História Where Live Fools - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Thor
Personagens Fandral, Frigga, Lady Sif, Loki, Odin, Personagens Originais, Thor
Tags Bromance, Loki, Mpreg, Romance, Thor, Thorki, Thorxloki
Exibições 639
Palavras 3.649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei! Esse capítulo ficou bem cheio de informações, mas é como eu tinha dito. A história de Odin, Vili e Vé não é o foco então eu só resumi mesmo.
Boa leitura!

Capítulo 5 - The Black Wizard


Fanfic / Fanfiction Where Live Fools - Capítulo 5 - The Black Wizard

Um jovem príncipe avança contra o líder Orc que lhe ousou desafiar e suas investidas certeiras contra a criatura terminam por arrancar-lhe a cabeça horrenda. O loiro então levanta o machado que sempre o acompanhara em todas as batalhas e urra vitorioso ao ver seu inimigo completamente destruído por seu exército. Nenhum Orc nunca mais tentará se aproximar das fronteiras de Asgard novamente. E o príncipe regozijava-se pelo incrível feito. Afinal nenhum ser em consciência tentaria ter com Vé, filho mais velho de Bor, o destemido guerreiro Aesir, senhor do fogo, detentor de Kaëzir, o machado de ouro, e Biröntr, o escudo feito de mil estrelas cadentes.

Ele era o herdeiro preferido ao trono e o grande herói de Asgard desde que chegara à maior idade. Sempre rápido, sagas e feroz em seus ataques. Não havia um só guerreiro que pudesse vencê-lo no campo de batalha. Nem tão pouco algum corajoso que ousasse entrar em seu caminho. Principalmente quando o assunto eram as mulheres. Vé era um conquistador e nunca aceitava perder um desafia. Por maior que ele fosse. 

Não que levar uma donzela fosse algo difícil para o príncipe. Naquela mesma noite em que decepou a cabeça de Traptas, o líder orc, levou duas ou três para um quarto sem se importar com os comentários que rolavam soltos pelas bocas asgardianas. Talvez fosse por esse motivo que Odin, irmão do meio de Vé, ficasse tão irritado. Não que o rapaz de cabelos dourados e olhos azuis cinzentos tivesse inveja do mais velho. Ele só não gostava que seu irmão ignorasse tanto seus próprios soldados mortos ou lesionados. Afinal, eles também eram pessoas e mereciam um pouco da atenção de seu general e futuro rei.

Mas ao invés disso, era Odin, ás vezes acompanhado de Vili, que descia até a grande enfermaria que ficava nos fundos do palácio e conversava com os feridos ou os parentes de algum falecido soldado. Enquanto o futuro rei bebia, dançava, fodia algumas mulheres e ficava incapaz de dizer seu próprio nome pela manhã. 

Naquele momento Odin cruzava os corredores que ficavam cercados por paredes de vidro e cortavam o antigo jardim de sua mãe Bestla, que faleceu alguns anos depois do nascimento de Vili. Odin tinha apenas oitenta anos na época, que seria algo como oito anos na idade dos midgardianos. Já Vé contava com seus cento e doze anos. 

Odin se lembrava que foi com a morte da rainha que muitas coisas mudaram no castelo. Bor, pai de todos, rei de Asgard, se fechou em um mundo basicamente dele. Não que o velho rei se importasse com Bestla. Claro que ele nunca havia amado a esposa, eles nem ao menos dividiam o quarto. Talvez por interesses políticos, mas só. Bor, na verdade, se fechou completamente apenas para os filhos, que ainda eram crianças e tinham importância quase nula. 

Mas, por fora, o rei nunca tinha estado melhor. Eram tantas amantes que dava preguiça de contar. Festas aos montes e vez ou outra ele saia para conquistar aqui e ali. Ele só voltou a ser pai novamente quando Vé se tornou oficialmente homem. Sabia lutar, sabia comandar exércitos e ganhou suas armas encantadas. Contudo, não era fácil assim convencer o pai de todos sobre a capacidade de reinar.

Bor era um pai ausente e não amava nenhum deles, mas ele não era nem tolo e nem injusto. Sabia reconhecer defeitos e qualidades, sabia julgar e sabia que o poder não pode estar nas mãos de qualquer pessoa. Se Vé ganhava em coragem, destreza e ferocidade, Odin ganhava e honra, sabedoria e paciência e Vili ganhava e bondade, leveza e compaixão.

Odin suspirou. Eles eram bons juntos. Isso quando Vé não era idiota e deixava as piores partes para ele. Mesmo que o príncipe já tenha visto a mesma cena um milhão de vezes, já tenha dito praticamente as mesmas coisas ainda era terrível encarar famílias de soldados mortos ou seus homens com partes do corpo danificadas. Entretanto, Odin nunca deixou de ir lá uma vez sequer. Era como uma necessidade em confortar quem perdeu um ente querido ou quem está tão perdido que não sabe o que fará depois.

Odin entrou pela grande porta de cor palha e parou observando ao redor. A enfermaria tinha ficado bem cheia daquela vez. Tinham macas para todos os lados e os curandeiros rodavam de um lado para outro com toalhas brancas e limpas, cobertores, placas de forja de almas e até carregavam algumas macas que remanejavam de lugar.

La no fundo, bem no canto, tinha uma família. Na verdade eram apenas quatro pessoas, uma senhora com os cabelos brancos que vestia um vestido longo e fechado escuro. Uma mulher mais jovem com os cabelos num loiro cintilante que parecia chorar compulsivamente, um garoto com o cabelo loiro escuro e de semblante sério e uma moça que estava de costas. Ela vestia o uniforme das enfermeiras e seu corpo chacoalhava de leve delatando seus soluços incontidos.

Odin se aproximou da família devagar e parou um pouco ao longe. Ele não queria se meter naquele momento que era tão intimo, mas seu coração doía pelo pesar de vê-la naquele estado. Então ele ficou parado, esperando. Até que o garoto se virou para o lado, o viu e apontou em sua direção.

A moça, tão bela como as flores do início da primavera, se virou ainda chorando e foi até ele para que se encolhesse nos braços de seu melhor amigo.

- E-eu sinto muito, Frigg. Eu... - Suspirou e fechou os olhos. - Desculpes. 

- N-não foi c-culpa s-sua. - Disse ainda derramando suas lágrimas no ombro do príncipe. - E-ele que era um t-teimoso. Ele n-não devia t-ter i-ido. Se t-tivesse me escutado...

- Shiii... Tudo bem. Eu sei. Sinto muito. - Abraçou a moça com mais força e olhou para a família dela.

A mulher de cabelo branco era Fleur, avó de Frigga e mãe de Jord, pai dela. Já a outra mulher e Igrid, mãe de Frigga e Freyr. Odin já sabia quem eles eram graças as muitas histórias que ouviu da jovem curandeira de Eir. Mas ele nunca tinha visto nenhum deles até aquele triste dia.

Do outro lado da cidade o clima era completamente inverso. Balder já virava o segundo grande chifre de búfalo lotado de hidromel ao som de gargalhadas e urros entusiasmados de seus soldados mais próximos e das messalinas mais belas.

Repousou o chifre sobre o balcão de madeira com força fazendo um baque surdo na superfície.

- Mais um! - Gritou sentindo o leve efeito da bebida começar a mexer com seus sentidos.

Seus soldados e amigos gargalharam e ergueram suas canecas em saúde ao príncipe. As meretrizes que já faziam seu trabalho servido os honrados soldados do rei sorriam e rebolavam ao som da música animada cantada em gaélico pelos homens que bebiam à vontade. 

Duas mulheres, as mais bonitas presentes alí, se aproximaram do príncipe que já tinha uma caneca pela metade na mão. Uma delas lhe sorriu e sentou-se na perna do guerreiro antes de capturar os lábios do homem com desejo. A outra também se sentou no colo do homem e acariciou seu peitoral coberto pela cota de malha antes de ser beijada pelo mesmo.

Horas depois, Vé acordava num dos pequenos quartos daquela espelunca no meio das duas prostitutas que o satisfizeram na noite anterior. E o motivo de seu despertar era um jovem de pele bronzeada, olhos azuis puros e cabelos castanhos claros que não teve dó ao escancarar as cortinas e abrir as janelas para que o sol lascivo de Asgard preenchesse o cômodo.

- Bom dia, irmão! Teve uma noite... proveitosa? - Perguntou com um olhar pouco inocente.

Vili era praticamente um adolescente ainda, mas não havia qualquer rastro de inocência naquela mente. Ele era um pequeno depravado.

- Muito. - Vé disse se espreguiçando na cama.

- Que ótimo! Agora acordem suas putas! - Gritou o príncipe mais novo batendo palmas para que as mulheres despertassem. - Vocês já fizeram seu trabalho! Saíam já!

As mulheres acordaram e começaram a apanhar suas roupas pelo quarto antes de sair para o corredor e deixar seus soberanos sós.

- E então? Gostou do presente? - Perguntou sorrindo.

- O que dizer sobre isso... Foi uma foda muito revigorante? - Vé perguntou irônico enquanto vestia as calças.

- Ah, você deve ter uma palavra mais criativa para as horas que passou com Erym e Arym.

- Talvez tão criativas como os nomes delas. - Vé ironizou.

- Poxa irmão! Eu me desdobro para achar uma puta que preste pra você e é assim que me agradece?

- Tudo bem! Diz o que você quer logo.

- E quem disse que eu quero alguma coisa?

- Essa sua boa vontade em me trazer diversão é bem suspeita irmãozinho.

- Credo Vé! Eu só queria te agradar.

- Conta outra Vili. Eu te conheço desde que nasceu. Diz logo!

- Tá bem. Já que é assim. - Vé revirou os olhos. - Preciso falar com ele.

- Papai já disse que não quer que você o veja.

- Ah, foda-se o papai! Ele não esteve aqui durante meus últimos cento e dezoito anos. Não pode simplesmente me proibir de viver.

- Vili, isso pode ser perigoso. Você é só um garoto...

- E qual o problema?! - Perguntou com a raiva lhe tomando. - Só por eu ser diferente de você e Odin tenho que ser tratado feito criança?! Eu tenho direito de amar quem eu quiser!

- As coisas não funcionam assim Vili! Isso é errado! Já falamos sobre isso! Eu não quero ser grosseiro com você, mas essa coisa é... nojenta!

- Então é isso que você pensa de mim? - O rapaz perguntou já com lágrimas inundando seus olhos. - Nojento?

- Eu não quis...

- Quis sim. Não minta, você quis! - Vili fungou e respirou fundo. - Desculpe ter vindo até aqui.

Vili sentenciou olhando o irmão com mágoa e saiu ainda com lágrimas nos cantos dos olhos. Por que era tão difícil para ele e seu pai entenderem que amor era amor. Vili até sabia que o único que lhe ajudaria era Odin, mas o irmão do meio tinha tanto prestígio na corte quanto um simples quarda.

Só que não dava mais para esperar. A saudade dele doía como uma ferida aberta no peito do jovem príncipe. E se não houvesse outra solução, ele iria embora com seu amor.

Dias se passaram e o redemoinho de acontecimentos torturou e instabilizou todos os laços da família real.

Odin ouviu e resolveu apoiar Vili. Ele amava seu irmão mais novo e queria vê-lo feliz. Tramaram juntos um plano para que o rapaz encontrasse o soldado que tanto amava e também uma possível fuga dos dois para um outro planeta. Mas Vé ficou desconfiado. Ele percebeu que Vili parecia mais alegre e tinha um brilho estranho nos olhos.

Para averiguar, Vé foi até o lugar onde certamente encontraria Odin, mas ao invés desde, contemplou a visão de um anjo de cabelos dourados e olhos esverdeados. Daquele momento em diante a alegria repentina de Vili ficou esquecida e Vé passou a cortejar a moça que lhe enfeitiçou. E tal donzela era Frigga. E mesmo que não correspondesse ao príncipe mais velho vivia sendo perseguida por ele.

O que Vé não contava era presenciar a cena de uma Frigga sorridente e seu irmão passeando juntos pelos jardins do fundo do palácio. Contava muito menos com o beijo que trocaram quando o sol se punha às suas costas.

Ódio atingiu o príncipe em cheio. Ele se tornou outro depois daquilo. Sua conduta piorou mais ainda ao ouvir Odin anunciar seu noivado com a jovem.

Depois das comemorações do noivado de Odin, Vili finalmente se encontrou com seu amado sob a proteção de Odin. Mas resolveram não fugir de imediato. As coisas no palácio estavam aparentemente tranquilas e seria mais fácil dos dois amantes se verem antes de tentar falar com Bor novamente.

Mas as aparências enganavam aos dois felizes irmãos. Inebriados pela paixão, não notaram que Vé sumira dos treinos  ou que suas roupas se tornavam negras, sua pele pálida, seus olhos opacos e a aura que circundava seu corpo se tornava cada vez mais pesada.

Dois meses se passaram e o dia do casamento de Odin estava próximo. Vé não aguentava mais ver toda aquela felicidade nos olhos de Odin.

Foi então que tudo desabou de vez. Vé o desafiou pela mão de Frigga. Eles duelaram e o mais velho ganhava disparado a luta. Mas antes do golpe final um objeto brilhante caiu perto de Odin. Era um martelo de brilho curioso e visivelmente pesado. Odin o pegou e acertou Vé com o martelo.

Daquele momento em diante a briga seguiu empatada. Vé golpeava Odin com toda força que tinha, mas o príncipe mais novo parecia cada vez mais forte. Foram assim até que o martelo escapou das mãos de Odin.

- Irei te destruir com sua própria arma irmão. - Vé se aproximou do martelo e tentou erguê-lo. Mas o objeto nem se moveu. Era impossível tirá-lo do chão.

Aproveitando a distração de Vé, Odin se levantou e golpeou o mais velho o fazendo cair.

Odin podia tê-lo matado. Mas não faria isso ao próprio irmão. Depois da derrota humilhante, Vé saiu do palácio e se isolou na floresta que ficava aos arredores do reino. Ele passou dias naquele lugar desabitado fazendo crescer ainda mais seu ódio. No castelo, Vili e Odin sentiam cada vez mais a falta do mais velho. Eles queriam seu irmão junto deles. Eram uma família e as diferenças tinham que ser superadas.

Um dia antes do casamento de Odin, os dois príncipes resolveram ir até o lugar onde Vé se escondeu. Procuraram pela floresta uma antiga cabana que os garotos usavam como esconderijo quando criança.

Quando acharam Vili sorriu entusiasmado, mas Odin sorriu amarelo um pouco receoso. Ele tinha a impressão de que alguma coisa muito ruim aconteceria. Vé não era de aceitar derrotas e provavelmente pularia em seu pescoço assim que o visse. Mas isso não aconteceu.

Naquele dia os irmãos apenas conversaram e se acertaram. O coração de Odin se alegrou quando Vé lhe abraçou e disse que voltaria para casa. O mais velho até pediu perdão aos mais novos por suas atitudes egoístas. Eles acreditaram na mudança de Vé e voltaram com a alma leve e felizes. Mas tudo não passava de pura ilusão. 

Vé voltou ao palácio tratando à todos de maneira diferente. Ele falava com educação com todos, não levava mais nenhuma mulher para cama e não bebia como antes. Participou do casamento de Odin e ficou ao lado dos irmãos durante a cerimônia. Sorria e parabenizou o casal desejando felicidades. 

No entanto, quando estava só nas sombras de seu quarto as máscaras caiam e o príncipe assumia a aura tenebrosa que agora lhe fazia companhia. Vé ficava cada vez mais obcecado com a ideia de destruir Odin. Mesmo que custasse sua vida ele o destruiria. 

Tal obsessão o levava aos extremos. Vé seguia e vigiava Odin todos os dias. Aprendia sobre seus hábitos e aos poucos descobria todos os segredos que envolvia o mais novo. Na solidão de seus aposentos, planejava como o destruiria. Ele não queria apenas matar Odin. Queria que o outro sofresse e implorasse por clemência.

No final de um mês, Vé perdera completamente a sanidade. Nada que ele pensava parecia bom o suficiente para dar uma lição em Odin. Nada, até que aquela ideia lhe veio. 

Vé convocou as criaturas das sombras. Entre elas estava Hella, deusa suprema da morte. Ele pediu que tais criaturas lhe dessem um poder imensurável em troca da sua e da alma de seu irmão.

Algumas criaturas foram contra, como Hella. Mas outras se mostraram entusiasmadas com a possibilidade de controlar um asgardiano. Principalmente por ele ser um príncipe.

Vé conseguiu seu pacto e armou cada detalhe de seu plano com perfeição. 

No dia que estava preparado para destruir Odin, Vé o seguiu e o isolou em uma parte sombria da floresta depois de o atrair para lá. Para isso, sequestrou Frigga e a escondeu na cabana. Foi um alvoroço. Odin estava nervoso e mandou vários homens procurarem por todos os lugares. 

Durante a confusão, Vé encontrou a oportunidade perfeita para começar a segunda parte do plano. Ele fingiu encontrar uma pista nos aposentos da nova princesa e mostrou à Odin, que sem nem pestanejar saiu castelo à fora entrando na floresta. Com novas pistas falsas que surgiam pelo caminho e usando sua máscaras de preocupação. Levou Odin até aquele lugar distante e escuro. Era hora de executar de vez o plano.

O que Vé não contava é que Vili, que estava namorando seu amante escondido entre as árvores  na trilha que os dois passaram, resolvesse os seguir para ajudá-los. Ele foi um pouco mais devagar que os dois mais velhos. Graças ao seu namorado que o agarrava e o beijava de vez em quando. 

Na hora que o caçula chegou mais perto dos dois, tudo aconteceu muito rápido, mas para Vili foi como presenciar uma sena em câmera lenta. Vé se preparou para lançar um feitiço. O caçula nunca tinha comentado com ninguém, mas ele conseguia sentir quando alguém usava magia. Até mesmo nele próprio conseguia sentir um pouco de poder. 

Naquele momento o jovem Vili não pensou em nada. Apenas se jogou na frente de Vé e recebeu o feitiço por Odin. Não foi algo planejado, ele apenas agiu por impulso e caiu no chão tendo todo o corpo sendo rasgado pelo feitiço fulminante do irmão mais velho.

Odin viu aquilo acontecer inacreditado. O amante de Vili correu até ele e se ajoelhou próximo ao corpo do rapaz com lágrimas grossas escapando aos olhos. Ele segurava o corpo do amado com cuidado e ao mesmo tempo com força o enlaçando em um abraço que transbordava desespero. 

Vé olhou o menor definhando sobre a terra úmida daquele lugar esquecido por todos, mas não conseguia sentir um mínimo de culpa e arrependimento. Se por Odin sentia raiva, por Vé sentia nojo. Principalmente ao ver a cena do irmão caçula sendo agarrado por um homem mais velho que ele que chorava feito uma criança. 

Com esses pensamentos, o mais velho sorriu e depois começou a gargalhar de forma medonha. Completamente insano. Odin já tinha Mjölnir nas mãos e olhava para Vé com magoa, raiva, culpa, pena, ódio, incredulidade, todos misturados.

- Menos uma aberração no mundo! - Exclamou entre o riso.

- Aberração? Ele é nosso irmão!

- Ele era. - Sorriu maldoso.

- Dessa vez você ultrapassou todos os limites!

- Ora Odin, sejamos práticos. Eu quero você morto, Vili foi lucro, e como pode perceber eu tenho algumas... Vantajens. - As mãos de Vé adquiriram um brilho vermelho que depois foi lançado contra Odin. Mas este se defendeu com a ajuda do escudo do amante de Vili que agora estava de pé e com a espada em punho.

- Obrigado Thorin. - O Homem acenou com a cabeça e se pre parou para atacar Vé.

Os dois brigavam contra o novo feiticeiro, mas a vitória era incerta. Vé estava poderoso como nunca, atacava Odin com precisão e em um movimento rápido lançou um feitiço ainda mais forte que o que acertou Vili. Mas num reflexo surpreendente, Thorin o protegeu e foi atingido no lugar de seu príncipe. Este caiu praticamente morto próximo ao corpo de Vili. Odin pode ver o exato momento em que a cabeça do soldado se virou devagar e seus olhos vidrados no rosto do mais novo soltaram uma única lágrima antes de seu último suspiro.

Era uma cena tão triste que o coração de Odin se apertou. Seu irmão e Thorin se sacrificaram por ele. Nem acreditava que aquilo estava mesmo acontecendo. Parecia um pesadelo horrível e tudo o que queria era acordar. Ver Vili andar feliz pelos corredores do castelo por causa das fugidas com Thorin na noite anterior, Frigga trabalhando nas salas de cura do palácio ou ensinando as novatas algum feitiço e Vé treinando no pátio como gostava de fazer sempre. Mas a gargalhada cruel do outro o trouxe de volta e lhe mostrou que tudo aquilo era a mais pura e indiscutível realidade.

- Que lindo não. Juntos na vida e na morte.

- Você irá pagar caro por isso Vé. - Sentenciou Odin antes de sentir uma energia estranha circundar seu corpo.

Era como se tivesse se tornado uma marionete. Seus movimentos e palavras eram automáticos. Odin atacou Vé com uma força que não parecia vir dele. Derrubou o mais velho e subjugou. Novamente poderia matá-lo, mas não fez. Ao invés disso uma voz que falava em sua mente e saia firme e fria por seus lábios condenou o mais velho ao esquecimento em uma prisão tão profundamente enterrada sob a terra que Vé jamais veria o sol. Os próprios poderes do mago negro circundaram seu corpo e o arrastaram para o interior de Yggdrasil. 

 Odin, ou a energia que o tomou olhou para o lado vendo os corpos sem vida de seu irmão e Thorin e ergueu as mãos em direção aos dois que em pouco tempo foram rodeados por uma luz branca muito forte. Viu que Vili e Thorin tinham um destino entrelaçado e suas missões não haviam chegado ao fim. A energia emanada de Odin os guiou pela luz para que não se perdessem no caminho. Apesar de saber no fundo da mente que a alma de Vili não voltaria tão rapidamente quanto a do outro.

Os tempos mudariam dali para frente, Odin sabia. Só esperava ser sábio e paciente par esperar os tempos de calmaria retornarem. Afinal, Vé voltaria mais uma vez. Esses formam os últimos pensamentos de Odin antes de perder a consciência e as lembranças daquele momento estranho.


Notas Finais


Quem mais achou o Vili um lindo! Na minha cabeça ele é um fofo com a personalidade parecida com a de alguém... será? Num sei. Até o próxima!
Beijinhos doces!


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