História Where Do Broken Hearts Go - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Novos Titãs (Teen Titans)
Tags Bbrae, Beast Boy, Mutano, Raven, Ravena, Teen Titans
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Palavras 6.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nome do capitulo: Roubar minha garota.
OIOIOI MANAS!!! Até o próximo.

Espero que gostem.

Capítulo 14 - Steal My Girl


Uma sensação boa e quente tomou conta das costas de Estelar quando ela acordou, e isso fez com que ela abrisse os olhos com um grande sorriso no rosto, mesmo que ainda estivesse cedo demais para que qualquer pessoa normal acordasse. Espreguiçou-se e bocejou alto, passando as mãos pelos cabelos que estavam um pouco emaranhados e completamente fora do lugar. Respirou fundo e olhou para trás, deixando que seus olhos parassem no corpo de Asa Noturna, que dormia tranquilamente em uma posição nada confortável, com o pescoço pendendo para o lado direito, as costas dobradas e os braços esticados ao lado do corpo.

Estelar arregalou um pouco os olhos ao ver que os braços dele estavam esticados porque ela tinha se mexido, e lembrou-se que dormiu abraçada com ele na noite passada. Uma exclamação de susto escapou de seus lábios e ecoou pelo quarto, fazendo com que Asa Noturna mastigasse o ar que estava em sua boca. Estava no quarto dele, na cama dele e em seus braços. Congelou no lugar e prendeu a respiração por alguns instantes, assimilando o que estava acontecendo. Ele se mexeu na cama e tirou a máscara, coçando os olhos para acordar. Fitou Estelar com curiosidade, obrigando seu cérebro sonolento a trabalhar, mas não conseguiu muita coisa e acabou abrindo um sorriso bobo.

- Kori...

- Amigo Dick... – Estelar engoliu em seco. – Você pode voltar a dormir.

- Tudo bem – Asa Noturna bocejou. – Não precisa falar duas vezes.

- Glorioso. Eu vou... Falar com a amiga Ravena e fazer coisas que garotas fazem.

- Ok. – ele a interrompeu antes que ela terminasse sua frase. – Boa noite. – deitou-se confortavelmente no colchão, fechando os olhos logo em seguida. Estelar saiu da cama apressadamente e esperou que Asa Noturna fizesse algum comentário sobre o filme que não conseguiram terminar de ver, mas ele roncou alto e se enrolou nos cobertores que estavam no fim da cama.

Ela balançou a cabeça para sair do transe que a fazia olhar para ele como se estivesse hipnotizada, e voou para fora do quarto do líder, sem saber para onde ir. Parou no meio do corredor e olhou para a porta que continha seu nome, mas decidiu não entrar. Precisava falar, se mexer e exteriorizar todos os pensamentos malucos que estavam enchendo sua mente desde o momento em que acordou. Voou para o quarto de Ravena e bateu na porta com força, ignorando o fato de que até ela estava dormindo. Bateu mais algumas vezes até escutar um barulho baixo saindo de dentro do quarto da amiga, e esfregou as mãos nervosamente quando escutou o silvo baixo que a porta soltava ao abrir.

- Kori...? – Ravena coçou os olhos quando a viu. – O que você está fazendo aqui? O dia já amanheceu?

- Eu dormi com o amigo Dick. – Estelar falou depressa, entrando dentro do quarto e apertando o botão que fechava a porta.

Ravena suspirou e encarou a amiga por alguns instantes, com as palavras ecoando em sua mente. Franziu o cenho e enfiou os dedos indicadores dentro dos ouvidos para ter certeza de que estava ouvindo direito. Olhou para os próprios dedos e viu que não tinha cera nenhuma e seus ouvidos estavam limpos. Abriu a boca e apontou para Estelar, esperando que sua voz saísse automaticamente. A alienígena devolveu o olhar e mordeu o lábio inferior, aparentemente desesperada.

- Você fez o quê?

- Dormi com o amigo Dick.

- Dormiu... Dormiu?

- Amiga Ravena, você está com algum problema?

- Só estou com sono e acho que isso é um sonho.

- Um sonho? – Estelar conseguiu rir, quebrando um pouco de seu próprio nervosismo. – Não é um sonho. – foi até Ravena e a segurou, apertando-a com muita força.

- Kori... Eu... Preciso... Respirar – Ravena engasgou, segurando os ombros de Estelar. Seus pés bateram pesadamente no chão quando o “abraço de urso” acabou e ela respirou fundo, sentando-se na cama. – Kori, como assim você dormiu com o Dick?

- Eu fiz o adormecimento com ele, só isso.

- Só isso?! Por Azar! Isso é muito errado! Kori! – passou as mãos pelo cabelo, arregalando os olhos. – Eu não acredito!

- Errado? Mas por que é errado? Nós dormimos e...

- Não precisa me contar tudo, eu realmente não quero saber o que vocês fizeram.

- Nós dormimos.

- Kori!

- Mas...

Ravena balançou a cabeça negativamente e puxou Estelar até que ela também estivesse sentada na cama. Olhou a amiga nos olhos e pensou na melhor forma de explicar o que ela tinha feito, provavelmente sem saber que era completamente errado.

- Você tem namorado, certo?

- Certo.

- E isso quer dizer que você tem que dormir com ele.

- Eu não posso dormir com quem eu quiser?

- É claro que você pode, mas, aqui na Terra, as pessoas levam muito à sério uma coisa que se chama “fidelidade”.

- Mas eu dormi com você.

- É diferente, nós não fizemos nada.

- Mas eu também dormi com o amigo Dick.

- Esse é o problema – Ravena estalou os dedos. – Você dormiu com ele e deve ter feito coisas que...

- Amiga Ravena, nós dormimos. – Estelar disse como se fosse óbvio.

- Dormiram?

- Sim.

- Então vocês não... Transaram?

- Não! Eu não tive o ato de tirar a roupa com o amigo Dick! Por que você pensou isso?

Os braços de Ravena penderam ao lado de seu corpo e ela soltou o ar pela boca, aliviada. Deu um tapa na própria testa e quase riu de sua idiotice e mente poluída. Viu o olhar confuso de Estelar e umedeceu os lábios com a língua, percebendo que tinha dado um nó nos pensamentos de sua amiga, e precisava consertar isso o quanto antes.

- Eu não sou uma boa namorada? – Estelar encarou as próprias mãos, sentindo a felicidade que sentiu por acordar ao lado de Asa Noturna sair de seu corpo. – Eu fiz uma coisa ruim?

- Não, você não fez. Eu entendi tudo errado e acabei te confundindo, não foi?

- Eu vi em uma revista que fidelidade é ficar apenas com uma pessoa.

- Sim.

- Eu não fiz isso com o namorado Chris?

- Você fez – Ravena tentou sorrir, pensando que, se alguém era infiel dentro daquele quarto, esse alguém era ela que deixou que Mutano a beijasse. – Está tudo bem, você não errou.

- Então posso contar para ele?

- É melhor não... Ele pode entender errado como eu e pensar que...

- Eu fiz o ato de tirar a roupa com o amigo Dick.

- Exatamente.

Estelar soltou o corpo na cama de Ravena e encarou o teto, olhando com curiosidade para o lustre que imitava perfeitamente a forma de um dragão soltando fogo, que era simbolizado pela lâmpada do quarto. Brincou com as pontas de seu cabelo e cantarolou baixinho, chamando a atenção de Ravena.

- Você está feliz?

- Muito.

- Estou vendo.

- Eu acho que esse vai ser um glorioso dia, amiga Ravena. – falou, lembrando-se de como amanheceu nos braços de Asa Noturna. – Glorioso mesmo.

- Tomara que você esteja certa.

- Vai ser um dia glorioso para você também?

- Quem sabe, não é? – Ravena deu de ombros, deitando-se ao lado dela. – Então, o que você falou com o Dick quando acordou?

- Nada. – Estelar arregalou os olhos.

- Nada?

- Nada!

- Ok, isso é estranho. Por que você não falou nada?

- Eu saí depressa do quarto e ele voltou a dormir.

- Você fugiu?

- Talvez...

- Kori! – Ravena exclamou. – Por quê?

- Eu não soube o que fazer! Eu precisava conversar com alguém e contar como foi a minha noite – ela balançou as mãos. – Nós comemos pipoca e assistimos ao filme de um detetive, mas era chato e começamos a conversar. O filme acabou e nós continuamos conversando até dormir e... Foi incrível. Eu senti como se o meu melhor amigo estivesse de volta, como se o amigo Dick não tivesse me magoado.

Ravena abriu um pequeno sorriso e olhou admirada para Estelar, ciente de que nunca falaria tão abertamente sobre seus sentimentos. Estalou a língua dentro da boca e brincou com a calça de seu pijama de unicórnios, prestando atenção ao desenho de um unicórnio com crista cor-de-rosa. Pensou em Afeição e no beijo de Mutano, ciente de que não sentiu nada porque uma parte importante de sua personalidade estava presa, literalmente acorrentada e proibida de se manifestar mais do que já tinha feito. Estava com o afeto parado em um ponto e decidiu que não o deixaria evoluir.

- Fico feliz por você, Kori.

Estelar assentiu brevemente e olhou para Ravena pelo canto do olho. Não podia sentir as emoções dela, mas sabia quando alguém estava amuado, preocupado e pensativo, então não foi difícil perceber que sua melhor amiga estava assim.

- Você está bem, amiga Ravena?

- Estou com sono. – Ravena forçou um bocejo. – Você me acordou tão de repente...

- Sinto muito.

- Não tem problema, vou aproveitar que estou acordada e meditar um pouco.

- Posso me juntar a você?

- Quem sabe mais tarde... Tenho uma coisa melhor para você fazer agora.

- Você tem?

- Por que você não volta pro quarto do Dick agora que amanheceu e conversa com ele.

- Você acha que eu devo?

- Se você não o fizer eu vou ficar louca.

- Por quê? – Estelar franziu o cenho.

- Suas emoções são muito fortes e posso dizer que você está extremamente feliz.

- Eu estou!

- Ele também deve estar.

- Será?

- Você só vai descobrir se conversar com ele.

Estelar mastigou o lábio inferior por alguns instantes e balançou a cabeça, abrindo um grande sorriso. Puxou Ravena para um abraço e a apertou até escutar o som do estalo de sua coluna e um gemido baixo. Levantou-se da cama e bateu palmas rapidamente, como se comemorasse a ideia de Ravena. Acenou de longe para a amiga e saiu do quarto em uma incrível rapidez, fazendo com que apenas um raio vermelho e roxo fosse visto. Ravena soltou uma risada nasalada e rolou na cama, resolvendo dormir por mais cinco minutos.

- Oi – Estelar entrou no quarto de Asa Noturna.

- Oi. – ele terminou de arrumar a máscara no rosto e bagunçou os cabelos, deixando que o excesso de água pingasse no chão.

- Desculpe ter saído correndo de manhã.

- Desculpe não ter te impedido... Eu estava com muito sono.

- Eu vi. – ela deu um sorrisinho.

- Você não precisava ter saído correndo, estava muito cedo.

- Eu sei, mas fiquei um pouco assustada por acordar aqui. – ela se sentou na cama.

- Assustada? Eu fico tão feio assim quando durmo?

- Não... É que nós dois dormimos juntos e... Isso não é errado?

- Não... – ele pareceu confuso. – Nós só dormirmos, quem disse que é errado?

- Você dorme com uma garota diferente toda noite e agora que estou com o namorado Chris só posso dormir com ele.

- É diferente, Kori. Eu não durmo com elas, nós ficamos acordados e... Espera. – parou de falar. – Você dormiu com ele de novo? Transaram mais vezes?

- Nós estamos namorando. – ela corou.

- Isso não significa nada.

- A amiga Ravena me explicou que não tem problema dormir com você. Só dormir. – mudou de assunto. – Por isso vim me desculpar e dizer que você é um ótimo colchão.

- Eu sou, mas acho que vou ficar sem treinar hoje porque minhas costas estão destruídas.

- Eu te machuquei?

- Não! Não machucou! Eu só fiquei de mau jeito.

- Desculpa, não queria ter te machucado.

Asa Noturna deu de ombros e se aproximou dela, acariciando seu rosto.

- Eu adorei, Kori.

- O filme do detetive era muito chato.

- Foi uma péssima escolha, o próximo fica por sua conta.

- Podemos assistir o da montanha de gelo que quebra o barco gigante e mata o amor da vida daquela mulher?

- Titanic?

- Sim!

- Você já viu mil vezes. – ele arqueou uma sobrancelha.

- Mas eu adoro e você disse que eu podia escolher.

- Tudo bem, eu faço um esforço por você.

- Obrigada! – pulou no pescoço de Asa Noturna, fazendo-o gemer de dor.

- As minhas costas...

- Desculpa! – soltou-o. – Podemos assistir na sala... A TV é maior e eu vou fazer muita pipoca. Pode ser um momento em família! Vamos chamar os outros e seremos nós cinco!

- Você tem as melhores ideias.

- Quando pode ser?

- Hoje à noite?

- Você não vai sair?

- Você vai?

- Acho que posso cancelar. – ela deu de ombros.

- Não precisa, podemos marcar outro dia. – Asa Noturna disse, desanimado.

- Não, eu vou desmarcar.

- Tudo bem – ele sorriu. – A noite foi ótima.

- Eu também achei, vou querer repetir algum dia.

- Eu também...

Os dois se entreolharam intensamente e coraram com isso, desviando o olhar para lados opostos. Asa Noturna pigarreou e cruzou os braços, enquanto Estelar ficou brincando com o cabelo, achando suas pontas duplas muito mais interessantes que qualquer outra coisa no quarto.

- Eu preciso... Arrumar o treino de hoje.

- Mas você disse que não iria treinar.

- Eu não vou – Asa Noturna sorriu maldosamente. – Mas você e a Ravena vão.

- Essa é a sua vingança. – Estelar faz careta.

- O Garfield vai ser o responsável por vocês e ele não vai pegar leve.

- Eu sei...

- Boa sorte. – ele beijou a testa dela, começando a sair do quarto.

- Não se esqueça de hoje à noite!

- Eu não vou! – gritou do corredor.

No meio da tarde, Mutano entrou animado na sala de treinamento e preparou tudo para sua tortura pessoal com Ravena e Estelar. Asa Noturna havia deixado claro que ele tinha autoridade para fazer o que quisesse desde que não prejudicasse as moças para valer, uma vez que elas ainda precisavam lutar nas missões. Estava animado, afinal de contas, nunca teve tanto poder em mãos e adorava a sensação de ser líder por algumas horas. Lembrava-se bem de como liderou um grupo de Titãs Honorários contra a Irmandade do Mal e orgulhava-se bastante de seu feito, sempre dando um jeito de lembrar Asa Noturna do que tinha acontecido enquanto ele estava congelado no covil dos vilões.

Cantarolou e espalhou alguns colchonetes no chão, sabendo que Ravena não treinava antes de fazer seu ioga e meditação de quinze minutos. Não que ele se preocupasse com ela, é claro, mas sabia que ela estaria estressada por ter que comparecer ao treino em um dia que era para ser livre, e não queria vê-la na forma de Raiva ou qualquer outra coisa demoníaca. Prezava por sua vida e pela de Estelar, e ser atacado por um demônio definitivamente não estava em seus planos naquela tarde.

Um sorriso apareceu em seu rosto quando ele pensou no beijo do dia anterior, mas logo balançou a cabeça e obrigou-se a pensar em outra coisa que não fosse o delicioso gosto de chá que estava na língua dela. Precisava manter o foco de seus planos e se pensasse em Ravena acabaria em um dos colchonetes, com um sorriso sonhador e os olhos perdidos no teto, enquanto se lembrava de todos os momentos bons de dezembro.

Terminou de arrumar o que usaria para o treino e sentou-se em um dos colchonetes, esperando pacientemente por Ravena e Estelar. E como esperou. Marcou para ás 15h e o relógio de parede em forma de morcego mostrava que já eram 16h15. Suspirou e revirou os olhos, prestando atenção na música que tocava nos alto-falantes que estavam sintonizados em uma das rádios de Jump City.

- Desculpe, amigo! – Estelar entrou na sala, puxando Ravena com força. – A amiga Ravena não estava querendo vir.

- Vocês estão atrasadas – Mutano se sentou. – Mas tudo bem, o treino vai ser prolongado.

- Nós podemos fazer isso sem a sua ajuda. – Ravena deu de ombros, indo para a esteira e ignorando os colchonetes no chão.

- Eu só estou seguindo as ordens do Dick e vocês também, coração. Pode sair dessa esteira, vocês vão começar com o simulador.

Estelar comemorou baixinho, deixando claro que o simulador de batalha era o seu treino favorito. Ravena a seguiu e viu Mutano indo até o computador para ajeitar as coisas para que o treinamento começasse. Placas de aço se fecharam nas janelas da sala e quatro tamparam as paredes quando as luzes foram apagadas. Mutano digitou algo no computador e vários inimigos holográficos apareceram no meio da sala, fazendo com que Ravena e Estelar se posicionassem para lutar. Escutaram a buzina que decretava o início do treino e separam-se para acabar com os inimigos de forma mais rápida.

- Mais rápido, Kori! – Mutano gritou. – Ravena, você está em uma luta, mexa-se!

Estelar destruiu um holograma com a imagem de Estrela Negra, e Ravena foi pega despreparada pela imagem de Trigon. Ela deu um pulo para trás e arregalou os olhos em choque, demorando alguns segundos para concluir que era apenas um holograma. Bufou e amaldiçoou seu psicológico, ciente de que sempre se assustava quando a imagem de Trigon era usada no simulador. Era uma regra de Asa Noturna: aproveitar a tecnologia para enfrentar seus piores inimigos.

Mutano revirou os olhos para o susto de Ravena e posicionou uma arma de laser para atingi-la.

- Vocês estão muito devagar! – riu.

- Você está colocando no modo mais difícil! – Ravena gritou, indignada.

- Menos discussão e mais treino, coração. – lançou um raio em sua direção, fazendo com que sua capa pegasse fogo. Ravena o olhou com raiva e ele mandou um beijinho no ar, rindo quando ela se juntou a Estelar para destruir todos os inimigos. – Prontas para a última fase? – perguntou, apertando um dos botões do computador. Uma boneca mecânica surgiu do chão e gritou por socorro, enquanto mais inimigos apareciam para cercá-la. – Salvem a Georgina Michelle! – gritou, apontando para boneca.

Estelar e Ravena voaram rapidamente na direção da boneca e disparam seus poderes contra os inimigos holográficos que as cercavam. Sua falta de atenção foi grande e as duas quase se atingiram sem querer, fazendo com que Mutano sentisse um frio na espinha ao vê-las quase se matando. Georgina Michelle, a boneca, foi consumida pelos inimigos e a sala foi preenchida por uma luz vermelha, que indicava que o objetivo não tinha sido concluído e a pobre da boneca havia morrido.

- O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO? – Mutano desligou o computador e a sala voltou ao normal. – QUEREM MORRER?

- Desculpe, amigo – Estelar falou, envergonhada. – Minha cabeça está em outro lugar.

- E eu não quero estar aqui. – Ravena chutou a boneca, fazendo com que ela fosse engolida pelo chão novamente.

- Vocês duas merecem e o Dick vai surtar com esse resultado ridículo que vocês tiveram hoje.

- É só você não contar para ele.

- Você sabe que não tem como esconder. – ele olhou bravo para Ravena. – Kori, esteira. Ravena... Tiro ao alvo com os seus poderes.

Ravena bufou e passou por ele, fazendo questão de bater em seu ombro. Ele a segurou pelo braço esquerdo, e negou com a cabeça.

- O que você está fazendo?

- Já que você quer tanto bater, pode ir para o saco de boxe.

- Não posso bater em você?

- Você quer uma luta, coração?

Ela puxou o braço das mãos dele e lhe deu um soco no queixo, derrubando-o no chão. Mutano aproveitou que estava no chão e a fez cair com uma rasteira, mas levou um chute forte na barriga e se encolheu. Segurou a perna esquerda de Ravena quando se recuperou e a torceu para o lado, fazendo-a gritar de dor.

- Não era para me machucar de verdade!

- Você não treina luta corporal e se acha em condições de desafiar alguém. – ele revirou os olhos e se levantou, levando-a com ele. Ela abriu um sorriso amarelo e deu uma joelhada no meio de suas pernas, vendo-o se dobrar e gemer de dor.

- E você se acha o melhor a ponto de acreditar em tudo que eu falo.

- Filha da puta! Isso não vale! Você sabe que não te machuco! – gemeu de dor.

Ravena desviou os olhos dos dele e deu as costas, indo levantar alguns pesos. Ignorou a frase de Mutano, evitando pensar em como saiu machucada da relação que tiveram.

- Kori, acerte aqueles bonecos com os seus raios – Mutano falou com a voz falha, indo atrás de Ravena. Colocou as mãos em sua cintura e puxou seus ombros para trás, colocando-a na posição correta para levantar peso. – Agache. – ela obedeceu. – Pronto, você estava segurando errado e eu juro que vi esses pesos caindo em cima de você.

- Você pode se afastar? – ela perguntou, sentindo as pernas dele encostando em suas costas.

- Tente fazer sozinha.

Ela se agachou mais algumas vezes e Mutano escutou a Fera ronronando em sua mente quando encarou o corpo de Ravena. Ele ficou olhando por um tempo, como se estivesse hipnotizado por todas aquelas curvas bem colocadas, e concluiu que a Fera estava se deliciando com o fato de vê-la agachando. Ravena parou de fazer o exercício e virou de frente para Mutano, voltando a treinar.

- O que foi? – ele riu.

- Você quer que eu tire a roupa para que você tenha uma visão melhor?

- Eu não estava te olhando.

- Estava sim.

- Preciso te supervisionar, coração. – levantou a camisa e mostrou sua barriga definida. – Você acha que fiquei gostoso assim treinando errado?

- Não estou interessada na sua história. – ela olhou para o chão. – E a Kori deve estar precisando de ajuda.

Mutano riu baixinho e foi ajudar Estelar, posicionando-a corretamente para que ela conseguisse acertar todos os bonecos com seus raios. Ela sorriu para ele quando terminou e fez um novo rabo de cavalo, usando uma toalha cor-de-rosa para enxugar o rosto.

- Olá, amigo Gar. Peço desculpas pela minha distração, mas a minha noite foi ótima.

- Dormiu na casa do Chris?

- Não, assisti alguns filmes com o amigo Dick.

- Sério? Então é por isso que ele estava sorrindo no almoço?

- Foi uma noite muito boa – Estelar corou. – Nós não brigamos.

- Vocês fizeram alguma coisa?

- Nós dormimos juntos. – sorriu.

- Não acredito! Até que enfim!

- Foi tão bom, amigo! Quero fazer isso com você também!

- Comigo? – Mutano engasgou. – Kori, eu te amo, mas você é como uma irmã para mim.

- Mas eu fiz o mesmo com a amiga Ravena...

- O QUÊ?!

Estelar arqueou uma sobrancelha e segurou os ombros de Mutano, vendo a confusão nos olhos deles. Abriu um sorrisinho e beijou suas bochechas, achando graça ao vê-lo reagir daquela forma.

- Nós dormimos, amigo.

- E depois eu sou o único que só pensa em sexo! – ele bufou. – Eu sou tão romântico! Às vezes acho que deveria casar comigo mesmo.

- Mas quem falou em sexo?

- Você...

- Amigo! Eu não fiz o ato de tirar a roupa com o Dick! Nós só dormimos!

- Ahn... Tudo bem – ele falou, aliviado. – Pode dar alguns socos no saco de boxe, vou ver como a Rae está.

Ele passou as mãos pelo cabelo e foi até as argolas em que Ravena estava dependurada, sentando-se em um banco que ficava perto do aparelho.

- Você está bem? – ela perguntou quando terminou o exercício e o viu deitado no banco, olhando para o teto.

- Você me deu um chute bem forte, coração.

- Eu não gosto de perder.

- Eu também não, mas se for para você eu não me importo.

- Por quê?

- Prefiro me foder do que te machucar.

- De novo isso? – Ravena tomou um pouco de água. – Não conta muito quando você leva isso a sério só se for fisicamente.

- Ok. Chega dessa conversa.

- Covarde.

- O quê? – Mutano abriu os olhos. – Eu não sou covarde, só não quero ficar discutindo atoa.

- Covarde. – ela repetiu. – Quem foge de certos assuntos é porque tem medo. – deu de ombros. – Às vezes é melhor dar um soco do que conversar, não é?

- E, às vezes, conversar dói mais que um soco. – ele se levantou, apontando para o próximo aparelho que ela deveria ir.

Ravena virou a cabeça para olhar na direção em que ele estava apontando e viu o aparelho que Estelar usou para atingir bonecos com seus raios. Suspirou e cruzou os braços, olhando para Mutano de novo.

 - Eu preciso ir. – disse. – Tenho que sair e já estou atrasada.

- Atrasada?

- É, vou encontrar o Liam.

- Pode ir, você precisa de um bom banho. – olhou para o corpo dela outra vez.

- É, não posso chegar lá fedendo.

- O olfato dele é melhor que o meu?

- Não, mas ele chega perto de mim o bastante para sentir o cheiro.

- Assim? – Mutano a puxou pela cintura, diminuindo consideravelmente o espaço entre seus corpos.

- Mais perto. – Ravena fechou os olhos e lutou para não gaguejar. Ele colou o corpo no dela e encostou os lábios em sua orelha direita, sentindo a temperatura fria dos brincos.

- E agora?

- Perto de um jeito que você nunca chegou. – ela o empurrou.

- Duvido.

- Não pense em coisas sexuais.

- Não estou pensando, mas acho que você fica mexida comigo.

- Eu não senti nada quando você me beijou.

- Não sentiu? Eu duvido.

Ravena levantou os olhos e encarou os de Mutano, deixando que ele enxergasse que ela não estava mentindo. Ele deu alguns passos para trás e franziu o cenho, sem saber que, pelo menos um formigamento nos dedos do pé, o beijo havia provocado.

- Como você não sentiu nada?

- Eu não senti.

- Quer saber? – ele perguntou, sem conseguir disfarçar o choque por saber que o beijo não significou nada. Alguma coisa estava estranha. Ravena estava estranha. – Vai atrás do livreiro, o seu treino acabou.

- Eu vou – ela suspirou, dando uma última olhada no rosto dele. Juntou suas coisas e começou a andar na direção da porta, sem olhar para trás. – Tchau.

Ao contrário do que Mutano provavelmente pensou, Ravena não estava inventando uma desculpa para se livrar do treino. Fazia uma semana que ela não via Liam, e não podia negar que estava com saudade. As mensagens de texto, chamadas de vídeo e ligações não estavam sendo o suficiente para que ela se sentisse bem. Precisava passar um tempo com ele, escutar sobre os livros que tinha lido e aproveitar a relação que tinham do jeito certo. Sim. Ela gostava dele e se esforçava para ter certeza disso.

Tomou um banho rápido e passou um pouco de rímel. Colocou uma calça preta com rasgos no joelho, uma blusa preta sem mangas, uma jaqueta mais fina na cor verde exercito e um par de botas de cano curto. Colocou o celular dentro de uma bolsa preta e abriu um portal para a padaria que ficava perto do shopping, disposta a comprar alguma coisa para Liam comer. Escolheu rápido e abriu outro portal para a livraria, completamente sem paciência para andar. Tentou não pensar em Mutano e no treino durante o caminho, e foi razoavelmente bem sucedida em sua missão, já que pensou no que ele disse sobre algumas conversas serem mais dolorosas do que socos. Ele estava falando sobre dezembro?

- Oi, Meg – sorriu sem mostrar os dentes quando a viu. – O Liam está?

- Ahn... Oi – Meg tentou sorrir para não parecer antipática, ou pior, ciumenta. – Eu acho que ele saiu.

- Ah, pensei que ele estivesse aqui.

- Vou ver se ele já chegou. Licença.

- Obrigada. – Ravena suspirou e recostou-se em uma das prateleiras, brincando com a sacola de papel da padaria. Esperou por alguns minutos e pensou se deveria ir embora ou não.

- Rae – Liam a segurou por trás. – Que surpresa!

- Oi... Parece que tive sorte de te encontrar aqui. A Meg disse que você não estava.

- Sim – ele deu um selinho em seus lábios. – Mas cheguei há um bom tempo.

- Ela disse mesmo que você não estava.

- Ela não deve ter me visto chegar. – deu de ombros.

- Olha o que eu trouxe – Ravena abriu a sacola da padaria, mostrando vários donuts com coberturas coloridas. – Tem um tempinho para comer?

- Claro, quer ir para a praça de alimentação?

- Pode ser. Eu vou para qualquer lugar desde que você esteja comigo.

Liam riu e segurou a mão de Ravena, jogando seu avental atrás do balcão da livraria. Andaram calmamente pelo shopping, escolhendo uma mesa mais afastada para que tivessem um pouco mais de privacidade e menos barulho ao redor.

- Eu estava com tanta saudade – ele puxou uma cadeira para que ela sentasse. – Sinto muito por não ter folgado essa semana, quase não tive tempo de responder as suas mensagens.

- Eu também estava. Não tem problema, eu sei que você está todo enrolado.

- Eu pensei que o Chris fosse me demitir.

- Por quê? – ela arregalou os olhos.

- Ele me chamou para conversar, estava sério e disse que já estava ciente sobre as minhas leituras quando a loja fica vazia.

- Ele te xingou?

- Não, na verdade, ele me promoveu a vendedor-chefe. – Liam disse, orgulhoso. – E falou que tem uma surpresa para mim.

- Isso é incrível! – Ravena sorriu. – Estou muito orgulhosa de você, como sempre.

- Obrigado, Rae. Espero que você saiba que parte disse é por sua causa – ele comeu um donut. – Você é a minha melhor cliente.

- Eu sou a melhor em muitas coisas. – ela também comeu.

- Eu sei... Eu amo tanto esse emprego, sabe? Posso ler, ajudar a minha família e acabei te conhecendo pessoalmente por causa dele.

Ravena concordou com a cabeça e empurrou a cadeira para mais perto de Liam, encostando o corpo em seu peito. Comeu outro donut e sorriu timidamente para a mesa, achando graça na distração dele.

- Você não viu na diferente em mim?

- O que aconteceu com o seu cabelo? – ele riu.

- Foi um acidente.

- Um acidente completamente azul!

- O Cyborg quis fazer uma pegadinha com o Mutano e eu acabei caindo – ela modificou a história para que ele não pensasse que ela estava atrás de Mutano. – Ele trocou o shampoo por tinta azul e o Mutano surtou quando viu a cor que seu cabelo ficou – deu de ombros. – Ele levou o vidro com a tinta pra dispensa e eu acabei pegando achando que era meu.

- Meu Deus, Rae! Você tem um sério problema!

- Eu tenho?

- Você fica linda até com o cabelo azul. – a beijou lentamente. – Talvez você deva tentar pintar de rosa... Não. Você continuaria linda do mesmo jeito. – comeu outro donut e Ravena sorriu, observando-o comer. – Estou comendo sozinho outra vez, né?

- Mas eu trouxe para você.

- Você está diferente e não é só o cabelo.

- Devem ser as minhas emoções – ela falou sombriamente, pensando nas consequências de prender Afeição. Sua mente não demoraria a ficar uma verdadeira bagunça. – Não se preocupe com isso.

- Não estou preocupado, isso é ótimo. Você está mais... Solta. Minha mãe sempre dizia para vivermos ao máximo, sem ligar para as consequências.

- Liam, eu tenho poderes muito fortes, sou filha de um demônio e viver intensamente não está na lista de coisas que posso fazer.

- A sua mãe era humana.

- Arella – contou pela primeira vez. – Era o nome dela.

- Muito bonito e forte.

- Sim. Quando eu nasci ela queria colocar o mesmo nome em mim porque achava injusto os homens colocarem seus próprios nomes nos filhos e as mulheres não, mas ela mudou de ideia na última hora e escolheu Ravena com a ajuda de Azar.

- Azar?

- A mulher de Azarath que ajudou a me criar – percebeu que Mutano era o único que sabia de toda a história de Arella e balançou a cabeça.

- Por isso você fala “por Azar”. – Liam imitou a voz de Ravena, brincando.

- Mas eu não falo assim – ela segurou seu rosto e deu um beijo rápido em seus lábios. – Por Azar. – brincou. – Minha voz é estranha.

- Não é, não. Eu sou apaixonado por ela. – puxou-a para um beijo de verdade, deixando os donuts de lado por um tempo. Quando se separaram, Ravena tirou um da sacola e mordeu, deixando que Liam mordesse a outra parte e, consequentemente, encostasse a boca na sua.

- Lembrei de você quando vi esses donuts. Minha ideia inicial era comprar um pacote de batatas chips, mas pensei que você gostaria mais disso.

- Eu amo donuts.

- Eu também, os do Cyb são deliciosos. Você precisa experimentar.

- Eu vou, quando você me convidar.

- Você ainda precisa de convite? – ela perguntou, indiganada.

- Não quero incomodar. – ele brincou.

Ravena revirou os olhos e segurou as mãos de Liam, respirando fundo e piscando teatralmente.

- Liam Harry Coleman, você quer dormir na Torre um dia desses, mais especificamente no meu quarto?

- Ravena Keira Roth, eu aceito.

- Isso soou como um pedido de casamento. – ela fez careta e se lembrou do desespero de Mutano ao pensar que se casariam em Azarath.

- Parece. – ele riu e comeu o último donut. Ravena deu um beijinho na pele de seu pescoço e sentiu o cheiro bom de seu perfume.

- Que cheiroso!

- Você acha? Estou trabalhando direto o dia todo.

- Você precisa de um banho. – brincou.

Liam riu e seu celular apitou no bolso, fazendo-o gemer baixinho. Abraçou Ravena com força e manteve os lábios em sua bochecha esquerda, dando beijos rápidos e pequenas mordidas.

- Eu preciso ir.

- Já?

- A Meg deve estar precisando de mim, o movimento hoje está grande.

- Ah. – Ravena disse, triste. – Podemos nos ver amanhã?

- Acho que posso escapar por uma hora ou duas.

- Na Torre?

- Claro.

- Eu não vou te atrapalhar?

- Desde quando você me atrapalha?

Ravena revirou os olhos e segurou o rosto de Liam, beijando-o com certa urgência. O celular dele apitou de novo e o beijo ficou mais rápido, deixando-os ofegantes em questão de segundos. Separaram-se e trocaram um olhar que os fez corar, exteriorizando que haviam gostado do momento, do beijo, de tudo. Liam deu um selinho rápido em Ravena e correu para a livraria, enquanto ela abria um portal para a Torre.

Assim que ela chegou à sala, viu seus quatro melhores amigos sentados no sofá, começando a assistir Titanic. Estelar estava de braços dados com Asa Noturna, que parecia extremamente feliz e realizado. Mutano estava olhando de forma entediada para a TV e Cyborg mexia no celular, sorrindo cada vez que recebia uma mensagem, que Ravena julgou ser de Eveline.

Cyborg arredou para o lado esquerdo, abrindo um espaço para que Ravena se sentasse entre ele e Mutano. Ela entendeu o recado silencioso de que estavam tendo uma noite em família e se sentou, recebendo um sorriso fechado de Mutano. Olhou para a televisão e deixou sua mente vagar na história do filme, começando a achar a beleza de Leonardo DiCaprio encantadora. Todos ficaram em silêncio e, nas cenas românticas, Estelar soltava alguns suspiros apaixonados, apertando os dedos de Asa Noturna que estavam entrelaçados nos seus. Tudo correu muito bem até que a campainha tocou.

- Eu atendo! – Estelar voou até a porta, abrindo-a rapidamente. – Namorado Chris? – franziu o cenho e Asa Noturna se levantou rapidamente. – O que você está fazendo aqui?

Chris a puxou pela cintura e deu um longo selinho em seus lábios, sorrindo logo em seguida:

- A minha família está no carro e todos estão esperando para te conhecer.

- Mas...

- Eu sei que você desmarcou, mas eles não voltarão a Jump City tão cedo, Kori.

- Eu...

- Por favor? Não vamos demorar.

Estelar olhou para seus amigos, mais especificamente para Asa Noturna, e soltou um suspiro derrotado. Voltou os olhos para Chris e o viu sorrir amplamente, com os olhos brilhando. Eram um casal, não podia deixá-lo na mão. Pegou o celular que estava em cima da mesinha de centro da sala e voltou para a porta, segurando a mão de seu namorado.

- Posso me arrumar na sua casa?

- Claro, lá tem algumas roupas suas.

- Então vamos, namorado Chris. – sorriu e acenou para os amigos. – Adeus amigos!

Quando a porta principal se fechou, Asa Noturna pausou o filme e deu um chute forte no controle remoto do DVD, assustando seus amigos. Praguejou e pediu para que eles saíssem, querendo ficar sozinho com sua raiva e decepção. Como ela teve coragem de sair sem sequer pensar nele? Como ela pôde trocá-lo por Chris?

Bufou e jogou-se no sofá, agradecendo a compreensão de seus amigos que não falaram nada, respeitando seu silêncio. Suspirou. Estavam tentando roubar sua garota.


Notas Finais


Chora nããããããão coleguinha!!!!!
Comentem :)


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