História While You Were Gone - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~Catnip-Potter

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Fred Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Ronald Weasley
Tags Amor, Auror, Confusão, Dor, Drama, Esperança, Família, Fred Weasley, George Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Mudança, Revelaçoes, Romance, Ron Weasley, Trabalho, Vida, Weasley
Exibições 122
Palavras 3.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Smashed.


Meados de Setembro de 1997.

"Você devia contar pra ela, sabia?" Fred disse a ele, balançando a cabeça e observando seu irmão passar de um lado para o outro da sala.

George apenas murmurou algo, correndo os dedos pelo cabelo, os bagunçando. "Dizer o que a quem?"

"Você sabe, a castanha que eu beijei depois que brigou com um elfo doméstico enfurecido no Halloween." Fred respondeu, seus olhos em seu irmão. Já haviam conversado sobre isso, George se arrependeu tanto de ter gritado com Mya que lhe mandou flores por uma semana seguida no trabalho, lírios. O que ele não contou a Fred é que havia doído imaginar ela beijando alguém que não fosse ele. Alguém tão igual a ele.

George resmungou. "Já está tarde, ela já devia ter voltado, onde aquele sujeito disse que a levaria mesmo? O que nos sabemos sobre ele? Até onde sei, ele pode ser um defensor de Voldemort, até mesmo um parente do Snape!" Exclamou, em desgosto. "O cabelo dele parecia gorduroso, você também notou?" Ele apontou para Fred, como se estivesse provando algum ponto, sua expressão de preocupação estampada.

"O cabelo dele estava molhando, ele parecia ter saído do banho recentemente, irmão querido, sem parentescos com Snape aparentemente." Ele respondeu com indulgência, se divertindo com o discurso do irmão.

"Bem, mas você deve concorda que ele pode ser um primo distante do Malfoy ou algo assim, só não sei como isso pode ser melhor", George disse a ele, balançando a cabeça em advertência. Fred já estava ficando um pouco tonto de ver ele ir e vir, piscando rapidamente para voltar ao normal.

"Até onde eu me lembro, Mya disse que ele era de origem trouxa, copia mal feita. Você está se preocupando sem motivos aparentes." Reencostou no sofa na sala, observando o olhar rígido que seu irmão o lançará. George podia ser tão previsível. Só faltava admitir que a semanas os pequenos olhares mais longos que George lançava em direção a Mya eram algo a mais. Que as gentilezas, como abrir as portas, oferecer-se para carregar coisas para ela, sempre prestar atenção aos monólogos longuíssimos dela só podiam significar uma coisa. Não que George algum dia não tivesse feito isso para ela, mas agora era como se não pudesse deixar de pensar nela quando os fazia. Era cômico, um tanto ridículo na opinião de Fred - não que ele ficasse assim perto de Angelina, claro que não!

Hermione combinava muito mais com George e Fred do que com Ron e Harry. Fatos são fatos. Ela até terminava as frases deles algumas vezes já. Ela era da família a muito tempo já. 

"Vamos Georgie-boy, diga que a ama e tudo se resolverá! Você é um tremendo puxa-saco!" Fred disse a ele, rindo, enquanto balançava a cabeça.

George estreitou os olhos em suspeita. "Por um acaso, irmão meu, ela disse aonde eles iriam jantar?" Perguntou de forma inocente, com um pequeno sorriso em seus lábios.

"Ha! Você não vai fazer isso Georgie, Mya é minha melhor amiga e eu sei que você gosta mesmo dela ..."

"Não é bem assim!" Ele negou, sua voz um pouco estridente. Rápido demais.

"Mas eu não vou arruinar o encontro dela, se ela não gostar do cara, então talvez você finalmente arrume coragem para convidar ela para sair" - Fred levantou a mão, impedindo George de responder - "um encontro real, a dois, que não seja no pub ou os almoços!" Ele deu de ombros, meio sorriso no rosto. "O cara já estava nervoso George. Nossa Mya é uma garota forte e confiante, ele provavelmente deve estar se contorcendo em seu assento enquanto ela fala sobre os direitos dos Elfos e como é errado o trabalho que forçamos a eles. Ele vai sair correndo antes que você diga "bruxa mais inteligente da sua idade." Fred riu da expressão aliviada de George.

George parou, se virando para o irmão, seu corpo visivelmente relaxando e a imagem da confiança voltando ao rosto do ruivo. "Você está certo, o pobre coitado mal sabe aonde se meteu, ela sempre assusta eles quando fala sobre os direitos dos Elfos e a luta dela por eles, ele não vai ter nenhuma chance. Acho que sou o único que entende o ponto de vista dela." George sorriu, perdendo a cara de Fred de quem queria chamá-lo de louco. Como alguém entendia o monólogo dos Elfos?

É, o cara não ia ganhar Mya.

A porta se abriu e Hermione entrou, bolsa na mão e uma expressão confusa em seu rosto. "O que vocês dois ainda estão fazendo aqui? Vocês têm que abrir a loja em ..." seus olhos vagaram até o relógio sobre a lareira, "seis horas. Vocês quase não dormem!" Ela disse balançando a cabeça e levantando uma sobrancelha argumentativa.

"Eu sinto muito, amor, ele parecia ser um cara legal. É uma pena não ter dado certo." George disse, ignorando a pergunta dela e se movendo para acariciar o ombro dela. "Você pode me contar tudo sobre o encontro amanhã de manhã." Ele passou o braço ao redor do ombro dela, a guiando em direção ao corredor, ao quarto dela.

Hermione tornou a arquear a sobrancelha, dessa vez em dúvida. "Espera George, como você sabe que não foi bom?"

George se virou lentamente, sua expressão de repente insegura. "Então foi bom?" Ele perguntou, sua voz um tom mais alta que o normal. Uma careta se formando com a boca torta e os olhos caindo para o chão. Fred observava tudo em divertimento e atenção, passando seus olhos de um para o outro.

Ela inclinou a cabeça para o lado, fazendo beicinho. "Não! Você nunca vai adivinhar o que ele disse, Georgie!" Ela disse, encontrando os olhos dele com os seus. Ela tirou os sapatos e George apontou para eles com a varinha, levitando-os até o tapete junto à porta, tapete que Hermione tinha colocado lá só para isso, já que sapatos não deviam ficar espalhados por todo lugar. "Sabe qual é a opinião dele sobre o direito dos Elfos?" Ela perguntou, se virando para que ele pudesse ajudá-la a sair do casaco, ao qual ele levitou até o cabideiro. 

Cruzando os braços sobre o peito, sua atenção voltou-se totalmente para a pequena a sua frente, seus olhos brilhando em interesse. "Não acha que eles são melhores do que animais de estimação?" Ele perguntou, levantando uma sobrancelha conscientemente.

"Sim, exatamente!" Ela exclamou, bufando. "Oh, Georgie, quando eu vou encontrar um homem que me entenda?" Ela perguntou, movendo-se para envolver os braços ao redor da cintura dele, inclinando sua cabeça para descasar sobre o peito dele, suspirando.

"Tenho certeza de que ele está lá fora, amor, qualquer homem teria sorte em ter você." Ele a abraçou pelos ombros, olhando a pequena em seus braços. "Você quer dormi comigo hoje?" Ele perguntou, acariciando as costas suavemente.

Ela olhou para ele por de trás de suas pestanas escuras, seu queixo apoiado no peito dele. "Posso usar a sua camiseta de batedor?" Ela perguntou, sua voz baixa e esperançosa.

"Claro", ele concordou, balançando a cabeça com um sorriso.

Ela usava de pijama.

"Tudo bem", ela disse, tentando soar relutante e falhando miseravelmente, um pequeno sorriso em seus lábios. Ela se virou para Fred, que estava os olhando do sofá, divertido. "Você quer se juntar a nós, Fred?" Ela perguntou, arqueando uma sobrancelha. Às vezes, eles acabavam adormecendo juntos assistindo algo na televisão ou em uma das camas se estivessem conversando. Enquanto Fred sempre dormia na sua, Mya e George sempre acabavam um agarrado ao outro em algum ponto da noite.

"E entrar no meio do seu soninho do amor? Eu acho que não." Ele disse, balançando a cabeça e ignorando os olhares confusos. Dois idiotas, isso sim! Levantando-se do sofá, ele dirigiu-se para o seu quarto. "Além disso, tenho trabalho em seis horas e prefiro não ficar acordado ouvindo vocês dois fofocarem." Ele riu e sumiu.

Encolhendo os ombros, Hermione e George entraram no quarto dele, fechando a porta atras de si. Mya correndo para pegar sua camisa favorita e George rindo dela.

Fred se perguntou mais quanto tempo levaria para eles assumirem ou até mesmo perceberem o que já estava na cara. Seus planos não davam certos e ele tinha outros envolvendo uma jovem moça de pele morena escura para se preocupar. Alguma hora, eles iam chegar lá.

Pelo menos, eles não seriam um casal TÃO chato quando chegassem lá.

____

Início de Outubro, um dia de folga.

Hermione estava aproveitando a folga que tinha, havia acordado mais tarde, tomando um café da manhã bom e só pensaria em almoço mais tarde quando os meninos tirassem seus intervalos. Os quais eram resolvidos com quem vendia a coisa mais legal pelo turno da manhã. Hermione fez ioga, livre de sutiãs e de cabelo preso em um coque frouxo, mas livre impossível. Abriu a gaveta da cômoda ao lado da cama, queria achar o último livro que tinha ganhado dos meninos, puxou algumas coisas e viu algo cair ao chão, atras era branco, se agachou e pegou. Seu coração quase parou.

Uma foto.

Uma foto com Harry e Ron, a última foto.

Eles estavam no jardim da toca, fazia poucos dias do enterro de Percy, Harry sorria e beijava a bochecha dela do lado esquerdo, não se lembrava porque ele tinha sorrido. Harry já não sorria mais. Porque ele estava sorrindo? Se ateve ao ruivo do outro lado, Ron a abraçava de lado, tirando uma mecha de seu cabelo do rosto, a olhando com afeto, ela sorria boba e acenava. Um anel. Aquele pequeno anel na foto. Um diamante em formato de coração, ela havia achado exagerado, mas Ron disse que tinha pesquisado e era o melhor que tinha encontrado.

Ela havia aceitado.

Noiva.

Noiva de Ronald Weasley.

Weasley.

Sua cabeça começou a girar, fechou os olhos com força como se pudesse controlar a emoção, já sentia as lágrimas quererem surgir. Foi um dia feliz. Ron disse que a amava, pela primeira vez, disse que tinha sorte por ela ter dito sim. Disse que a faria feliz. Os melhores amigos que viraram o casal mais feliz. Como pode ser tão boba. Harry tinha sorrido o que não fazia a semanas, tinha conseguido roubar um tempo pra ela, a levando até o quarto dele e de Ron, tinha um presente para ela. Uma enorme caixa preta com um laço dourado.

Chacoalhou a cabeça, seus pensamentos já estavam indo para caminhos perigosos, segurava as lágrimas controlando a respiração. Quando o coração acelerou tanto? Se levando, escondendo a foto novamente a gaveta para não olhar. Estava tudo bem, ela estava muito bem. 

Resolveu que precisava mudar as coisas de lugar, jogar coisas fora, dar outras, se desapegar para renovar. Isso, deixar para trás. Já havia separado roupas, mas não teve coragem de tocar no cachecol de Harry e nas luvas de Ron, não tinha coragem. Tinha medo de ainda ter o cheiro. Havia rasgado papéis e mexia nas milhares de caixas que havia trago da sua mudança para o flat, os meninos ocupavam tanto o seu dia e tempo que ela deixava para depois. Se sentia uma estranha em seu quarto. Mais dormia com George do que na própria cama. Mas não podia negar a nostalgia que apertava seu peito. Mas não ia chorar, já havia chorado demais por eles. Entre caixas, achou uma preta um pouco empoeirada escondida no fundo do guarda roupas, o laço a muito amassado. Não se lembrava dela, porque era tão grande?

Foi tarde quando se lembrou do que era.

O laço era dourado.

Ali estava ela, parada no universo, com os olhos arregalados, com a caixa preta de Pandora aberta a sua frente. Um vestido branco. Um vestido branco de renda. Um vestido de noiva. O seu vestido de noiva. Harry. Harry havia lhe dado no dia do noivado, aparentemente ele e Ron haviam passado o último mês indo atras disso, era o próximo passo. Ser uma grande família feliz. Ela disse que não podia aceitar, que era demais. Ele disse que havia achado na Londres Trouxa, uma pequena loja no coração da cidade, ele via ela dentro dele. Ele queria levar ela ao altar em um vestido que lembrava algo antigo, um decote de coração, um pouco justo em cima, um pouco folgado em baixo, um detalhe na altura do busto, ela disse que parecia um pomo de ouro em miniatura. Ele riu. Ele não ria mais. Mas ele sorriu para ela. Havia um véu, o véu era comprido, tinha renda, tinha pequenas borboletas, ele disse que ela ia ser a noiva mais bonita do mundo. Sua irmã ia ser a noiva mais bonita do mundo.

Ergueu-se com o vestido em mãos, caminhando até à frente do grande espelho, o posicionando a sua frente. Ele era lindo. Havia algo de errado, havia um papel grudado.

Para a garota mais bonita, eu serei o cara te esperando para lhe acompanhar até o altar e lhe dar ao homem que vai te fazer feliz.

Eu te amo.

Harry.

Ela abraçou o tecido contra o corpo, não lembrava quando havia começado a chorar. Aquele buraco se abrindo no peito, sangrando, vazio, oco, porque eles foram embora? O que ela tinha feito de tão errado? Porque esse maldito vestido ainda estava aqui?

Era uma vez.

O cabelo fugia do coque frouxo, o peito subia e descia com violência, os olhos vermelhos, lágrimas molhando o tecido delicado. Sentindo o vazio. Sentindo a dor. Dando lugar a raiva. Porque esse maldito vestido tinha que ser tão bonito? Viu tudo vermelho. Vermelho do lábio que sangrava pela força com que foi mordido, tecido branco sujo de vermelho de um espelho quebrado. Uma força interior que a fez rasgar cada pedaço de passado que aquela peça podia carregar, rasgando, partindo, soltando costuras. 

Igual a seu coração remendado de papel.

Sangue escorria das mãos, lágrimas dos olhos e o coração parecia querer fugir da boca. Tinha raiva de tudo, raiva de ter que ter crescido rápido demais, raiva de ter perdido os pais, raiva de ter visto pessoas que amava morrer. Raiva de ter perdido os melhores amigos. Raiva. Procurou pela varinha, os olhos não deixavam ir muito longe, não enxergava nada. Pegou a mesma e a derrubou. Gritou. Gritou a dor dentro de si. Gritou de saudade. De vontade. De amor. Gritou porque estava cansada de lutar. Pegou a varinha do chão, as mãos tremiam, o chão do seu quarto lembrava uma zona de guerra. O feitiço para queimar todo aquele pedaço de tecido inútil na ponta da língua.

Apontou.

Abriu a boca que tremia para falar.

A porta do seu quarto se abriu com violência e antes que pudesse pensar, mãos seguravam as suas, dedos intercalados, as costas dela contra a parede mais próxima. George tinha tido uma péssima manhã, havia derrubado um mostruário sem querer, sujado sua camisa de tinta azul e seu cabelo precisava ser cortado. Estava subindo as escadas quando um grito ecoou, seu coração parou de bater. Sua Mya. Era a voz da Mya. Não pensou mais, só rezou que nada estivesse errado. Abriu a porta e viu vermelho. Muito vermelho. Sangue. E roupas, e uma varinha, e uma bruxa quebrada.

Correu até o ar dos pulmões sumir, o corpo pressionado contra o dela, a chamando. Ela não ouvia. Ele pediu para ela lhe olhar, ela começou a se debater. Mandando a soltar. Ele apertou ainda mais o corpo no dela. Ela lutava contra, com tudo que tinha, lágrimas descendo quente, molhando sua camisa. Olhou ao redor pelo que quer que fosse, havia panos vermelhos e brancos no chão, não sabia o que era.

"Me solta! Eu vou queimar, eu vou queimar até sumir do mapa."

"Amor, olha pra mim. Volta pra mim, é o George. Hermione OLHA pra mim, por favor amor!" George pedia, ela estava tremendo. Mas não era de frio.

Ela arranhava os braços dele, com força, batendo contra o peito com força, tentando pegar a varinha do mesmo, George temeu o que ela podia fazer, ela não respondia. Ele segurou ambas as mãos dela no alto da cabeça, o peito dela encostado no seu, a respiração tão ofegante quanto. Ela quase fugiu, ele a segurou, a prendeu, ele chamou de novo e novo. Ela lutando com toda a raiva dentro de si.

Porque?

Porque?

A boca vermelha dela está tão perto da sua, se ele descesse podia beijar, podia roubar a dor, podia preencher o grito. Mas não iria abusar do destino, não com ela assim. Não assim. Pede pra volta, pede pra ela voltar, só voltar. Enterra o rosto no pescoço dela e beija a pele, ela se arrepia, é uma reação. Ele faz de novo e de novo, os lábios quentes roçando a pele pulsante.

"Volta, amor."

Ele murmura e beija, ele sente ela se arrepiar, começar a voltar para ele. Ele levanta o rosto, cola a testa na dela. O sangue dela em sua roupa, as mãos juntas, dedos entrelaçados aos dela. De volta à terra. A voz entra nos ouvidos de Hermione, em dor, porque tanta dor? A verdade vem à tona, a realidade tomando forma novamente. Ela quase ficou louca. Mas está tão quente, tudo tão quente. Ela apenas se joga, grudando o corpo, afundando o rosto no peito, sentindo o cheiro. Voltando a respirar.

"George."

A voz sai falhada, a garganta seca por gritar, os pulmões doem por lutar, ele a segura ali, naquele lugar, contra a parede, louca, suada, vermelha. Molhada. Seu corpo o traindo, o dela se moldando. A segurando para que não fuja da realidade. George é um bote salva vidas. Ele é a vida. Ele é refúgio, seguro. Só queria morar nos braços dele. O peito ainda sobe e desce contra o dele.

Olhos azuis. Quando ela finalmente se acalmou era tudo o que conseguia ver. Um oceano intenso, azul e revolto. Seu peito descia e subia em uma velocidade assustadora, ela olhou para baixo, notando que estava sem seu sutiã. O peito comprimido pelo dele. Sentiu o olhar de George queimar sua pele e o olhou novamente, suas bochechas escarlates, a camisa dele estava manchada de sangue. Mas não foi isso que a fizera arregalar os olhos em surpresa. George não pode se controlar, sua ereção estava esmagada entre as coxas da castanha, o calor que irradiava dela, seus mamilos pequenos em evidência. Era demais para ele lidar.

Hermione sentia o fogo, sentia sua alma queimar, fechou os olhos e se entregou, enterrando o rosto no pescoço dele, achando aquele lugar gostoso de morar, os braços o rodeando. As pernas pulando, George rápido ao juntar o corpo dela novamente. Ela queria o calor dele. Queria ele. George estava duro abaixo dela e ela sentia. Rebolou involuntariamente, ouviu um grunhido escapar da garganta dele. Se apertou mais. Tão quente. 

Tinha medo de olhar e se apaixonar.

Não pelo melhor amigo. Não pelo irmão. Não pelo maroto.

Pelo homem.

Pelo homem dono do seu coração.

"Me tira daqui."

George carregou ela para fora do quarto, sua própria cabeça a milhão, o corpo pequeno era moldado ao seu, o calor que irradiavam podia queimar. A tensão quase paupável no ar.

Ele a levaria dali.

Ele tiraria tudo aquilo dali.

A mulher grande pro mundo e menina em seus braços.

A garota favorita.

Sua garota favorita.


Notas Finais


Olá olá olá tortinhas, tudo bem?

Espero que sim. E aí, o que acharam? Bom? Ruim? Compartilhem suas opiniões conosco!

Um obrigada especial a Cat, por ser quem é e por sempre me incentivar: todo meu amor pra você, mulher! 💙

E Phami, matou a vontade? Hahahahha

Obrigada as 1482 visualizações, 50 favoritos e 47 comentários, vocês são demais!

Até loguinho <3


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