História Where Live Fools - Capítulo 9


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Categorias Thor
Personagens Fandral, Frigga, Lady Sif, Loki, Odin, Personagens Originais, Thor
Tags Bromance, Loki, Mpreg, Romance, Thor, Thorki, Thorxloki
Visualizações 688
Palavras 2.345
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olááááá! Tô tão Happy! Passei no vestibular! Ohooooo
Bora ler...

Capítulo 9 - Negotiations


Fanfic / Fanfiction Where Live Fools - Capítulo 9 - Negotiations

Narrador

O salão dourado onde ficava Hlidskialf, o trono de Odin, estava notoriamente cheio com os conselheiros, generais e lordes do reino. Todos estavam ali observando Laufey cruzar o corredor coberto por uma tapeçaria de veludo vermelho e fios de ouro com passadas firmes e elegantes enquanto era seguido pela comitiva dos membros mais importantes da corte de Tarfin e alguns poucos soldados que faziam a escolta da família real. 

Alguns especulavam baixinho sobre o motivo da vinda do soberano e o quanto o príncipe de Tarfin se assemelhava à um dos príncipes de Asgard, outros apenas admiravam a beleza quase esquecida da raça pura Jotun. Para muitos, o evento que se seguia diante daqueles olhos curiosos e deslumbrados era surpreendente. "Os Jotuns foram extintos quando os gigantes de gelo invadiram Jotunhein", era o que se dizia em cada canto dos nove reinos. Mas ali estavam eles, altivos, fortes e belos, como nenhuma outra raça conseguia ser.

No entanto, Odin não sentia nenhuma euforia como os demais. A pose garbosa de Laufey apenas lhe fazia sentir que tempestades voltariam a atormentar sua cidade e isso deixava desconfortável e ansioso. O pior de tudo é que o príncipe queria algo com Loki e o soberano de Asgard não permitiria que nada perturbasse a paz de seu filho novamente, mesmo que isso significasse impedir seu pai biológico de manter contato.

Quando o monarca saiu do transe em que se encontrava o príncipe regente dos Jotuns já se encontrava praticamente ao pé das escadas que levavam ao trono. Odin em um polido desceu os degraus calmamente e o cumprimentou com um pequeno aceno de cabeça.

- Príncipe Laufey, bem vindo ao reino de Asgard. Espero que sua estada em nosso reino seja proveitosa. - Odin disse cordial.

- Faço meus os seus anseios majestade e perdoe-me o inconveniente de uma visita tão repentina. Mas o que tenho à tratar é de extrema importância. - O homem moreno falou. - Mas antes devo apresentar-vos minha filha e herdeira Aella, primeira princesa de Tarfin.

Uma moça de longos cabelos negros e olhos verdes se pôs ao lado do príncipe e saldou Odin com um cumprimento comedido. Era bela ao seu modo com rosto de feições marcantes, olhos penetrantes e lábios médios. Vestia calças de couro marrom e uma blusa de cor cinza simples com colete preto por cima, na cintura, uma arma de magia presa na bainha. Com toda certeza o vestuário da princesa impressionou alguns dos membros mais conservadores do conselho.

- Bem vinda alteza. 

- Obrigada majestade.

Um pequeno silêncio se abateu sobre o ambiente. Odin estava visivelmente desconfiado e Laufey não podia negar que se sentia nervoso ao pensar no que o trouxera àquele reino. Ha quem queria enganar, precisava ver seu filho. Saber que ele vivia já não bastava, precisava conhecê-lo e olhá-lo de perto.

- Acredito que os senhores estejam cansados da viagem. - Frigga resolveu tomar a frente. - Por que não descansam e nos reunimos ao cair da tarde para tratarmos do assunto que os trouxe? 

- Perdoe-me a insolência majestade, mas o assunto que tenho a tratar é de relevância e urgência. Preferiria... conclui-lo logo.

- Claro! E acredito que se trata de algo particular. - Odin completou.

- Preferivelmente.

- Muito bem! - Odin suspirou. - General Flibor?

- Sim majestade... - Um dos homens vestidos com a armadura dourada da guarda de Odin curvou a cabeça em respeito ao rei.

- Acompanhe a comitiva de Tarfin até seus respectivos aposentos. - O homem anuiu e Odin virou-se para o príncipe e sua filha. -  Acompanhem-me.

Odin pediu e foi seguido por Frigga, Laufey e Aella.

Loki

- Se continuar andando de um lado para o outro feito um leão enjaulado, fará um buraco no chão. - Falei enquanto olhava Thor andando pela sala impaciente da confortável poltrona onde estava jogado. 

- Ele está demorando para nos chamar. Quem será esse visitante que nosso pai está recebendo sem a nossa presença? - Ele disse em tom irritado. 

- Acalme-se Thor! Papai sabe o que faz. - Falei revirando os olhos entediado. Já estávamos nisso à um tempo. Ele andava para lá e para cá e eu o ouvia resmungando inconformado com a situação.

Mas agora eu é quem estou ficando irritado. 

- Nem para nos avisar antes que receberia uma visita. Nem para nos falar do que se trata. Não é possível! - Thor murmurou novamente.

- Já chega! - Falei cortando os comentários do meu irmão. - Senta aqui. - Apontei a outra poltrona ao meu lado para ele. Thor me olhou e hesitou, mas acabou por fazer o que mandei. - Qual o motivo de tanto estresse? Você mesmo me disse que ele nos chamaria se houvesse problemas. 

- Eu sei. Só que nos últimos tempos eu tenho sido bem mais presente nos assuntos do reino. Ele sempre pede que eu esteja presente. Fiquei preocupado por não ter pedido hoje. - Thor olhou para um ponto qualquer no chão com os ombros tensos e as mãos se apertando mostrando todo seu nervosismo.

- Se acalme. - Disse pegando em sua mão e a apertando com firmeza e ao mesmo tempo com carinho. - Logo saberemos o que está acontecendo. Não há de ser nada de mais.

Thor olhou para mim e deu um pequeno sorriso onde eu podia ver carinho e confiança. Sempre fomos assim unidos, cúmplices e cuidadosos um com o outro. Eu e Thor tínhamos uma amizade verdadeira e forte ao ponto de ignorarmos as diferenças e gostar até dos defeitos do outro. 

Eu sabia que meu irmão era briguento, as vezes mimado, infantil e tinha horas que sua arrogância ultrapassava níveis extremos. Mas ele tinha um coração puro, cheio de bondade e vontade de fazer o certo. Ele tropeçava nos próprios pés muitas vezes, mas conseguia continuar indo em frente com toda sua magnitude inabalável.

Já eu era fissurado com coisas como limpeza, organização, muito chato quando o assunto era treinar e estudar, mesmo que o fosse uma negação no primeiro, também conheço muito bem minha teimosia e mania de me perder em pensamentos nos piores momentos. Thor reclama que eu sempre sou muito introspectivo e deixo ele falando sozinho, mas ás vezes é bom apenas escutá-lo...

- Altezas. - Um servo entrou na sala onde estávamos e reverenciou-nos antes de falar. - Vosso pai, o rei, os chamou à sala de reuniões principal. - O homem informou.

- Muito bem... Acho que temos que descer. - Disse olhando para meu irmão que já se encontrava de pé. - Obrigado pelo aviso, Kislly.

- Apenas o meu trabalho, senhor. - Disse com uma nova reverência e logo depois se afastando.

- Satisfeito agora? - Perguntei à Thor e ele deu uma risadinha nervosa. 

- Estarei melhor quando souber quem é nosso visitante misterioso. - Informou andando com seus passos longos e firmes no piso de mármore. 

Odin

Não conseguia olhar para Laufey sem demonstrar minha completa irritação com o acordo proposto por seus conselheiros. E o pior de tudo era saber que eu não poderia simplesmente negá-lo já que se o fizesse seria obrigado a entrar em outra guerra e já estou cansado delas.

- Eu sei o que está em seus pensamentos, Odin. Tive a mesma reação quando fui comunicado dessa decisão. Mas os anciões têm suas razões.

- Razões das quais ainda ignoro. Não entendi qual o propósito desse compromisso. 

- Meu povo já passou por grandes desafios. Construímos uma civilização próspera sob o gelo eterno, alcançamos o cerne mais profundo de nossos ancestrais e dele aprendemos à controlar a matéria e não-matéria ao nosso redor. Passamos tal conhecimento à outros povos e os ajudamos. Mas nada disso nos preparou para que um mago cheio de magia negra invadisse nossa casa e destruísse famílias inteiras apenas para encontrar nossa fonte...

- Que seu pai confiou ao meu. - Ressaltei.

- Exato. Bor era um bom rei e lhe passou toda a sabedoria que possuía. Ele acolheu nossa fonte e jurou manter segredo sobre nossa localização enquanto você...

- Cuidei do príncipe que julgaram estar morto. - Completei.

- Tudo indicava que ele estava perdido para sempre, mas todos sentimos a magia dele despertar. Meu filho está se tornando adulto.

Os olhos de Laufey não podiam esconder o quanto ele estava realizado. Apesar de todo o receio que reinava em meu coração, eu não podia impedir que ele entrasse na vida do próprio filho novamente. Ele o amava e isso era nítido. Eu só não quero que Loki se machuque mais com isso tudo.

- Sei o que isso implica para Jotuns. Mas a situação atual de Loki...

- Eu sei. E não irei pressioná-lo. No momento, o bem estar dele é mais importante.

- Certo...

- Majestade... Os príncipes já estão na sala principal. - Um dos meus guardas pessoais informou. - E a princesa Aella mandou informar que foi dar uma volta com a rainha.

- Obrigado. - Laufey anuiu polidamente. - Podemos, majestade?

Fiz um sinal com a mão e ele se dirigiu à porta do meu gabinete, claramente ansioso.

Assim que cruzamos as portas vi meus dois meninos parados em frente à grande lareira da antessala do escritório. Thor tinha uma postura ereta e digna e Loki tinha as mãos juntas na frente do corpo e os olhos baixos externando sua preocupação e nervosismo. 

Ele não era assim antes de tudo aquilo acontecer. Na verdade eram raras ás vezes que demonstrava emoções antes. E seu corpo sempre altivo e confiante o tornava maior e menos frágil. No entanto, agora sua alto-estima estava baixa e seus olhos viviam arregalados, assustados e ele não parava as mãos. Os dedos sempre brigando um com o outro. Isso quebrava meu coração. O meu, o de Frigga e principalmente o de Thor.

Assim que nos viram, meus filhos se curvaram respeitosamente ainda permanecendo em silêncio, esperando que eu os desse a palavra.

- Thor, Loki, esse é  Rindaleär Laufey Justharandir Aegdor, príncipe regente de Tarfin. 

Apresentei sem destacar o nome Laufey, já que possivelmente isso incomodaria Loki. Mas mesmo assim ele percebeu e eu pude ver sua hesitação. Já Thor estava visivelmente incomodado, não sei se pelo nome ou pela semelhança entre Laufey e Loki.

- Peço perdão às altezas pela situação de surpresa, mas foi estritamente necessário. - Laufey falou olhando fixamente para Loki que se encolhia para perto de Thor cada vez mais acuado.

- Acredito que seja melhor irem direto ao ponto. Papai? - Thor pediu se aproximando de Loki e o colocando um pouco atrás de si.

- Concordo plenamente, Thor. É uma questão um tanto delicada. Loki. - Chamei o caçula e este apontou seus olhos perdidos e temerosos para mim. - Filho, sente-se aqui. - Pedi pegando sua mão fria e trêmula. Ele tinha a mesma expressão de quando era assombrado por suas lembranças. - Você já sabe que eu... Bem... Que não temos o mesmo sangue?

- S-sim. - Sussurrou e assentiu. 

- O príncipe de Tarfin... Ele... Ele é o verdadeiro Laufey e verdadeiro governante de Jotunnheim. Ele é seu...

- Para! - Loki pediu com um grito. - Para, para, para! Eu não quero ouvir! - Ele tampava os ouvidos com as duas mãos e fechava os olhos com força. 

- Loki... - Laufey se aproximou dele e tentou tocá-lo.

- Não toque em mim! - Loki se esquivou da mão de Laufey e ficou de pé enquanto arfava ruidosamente.

- Filho, se acalme. - Pedi tentando me aproximar, mas ele só andava para trás enquanto abraçava a si mesmo. 

- Não! Parem! Todos vocês, parem! - Ele gritou e saiu correndo porta afora.

- Lo...

- Não, pai! - Thor me barrou enquanto eu cogitava ir atrás dele. - Ele está assustado. Deixe-o esfriar a cabeça e se recuperar do choque. É muita coisa para ele absorver. 

- Você está certo, Thor. Mas ele não deve ficar sozinho...

- Eu vou cuidar dele. Não se preocupe. - Thor garantiu com o olhar confiante. Ele havia amadurecido tanto. - É um prazer conhecê-lo, príncipe Laufey. E eu entendo que deve estar ansioso para conhecer Loki, mas ele realmente precisa de tempo.

- Eu compreendo alteza. Já imaginava uma reação como essa. - Laufey disse com tristeza na voz. - Mas conhecê-lo não foi o único motivo da minha viagem. Vossa alteza têm um minuto para que o explique?

- Eu... o Loki? - Thor perguntou preocupado.

- Mandarei um guarda pedir que Sif o olhe por alguns minutos. - Disse me retirando da sala e deixando meu filho e o príncipe sós.

Eu também precisava de ar.

Thor

- O que tenho à dizer pode parecer condenável e indiferente. - Laufey falou olhando para mim autoritário e superior. - Mas os tempos que vivemos requer sacrifícios de todos nós. Sei que Asgard passou por problemas nos últimos anos e os nove reinos tiveram grandes transtornos assim como o a independente Midgard. Enquanto isso, meu povo vive isolado de tudo em Tarfin com medo de nossos fantasmas. Queremos superar esses percalços.

- Entendo o quão deve ser terrível esse isolamento e de fato, passamos por um período turbulento, mas não vejo onde vossa alteza quer chegar. - Disse e Laufey suspirou como se tomasse toda sua coragem.

- Essa situação não foi proposta por mim. Se somente eu mandasse, meu povo seria livre por um preço mais generoso. No entanto, Tarfin foi criada com uma política muito mais rigorosa que Jotunheim. Eu não tomo certas decisões que são consideradas muito pessoais, pois elas atrapalham meu julgamento. Essa foi uma dessas decisões. - Ele fechou os olhos e quando os abriu eles me encaravam com seriedade. - O conselho dos anciões de Tarfin esperam estabelecer uma aliança entre Jotunheim e Asgard em troca de nossa lealdade por meio de uma união entre seus herdeiros primogênitos.

Não pude conter meus olhos de se arregalarem e minha boca de se abrir em surpresa. 

Eles querem que eu e Loki nos casemos?


Notas Finais


A reação do Loki foi fraca, exagerada?
Laufey merece se aproximar de seu filhinho?
Eles vão ou não aceitar esse casamento?
O que vocês acham?
Beijinhos doces...


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