História Where Do Broken Hearts Go - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Novos Titãs (Teen Titans)
Tags Bbrae, Beast Boy, Mutano, Raven, Ravena, Teen Titans
Visualizações 266
Palavras 5.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nome do capitulo: A mulher em mim precisa do homem em você.
OIOIOI MANAS!!! Até o próximo.

Espero que gostem.

Capítulo 15 - The Woman In Me Needs The Man In You


Estelar fez o possível para entrar de forma silenciosa na Torre.

Assim que Chris a deixou na porta de casa, pôde ver que as luzes estavam apagadas e não conseguiu escutar nenhum som que indicasse que os outros Titãs ainda estavam desfrutando da boa história de Titanic. Quando entrou na sala teve a certeza de que todos já haviam ido dormir, e um sentimento de culpa pesou em seu peito, fazendo-a se arrepender por ter trocado uma noite em família por um jantar com seu namorado. Não que o jantar tenha sido ruim, e os pais de Chris eram extremamente agradáveis, mas ela não deixou de pensar em Asa Noturna por um segundo enquanto estava jantando – eram raras as noites em que ele não tinha um encontro ou uma boate para ir e, naquela noite, ele estava disponível para Estelar e os outros Titãs, mas ela acabou estragando tudo.

Ela acendeu a luz da sala e desligou a televisão, que mostrava os créditos finais de Titanic. Colocou os controles remotos em cima da mesinha de centro e virou-se para sair da sala, mas parou ao escutar um gemido baixo e irritado.

- Porra, Victor – a voz de Asa Noturna chegou aos seus ouvidos. – Apaga essa luz!

- Desculpe, amigo Dick – sussurrou. – Não tinha te visto aí. – apagou a luz. – Pensei que você já tivesse ido dormir como os outros.

- Ah, oi. Eu cochilei aqui. – ele passou as mãos pelo rosto e sentou no sofá, bocejando alto.

- Eu não quis te atrapalhar.

- Foi bom ter me acordado... Você voltou cedo.

- É. Os pais do namorado Chris estavam cansados da viagem.

- Hm.

- Você está bravo?

- Por que eu estaria?

- Você está diferente comigo de novo.

- Só estou com sono – Asa Noturna travou a mandíbula, resolvendo guardar para si a raiva que sentiu quando ela saiu da Torre com Chris. – Vou pro meu quarto – deu um beijo rápido na testa dela. – Boa noite.

- Eu vou subir com você.

- Tudo bem.

Eles subiram em silêncio até o corredor de seus quartos, e Asa Noturna respirou fundo irritado com a falta de assunto. Estelar manteve o olhar baixo durante todo o caminho e prestou atenção apenas em seus polegares que pareciam interessantes e únicos naquele momento.

- Então – Asa Noturna resolveu falar. – Como eles são? Te trataram bem?

- Eles foram ótimos. São tão bons quanto o namorado Chris. – Estelar deu de ombros. – Me chamaram para passar o 4 de julho na casa que eles têm em Los Angeles.

- Você vai?

- Eu não sei, disse que dependia de você, afinal, você é o líder.

- Não mando na sua vida pessoal.

- Você pode ficar com uma Titã a menos durante um feriado agitado?

- Ok – ele riu. – Nada de Los Angeles por enquanto.

- Não foi isso que eu quis dizer – ela parou de andar, com um olhar irritado no rosto. – Será que você pode levar isso a sério? É importante para mim!

- Eu estou levando a sério. Se for importante, vá. Não vou te impedir.

Estelar se encostou ao lado da porta de seu quarto e bufou alto, cruzando os braços. Balançou a cabeça negativamente e percebeu que Asa Noturna estava contornando o assunto, deixando a decisão em suas mãos, como sempre. Odiava a apatia que ele tinha quando ela tocava no nome de Chris, e sempre esperava que ele falasse algo que a impedisse de ir, que a fizesse terminar o namoro, mas isso nunca acontecia e ele simplesmente aceitava suas decisões, como se não estivesse incomodado com elas. Ele se fechava e ficava com raiva de suas escolhas, mesmo estando ciente de que podia influenciá-la, fazendo com que ela ficasse na Torre com ele. Ele preferia ir pelo caminho mais fácil, preferia fugir e fingir se importar com o relacionamento que ela tinha com Chris, quando, no fundo, estava morrendo de ciúmes.

- Você está agindo como se fosse indiferente – ela voltou a falar. – Quando o amigo Gar e a amiga Ravena decidiram viajar você arrumou várias coisas para liberá-los, você se importou com eles e com a viagem! Por que é diferente comigo?

- Porque eu não quero que você vá, mas não tenho o direito de te segurar aqui. Por mais que eu odeie saber que você vai estar em Los Angeles com o Chris, é a sua vida e eu não mando nela. – ele falou de uma vez, deixando-a sem reação. Estelar piscou algumas vezes e abriu a boca para falar, mas sua voz não saiu. – E essa é a resposta que ganho sempre que digo o que sinto. – apontou para ela, incomodado com o silêncio.

- Você não pode dizer o que sente desse jeito, sendo que decidiu outra coisa no inicio do ano. Você fez a sua escolha.

- E você não me deu resposta. Eu disse que gostava de você e o Chris chegou. Você não me respondeu, não falou nada, e eu não sou de ficar esperando por ninguém.

- Você disse que gostava de mim e depois saiu com um milhão de garotas! O Chris esperou! Eu só precisava saber que você tinha mudado e eu percebi que não. Agora sei que isso nunca vai acontecer.

- Não vai mesmo, não assim.

- Assim como? – ela franziu o cenho, com a voz esganiçada. – Deixa pra lá.

- Apenas bons amigos, não é? – ele apontou o dedo entre eles.

- Sim, estamos recuperando a nossa amizade e não quero perder isso de novo.

- Por que perderia? Eu estou aqui, não estou? Tivemos uma noite maravilhosa ontem e isso significou muito pra mim.

- Está, mas não quer dizer que vai estar aqui amanhã ou depois.

Asa Noturna balançou a cabeça negativamente e aproximou-se de Estelar, prendendo-a contra a parede. Ela engasgou com a própria respiração e olhou diretamente para sua máscara, sem precisar levantar os olhos, uma vez que era alguns centímetros mais alta que ele.

- Quer saber, Koriand’r? – murmurou, aproximando-se mais. – Bom amigo eu sou da Ravena, porque sou muito mais para você.

Ela sentiu o rosto esquentando quando Asa Noturna a beijou e não soube lidar com o susto momentâneo que tomou conta de seu corpo. Apertou os olhos e abriu os lábios, deixando que ele aprofundasse o beijo, derretendo-se com o toque de sua língua e surpreendendo-se com a falta que seu corpo sentiu daquele toque. Levou as mãos até seu pescoço e passou os dedos pelos cabelos de sua nuca, parando imediatamente de beijá-lo. Afastou as mãos e o empurrou para longe, limpando a boca.

- Você pensou nele? – Asa Noturna abriu um sorriso torto. – Pensou no Chris?

- É claro!

- Sério?

- Eu acabei de voltar de um jantar com a família dele! Nós estamos planejando uma viagem... O que você queria que eu pensasse?

- Mentirosa – ele a puxou pela cintura e tirou a máscara, olhando-a nos olhos. – Você não pensou nele.

- Isso não está certo. – ela ofegou.

- Quem disse? Eu nunca estive tão certo em toda a minha vida.

- Eu não sou uma dessas garotas que você passa a noite e depois nunca mais se lembra, Richard. Você não pode fazer isso comigo, então me diga se é uma brincadeira porque não tem graça nenhuma.

- Kori, eu não estou brincando com você.

- Então se decida! Se decida porque isso é difícil para mim também! Talvez você me ligue um dia e a operadora diga “esse número não existe” – disse, com os olhos ardendo, cheios de lágrimas. – E, talvez, perceba que eu tinha um mundo de chances para te dar, mas você desperdiçou todas.

- Pela milésima vez – ele segurou o rosto dela com as duas mãos. – Eu gosto de você, Kori. Eu quero você e toda vez que te olho sinto como se tivesse sido feito para você.

- Por que você não foi atrás de mim? Por que me humilhou e esfregou todas aquelas garotas na minha cara?

- Porque eu sou um idiota.

- Eu concordo. – ela sorriu, colocando as mãos nos ombros dele.

- Você merece alguém que te passe confiança e não alguém como eu, mas não aguento mais. Eu morreria para te ter nos meus braços, eu preciso de você como as flores precisam da chuva, e sei que você precisa de mim como os poetas precisam da dor para escrever uma poesia.

Estelar suspirou e beijou Asa Noturna mais uma vez, sem se preocupar se estava fazendo a coisa certa. Ele não perdeu tempo e colou seus corpos, beijando-a com tanta intensidade que seus lábios ficaram doloridos e mais vermelhos que o normal. Desceu as mãos para sua cintura e apertou de leve, suspirando ao tocar suas curvas acentuadas, que foram seu sonho de adolescente durante anos.

Ela arrastou o corpo pela parede, parando em frente à porta de seu próprio quarto, onde bateu com o cotovelo na fechadura digital, tentando colocar a senha para que pudessem entrar. Asa Noturna abriu o olho esquerdo e digitou a senha corretamente, segurando a cintura de Estelar com firmeza para que ela não caísse. Entraram aos tropeços no quarto e cambalearam até a cama, sem quebrar o beijo para olhar o caminho ou respirar. Ambas as coisas se tornaram superficiais quando o toque que compartilhavam provocava uma deliciosa queimação por seus corpos, então, quem precisava saber onde estava pisando quando o beijo era muito mais importante e indispensável para o momento?

Asa Noturna fez com que Estelar entrelaçasse as pernas em sua cintura e beijou seu pescoço com vontade, tomando liberdade de descer os lábios pelo decote da blusa de seda que ela usava. Ela soltou um suspiro baixo e fechou os olhos, jogando o pescoço para trás, para que ele tivesse mais contato com a pele exposta de seu peito. Entre beijos carinhosos, ele a sentou na cama e empurrou algumas almofadas cor-de-rosa para o chão, agachando-se ao pés de Estelar, que o olhou com curiosidade, sustentando seu olhar:

- O que foi?

- Você é a pessoa mais linda que eu conheço, mais pura.

- Obrigada, mas isso não é verdade. Existem várias garotas bonitas por aí.

- Não estou falando dessa beleza física. – ele riu baixinho, tirando a blusa que ela usava. – Você é a mais bonita nesse aspecto também, mas você é linda por dento. É boa, está sempre disposta a ajudar... Eu admiro isso.

- Você faz o mesmo.

- Não como você.

- Você é incrível, amig... Você é incrível, Dick. E eu gosto muito de você. – deu um beijo rápido em sua bochecha.

- Eu também gosto de você – a deitou na cama com delicadeza, e tirou a própria camisa. – Mais do que você imagina.

- Isso não vai acabar com a nossa amizade? – ela perguntou, vendo-o negar com a cabeça. – Eu quero você, Dick. Todo. Só para mim.

- Você já me tem, pode acreditar.

- Quero te ver como no dia em que fizemos a pegadinha – sorriu, maliciosamente. – Sem nada. – abriu o botão da calça dele.

- Você tem certeza? – ele segurou seu queixo, olhando em seus olhos. Ela concordou com a cabeça.

- Você promete que ainda vai estar aqui amanhã?

- Você promete?

- Prometo. – mostrou o mindinho esquerdo, sorrindo quando ele fez o mesmo.

- Eu também prometo. – beijou os dedos.

Estelar sorriu e tirou a calça, esperando que Asa Noturna fizesse o mesmo. Deitou-se outra vez e arqueou as costas para beijá-lo mais uma vez, enquanto sentia seus dedos no fecho de seu sutiã. Ele segurou seus seios com vontade e brincou com os mamilos, iniciando outro beijo quente, deixando sua língua lamber o céu da boca de Estelar, que ficava com a respiração mais pesada a cada toque. Quando ele substituiu o carinho das mãos em seus seios pelos lábios, ela gemeu alto, embrenhando os dedos em seus cabelos pretos, impedindo-o de se afastar e, consequentemente, aumentando as lambidas e chupadas em seus mamilos que já estavam completamente duros.

Ela aproveitou o momento e levou a mão esquerda de Asa Noturna até sua calcinha, passando seus dedos com cuidado pelo pano molhado e quente. Desta vez, ele gemeu. Sentiu um puxão em sua cueca e não precisou olhar para baixo para saber que seu membro estava ereto. Fechou um pouco as pernas para tentar ignorar o incomodo do pano em sua ereção e voltou sua atenção para a intimidade de Estelar, descendo sua calcinha até as canelas, de uma vez só. Ela segurou seu rosto e mordeu seu lábio inferior, chupando sua língua com força. Seus olhos estavam brilhando e o contato visual que fizeram aumentou o tesão que sentiam, fazendo com que ambos gemessem alto.

Asa Noturna brincou com o clitóris de Estelar e sufocou seus gemidos com beijos apaixonados e intensos. Engoliu em seco quando sentiu os dedos dela encontrando a cabeça de seu membro por cima da cueca e gemeu contra sua boca, incapaz de conseguir manter os movimentos que fazia em seu clitóris. Ela riu baixinho e tirou a cueca dele, finalmente tocando o pênis diretamente. Ele engasgou e respirou fundo, esforçando-se para não parar de masturbá-la.

- Eu estou pronta. – ela murmurou quando ele gozou pela primeira vez em sua mão. Ele balançou a cabeça negativamente e abaixou-se, tocando sua intimidade com a boca. Ela já estava muito molhada e não demoraria a chegar ao ápice, mas ele queria retribuir o prazer que ela lhe proporcionou. – Dick...

Ele ignorou e deu uma lambida lenta e forte em sua intimidade, segurando suas pernas com firmeza. Ela fechou os olhos e suspirou pesadamente, incentivando-o a continuar mais rápido e com mais intensidade. Os gemidos ficaram mais altos e ele sorriu, sem parar de lambê-la. Fez movimentos circulares com a língua e apertou sua bunda, brincando com ela. Estelar tombou em cima da cama e apertou a cabeça de Asa Noturna com as pernas, gozando em sua língua. Ele não parou de lambê-la até perceber que ela estava completamente limpa e levantou-se, beijando-a com paixão para que sentisse seu próprio gosto. Ela não era doce. Era diferente de tudo que ele havia provado e isso fez com que ele ansiasse por mais. E ele teria mais.

Passou as mãos pelo rosto de Estelar, secando o suor que começava a escorrer por sua pele. Ela deitou direito no colchão e sorriu confiante, como se estivesse dando um tipo de confirmação para que Asa Noturna concluísse o ato. Ele pegou uma camisinha na gaveta do criado-mudo, sabendo que ela guardava para Chris, e colocou a proteção, jogando a embalagem no chão. Posicionou-se em cima dela e a penetrou com força, mantendo o ritmo rápido, com estocadas fortes, que faziam a cama tremer e bater com força na parede. Estelar abriu os braços na cama e gemeu alto à medida que o sentia dentro de seu corpo, sem conseguir controlar o volume de sua voz. Tentou se lembrar das vezes em que transou com Chris, mas sua mente estava em branco, como se ela estivesse vivendo aquilo pela primeira vez. Como se Richard Grayson fosse o seu primeiro homem.

Secretamente, Asa Noturna se sentia da mesma forma que ela. Nenhuma das outras garotas com quem havia estado faziam diferença e ele se sentia quase inexperiente, com medo de fazer algo errado, com medo de machucá-la e não proporcionar o mesmo tanto de prazer que ela estava lhe dando. Balançou a cabeça para afastar os pensamentos e segurou os mamilos de Estelar de novo, sustentando o peso de seu corpo em seus seios. Diminuiu um pouco o ritmo de suas estocadas e a viu se acalmar, coisa que o fez ir mais rápido outra vez. Estelar gritou com a mudança súbita de velocidade e fechou os olhos, colocando as mãos por cima das dele, incentivando-o a brincar com seus mamilos.

Ele sentiu a veia de seu pênis pulsando e Estelar gemeu com o membro duro dentro de seu corpo. Seus olhos reviravam e ficaram brancos, enquanto vários gemidos consecutivos escapavam de seus lábios, que já estavam fracos e incapazes de reprimi-los. Ela soltou as mãos de Asa Noturna e segurou seu pescoço, puxando-o para um beijo e chegando ao seu ápice, deixando que seus fluidos o melassem dentro de seu corpo. Ele a segurou pela cintura e levantou a parte superior de seu corpo, entrando cada vez mais fundo em sua intimidade. Ela já estava mole em seus braços e ronronava de forma rouca com seus movimentos. O corpo de Asa Noturna pareceu pegar fogo e ele finalmente gozou, com o pensamento de que estava realizado passando vagamente por sua mente.

Estelar sentiu um sentimento de vazio quando ele saiu de dentro dela, mas não falou nada. Esperou que ele jogasse a camisinha fora no lixo do banheiro e sorriu quando ele se deitou ao seu lado na cama. Rolou até estar deitada em seu peito e fechou os olhos, ignorando sua pele que estava tão suada quanto a dela.

- Senti saudade de me deitar em você.

- Você pode deitar em mim sempre que quiser. – ele a abraçou pela cintura.

- Mas você não vai ficar com as costas doendo outra vez?

- Eu estou bem – cheirou o cabelo dela. – Quer que eu pegue a sua roupa?

- Para quê?

- Eu não sei se você tem vergonha ou... Sei lá.

- Eu não preciso de mais nada – ela o abraçou. – Estou feliz assim.

- Eu também, quero ficar assim para sempre.

Ela assentiu e mordeu o lábio inferior, pensando em sua vida e onde as coisas haviam chegado.

- Dick – o chamou, preocupada. – O que eu vou fazer com o namorado Chris?

- Eu não sei. – ele respondeu, enrijecendo o corpo.

- Nem eu. – deu vários beijos no pescoço dele. – Você quer mesmo ficar assim para sempre?

- Quero. Para sempre.

- Então prova.

- O quê?

- Prove que você mudou, que eu posso confiar em você, que você vai estar comigo como o namorado Chris.

- Eu não sei como fazer isso. – ele falou, aborrecido.

- Quer dizer que você não vai nem tentar?

- Eu não disse isso, mas realmente não sei como fazê-lo. Você me passa a impressão de que já tomou a sua decisão. Já escolheu um de nós.

- Eu gosto muito dele e temos uma relação sólida, mas eu também gosto muito de você.

- E é o suficiente?

- Se você me passar confiança, sim.

- Como assim?

- Em dezembro, você disse que gostava de mim, mas mudou de ideia no primeiro obstáculo e me deixou sozinha. Me fez ver como você estava feliz com outras garotas e deixou claro que não se importava comigo.

- Kori, você quer mesmo falar disso agora? Nós tivemos uma noite maravilhosa e vamos acabar brigando se continuarmos com esse assunto.

- Tudo bem, só pensa no que eu te falei. – ela deu as costas para ele, virando para o outro lado.

- Eu vou pensar – ele acariciou suas costas. – Prometo.

Estelar sorriu e virou para ele outra vez, pulando em cima de seu corpo e fazendo-o gemer de dor nas costas. Deu vários selinhos em sua boca e levou as mãos à sua virilha, passando os dedos de leve em seu pênis.

- Quanta animação. – brincou, mexendo no membro duro.

- Você me deixa assim.

- Ele é maior do que eu pensei ter visto, agora, o do amigo Garfield eu não vi de novo para ter certeza e...

- Eu não quero saber sobre o Garfield.

- Você quer dormir?

- Não... – ele afastou as mãos dela de seu corpo e desceu na cama até ficar perto de suas pernas. – Sabe, Kori... – pressionou o indicador direito em seu clitóris. Ela gemeu baixinho e abriu mais as pernas. – A noite só está começando.

Estelar respirou fundo e gritou alto com os toques dele, fazendo com que sua voz ecoasse pelo corredor da Torre e, mais uma vez, eles não se importaram se acordariam os outros.

Na cozinha, Ravena se encolheu com o grito abafado que chegou aos seus ouvidos e apertou a xícara de café que estava em suas mãos. Sim, café, nada de chá. Precisava de uma bebida que a mantivesse acordada para não acordar com gritos e gemidos de prazer – seu corpo já estava reagindo o bastante a luxúria que tomava conta da Torre, e ela sentia as emoções prazerosas de Asa Noturna e sua garota da noite. Sempre tinha sido capaz de bloquear tais emoções quando elas apareciam, mas chegou à conclusão de que sua mente estava pregando uma peça nela, por isso, não teve muito sucesso ao bloquear a luxúria de pessoas desconhecidas. Ela continuou sentindo um puxão no ventre e não sentia o prazer em si, mas a emoção ficava ali, lembrando-a de que ela também possuía desejos sexuais como qualquer outra pessoa.

Tomou um gole de café e fechou os olhos, pensando em como Estelar era sortuda por ter Chris e Cyborg por ter Eveline, o que possibilitou que eles ficassem fora da Torre enquanto Asa Noturna se divertia com desconhecidas. A porta da cozinha abriu e Mutano entrou, com uma toalha branca no ombro esquerdo, sem camisa e com o abdômen completamente suado, assim como seus cabelos azuis.

- Isso é café? – ele parou de andar quando viu o liquido marrom na xícara de Ravena.

- Uhum.

- E quantas xícaras você já tomou?

- Nenhuma.

- Quantas, coração?

- Cinco.

- Devo concluir que a situação está péssima para você – puxou uma cadeira e olhou para a empata. – Você nunca troca chá por café, a menos que esteja desesperada.

- Como você está lidando com os gritos e gemidos essa noite?

- Bem. Fui para a sala de treinamento quando ouvi o primeiro gemido rouco e fiquei lá até agora.

- Você não gosta de treinar. – ela arqueou uma sobrancelha. – É preguiçoso demais para isso.

- O que eu posso fazer? Lá tem um bom aparelho de som e a música não deixou os barulhos sexuais chegarem aos meus ouvidos extremamente sensíveis.

- Cyborg não arrumou o isolamento acústico até hoje...

- Ele deve ter se esquecido.

- Eu vou lembrá-lo quando o ver pela manhã. – Ravena se levantou e jogou o café na pia, fechando as pernas com força quando sentiu outro puxão no ventre.

- Você está bem? – Mutano perguntou, divertido.

- Estou.

- E o que aconteceu com as suas pernas?

- Nada.

- Nada? Elas estão tão fechadas que eu tenho certeza de que não está passando nem ar por aí.

Ravena corou e encarou os unicórnios de seu pijama, evitando o olhar de Mutano. Suspirou e deu de ombros, fingindo não se importar com o fato de que ele percebeu suas pernas bem fechadas. Ele andou até a lavanderia e pegou uma camisa preta limpa, vestindo-a antes de voltar para a cozinha. Olhou para Ravena mais uma vez e cruzou os braços, deixando que um sorriso brincasse em seus lábios.

- Você precisa sair daqui, não precisa?

- Como você sabe?

- Você está com a expressão “Ravena precisa sair daqui”.

- Eu não tenho isso, tenho?

- Tem. – ele riu. – Sobrancelhas juntas, olhar desesperado, lábios apertados... É como um pedido de socorro. Você usou essa expressão em todos os jantares na casa da Patrulha do Destino.

- E por que você não me tirou de lá?

- Só descobri o que significava depois de um tempo. Foi mal. – Mutano deu de ombros, ajeitando a camisa no corpo. – Então, o que vai ser? Vamos ficar aqui escutando esses gritos estridentes que estranhamente se assemelham aos da Kori ou vamos dar uma volta?

- Eu não sei.

- Eu não mordo, Rae.

- Você acha que a garota é ruiva como ela? – Ravena olhou para o teto.

- Provavelmente.

- Eca.

Mutano riu e continuou olhando para Ravena, esperando que ela se decidisse. Colocou as mãos nos bolsos da bermuda de tactel e ficou na ponta dos pés, completamente em silêncio. Ravena sustentou o olhar dele por alguns instantes e saiu da cozinha, deixando clara sua resposta: estava pronta para sair.

Foram para a garagem e entraram na Range Rover preta, que não demorou mais que dois minutos para estar fora da Torre. Mutano pegou uma das estradas que levavam a saída da cidade e ligou o aquecedor do carro, sentindo uma sensação confortável quando o ar quente esquentou suas pernas. Ravena encostou a cabeça na janela e ficou olhando para as luzes que ficavam para trás, prestando atenção em cada uma delas.

Sentiu que Mutano estava olhando para o seu rosto e fechou os olhos, fingindo cochilar. Percebeu que ele voltou a atenção para a estrada e suspirou aliviada, corando levemente. Manteve os olhos fechados por longos minutos, até sentir o carro parando. Abriu o olho direito e viu um McDonald’s pequeno, sem nenhum outro tipo de comércio ao redor. Mutano desceu e abriu a porta para ela, oferecendo uma mão para que ela pegasse. Foi ignorado e soltou uma risada nasalada, como se já estivesse esperando por isso.

- Um McDonald’s no meio do nada? – Ravena fez careta, olhando para o outro lado da estrada, que não tinha nada além de muito mato. – Sério?

- Não é só um McDonald’s no meio do nada, coração. – Mutano revirou os olhos, segurando-a pela mão. – É o melhor McDonald’s da região. Você nunca esteve aqui?

- Não.

- Nem eu, mas quis te impressionar.

- Não funcionou.

- Eu já estava esperando por isso.

- Vamos entrar ou não? – ela soltou a mão dele.

- Vamos. – ele hesitou por alguns instantes e ela saiu andando na frente, empurrando a porta que tinha um sino em cima para avisar que os clientes estavam chegando. Ela escolheu uma mesa longe das três que estavam ocupadas por caminhoneiros e pegou o cardápio, lendo-o com certa impaciência. – Parece que você se tornou o centro das atenções.

- Odeio ser observada.

- O que você queria? Seu pijama é cheio de unicórnios e seu cabelo está azul. Não posso dizer que você é o tipo de pessoa que passa despercebida.

- Falou a única pessoa do mundo que tem a pele verde.

- Eu não sou o único e você sabe disso.

- Grande coisa, Garfield.

- O Dick te deixou irritada mesmo, não foi?

- Se você não calar a boca e me deixar aproveitar esse silêncio, vou te mandar para outra dimensão.

- Eu não gosto de ultimatos.

- Eu não gosto de segundas-feiras, mas, infelizmente, elas acabam chegando.

Mutano ergueu as mãos e foi para o balcão da lanchonete, pedindo um hambúrguer para Ravena e uma caixinha de batatas, além de duas latas de Coca-Cola. Preferiu esperar no balcão, mas a olhou pelo canto do olho, e contou que ela suspirou cinquenta e sete vezes em cinco minutos e quatorze segundos. Pegou os lanches e voltou para a mesa, empurrando o hambúrguer e uma lata de refrigerante para o lado dela, enquanto comia suas batatas em silêncio.

- Acho que não vou poder sair com a Jillian da próxima vez que ela vier. – ele disse, casualmente.

- Então não saia.

- Outras pessoas diriam “por que não?”.

- Outras pessoas estariam interessadas. – Ravena mordeu o hambúrguer com força suficiente para que Mutano escutasse o barulho de seus dentes se chocando. Ele balançou a cabeça negativamente e tomou um pouco de Coca-Cola, olhando fixamente para a janela. – Desculpe.

- O quê?

- Eu fui grossa e estou te pedindo desculpa.

- Você está?

- Eu não vou falar outra vez.

- Tudo bem, só estou surpreso por te ver irritada desse jeito. – Mutano comeu mais algumas batatas. – O Liam fez alguma coisa?

- Não. O que te faz pensar que estou assim por causa dele?

- Namoros podem ser estressantes.

- O meu não é.

- Sorte sua. – sussurrou.

- O ar da Torre me deixou assim. – ela confessou. – Você não conseguiu “farejar” a luxúria?

- Nah. Estou tão acostumado com esse cheiro que não faz diferença para mim.

- Sorte sua. – o imitou. – Você sabe como os meus poderes funcionam, eu estava meio que...

Ravena parou de falar e Mutano arregalou os olhos, engasgando com a própria saliva. Sua pele adquiriu um tom mais escuro de verde e suas bochechas ficaram quase vermelhas. Ele riu alto e bateu uma mão na outra, atraindo a atenção das outras pessoas que estavam na lanchonete.

- Você sentiu o que eles estavam fazendo?

- Eu senti a luxúria que saía deles.

- E...?

- Isso me deixa com vontade de fazer o mesmo.

- Você sente prazer?

- Não. É tudo muito indireto e superficial, mas sinto alguma coisa grande o bastante para me incomodar.

- Meu Deus, Rae – ele arrastou a cadeira para perto dela. – Eu não tinha ideia. – abraçou seus ombros. – Sinto muito.

- Pela primeira vez estou feliz por você ter aparecido.

- Awn, eu posso lidar com isso.

- Obrigada por me tirar de lá.

- Obrigado por não tomar mais café, o cheiro me dá vontade de vomitar.

Ravena abriu um sorriso pequeno e afastou o braço de Mutano de seus ombros da forma mais delicada que conseguiu. Ele se sentiu ofendido, mas disfarçou bem, fingindo uma coceira repentina no nariz.

- Como você está? – ela perguntou, distraidamente.

- Normal.

- Péssima resposta.

- Por quê?

- Normal é uma ilusão, Garfield. O que é normal para uma aranha é o caos para uma mosca.

- Acho que estou cansado, sabe? Treinei muito e meu corpo se esgotou muito rápido.

- Você parece com sono.

- Isso também. – ele suspirou.

- Os gemidos te acordaram?

- Eu não tinha sequer dormido.

- Ainda não?

- Não.

- O que você estava fazendo acordado tão tarde?

- Não consegui dormir, falta de sono, pesadelos...

- Pesadelos?

- Percevejos.

- O quê?

- Eu disse percevejos. – ele mentiu. – Meu quarto está lotado.

- Vamos ter que usar um inseticida?

- Não, eu me resolvo sozinho.

- Tem certeza? – ela franziu o cenho.

- Tenho. – ele bocejou e deitou a cabeça na mesa, fechando os olhos. – Vamos ficar aqui até de manhã, certo?

- Provavelmente.

- Me acorde quando o dia amanhecer – pediu. – Talvez eu não sonhe com mais pessoas por perto. – murmurou.

- Tudo bem – Ravena passou a mão esquerda pelo cabelo dele, fazendo um cafuné rápido. Deitou a cabeça na mesma posição que ele e encarou seus olhos verdes, sorrindo sem mostrar os dentes. – Obrigada por me tirar da Torre.

- Não precisa agradecer, coração.

Ravena assentiu e fechou os olhos, tirando a mão do cabelo de Mutano. Ele bufou e pegou a mão dela, colocando-a em sua cabeça outra vez. Apertou seus dedos para que ela voltasse a fazer o cafuné e riu quando a viu com as bochechas coradas. Fechou os olhos e se concentrou no carinho, adormecendo poucos minutos depois, de um jeito que ficou até o dia amanhecer.


Notas Finais


Chora nããããããão coleguinha!!!!!
Comentem :)


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