História Whistle - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jennie, Jisoo, Lisa, Rosé
Tags Black Pink, Bts, Ship
Exibições 128
Palavras 1.057
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Baggage


Fanfic / Fanfiction Whistle - Capítulo 2 - Baggage

A casa era grande, parecia antiga. O piso era de um taco escuro na casa inteira, as paredes brancas meio amareladas no exterior. O clima daquela casa era de total tristeza, como se ela não quisesse ninguém ali para a ocupar. Meu pai, como sempre, não fazia questão de conversar comigo, apenas me deu um folheto com algumas informações, como se eu fosse uma de suas empregadas.

“Colégio Park Minhoon, ir de uniforme que está no guarda roupas. Não se atrasar.”

Joguei minha mochila pro lado, e passei a mão nos cabelos, suspirei. Olhei para o celular e pensei em ligar para Renren, mas a preguiça acabou me vencendo, e acabei dormindo na minha nova cama. Quando acordei, já eram seis da manhã da segunda feira. Levantei me arrastando e fui para o banheiro. Tomei banho de olhos fechados, esperando que quando os abrisse encontrasse o banheiro da minha antiga casa, minha mãe rindo enquanto olhava para o cachorro brincando. Meu pai sempre viajando a trabalho. Mas quando eu abri, encontrei o banheiro branco e insosso do meu no quarto, com aquele ar de tristeza. Coloquei o uniforme e só vi como realmente era quando fui pentear meus cabelos. Fiquei falando sozinha um pouco de coreano para ver se relembrava de como era e esvaziei minha mochila toda em cima da cama. Meu pai nunca entraria no meu quarto sem permissão. Enfiei os cadernos dentro da mochila e saí do quarto com a cabeça a mil, não sabia no que pensava primeiro. Tranquei a casinha branca e antiga, andei pela rua procurando um ponto de táxi e por sorte algum vizinho tinha acabado de chegar de algum lugar. Acenei para o motorista que encostou e eu pude entrar.

-Bom dia, como posso ajudar? –fui obrigada a traduzir aquela frase na minha mente após 12 anos sem precisar da língua. Morei na Coreia por três anos, mas depois minha mãe não aguentou de saudade da família dela e voltamos para a Nova Zelândia. Eu nem sei por onde passa minha família paterna.

-Queria ir para o Colégio Park Minhoon. –entreguei o papel com o endereço e ele arrancou o carro sem falar mais nada. Fiquei calada e observei o caminho caso precisasse voltar a pé

“O milionário Kim Gooheon volta para a Coreia com sua filha, Jennie, após 12 anos atuando na Nova Zelândia. Rumores dizem que ele está morando em uma antiga casa de família para não chamar atenção, já que sua mulher ficara no outro país.”

Agradeci mentalmente por não ser conhecida aqui na Coreia, pelo menos por enquanto, e torci para que continuasse assim. Não era mal agradecida pela vida que tenho, mas não gostava de ser rotulada por causa dela. O táxi parou em frente de uma escola gigante, três prédios antigos, típicos de escola tradicional. Revirei os olhos, com certeza seria reconhecida ali. Paguei o senhor e fui em direção ao prédio maior, esperando encontrar a secretaria.

-Olá, como posso ajudá-la? – já estava acostumada com essa pergunta.

-Meu nome é Kim Jennie, eu sou novata... –a mulher me olhou surpresa, com certeza teria escutado a rádio mais cedo. Ela digitou alguma coisa no computador e me entregou uns papéis.

-Aqui está o mapa da escola, sua sala é a 204. Seja bem vinda, senhorita Kim! –peguei os papéis e agradeci, tentando decifrar o mapa em coreano.

-Deveria ter praticado... –falei para mim mesma. Fiquei andando e olhando para os lados, procurando alguma pista de que estava no caminho certo. Acabei esbarrando em uma ou duas pessoas e acabei encontrando meu armário, o que significava que estava no corredor da minha sala. Olhei o quadro de horários e peguei o necessário, escutando o sinal do primeiro horário. Encontrei minha sala, todos os adolescentes conversando, rindo, alguns me olhando. Sentei no último lugar e peguei meu celular para mandar uma mensagem pra Lauren.

“Nunca vi tanta gente de olho puxado numa mesma sala...”

Ri com minha própria mensagem.

“Incluindo você! Kkkkkk”

-Bom dia turma! –joguei o celular na mochila e olhei para o professor.

Ele colocou suas coisas na mesa e leu um papel que estava na mesa.

-Temos uma novata? –apertei os olhos quase rezando para não ter que me apresentar. –Kim Jennie?

Todos automaticamente olharam para mim, esperando minha resposta. Respirei fundo e olhei para o professor.

-Sim, professor. –respondi e todos voltaram sua atenção para o professor.

-Pois bem, seja bem vinda. – e assim se encerrou a conversa. A aula passou normalmente, quase como se eu estivesse na Nova Zelândia de novo. O sinal bateu e o professor saiu da sala.

-Pessoal! –uma voz gritou e todos da sala foram obrigados a olhar. –Como vocês sabem, a festa de boas vindas é sexta à noite e quero todos lá, vou passar o endereço do lugar.

Logo ela passou de carteira em carteira entregando um papel.

-Espero você lá, Jennie! –ela sorriu, mas não era bem um sorriso de simpatia, mas sabe aquela pessoa que adora ter amizade com todo mundo? E eu nem sabia o nome dela!

Festa de Boa Vindas: Rosé Party

-A RP desse ano vai tá foda. –alguém passou por mim e disse. Rosé seria o nome dela?

-Todos sentados! –o professor chegou e todos o obedeceram. Eu não sabia se deveria ir ou não ir naquela festa, nunca fui muito de ir em festas.

Na verdade, nunca pensei que a Coreia do Sul teria festas! Tipo, pensei que todo mundo estudasse 24 horas por dia porque o pai e a mãe exigiam muito. Pelo menos era isso que os dramas mostravam. Olhei em volta e encontrei algumas pessoas dormindo, outras mexendo no celular. Fiquei até meio assustada, deve ser porque todos eles já tem um bocado de dinheiro e a vida feita. Mesmo com tudo isso, eu nunca dependerei do meu pai. Desde os 10 anos passeava com cachorros para poder ter meu próprio dinheiro, porque tudo que eu escutava em casa era meu pai jogando na cara das pessoas o quanto de dinheiro ele tinha. Na verdade, fico surpresa de como meu pai não quis ter outro filho. Quer dizer, em assuntos empresariais o filho homem que costuma assumir.

Mais uma vez bate o sinal, desta vez para o intervalo de lanche e eu decido ligar para Lauren e contar sobre a escola. Ela mesma não acreditaria.



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