História White like A Paper - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Chanyeol/ Baekhyun/chanbaek
Visualizações 10
Palavras 2.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Amores! Como vocês estão? Curtindo muito esse novo MV de Shinee? "Winter Wonderland" sinto cheiro de comidas com uva passas...ㅋㅋㅋㅋㅋ
Sim estamos no primeiro dia de Dezembro!Ebaaaa...
Mas eu decidi postar essa pequena Fanfic Morbida porque eu sou meia contrária e esse era o plano desde uns quatro meses atrás quando comecei a escrever esta fanfic.
Espero que vocês gostem.
Bjus
E bom começo de Dezembro pra todos.

Capítulo 1 - Tudo volta ao que sempre foi; Branco como um papel.


Fanfic / Fanfiction White like A Paper - Capítulo 1 - Tudo volta ao que sempre foi; Branco como um papel.

Porque eu tenho que ficar sozinho mamãe?" -O pequeno garoto perguntava sem entender. A sua frente sua mãe se controlava para não chorar na frente do filho, nada nunca seria tão dificil quanto aquele momento.
"Porque você tem que ficar bem meu amor. -Ela olhava para a face assustado do garotinho que lhe olhava dem entender nada. "Fique bem pela mamãe. Eu te amo."
Estas foram as últimas palavras que Chanyeol oviu de sua mãe na vida e não eram tão nítidas agora, tudo se tornara apenas um borrão em suas memórias.
Todos os dias em que passou naquele hospital ele nunca perdeu a esperança de que ela voltaria, mas nada aconteceu.


O sol já havia desaparecido a algum tempo, mas Chanyeol não conseguia parar de se virar de um lado para o outro na cama. E a tarefa ficava mais dificil ainda quando ele ouvia vozes em sua cabeça e sua mente o traia.

No outro dia ele acordou como sempre, olheiras profundas eram visíveis e a monotonía  de mais um dia ali o tomava. E naquele dia mais uma vez ele achou que sua sanidade estava o traindo quando um garoto de cabelos castanhos e pele alva entrou pela porta do seu quarto.
Ele o encarou de longe, em seguia fechou os olhos e tapou os ouvidos como sempre fazia quando começava a ver ou ouvir coisas, mas quando voltou a ficar normal ele ainda estava lá o olhando com um sorriso minimo nos lábios. 
-O que você quer? -Chanyeol ja estava cansado de ser louco e não lembrava de quando ele havia começado com aqueles distúrbios.
-Uma folha. -O garoto disse simples. 
Chanyeol estreitou os olhos e sorriu alto em seguida.
-Pessoas imaginárias não precisam de papéis. -Sua risada escandalosa ecoava pelo quarto e agora o garoto estava com uma expressão séria, seus olhos pareciam tristes e algo turbulento agitava seu coração.
Chanyeol constatou com tristeza que aquela ilusão era seu proprio coração refletido naquele garoto com feições delicadas.
-Você vai me dar ou não um papel. -O garoto perguntou impassiente. Chanyeol resolveu se render mais uma vez.
Ele levantou com dificuldade e foi até uma pequena caixinha que se encontrava em seu guarda roupa tirando de lá uma folha em branco, voltando-se para o garoto logo em seguida.
-Qual seu nome? -Interrogou o maior com curiosidade.
-Byun Baekhyun.  -Respondeu. -E o seu?
-Park Chanyeol.
-Tudo Bem. -Chanyeol levou a folha até sua cama e sentou na ponta da mesma fazendo um sinal para o outro se aproximar.
-Porque você quer uma folha? -Aquela pergunta não fazia muito sentido, mas nenhuma das visões de Chanyeol nunca foram tão longe quanto aquela e Chanyeol entrou em profunda tristeza por descobrir que assim que aquele garoto impetulante saísse pela porta talvez ele nunca mais o visse e ficaria sozinho outra vez.
-Para escrever. -O menor estava sentado com as pernas cruzadas ao lado do maior que o encarava de cima para baixo.
-Okay. -Chanyeol entregou o papel ao garoto esperando que o mesmo se levantasse e fosse embora, mas ele não o fez.
Durante alguns minutos Chanyeol observou o menor concentrado em escrever algo na folha que não deixava que o outro visse pois o destinatário seria ele. 
Chanyeol se perguntava onde tinha parado toda aquele sentimento de solidão que ele acordara sentindo naquela manhã? Porque ali com Baekhyun sentado ao seu lado mesmo em silêncio ele só sentía uma confusão reconfortante se formar, em algum lugar Chanyeol se sentiu feliz por ele não ter ido embora em seguida como todos tinham feito durante o tempo em que ele esteve naquela clínica psiquiátrica. Era sempre a mesma coisa, ninguém nunca queria ficar mais um pouco e Chanyeol havia se esforçado quando criança mais depois de um tempo ele se conformou a apenas desistir e se entregar a aqueles sentimentos de solidão que se encontravam em seu interior.
.
.
.
O sol batia contra o rosto de Chanyeol o fazendo virar para o outro lado da cama na esperança de dormir mais um pouco, mas ele logo lembrou do dia anterior e se levantou rapidamente. Ao lado de sua cama ainda ele viu a folha que Baekhyun tinha lhe entregado ele se perguntou o porque de ainda ver o papel ali, mas não deu muita importância, no papel ele escreveu em letras desleixadas o seguinte...

"Você poderia muito bem ser mais educado.
Poderia tentar não ser tão confuso.
E podemos ser amigos se você quiser."

Chanyeol leu aquilo sorriu um pouco e se encontrou sussurando o nome do outro.
-Foi rápido. -Desdenhou o menor da porta. Ele parecia mais relaxado refletindo assim um pouco do estado do próprio Chanyeol.
-Você quer mais folhas? -Chanyeol se levantou e foi ate a caixinha novamente pegando mais folhas.  Ele não sabia bem o que estava fazendo, mas queria a companhia do menor.
-O que vamos fazer? -O menor perguntou.
-Nada. Eu nunca fasso nada. -Disse, recebendo um olhar triste de Baekhyun.
-Então tá. -A garoto se aproximou da cama e sentou de frente para o maior capturando as folhas de suas mãos.
E começou a escrever coisas aleatórias.
-Eu sei que você acha que sou só mais uma das suas alucinações. -Baekhyun falou sem levantar os olhos do papel em que estava concentrado.
-Porque você esta falando nisso? Você não sabe de nada. -Laçou com grosseria. -Você não e real e eu fico frustrado porque eu queria que você fosse, mas não tenho escolha. -Comentou em seguida, seu olhar estava triste.
-Se é assim que você quer acreditar pra mim tudo bem. -Baekhyun falou, e o assunto se encerrou.
Eles ficaram em silêncio por um longo tempo enquanto Baekhyun continuava ali concentrado no que fazia e a ironia começava a rondar a cabeça de Chanyeol que sentia a contradição daquele cena. Um garoto doente mentalmente e a sua mais bela ilusão sentado de frente para si exibindo o quanto daquela mente pertubada ainda  podia ser traiçoeira.

Nos dias que se seguiram Baekhyun sempre voltava e eles conversavam sobre coisas desconexas na maior parte do tempo.
-Chanyeol você sabe o que é amar alguém? -O menor pegou o outro de surpresa. Seus olhos estavam vidrados em algo além da paisagem fora da janela. 
-Eu nunca parei para pensar. -Respondeu sinceramente.
-Eu sinto que não cosigo descrever esse sentimento com nenhuma palavra. -Falou soltando um suspiro.
"Então era isso que ele queria escrever" Chanyeol  pensou nos papeis jogados pelos cantos do quarto. E em parte se sentiu culpado porque aquilo era culpa sua afinal ele não sabia o que era amar alguém de fato.
E olhando para o garoto a sua frente ele pensou que poderia tentar descobrir por ele.
-Vem aqui. -Chamou Baekhyun, este se sentou mais perto do outro se sentindo intimidado pelo seu tamanho.
--Eu vi uma vez em um filme que você pode amar através de contato. -Ele divagou, levando uma de suas mãos até o rosto do outro que se encolheu com o toque. Mas Chanyeol não afastou as mãos gélidas e começou a fazer carinho em Baekhyun.
-Que coisa estranha. -O menor sorriu acanhado.
Chanyeol se afastou depois de um tempo.
-Sabe. Eu também pensei uma coisa, na minha cabeça eles davam as mãos, era como se aquilo fosse uma confirmação de que eles sempre estariam juntos. -O menor pegou a mão de Chanyeol inocentemente e entrelaçou sua mão pequena com a do semelhante e a mesma foi engolida pelos dedos do maior.
Chanyeol fechou os olhos e sentiu que devia dizer algo mais nada realmente séria relevante.
Ele trouxe Baekhyun para mais perto de si e uma lembrança veio em sua memória. Uma lembrança de sua mãe lhe dando um beijo na testa em forma de carinho então ele resolveu fazer o mesmo. Ele se aproximou do outro pronto para fazer o mesmo que sua mãe, mas seus olhos foram para os olhos de Baekhyun e em seguida para seu lábios e assim ele mudou o percurso. 
Os lábios se tocaram e Chanyeol sentiu um arrepio na espinha, o beijo era singelo, Chanyeol não o apertava por um medo descontrolado de que se o fizesse o pequeno desapreceria entre suas mãos e não voltaria mais.
 O carinho findou.
Suas mãos ainda estavam unidas e Baekhyun não falara nada por um longo tempo.
-Então é assim que todos se sentem? 
-Não sei. Mais agora você pode escrever com suas próprias palavras o que achar melhor. -Chanyeol estava abraçado a Baekhyun e este acariciava seus cabelos.
O menor saiu dos braços de Chanyeol se concentrando nas folhas em branco diante de seus olhos, que agora se encontravam com um olhar diferente que Chanyeol não conseguiu evitar tentar interpretar.

Os dias que se seguiram não foram fáceis desde o ocorrido Baekhyun não havia aparecido e Chanyeol se viu perdido, as vozes voltaram a sua cabeça e os remédios não queriam fazer efeito. E em algum momento ele se deu conta que ele não precisava daqueles remédios ele só precisava de Baekhyun ali ao seu lado.

Em uma manhã ele teve uma das sensações mais estranhas da sua vida. Chanyeol foi até ao jardim e encontrou sua mãe sentada em uma dos bancos de uma pequena praça que havia no lugar, seu coração congelou e fez com que ele não mais se importasse com nada.
-Meu filho...Me perdoe. -A mulher falava tentando controlar as lágrimas. As feições de Chanyeol se encontravam petrificadas e quando ele teve a coragem pra falar algo foi ríspido e direto.
-Sai... Sai daqui e nunca mais volte. -Falou e saiu correndo. Ele não conseguia colocar seus pensamentos em ordem e ele só precisava encontrar Baekhyun em algum lugar, então ele se apressou chegando o mais rapido possivel em seu quarto.
-Baekhyun! Baekhyun!-O garoto gritava pelo o outro de uma forma desesperada. -Você me disse que eu poderia chamar você. -Ele chorava descontroladamente. -Eu preciso de você aqui. -Fez uma última súplica.
Seus pés falharam e lágrimas silenciosas se fizeram presentes.
Algumas horas se passaram e Baekhyun não apareceu e Chanyeol desmoronou, foram horas chorando.
A noite caiu e ele ainda estava encolhido em cima da cama.
A unica claridade no quarto era a que entrava pela janela.
--É normal eu sentir tanto sua falta? -Sussurrou. Seus olhos estavam fechados e sua respiração era uniforme contradizendo seus pensamentos.
-Eu também queria saber. -Ele abriu os olhos e encontrou os de Baekhyun que estava em pé de costas  para a janela o observando.
-Onde você estava? -Perguntou, sua voz estava fraca e reprimida pelas horas chorando.
-Por aí. -Baekhyun respondeu se virando de frente para a janela. Uma resposta simples, mas que partiu em milhares de pedaços o coração de Chanyeol.
Tudo o que ele tinha feito havia sido gritar o nome de Baekhyun, e ele estava simplesmente por aí?
Chanyeol reuniu todas as forças que ainda tinha e se levantou indo até Baekhyun.
O menor só teve tempo de virar antes que fosse jogado com força contra a parede e mãos grandes e ágeis o segurassem.
-Você... Não podia fazer oque fez. -A voz rouca do maior soou no quarto preenchendo tudo com uma tempestade de sentimentos sendo transmitidos por simples palavras. -Eu precisei de você, eu preciso de você. 
O menor estava imóvel e em nenhum momento reagiu, nem quando sentiu leves toques em seu rosto, nem quando sentiu as lágrimas salgadas de Chanyeol se misturarem com as suas. 
A realidade era que nada podia ser feito, eles apenas eram uma perfeita imperfeição. 
Uma das maiores lembranças de que tudo que a vida poderia ser seria uma grande confusão de imagens, memórias, sons e ilusões que nunca se tornariam reais.

Naquela noite Chanyeol se permitiu sentir os lábios de Baekhyun nos seus sem se importar se ele era ou não real. Seus corpos foram consumidos por um desejo incontrolável de se unirem.
Eles trocaram carícias e declaração secretas que ninguém nunca saberia e eles tiveram a certeza que o único jeito de ficarem juntos para sempre sería quebrando o coração um do outro dia após dia.


"Os dias passam lentamente, as noites ficam mais escuras e estamos cada vez mais sedentos de algo que não pode ser real. 
Tudo se transforma em dor e nada mais importa, então... O que vem a seguir?"

-Você é real?-O maior sussurrou a pergunta que lhe tirava o sono desde o dia em que o menor adentrou a porta de seu quarto.
Seus olhos transbordavam e sua mão  insistia em escorregar por entre os dedos do menor que o olhava atentamente as nuvens se formando no céu ja escuro.
-Tudo é possivel. -O pequeno falou apertando as mãos de Chanyeol com força.
-Talvez.
-Desculpe. Eu não queria que fosse assim. -Falou. 
-Amo como você segura minha mão e como está me olhando agora, com segurança mesmo eu sabendo que também tem medo. -Chanyeol se entregou a falar palavras que nem sabia que conseguiria dizer em voz alta mesmo sabendo que o pequeno desapareceria e que eles nunca mais se veriam.
-Posso contar um segredo? -Baekhyun perguntou baixinho e Chanyeol so assentiu. 
-Também amo como você me segurou firme desde o dia em que nos conhecemos porque eu estava perdido em meus dias monótonos e você com toda a sua cabeça dura se deixou livre para me fazer livre também. E eu não me importo de terminar assim porque sei que não dá mais. Prometo que algum dia nós nos encontraremos e você esteja preparado para ir comigo porque eu não conseguirei outra vez sem você. -Concluiu. Lágrimas rolavam no rosto de ambos e Chanyeol puxou o menor para um último beijo que prometia fazer tudo o que o menor pediu.
Silenciosamente eles se separaram e olharam um para o outro uma última vez.
-Baekhyun  -Chanyeol o chamou uma última vez quando o mesmo se virou. -Não saia do meu mundo. -Pediu com um sorriso triste.

E tudo virou apenas uma lembrança, como a mente daqueles dois garotos que foram entregues as sensações mais crueis que alguém poderia sentir.
                          
                              ��������

Eu não me recordo em que momento minha loucura se misturou com o amor que eu sentia por ele, talvez a frase "O amor nos faz loucos" esteja correta. Mas o que acontece quando esse amor te faz prisioneiro de uma loucura ja recorrente? Alguém já parou para pensar?
Acho que nós não poderíamos escolher um destino diferente, tudo já estava gravado só  esperando o momento de acontecer.
Assim como a ilusão de que tudo começa Branco como um papel...

                                -Fim

 


Notas Finais


Amores gostaram? Não gostaram?
Me deixem comentários aqui em baixo que ficarei feliz em ler e respondê-los...
Obrigada e esperem que em breve sai o proximo e último capítulo...Bjus


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