle.

– Zelena, vamos apenas ignorar a presença dessas pessoas e continuar nosso jantar. – Cora mostrava desdém em suas palavras.

– Não levará mais que dois minutos, mamãe. – Se volta para Regina em seguida – Você não vem, sis?

– Eu não tenho nada para fazer lá, Zelena. – Regina que, até então, contemplava a imagem da loira que parecia se divertir com as amigas, muda seu foco de visão.

– Regina, eu não a entendo. Vai deixar Emma ir? – Questiona indignada – Vocês nem mesmo conversaram. E você está aí, tentando passar uma indiferença que sei que não é real. Não acha que deve à Emma pelo menos uma conversa?

– Não devo nada a Srta. Swan e pare de dizer o que você não sabe – Regina responde com rispidez.

– Zelena, por favor, sua irmã sabe o que faz. E você não deveria defendê-la depois do que ela fez com Regina.

– Eu não estou totalmente convencida disso. – Zelena declara.

– Está querendo insinuar algo com isso, Zelena? – Cora indaga, carrancuda.

– Estou querendo dizer que não vou mais falar nada para você, Regina. Cansei! – Zelena bufa, se vira e sai.

 Na mesa mais afastada, Belle, Emma, Mulan e Ruby degustavam seus jantares de forma animada quando Zelena as abordou.

– Boa noite, belas senhoritas! – Zelena as surpreende, chamando a atenção das mulheres, mas travando seu olhar no de Belle, que lhe devolve o sorriso que a ruiva lhe dedicou.

– Zelena, que surpresa! – Ruby é a primeira a se pronunciar, seguida pelas demais. Apenas Emma acena com a cabeça, sentindo-se desconfortável na presença da ex–patroa.

– Sente-se conosco, Zelena! – Belle a convida.

– Eu adoraria! – Suspira, pesarosa. – Mas estou em um jantar de família com minha mãe e Regina. – Aponta para a mesa em que a mãe e a irmã se encontravam.

Olhando na direção que Zelena indicava, Emma pôde ver os olhos de Regina lhe observando. Fitaram-se como se só existissem as duas, aquele instante poderia durar para sempre, pois seus olhares falavam por si, mas esse, acabou quando a morena quebrou o contato para dar atenção à mãe.

– Boa sorte com isso! – Ruby disse.

– É uma pena você não ficar conosco, Zelena, apesar do motivo, estamos nos divertindo. – Mulan revela.

– Eu também lamento, Mulan. E Emma ... – Zelena se direciona à loira. Apesar dos pesares, eu desejo que tudo corra bem para você. – Fala sincera. Aguardo – a na segunda-feira na Mills – Diz com pesar.

– Obrigada, Zelena. Ruby me informou o horário, estarei lá. – Emma se limita a responder.

– Bem, eu vou voltar para minha mesa antes que o olhar fulminante de Dona Cora me incinere. Bom jantar! – Antes de sair, pisca para a escritora, que sorri com o ato da ruiva. Porém, isso não passa despercebido por Ruby.

– Eu perdi alguma coisa? – A advogada pergunta para Belle.

– Não, nada. – Responde e depois vira-se para Emma. – Está tudo bem?

– Vai ficar. – Emma responde, com um meio sorriso, olhando na direção de Regina.

As quatro mulheres tentam manter o mesmo clima descontraído, mas a atenção da loira não saía da outra mesa, mais especificamente de Regina. A morena tentava, mas era impossível não voltar sua atenção para Emma. Cora tentava distrair contando sobre suas diversas viagens pelo continente europeu, mas Regina pouco estava atenta. A matriarca então entendeu que o melhor a se fazer, era finalizar aquela desastrosa noite e irem embora, antes que Regina fraquejasse e fosse falar com Emma.

– Podem pedir a conta enquanto vou ao toilette? – Cora disse se levantando, pegando sua bolsa.

– Está bem, a aguardamos na saída. – Zelena avisa.

A Mills mais velha se dirige ao banheiro, logo adentrando em uma das cabines. Saindo de lá, parou de frente para o espelho, tirou um batom de sua bolsa e retocou os lábios.

– Olha só que coincidência, Cora Mills. – A loira diz, com um sorriso irônico ao sair de uma das cabines.

– O que está fazendo aqui? – Cora diz, se virando para Emma.

– Deve saber que estou deixando Nova York. Deve estar contente por isso, não? Mas antes, acho que precisamos ter uma conversinha!

– Eu não tenho mais nada pala falar com você. – Cora diz, com ar de superioridade.

– Mas eu tenho, e muito... – Emma pontua, sem se intimidar.

– Ora, eu não vou ficar perdendo meu tempo com você. – Cora pega sua bolsa e se encaminha para a porta de saída.

– Bom, então talvez eu possa dizer às suas filhas a ligação tão afetuosa que tem com Killian Jones. – Emma joga, fazendo Cora parar e virar-se para ela.

– Do que está falando? – Cora diz, nervosa.

– Quer mesmo saber, Senhora Mills? Então me encontre amanhã no meu apartamento, no período da tarde. Estou disposta a negociar com você. – Emma diz, sarcástica.

– Eu sabia que não estava enganada. Você é uma oportunista. E se eu não for?

– Se não for, pelo menos terei o gosto de devolver o favor. Mostrarei às suas filhas as provas da mãe delas em visitas noturnas em um certo lote. – Emma rebate – Vejo-a amanhã – Diz, e sai.

– Mas que inferno! – Cora deixa o lugar esbravejando irritada.

Domingo

– Regina, por favor, vamos! – Zelena implorava pela milésima vez. – Eu quero muito ver esse filme!

– Está bem, Zelena! – Bufa – Vá se aprontar que em meia hora nós saímos. – Regina ordena. – Não quer vir conosco, mamãe?

– Oh, não mesmo. – Cora revira os olhos. – Não sou adepta a esse tipo de evento populacional. Vão e divirtam–se.

Corridos os trinta minutos, Zelena e Regina deixavam o edifício no carro da engenheira. Cerca de vinte minutos depois Regina estacionava em frente ao prédio de Belle.

– Está entregue! – Regina diz. – Bom filme para vocês.

– Obrigada, sis! – Beija o rosto da irmã. – Certeza que não quer vir?

– Não quero atrapalhar as namoradinhas. – Regina ri. – Não se preocupe comigo, eu sei me virar enquanto minha irmã namora.

– Não somos namoradas. – Zelena ri. – Estamos nos conhecendo melhor, algo como amigas coloridas. – Diz, abrindo a porta do carro e descendo – Até mais tarde, sis!

– Até! – Regina dá partida e vai embora.

***

Cora Mills ponderou por várias vezes se iria ou não ao encontro de Emma, mas o receio da loira realmente ter algo que a colocasse contra as filhas falou mais alto. Então, tomada pelo medo de que Regina e Zelena pudessem descobrir o que ligava ela e Killian Jones, Cora se encontrava naquele momento parada diante da porta de Emma Swan. Tocou a campainha, esperou, estava impaciente pela demora, tocou novamente, dessa vez a porta foi aberta pela loira que esboçou um sorriso de lado.

– Eu sabia que viria, Cora! – Disse, dando passagem para a mulher entrar. – Sente-se, por favor! – Emma aponta para uma poltrona, mesmo a contragosto, a mulher se senta.

– Diga logo o que quer, não tenho tempo para rodeios. – Fala, direta.

– Primeiramente, lhe devolver o favor. – Emma mostra para Cora algumas fotos onde aparece ela adentrando no flet de Jones, a mulher arregala os olhos. – Surpresa? Aprendi com a melhor!

– Como conseguiu isso? – Cora questiona.

– Detetives particulares são ótimos e muito discretos. – Diz sarcástica. – Seja mais cuidadosa. – Emma pôde ver o olhar de raiva da mulher.

– Você mandou me investigar? Quem você pensa que é? Sua... – Cora se levanta bruscamente.

– Não muito diferente de você! – Emma se ergue, assim como o tom de voz. – Por causa da sua armação, eu perdi o meu emprego, você fez de tudo para acabar com meu relacionamento com sua filha. Forjou provas, manchou minha integridade. Acusou-me de ter vendido meu amor por Regina. A questão é que eu nunca recebi esse dinheiro. – Emma abranda a voz. – E como agora pretendo deixar nova York, nada mais justo do que recebê-lo.

– Eu nunca me enganei com você, Srta. Swan – Cora diz. – Você é uma aproveitadora que só queria o dinheiro da minha família.

– Ok, senhora Mills, você já disse isso quinhentas vezes. – Emma revira os olhos – Vamos, faça logo o cheque.

Cora imediatamente volta a sentar–se na poltrona que estava a minutos atrás, tira o talão de cheques de sua bolsa.

– Ah, senhora Mills, acho que deveria preencher com o triplo do valor do cheque anterior. – Emma dá um sorriso irônico.

– Você só pode estar louca se pensa que vai me extorquir desse jeito. – Cora diz, enraivecida.

– Talvez mude de ideia quando souber que Jones me confessou que ele colocou, a mando seu, os papeis que eu assinei, entre os contratos da Mills. – Emma diz, e Cora arregala os olhos.

– Jones é um imbecil! – Diz cerrando os dentes. – Você não tem como provar isso.

– Está aí, uma coisa que concordamos: Killian Jones é um imbecil, e quanto a provas, realmente eu não as tenho.

– Jones é um idiota, mas pelo menos serviu para me ajudar a tirar você do meu caminho e da minha filha, garota insolente. E eu faria tudo de novo. – Cora diz, entregando o cheque para a loira. – Aqui está sua gorjeta. Vá embora e não se atreva a nunca mais atravessar o caminho de uma Mills, ou passo por cima de você como um trem. – Cora diz, de frente para Emma.

– Sabe por que a chamei aqui? Para ter a certeza de que nunca se preocupou com Regina ou a felicidade dela, nunca se preocupou com ninguém além de você. E também para lhe afirmar mais uma vez: eu não estou à venda, senhora. – Emma rasga o cheque e deixou que cada pedaço caísse ao chão.

– Você é uma tola, mesmo. – Cora ri com deboche. – Vai ficar sem dinheiro e sem amor.

– Sempre tão segura, mas nem sempre se pode vencer todas, senhora Mills. – Emma afirma, sorrindo de forma irônica.

– Eu sempre venço, Srta. Swan. Eu a venci, isso é um fato. Você nunca ficará com Regina.

– Você tem certeza disso, mamãe? – A voz tão conhecida por Cora, soa no ambiente, num misto de irritação, de mágoa.

– O que? – Cora arregala os olhos e sente o corpo gelar ao ver a figura da filha mais nova saindo do corredor que dava acesso aos quartos e aparecer na sala. – Regina!


Notas Finais


Vivos? Segurem as marimbas! Até o próximo, amores!


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