História White Card... - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Tokyo Ghoul
Personagens Ken Kaneki, Personagens Originais, Touka Kirishima
Tags Kaneki Ken, Touka Kirishima, Touken
Exibições 39
Palavras 1.264
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Seinen, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hoje de manhã eu estava lendo alguns mangas em mídia digital, quando me deparei com uma obra tão surpreendente que eu tive que fazer um negócio parecido.
O nome do mangá é Angel's Share e é um one-shot muito, MUITO!!! foda.
Bom... Eu tentei criar um clima semelhante, espero que gostem.
Comentem por favor, eu sempre respondo.

Capítulo 1 - Sacrifício...


Fanfic / Fanfiction White Card... - Capítulo 1 - Sacrifício...

"Entre as paredes distorcidas do tempo e espaço, existe um lugar, um lugar impossível de ser encontrado, até que alguém o encontre, e ironicamente, toda e qualquer forma de vida levada pelas correntes do irremediável destino chegaria ali, não importa se são pequenas, grandes ou inteligentes, todos estavam fadados a encontrar aquele lugar, o lugar que todos visitam quando morrem, antes da jornada final."

 

Meus olhos ardiam, eu não sabia onde estava, nem sabia quem eu era, a única coisa da qual eu me recordava era do clarão da escopeta quando minha cabeça foi pelos ares, pintando a parede e teto com os mais variados tons de vermelho.

 

Aos poucos minha visão foi clareando e eu pude reconhecer o lugar, não que eu já tivesse estado aqui, era um maldito bar, e estava quase que completamente vazio, apenas o barman permanecia ali, imóvel, somente suas mãos se moviam polindo um copo, deve ser algo como uma última bebida antes de queimar eternamente…há há há há há… Me aproximei e sentei no banco bem em frente ao homem que ergueu seu olhar em minha direção, não era um homem, suas feições alternavam entre centenas de rostos e tons de pele em uma velocidade incrível, suas roupas eram uma camisa social, um colete e uma calça negra, e ainda havia os olhos, não haviam íris ou pupilas, eram completamente brancos, mas não como os olhos de uma cego, aqueles globos oculares eram feitos de luz, e dentro dessa luz haviam nuvens brancas e suaves, aquilo era muito lindo, eu passei a encará-los abertamente, tentando alcançar nos seus olhos o destino final que eu nunca cogitei vislumbrar.

 

Depois de um tempo percebi que uma das sobrancelhas do ser estava erguida em tom inquisitivo

 

-Ah…me desculpe…pode parecer meio estranho mas… Quem sou eu? -  Perguntei um pouco inquieto.

 

-Hum… Você? - Disse ele, sua voz parecia ser uma mescla de todos os sons, timbres e intensidades, não era masculina, e muito menos feminina, o som de uma multidão, era como se ele estivesse falando de dentro e através de mim -  …você é… o que você se criou para ser quando estava na prisão da carne.

 

-Onde nós estamos? -  Perguntei, já estava ficando um pouco tenso com tudo aquilo.

 

-Aqui é todo lugar, e nenhum lugar, nós não estamos, somente você está - Disse ele enquanto colocava  o copo no balcão e pegava  outro para polir.

 

-Eu não deveria estar aqui, cometi suicídio, eu devia estar no inferno- Disse eu para o barman que passou a me encarar atentamente com aqueles faróis oculares, e naquele momento, eu soube que ele olhava para mim, porém, não estava me vendo, seus olhos focaram muito além do que eu sou agora, naquele momento ele sabia mais sobre mim do que eu mesmo, e aquilo era muito assustador.

 

Por fim ele deu de ombros- Como sabe que aqui não é o inferno? - Disse ele com os olhos baixos, focados em suas mãos.

 

-Aqui?  Mas isso é um bar- Disse eu com o olhar cínico.

 

-Tem certeza? - Disse ele, seus olhos voltaram a me sondar.

 

-Eu… - Dizia até perceber um brilho estranho que emanava de todas as coisas, era como se tudo ali fosse feito de luz, até eu reluzia com aquele brilho, não era para ser assim, se isso era o inferno porque eu não estava em chamas, ou sentindo dores agonizantes? O inferno não deveria ser tão brilhante… E num clarão tudo que eu sabia sobre o antes daquele lugar se apagou, eu me tornei um estranho para mim mesmo, ainda estava sentado naquele mesmo banco do bar, e o barman ainda estava em minha frente polindo um copo, porem, ele possuia uma roupa diferente, um terno completamente branco, quanto tempo se passou nunca saberei, se bem que, naquele momento eu não sabia de absolutamente nada então não faria diferença.

 

Meus olhos corriam pelas centenas de garrafas que estavam nas estantes.

 

-Um Whisky por favor, sem gelo- Disse eu.

 

O barman fez uma leve reverência e deu as costas, um guardanapo foi colocado à minha frente e em seguida um copo, porém, a bebida despejada não era Whisky, tinha uma cor esverdeada e esquisita.

 

-Eu pedi um Whisky, o que é isso? -  Perguntei um pouco irritado.

 

-White Card senhor- Disse ele como se a resposta fosse óbvia,não sei se foi a sua forma de falar, ou talvez eu estivesse muito perdido para dar a devida importância.

 

-White Card? , mas isso é verde, porque tem esse nome? - Perguntei.

 

-Logo o senhor saberá, apenas beba -  Disse ele enquanto saia por uma porta que eu nunca tinha visto ali.

 

-White Card… O que de pior pode acontecer? -  Disse para mim mesmo antes de fechar os olhos e  virar o copo na garganta, aquilo tinha gosto de… .

 

-Ei, isso não tem gos… - Dizia eu antes de abrir os olhos e perceber que não estava mais no bar, era como se meu corpo flutuasse em meio a nuvens brancas, as mesmas se moviam ao sabor do vento, eram as mesmas nuvem que eu vislumbrei nos olhos luminosos do barman.

 

Senti algo me puxar, eu estava subindo lentamente para o desconhecido, para algo além das nuvens e do universo imenso e frio.

 

Meus olhos pesaram, e mais uma vez, durante um tempo indeterminado, eu vaguei pela experiência e pelo esquecimento… e finalmente para o reino celestial.

 

Ah… Eu me lembro de tudo…ela...  “

 

"Entre as paredes distorcidas do tempo e espaço, existe um lugar, um lugar impossível de ser encontrado, até que alguém o encontre, e ironicamente, toda e qualquer forma de vida levada pelas correntes do destino chegaria ali, não importa se são pequenas, grandes ou inteligentes, todos estavam fadados a encontrar aquele lugar, o lugar que todos visitam quando morrem, antes da jornada final."

 

Dentro daquele lugar, um homem solitário e quieto polia incansavelmente um copo de vidro, aquela era a sua cruz, ser o guia dos que ganharam uma segunda chance, aqueles olhos luminosos podiam ver tudo sobre todos, ninguém podia se esconder, não de olhos como aqueles, suas dores, suas realizações, suas vidas inteiras, com um breve olhar aquele ser saberia de tudo, e ele julgaria tudo com certeza.

 

Quando aquele homem acabado surgiu ali seu destino já estava selado, suas ações o levaram a isso, e não haveria escapatória.

 

Um sorriso se formou no rosto do Juiz das almas, aquela foi a primeira vez que ele julgou alguém e o mandou para o céu.

 

-Eles nunca se lembram… - Disse ele para si mesmo.

 

Na sua mente ainda vivia, clara como uma chama, o momento em que o homem puxou o gatilho que pôs fim a sua vida naquele plano, se fosse só por isso ele queimaria por toda a eternidade, mas em seu último lamento uma carta foi escrita, seus sentimentos mais profundos e sinceros escritos ali, e aquilo mudava tudo.

 

“ Usem este corpo, salvem-na”

 

Seus pensamentos estavam focados em uma mulher, uma filha, talvez uma esposa…não importa, só o que valia a pena mencionar era o ato, o ato de dar a própria vida em prol da sobrevivência do outro.

 

“Sacrifício…”

 

É engraçado, um único gesto de boa fé foi o suficiente para fazer a balança pender ao seu favor, contra todas as outras coisas… Humanos são realmente criaturas interessantes...

 

Se eu me concentrar bastante posso vê-lo sorrir lá em cima enquanto ela recebe seu coração pulsante em seu peito aberto, talvez… dependendo da vida que ela leve… talvez possam se encontrar novamente.

 

“Eu vou te esperar… Touka-chan”


Notas Finais


Aos que chegaram ate aqui, muito obrigado.
Espero poder trazer mais one-shots como esse.
Xau...


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