História While Your Lips Are Still Red - Capítulo 22


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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Elsa, Emma Swan, Fa Mulan, Henry Mills, Lacey (Belle), Lilith "Lily" Page, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Neal Cassidy (Baelfire), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Ursúla (Bruxa do Mar), Vovó (Granny), Will Scarlet, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon A Time, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 122
Palavras 1.652
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá vocês! Como estão?! :)
Meu Deus, me desculpem a demora! Eu estou morrendo de vergonha, na verdade. Eu tive um bloqueio criativo terrível, ficou impossível escrever qualquer coisa :/
Eu nem acredito que já temos 73 favoritos! Obrigada, obrigada!
Mas sou uma péssima cumpridora de promessas... Eu havia dito que não teriam mais longas pausas, e vejam só :/
Mais uma vez eu peço desculpas a todos vocês. Mas infelizmente eu não consigo controlar esses bloqueios criativos. Eles simplesmente aparecem e atrapalham todo o andamento da história.
Espero que vocês apreciem esse capítulo e já estou no embalo escrevendo o próximo, então garanto que não vou demorar.
Por favor, se puderem, comentem o que vocês estão achando da história, se eu preciso mudar alguma coisa, o que vocês gostariam de ver no próximo capítulo! :)

Música: Placebo - Running Up That Hill

Capítulo 22 - Running Up That Hill


Fanfic / Fanfiction While Your Lips Are Still Red - Capítulo 22 - Running Up That Hill

“It doesn't hurt me

(Isso não me machuca)

You wanna feel how it feels?

(Você quer sentir como eu me sinto?)

You wanna know, know that it doesn't hurt me?

(Você quer saber que isso não me machuca?)

You wanna hear about the deal I'm making?

(Você quer escutar sobre o trato que eu estou fazendo?)

You, it's you and me

(Você, eu e você)”

 

__Emma? Emma?! Ei!

Emma sentiu um pé muito nervoso chutando suas costelas. Assim que abriu os olhos, sentiu uma pontada forte na cabeça. Tornou a fechá-los.

__Sabe, não que você se importe, mas eu perdi uma noite maravilhosa com Zel ontem por sua causa – Emma respirou fundo. Ruby parecia estar realmente brava – Você simplesmente decidiu desmaiar no meio da pista bem na hora que estávamos indo embora, e aí, eu como uma boa amiga, talvez um pouco idiota, tive que ir lá te salvar. Você precisa rever melhor suas amizades, eu acho – Ruby abaixou-se bem próximo a vocalista e alguns fios dos seus cabelos caíram sobre o peito de Emma – Neal não aguentava nem o próprio peso, Graham e Killian estavam dando o show mais gay que eu já vi na vida e nem ligaram pra você, sem contar Lily, que já tinha sumido com Mérida.

Ruby segurou Emma pelos ombros e a ajudou a se levantar. Só agora a vocalista tinha percebido que estava no meio do chão da sala, felizmente em seu apartamento. No instante que se levantou, sua coluna denunciou a noite nem um pouco confortável que tinha passado e sua cabeça voltou a latejar com força.

__Eu não pretendia te acordar – continou Ruby – Mas temos uma sessão de fotos daqui a duas horas e acho melhor você ir tomar um banho e melhorar essa cara. Lá terão maquiadores, mas eles infelizmente não podem fazer milagres.

__Você tem alguma coisa pra dor de cabeça? – perguntou Emma, esfregando o rosto com as mãos.

__Tenho, uma boa pancada. Serve?

Emma não respondeu e tratou de ir logo para o banheiro. Olhou seu rosto no espelho e se sentiu a pior pessoa do mundo. Estava com uma cara péssima, de fato. Tirou as roupas, que fediam a álcool e cigarro, e se enfiou debaixo do chuveiro. Deixou que a água quente escorresse por todo o seu corpo durante um bom tempo. Não parecia certo fazer tudo aquilo com a desculpa de não pensar em Regina. Até porque, quanto mais ficava alta, mais sentia a presença dela. Fechou os olhos e o corredor de árvores ainda estava ali, chamando-a, como uma porta para algo desconhecido e ao mesmo tempo íntimo e intenso. Sentia falta de Regina. Ah, e como sentia. Emma bateu a cabeça algumas vezes na parede do banheiro. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, a necessidade de exteriorizar tudo aquilo explodiria sem controle dentro de si, como um animal selvagem em frenesi. Involuntariamente, a vocalista arranhou os azulejos com as unhas. Sentia falta do toque, da respiração, do gosto, do suor, dos gemidos. Seus braços ansiavam pelo peso de Regina, sua língua precisava daquela pele.

“And if I only could,

(E se eu apenas pudesse)

Make a deal with God,

(Fazer um trato com Deus)

And get him to swap our places,

(Eu pediria a ele para trocar os nossos lugares)

Be running up that road,

(Correria estrada a fora)

Be running up that hill,

(Correr colina acima)

Be running up that building

(Correria pelo prédio)

If I only could, oh...

(Se eu pudesse, oh)”

Os maquiadores davam os últimos retoques nos membros da banda. O ensaio seria para a revista Rolling Stone e sairia na edição do próximo mês. Todos os figurinos já estavam prontos e cada um deles exprimia com maestria e perfeição a personalidade de cada um deles: Graham vestiria somente uma calça jeans de cintura baixa rasgada nos joelhos e um coturno desamarrado. August um cardigan preto fechado, uma calça jeans escura e um all-star. Neal uma camisa preta com alguns botões desamarrados, uma calça jeans escura e uma bota de couro preta. Lily uma calça, um corturno e uma jaqueta, todos de couro. Ruby uma calça de couro preta, uma camisa branca um pouco rasgada e uma bota de salto alto. Emma uma blusa de lã fina, uma calça jeans, um vans preto de cano alto e um chapéu. Mesmo com a dor de cabeça terrível e a ressaca, Emma estava empolgada. Esse, até o momento, era o ensaio mais importante de todos que já haviam feito.

Os seis adentraram no estúdio. Não era tão grande, mas era muito bem equipado, com luzes principais e de preenchimento, luz de fundo e um fundo fotográfico de 6x6 metros. Emma logo viu Victor, empolgado, no canto do estúdio. Mas seus olhos foram atraídos para o canto oposto, onde uma silhueta muito conhecida estava posicionada, pronta para acompanhar o ensaio. Emma piscou alguma vezes. Nem todas as luzes do estúdio estavam acessas. Emma pode distinguir um grande sobretudo e botas.

Não havia dúvidas.

Era Regina.

Emma, na mesma hora, sentiu as mãos começarem a suar e o coração bater mais rápido. O fotógrafo pediu para que todos se posicionassem. Um rapaz, talvez algum dos assistentes, aproximou-se e ajeitou os tripés de iluminação. Agora todas as luzes tinham sido acessas e estava impossível enxergar qualquer coisa além do fotógrafo. Emma respirou fundo. A sensação de ter os olhos fixos de Regina sobre si era quase insuportável, mas assim como quando estava no palco, Emma procurou esvaziar a mente. Mergulhar. Entregar-se. Afogar-se. Na verdade, a vocalista tinha isso como parte de sua própria essência. Tudo o que fazia era com o sabor de uma primeira vez e a intensidade de uma última. Não existiam metades, tampouco meio-termos. Era muito frio ou muito quente. Era a passividade ou a violência extrema. A calmaria e a tempestade. Emma era um oceano que vivia a ponto de congelar e de entrar em ebulição ao mesmo tempo.

E Regina, inconscientemente, sabia disso. Só tinha olhos para uma daquelas seis pessoas ali no estúdio. Emma não podia ver os olhares sem pudor algum que recebia, e isso para a presidente era um alívio disfarçado de azar. Desejava que a vocalista realmente visse aqueles olhares e não apenas os sentisse.

E Emma os sentia. Em todos os seus poros, em todas as suas veias.

“You don't want to hurt me,

(Você não quer me machucar)

But see how deep the bullet lies

(Mas veja quão profundas as balas estão)

Unaware that I'm tearing you asunder

(Ignore que eu estou chorando sua separação)

There is thunder in our hearts, baby

(Tem um relâmpago em nossos corações, bebê)

So much hate for the ones we love?

(Tem tanta raiva para os que nós amamos?)

Tell me, we both matter, don't we?

(Me diga, nós dois somos importantes, não?)

You, it's you and me

(Você, eu e você)

You and me won't be unhappy

(Eu e você não seremos infelizes)”

Depois das fotos em grupo, o fotógrafo pediu para todos, um de cada vez, se posicionassem para as fotos individuais. Emma decidiu ir por último. Queria estender o máximo possível aquilo. Não podia deixar aquele momento ir embora, mesmo que ainda não compreendesse muito bem o motivo de Regina estar ali. Mas ela estava. E a vocalista quase podia sentir o aroma do corredor de árvores de seus sonhos. Quase podia tocar as folhas que caíam com a ponta dos dedos. E foi isso que imaginou enquanto posava para a câmera incansável a sua frente. Por um momento, todo o restante do estúdio desapareceu. Apenas a silhueta de Regina continou ali, como um aviso, como um bilhete escondido.

Emma sabia que deveria fazer alguma coisa. Não podia simplesmente ir embora. Teria coragem de se aproximar de Regina mais uma vez? Não. Aquela não era somente “mais uma vez”. Era “a vez”. A única. A que indicaria o caminho de sua vida para sempre. As palavras daquela noite, ouvidas, sentidas e relembradas por tanto tempo com tanto receio e temor já não eram não terríveis assim.

“And if I only could,

(E se eu apenas pudesse)

Make a deal with God,

(Fazer um trato com Deus)

And get him to swap our places,

(Eu pediria a ele para trocar os nossos lugares)

Be running up that road,

(Correria estrada a fora)

Be running up that hill,

(Correr colina acima)

Be running up that building

(Correria pelo prédio)

If I only could, oh...

(Se eu pudesse, oh)”

Assim que o ensaio terminou, antes mesmo que Emma tivesse o vislumbre de Regina indo embora, sem nem mesmo tirar o figurino, a vocalista disparou até o canto do estúdio. Regina, ao ver que Emma se aproximava, paralisou. Seus pés não obedeceram a ordem de moverem-se o mais rápido possível para fora ali. Seus pés estagnaram. Para Emma, foram os passos mais longos de toda a sua vida. O estúdio era assim tão grande? Agora, de costas para as luzes intensas, Emma via o rosto de Regina com clareza. Os cabelos um pouco mais compridos agora. Os lábios cobertos com um batom vermelho escuro. Emma não tinha pensado no que dizer. Agora que tinha Regina tão próxima, depois de tanto tempo, as palavras simplesmente sumiram de seus lábios. Regina pode olhar dentro dos verdes tão ansiosos que a observavam como se vissem um oásis no meio do deserto e involuntariamente as batidas rápidas do seu coração fizeram com que seus lábios sorrissem abertamente para a loira a sua frente. Emma sorriu de volta. Estendeu a mão direita para a presidente e a única coisa que conseguiu dizer foi:

__Vem.

Regina não teve outra saída senão aceitar.

"C'mon, baby, c'mon Darling

(Vamos bebê, vamos querida)

Let me steal this moment from you now

(Deixe-me roubar este momento de você agora)

C'mon, angel, c'mon, c'mon, Darling

(Vamos anjo, vamos, vamos querida)

Let's exchange the experience, oh...

(Vamos trocar a experiência, oh)”


Notas Finais


Quem quiser pode me seguir lá no Twitter @mlazarin_ :)

AH! Eu também criei uma playlist no Spotify com todas as músicas de "While Your Lips Are Still Red".
Quem quiser pode seguir também!
https://open.spotify.com/user/12173871769/playlist/2Pdf6PEHsIIFHRWI9yd1P0


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