História Where is my daughter? - Harry Styles - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags Harry Styles, One Direction
Exibições 205
Palavras 1.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Iniciada em: 11/10/2016

Capítulo 1 - Capítulo 01


Se me perguntassem como era minha vida eu diria bem. Por mais que ela nunca esteve, não gosto de preocupar as pessoas. Quando eu olho para trás por tudo o que eu já passei me surpreendo por continuar viva e não ter jogado tudo para cima e desistido, por mais que às vezes estive a ponto de fazê-lo.

Alguns anos se passaram e eu não tive noticias mais de minha ‘família’, não que eu me importasse, longe disso, mas no primeiro mês eu ainda tinha esperança que alguém viria atrás de mim e me pediria desculpa, o que nunca veio. Mas eu não podia querer isso. Eu fugi de todos para um lugar onde ninguém me encontraria.

Tinha prometido a mim mesma que nunca pisaria nessa cidade, e aqui estou eu, na cidade onde tudo começou. Lembranças me atingem como socos, tento livar-me delas falhando miseravelmente.

Em cada rua é como se um pedaço da minha terrível historia me cercasse. A alegria das pessoas me atinge de maneira incômoda. As crianças brincando na rua fazem as lágrimas que estava segurando rolarem por meu rosto. A cidade nunca pareceu tão grande.

Limpo o rosto nas mangas da blusa que vestia e encosto minha cabeça no vidro fechando os olhos.

- Chegamos- a voz de Harry surge no carro silencioso e abro meus olhos calmamente. Olho para o hotel ao meu lado e suspiro. Harry aparece no meu campo de visão e abre a porta. Saio do veiculo e ando ate o porta-malas do mesmo onde estavam nossas malas.

Assim que estamos com nossas malas em mão, vamos até a recepção do hotel e Harry apresenta os documentos necessários para liberar o quarto que reservamos. A recepcionista entrega-nos a chaves e diz qual o caminho, agradecemos e arrastamos nossas malas até o elevador.

O hotel tinha três andares com quatro quartos em cada andar. Como a cidade era pequena e não tinha muitos eventos, não tinham hotéis com muitos quartos e os poucos que tinha por aqui não era muito movimentado. O que estamos hospedados esta localizada no centro da cidade. De frente á uma praça.

Coloco a mala do lado da porta assim que a mesma é aberta e caminho até a pequena sacada do mesmo. Como hoje é sexta-feira, as pessoas tem o hábito de chamar seus amigos e irem para a praça, e aqui estão eles. Alguns adolescentes estavam espalhados por todo o lado com suas turmas.

Lembro quando chamava alguns amigos para tomar sorvetes e sentarmos nos banquinhos para jogar conversa fora enquanto nossos pais iam à missa.

Sinto um par de braços quentes me abraçarem por trás e sorrio minimamente sentindo sua respiração no meu pescoço.

- Boas lembranças?- murmura.

- Algumas- falo no mesmo tom e me viro ficando de frente com seu largo corpo. Levo minha mão ate sua nuca e beijo levemente seus lábios. Paro o beijo com alguns selinhos e encosto minha cabeça em seu peito.

- Vem, vamos tomar um banho- pega em minha mão depois de um tempo olhando a sua volta, e vamos para dentro.

(...)

- Com morango e chantilly- peço e pago voltando para a mesa assim que pego a senha. Se tem uma coisa que eu amo aqui, essa coisa é açaí. Fazia tempo em que eu não comia.

O estabelecimento estava cheio e tinha algumas garotas que olhava para Harry descaradamente e murmurando alguma coisa para a amiga ao lado deixando o mesmo desconfortável.

- O que tem de errado comigo? Não param de me olhar- resmungou me fazendo rir baixo.

- Estão admirando sua beleza- brinquei.

- Engraçadinha- ironizou aproximando sua cadeira da minha e passando seu braço por meu ombro.Com a mão livre pega seu celular e confere as mensagens que havia chegando enquanto estávamos no hotel e responde para serem enviadas assim que estiver conectada a rede.

Nossa senha é chamada anunciando que nosso pedido estava pronto, me levanto e entrego o pedaço de papel confirmando e volto para mesa, antes de chegar à mesma sinto alguns olhares sobre mim, observando em volta pude ver alguns garotos me olhando maliciosamente. Caminho mais rápido ate a mesa chamando atenção de Harry assim que me sento o fazendo largar o celular.

- Experimente- incentivei. Harry pegou a colher e levou uma pequena quantidade a boca fazendo uma cara de desagrado- Na primeira vez parece ser ruim. Tente mais uma vez- aconselho o vendo levar mais algumas colheres à boca e rindo de suas reações.

(...)

- Isso foi gostoso- admitiu assim que saímos do estabelecimento e caminhávamos de volta ao hotel. Seus braços esta mais uma vez sobre meus ombros e o meu em sua cintura nos mantendo o mais perto possível.

- Foi sim- murmuro e fazemos o resto do caminho em silencio apenas observando as pessoas que tinham por ali.

Chegando ao hotel fomos para nossas malas e pegamos nossos pijamas nos trocando e pegando nossas escovas de dente e pasta indo para o banheiro. Como chegamos hoje na cidade depois de longas horas de viagem nossos corpos estavam exausto.

Depois que chegamos ao hotel e tomamos banhos, descemos para o jantar e resolvemos dar uma rápida passeada parando apenas na loja de açaí.

Harry estava com os olhos quase fechando por si só. Não podia o culpar, ele esta fazendo isso tudo por mim.

- Boa noite querida- murmurou depois de um longo bocejo e me deu um rápido beijo arrumando seu corpo e esticando seu braço para que eu pudesse encaixar-me.

- Boa noite- apoio meu rosto em seu peito e puxo as cobertas cobrindo nossos corpos, logo dormindo.

(...)

Abro meus olhos e estou em um lugar escuro e com um cheiro desagradável. Minha cabeça dói e parece que tudo gira. Alguma coisa quente escorrega pela lateral de minha testa. Tento levar minha mão até lá mas as mesmas se encontravam amarradas me fazendo desesperar.

Forço minha vista e audição em uma tentativa de descobrir onde estou. Tem uma pequena janela que escapam alguns raios de luz mas não iluminavam o bastante para me ajudar a localizar.

Luzes se acendem me cegando por alguns segundos, forçando-me a fechar os olhos com força. Quando os abro novamente desejei nunca ter o feito.

O cômodo tinha sangue pelas paredes em formatos de pequenas mãos. Tinha brinquedos quebrados, bonecas ensanguentadas e sem cabeça por toda parte. Forço minhas mãos em uma tentativa falha de me soltar.

Choro infantil podia ser ouvido de forma torturante, porém, eram abafados com meus soluços.

A porta é aberta e um homem encapuzado aparece em meu campo de visão. Sua roupa era toda preta assim como seu calçado, capuz e seu óculos. Era impossível o reconhecer.

O desconhecido dá um par de passos para trás e logo volta com um pequeno corpo em sem ombro o colocando em meu colo.

No peito da criança tinha um buraco ensanguentado. Não precisava tocar para constatar que o pequeno corpo em minhas pernas estava sem vida. E não precisava ser um gênio para adivinhar que era uma menina. A minha menina.

- Sophie- ouço uma voz distante me chamar e meu corpo ser chacoalhado – Sophie, acorda- um choque de realidade me atinge e obrigo meus olhos se abrirem. Meu corpo tremia. Lagrimas desciam descompassadas pelo meu rosto – Ta tudo bem. Foi só um pesadelo- aperto mais seus braços contra mim e descanso minha cabeça em seu peito.

Não estava tudo bem. Nunca esteve.

Sempre tinha sonhos com crianças ensanguentadas e tinha medo se um dia isso virasse realidade. Não queria segurar o corpo de minha filha sem vida em meus braços.

- Vem, vamos voltar a dormir- aconselhou depois que estava mais calma me puxando para deitar novamente em seu peito. Fico alguns minutos tentando ao máximo afastar o pesadelo de minha mente para conseguir dormir novamente.

(...)



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