História White Foundation - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 9
Palavras 3.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mecha, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Super Power, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! Me desculpem mesmo pela demora, estava tendo que resolver algumas coisas pessoais, mas agora estou totalmente livre para escrever, então esperem espaços curtos entre o lançamento de cada capítulo! Espero que gostem!

Capítulo 2 - A Viagem de Balsa


Há três horas atrás, Yuki havia embarcado naquela balsa de aspecto velho. Não era o lugar perfeito para uma garota como ela que odeia água, mas, segundo a carta endereçada a ela, aquela coisa a levaria a um lugar melhor. Assim que embarcou, ela foi para a parte lateral da balsa e se apoiou na grade de metal enferrujado, olhando a água passando em alta velocidade, para uma coisa tão velha quanto a guerra, aquela balsa era rápida. Enquanto olhava as ondas passando e se chocando gentilmente contra o casco de metal da balsa e sentia o desagradável cheiro da maresia, ela se perdeu nas memórias dos últimos dias. A guerra havia acabado há apenas duas semanas, nada mais é como era antes. Antes, ela poderia sair livre pela cidade, talvez sentindo o agradável cheiro da comida de um restaurante sofisticado, talvez tendo sua vista enchida pelas variadas cores de um campo onde uma velha senhora cultivaria suas rosas. Agora, a podridão da cidade era tão forte que havia sido o maior desafio da vida dela sair de dentro de casa, o restaurante havia sido explodido por uma bomba, matando os cozinheiros, a velha senhora havia se suicidado e o gramado das rosas havia se tornado infértil, causando sua morte, as tornando verdes, escuras e mortas. Ela sentia como se o mundo estivesse morto por dentro, morto por aquelas criaturas, morto pela ignorância humana. Yuki quase caiu do convés quando uma mão gelada tocou seu ombro.

- Garota, por que ainda está presa ao passado? - Uma voz atrás dela perguntou em um tom curioso.

Yuki se virou com a mão na bainha de sua espada pronta para fatiar alguém quando viu um velho grisalho, ele tinha barba a fazer e olhos cinzas, parecia ter sido muito bonito algum dia. Usava um quepe de capitão e um terno formal pretos, algumas medalhas postas perfeitamente enfileiradas no lado esquerdo de seu peito, em seus ombros haviam ombreiras.

- E-e quem te disse que eu estava pensando no passado? - Ela perguntou a ele, um pouco insegura.

- Seu olhar não me engana, eu já sobrevivi a três guerras, sei reconhecer quando alguém ainda se prende ao passado. - Ele respondeu - Ah, onde estão meus modos? Eu sou o capitão Jorge Winston, provávelmente um dos únicos ainda no posto, muito prazer em finalmente lhe conhecer, Yuki Kurosaki.

- Como sabe meu nome?

O Capitão pôs a mão sobre o ombro dela e desatou a rir, Yuki aparentemente não via a mesma graça que ele via na pergunta dela. Após um momento se recuperando do ataque de risos, ele respondeu:

- Garota, vocês é uma dos únicos remanescentes de uma grande geração de valentes guerreiros que deram suas vidas pela raça humana, achou mesmo que ninguém saberia quem você é? No mundo de hoje, nem mesmo um humano comum  como eu conseguiria passar despercebido. Bom, divirta-se com suas ondas, ainda temos mais nove horas de viagem, aproveite! Mas tenho de dizer, o tempo que passar aqui parecerá uma tortura quando vir o que há em terra firme.

Antes que ela pudesse perguntar algo, como quem havia a enviado aquela carta ou para onde estavam a levando, o Capitão foi embora, entrando em uma porta de metal na parte interna da balsa atrás dela que soltou um terrível rangido ao se fechar novamente. Yuki se sentiu confusa, mas uma sensação mais urgente ainda a invadia:
Ela se sentiu observada.
Yuki olhou para os dois lados do barco de onde alguém poderia vir, além da porta por onde o Capitão foi até ela e percebeu como parecia patéticamente indefesa, ela não havia sentido a presença do Capitão enquanto estava distraída, e se o que tivesse ido atrás dela não houvesse sido o Capitão, e sim alguma coisa? Ela provávelmente já estaria morta há muito tempo, seu corpo jogado ao mar e se tornado um só com aquele monte de areia pegajosa e gosmenta ao fundo da água, não lembrada por mais ninguém. Ela decidiu permanecer onde estava e ficar alerta, provávelmente o que estava a observando já havia antecipado que ela tentaria fugir por algum dos dois lados e a pegaria na curva, sua única opção seria permanecer ali, armada como um oficial do exército, sendo predada como a raposa faz ao coelho.

Após alguns tensos minutos Yuki continuava de olhos abertos e ouvidos atentos, parecia estar ficando maluca, mas jurava ter ouvido o som de algum corpo pegajoso se arrastando pelo casco e sentido a vibração dos sapatos de alguém se chocando contra a madeira na proa no barco. Deus, qualquer que fosse a força sobrenatural que a estava dando o poder para fazer tudo aquilo, queria que ela sobrevivesse. Finalmente a hora tão temida chegou, a balsa entrou no meio de um forte nevoeiro, permitindo-a ver nítidamente apenas seu corpo e o chão abaixo de si. Ela não só sentiu, mas também ouviu de forma clara passos pesados atingindo o chão e indo em direção a ela. Havia chegado a hora. Ela dembainhou sua espada e se virou para a esquerda, a tempo de cortar ao meio uma esfera brilhante que foi lançada contra ela, as duas metades incompletas da esfera passaram pelos lados dela, caindo bruscamente contra o chão e atravessando-o, provávelmente indo parar na parte inferior do barco. Se isso houvesse a acertado, ela estaria morta. Yuki analisou o que lhe era possível ver, ela via duas formas púrpuras, provávelmente pessoas encapuzadas, por conta do nevoeiro que havia diminuído um pouco a intensidade e dos capuzes, não foi possível a ela ver quem era.

- Quem são vocês?! Saiam daqui agora! Eu sou uma Mystogan, consigo matá-los com um golpe! - Ela ameaçou, se imaginando um presidente fazendo um discurso, mas provávelmente havia soado como a loira do filme de terror.

- Sim, Mystogan, podemos ver... - Várias vozes responderam em uníssono, como se houvessem mais de dois deles - Mas ainda jovem e inesperiente.... Palavras vazias você desfere contra nós, podemos ver...

Mais quatro formas distintas puderam ser vistas aparecendo por trás das duas a sua frente, ela começou a recuar e arriscou um olhar para trás, a mesma quantidade de coisas estavam lá... Droga, havia sido encurralada. As formas se aproximaram ainda mais dela, formando um círculo e a encurralando na borda, a única saída que tinha era para o oceano, a saída para sua morte. Assim que suas pernas sentiram o metal frio da grade por trás das calças seu corpo inteiro gelou, ela finalmente viu a verdade, não havia caminho, não havia escapatória, não havia esperança. Neste momento, ela perdeu todo o raciocínio lógico. Era como se sua mente houvesse revertido, o instinto tomara conta de seu corpo, a adrenalina corria por suas veias em um ritmo inexplicável. Nesta hora ela olhou para suas mãos, Zanpakutou ainda estava firme entre seus dedos, a fiel companheira que inúmeras vezes havia tirado a morte de seus planos parecia ser a única coisa que ainda fazia esforços para protegê-la. Um curioso brilho negro brotou da ponta da lâmina, envolvendo o restante da espada e logo todo o seu corpo, não sabia se era aquilo ou a adrenalina, mas sentia que poderia derrubar um prédio com apenas suas mãos. De repente, suas pernas se moveram sem que pudesse controlá-las, seu corpo se movia em direção a uma das coisas que a cercava, a "coisa" fez um gesto como se fosse se proteger, mas já era tarde, Zanpakutou havia penetrado firme na carne daquilo e partiu sua forma ao meio, fazendo-o desaparecer em uma poeira negra, deixando apenas a capa vazia em trapos no chão. Outra daquelas esferas veio cortando o ar por trás dela, Yuki rápidamente se virou e agarrou a coisa pedregosa, apenas seu toque havia sido o suficiente para causar rachaduras e deixar a esfera cair ao chão, em farelos. Ela partiu para o próximo, o braço oculto pelo manto bloqueou a passagem da espada para seu rosto, o braço daquilo parecia ser feito de metal, Yuki recuou sua investida e em seguida pegou impulso no chão do barco, avançando com incrível velocidade por baixo dos braços daquilo fateando-o de baixo para cima. Ela parou no lugar em que estava, ofegante, parece que a energia gasta para fazer aquilo era mais do que ela tinha guardada, seus músculos agora doíam e Zanpakutou tremia em seus dedos. Duas mãos gosmentas tocaram seus ombros e a puxaram para trás, Yuki tentou se virar e resistir, mas sua espada caiu de suas mãos e suas pernas vacilaram, estava exausta. Assim que largou Zanpakutou, o brilho negro saiu de seu corpo e o raciocínio voltou a dominar sob o instinto, novamente a terrível idéia de estar prestes a morrer a invadiu. Ela repentinamente sentiu frio enquanto as mãos erguiam seu corpo imóvel ao ar e a levaram em direção á borda do navio, ela tentou espernear, desferir socos contra aquilo que a carregava, tentou gritar por ajuda, mas seu corpo não a respondia, tudo o que conseguiu forçar a passar por entre seus lábios foi o inaudissível sussurro:

- Socorro... Alguém.....

Ela ouviu as coisas abaixo dela conversando com o uso de palavras que ela mesma não podia entender, uma linguagem antiga, esquecida pela civilização moderna há tempos... Eles falavam a língua das criaturas. Eles eram as criaturas. Eram elas que haviam tramado contra ela e agora estavam prestes a matá-la. Ela sentiu a coisa aplicar força em sua parte anterior e depois o ar rarefeito e gélido a envolveu, ela sentiu p verdadeiro toque da morte. Só era possível ver o casco de metal da balsa, ela fechou os olhos esperando o mortal impacto de seu corpo contra a água quando... Duas mãos envolveram seu corpo. Ela abriu os olhos, alguém encapuzado havia pulado de lá de cima para a segurar, mesmo não podendo se mover, ela não sentiu aquela presença como uma presença má, ela sentiu o calor do corpo da pessoa como uma sensação aconchegante, acolhedora, familiar. Antes que tivesse tempo de perceber que ainda estavam caindo ela sentiu um solavanco e usou as forças restantes em seu corpo para olhar para o lado e assim percebeu: a pessoa estava subindo o casco íngreme do gigante de metal com as próprias pernas. A subida foi mais rápida que a queda, a pessoa se movia com graciosidade, habilidade, ainda a segurando com firmeza sem a machucar. Do último passo que a pessoa deu no casco ela pegou impulso e deu um alto pulo, caindo sobre o chão de madeira podre do convés, as criaturas sibilaram como cobras e se afastaram trêmulas ao sentir a presença dos dois, a pessoa se ajoelhou e repousou o corpo de Yuki sobre o chão úmido, dizendo uma curta e fechada frase com uma voz masculina:

- Permaneça aqui.

Ele saltou sobre o corpo dela e finalmente ela pôde prestar atenção aos detalhes, o garoto não usava um manto como as criaturas, e sim uma capa com a barra cortada rudimentarmente e um capuz, ambos azuis-escuros com linhas douradas passando pelas bordas. Nos pulsos humanos do rapaz estavam duas argolas e fios quase invisíveis presos á parte inferior delas, nas mão ele segurava... yo-yos? A mesma aura que envolvia Yuki tomou conta do corpo do garoto, apenas parecia ser mais forte, mais brilhante, causava um certo sentimento de medo. As criaturas sibilaram novamente e se dividiram para os lados quando o garoto lançou o yo-yo da sua mão direita e, com incrível velocidade, o yo-yo destruiu os dois braços sólidos da criatura e acertou seu corpo, fazendo-a desaparecer em trevas. As criaturas restantes se reúniram novamente em frente a ele e o disseram em uníssono:

- Jovem é, podemos ver... Mas de incrível treinamento e habilidade é dotado, podemos ver...

- Sabem o que eu posso ver? Suas cabeças despedaçadas sob meus pés. Deixem esta balsa agora, ou se arrependerão amargamente. - Ele retrucou, a aura em volta dele se tornando mais brilhante.

- Devemos noa retirar por hora... Mas retornaremos brevemente, Mystogan. Quando o fizermos, é melhor estar preparado para guerra. - Eles disseram.

As formas encapuzadas das criaturas foram aos poucos afundando mais na neblina e desapareceram como se nunca houvessem estado lá. O garoto da capa se voltou novamente para Yuki, ele andou a passos calmos e curtos em direção a ela, havia com certeza algo de familiar no garoto, algo no fundo de sua mente que provávelmente já havia esquecido. O garoto se ajoelhou ao lado dela, pondo a mão por trás da cabeça dela e a erguendo por alguns centímetros. Yuki fez sinal de tentar falar e, percebendo isso, o garoto pôs o dedo sobre os lábios dela, dizendo:

- Por agora, descanse. Daqui há algum tempo, teremos muito assunto para discutir, Yuki.

Uma brisa forte soprou, esvoaçando os cabelos dela e derrubando o capuz que o menino usava para suas costas, deixando seu rosto á mostra. O garoto tinha cabelos brancos como a neve, sua pele era pálida e ele tinha os olhos azuis, penetrantes como se tentasse vasculhar o interior de sua alma, ele exibia um sorriso tranquilo por vê-la bem. Yuki reconheceu aquele rosto, aquela expressão, aquele sorriso gentil, Aquele era..

- Tadashi...

Estas foram as últimas palavras que Yuki conseguiu fazer saírem de sua boca antes da escuridão tomar seu campo de visão, ela se sentir tonta e desmaiar ouvindo a voz de Tadashi.

Yuki acordou e se levantou assustada, apoiando os braços na estrutura atrás dela. Ela tomou um tempo para examinar o local, era um cômodo pequeno e com cheiro de madeira podre, aromatizantes com aroma de pinheiros faziam o possível para ao menos disfarçar o odor, falhando miserávelmente em certas partes do cômodo, irônicamente, este era o caso do canto onde ela estava. O lugar era rodeado por estantes de madeira e prateleiras de ferro, várias quinquilharias estavam sobre elas, como estatuetas de porcelana de alguma coleção antiga, pedaços de pano de várias cores e diversos estados de conservação, desde o mais rasgado e com a cor desbotando ao mais brilhante e vívido deles, enfileirados, pilhas de roupas e potes com restos de sopa e cereais. Ela olhou para o local onde estava, uma cama móvel, foi o que deduziu a partir do armário aberto de onde saía o colchão onde estava, cobertores finos, brancos e cheirosos, provávelmente lavados recentemente, o mesmo para o travesseiro e a roupa de cama. Ela estava apenas com sua roupa habitual, a jaqueta de couro usual que usava estava apoiada sobre uma cadeira dobrável ao lado da cama, seus sapatos estavam dispostos no chão com a frente em direção á parede, postos assim meticulosamente para caso ela quisesse se levantar. Foi aí que se lembrou:

- Zanpakutou! - Yuki se deseperou.

Ela se livrou das cobertas, colocou seus sapatos e sua jaqueta e puxou a porta de metal para dentro com a intenção de abrí-la, causando um rangido imenso. O vento entrou no cômodo, mas não era mais aquele vento frio e desconfortável, era uma brisa fresca e tranquila, o céu estava de um tom de azul profundo, era quase como se ela houvesse sido teletransportada para outro mundo, ou ao menos, uma parte do mundo intocada pela guerra. Ela percebeu que aquela porta era a mesma por onde o Capitão tinha ido embora, provávelmente seus aposentos. Ela olhou para o lugar onde estava e viu Tadashi, ele estava sentado sobre a grade observando o horizonte, como se esperasse que algo desse as caras por lá a qualquer momento. Foi então que um dos barulhos mais raros do mundo foi ouvido sobre ela, uma gaivota piava alegremente se alojando sobre a cobertura de metal do navio. Isso fez Tadashi olhar para trás e consequentemente perceber a presença de Yuki.

- Ah, então você finalmente acordou. - Ele deu um sorriso simpático e mostrou o item que carregava em mãos, Tadashi segurava Zanpakutou - Uma linda espada, fiquei com medo que os Darkstalkers retornassem por ela, por isso não a deixei ao lado de sua cama.

Yuki andou serenamente até o lado dele, Tadashi podia estar tentando disfarçar ou somente adiar o assunto que entraria em pauta, mas sua aparição havia a deixado muito confusa e mexido muito com ela, e ela queria ter esta conversa agora.

- Então.... - Ela esperou que ele completasse a frase.

- Então.... O quê? - Ele repetiu.

- Então que você, um dos meus únicos amigos durante este tempo todo de guerra some durante, hm, não sei, DEZ ANOS e acha que não me deve nenhuma desculpa?

- Ah sim, você quer falar sobre isso. Eu sei que você deve estar muito chateada comigo, juro que não teria feito as coisas desta forma se não houvesse sido extremamente necessário, é que as coisas aconteceram e... - Ele foi interrompido.

Yuki o puxou da grade para o convés e o abraçou, deixando ele um pouco confuso, não era esta a reação que ele havia previsto que ela teria.

- Ah, Deus, por onde você esteve? Eu achei que estivesse morto. - Ela perguntou, demonstrando mais alegria em ver o amigo.

- Bem, depois que... Você sabe, aquilo sobre os meus pais, eu recebi um convite. Fui uma das primeiras pessoas a serem convidadas para vir para este lugar. - Ele explicou.

- A balsa?

- Não, a White Foundation. - Ele riu - Vou te explicar um pouco melhor, o nosso mentor, Stephen, é um poderoso Mystogan e possívelmente um dos homens mais inteligentes do nosso tempo. Ele percebeu que ao invés de ir lutar contra eles, seria um plano bem melhor gastar todo o tempo fútil que gastaria guerreando juntando esforços para reconstruir o mundo após o confronto. É um homem muito á frente do nosso tempo, mesmo quando não tínhamos esperança da guerra terminar, ele já pensava no que aconteceria após a guerra.

- E?

- Calma, já vou chegar lá. Ele construiu o lugar que chegará á nossa vista a qualquer momento, uma enooorme ilha com tecnologia moderna que não foi afetada pela guerra, por isso o clima tão tranquilo e bom por aqui, ele construiu barreiras climáticas, são coisas que é melhor eu deixar para depois. Continuando, desde o início da guerra ele vêm tentando achar crianças Mystogans para abrigar, infelizmente vários de nós morreram e ele só está tendo resultados significativos em suas buscas agora, tarde demais. Ele me encontrou e me ofereceu uma chance de escapar deste mundo ruim e eu aceitei. - Tadashi se virou para ela, se animando cada vez mais a cada palavra - Oh, Yuki, você não tem idéia do que nós, Mystogans, podemos fazer! É tanta coisa incrível que nem posso explicar! São literalmente infinitas as possibilidades. E vejo que você, mesmo sem treino desbloqueou uma de nossas habilidades, a Aura.

- Ah, sim. Aquilo apareceu de repente, eu me senti muito estranha, era como se pudesse fazer qualquer coisa!... Mas acabou que eu fiquei cansada demais. - Yuki compartilhou.

- Sim, nas primeiras vezes que você faz é assim mesmo, mas depois: - Tadashi se interrompeu para demonstrar.

Os olhos azuis de Tadashi brilharam com mais intensidade e o familiar brilho negro brotou dos yo-yos , envolvendo ele logo em seguida.

- Você consegue controlar. - Ele terminou - Mas ainda há coisas que nem mesmo eu consigo fazer. Quando soube que você estava vindo, fiz questão de entrar na balsa. Ah, é, parece que os Darkstalkers manifestaram certo interesse em você, não? Ou melhor, interesse em você não existir mais.

- Ah, então este era o nome deles. Eu lembro de já ter visto uma foto de um em algum lugar. - Ela comentou, tentando se lembrar de onde.

- Os Darkstalkers são um tipo destas criaturas, são humanóides e falam nossa língua, porém por baixo do manto são somente aberrações. O corpo, uma massa espessa de escuridão, é a sua parte frágil, enquanto os membros como pernas e braços são partes vazias que podem ser repostas com outros materiais como pedras ou coisas do tipo, fico feliz que aqueles eram fracos, já vi um que absorveu tantos materiais que ficou da altura desta balsa! Enfim, suas perguntas serão respondidas pelos professores... Ah é! Temos vários adultos lá também, temos o professor Jonathan, a Senhorita Glyde, o Monitor de Segurança Yuma, assim como nós, jovens! Lá nos temos a Jess, o....

Tadashi continuou a falar, dando mais detalhes e detalhes sobre as pessoas e a vida que viviam lá, animando Yuki, que ouvia a tudo atentamente, bem no fundo ela se sentia bem por Tadashi estar bem, ela sentia que com alguém conhecido por perto, seria mais fácil de se acostumar à nova e estranha vida, da proa da balsa já era possível avistar uma enorme e extensa massa de terra verde, um prédio branco gigante se erguia sobre ela.


Notas Finais


Estou precisando de mais fichas, então eu gostaria de pedir que recomendassem a fanfic para alguém, para que eu possa dar continuidade á fanfic. Espero que tenham gostado, por favor deixe seu comentário!


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