História White Yin and Black Yang - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Suho
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo
Visualizações 8
Palavras 1.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, sou nova aqui...
Espero que gostem.

(eu devia estar estudando, céus.)

Capítulo 1 - Pote de Arroz


Estava escuro. Eu não conseguia respirar, algo tampava meus olhos e mãos trêmulas me enforcavam, possessas de raiva e um tanto angustiadas. Ainda estava sentindo frio mas o costume de estar preso na escuridão e sem roupas já havia me atingido. Pensei que finalmente fosse morrer. Não sabia que era tão errado flertar com outros homens. Afinal, quem criou as regras? A biologia, ainda recente naquele lugar? Só porque não tenho útero ou joias enfeitando meus dedos e pescoços, não posso me apaixonar por um ser da realeza do sexo masculino? Chega de perguntas que não serão respondidas. Devia estar mais preocupado com a minha vida neste momento. Ah, não precisava mais, as mãos pararam de realizar tão sufocante serviço e saíram da prisão. Eu sabia quem tinha sido. Era a segunda vez essa semana e só acabaria quando eu morresse.

Por ele ser um príncipe, nada lhe aconteceria. Mas o seu desejo pelo meu corpo não acabaria ali. Já o meu tinha acabado há muito tempo. Se bem, que acordando um pouco para a realidade agora, vejo que se não existisse guardas reais ou eunucos por perto aqui neste calabouço, já teria sido abusado sexualmente por ele. É, ele é um sem vergonha mesmo.

Queria viver naquele mundo, onde poderia ser quem eu quisesse, sem me preocupar com sexo e menos com status sociais. Mas estou aqui, em uma era onde tudo que é bom, é proibido. Até que não era ruim viver o proibido. Era gostoso para um caralho mas tudo que é doce, um dia chega ao amargo não, é? Meu dia chegou e a minha única gotinha de açúcar que tenho vem aqui de vez em quando e sempre me trás um pote de arroz. Uma criaturinha fofa que me salvou da morte e daquele louco. Um servo aspirante a guarda que influenciava mais o príncipe canalha do que sua família e me deixou em vida. Valeu a pena porque é bom demais provocar aquele baixinho inocente. Já fiz muita burrada na minha vida e acho que mereço meus sofrimentos. Sou um Yin por inteiro, retirando a gota branca do círculo, não tenho um resquício de bondade.

Já ele esbaldava luminosidade por onde passava. Era um santo, inocente, um eunuco, alguém que nunca imaginei amar na vida. Sim, eu o amava. Ainda amo. Meu primeiro amor. Primeira paixão. Algo além do carnal. Sinto que ele me ama, de algum jeito. Não é bem como eu desejaria mas, ele me lembrou alguém que conheci depois. Ele é um paradoxo perfeito, meu pote de arroz mais doce. Ele nunca me trairia, eu sei disso. Pena que ele não pode me salvar todas as vezes. O engraçado é que desconheço sua natureza. Ás vezes desconfio de seus gostos, já que ele escolheu essa punição.

Ele ficará preso. Junto com os outros. Ele não precisa morrer, só por estar confuso, alteza. Farei com que mude, prometo. Você poderá usa-lo como brinquedo, apenas o mantenha vivo. Eu cuidarei dele.

Ele cuida de mim. Tanto que me fez ficar apaixonado por ele. Se bem que não o entendo e devia esquecer esse sentimento. Mesmo mordendo os lábios ao me ver sem vestes, mesmo me encarando por longos minutos, mesmo me colocando para dormir, mesmo me dando banho com mãos tão atrevidas, mesmo assim, ele não retribui meus sentimentos. É como a realeza. Ele não pode sentir essas coisas por um homem. É tão errado para suas filosofias, tenho certeza que só me ver como um irmão mais novo e me cuida como se fosse um filho. Não faz sentido mas faz. É assim que me sinto sobre ele. 

Droga! Devia ter ficado na área rural junto com o Jongin e o seu pequeno demônio. Eu e minha vontade de tentar o arriscado, de invejar o relacionamento dos meus amigos, de viver uma aventura. Talvez eu só seja coberto de coisas ruins como os outros. Talvez eu só deva permanecer aqui, deitado enquanto me toco pensando em outros. Só deva ficar aqui e me imaginar em um campo florido, com roupas e feliz, segurando a mão quentinha daquele amo. Ele não virá hoje para secar minhas lágrimas teimosas. O que me resta é dormir e sonhar que um dia sairei da escuridão e voltarei para depois daquilo, para depois de tudo. Renascer e se lembrar pouco é pior do que não saber absolutamente nada sobre.

Ele virá amanhã. Com o mesmo sorriso doce de sempre. Trazendo consigo um pote de arroz sujo. Me consolando e distribuindo beijos sobre meu rosto, enquanto me dá colo. O engraçado é que só o fazia quando expulsava todos da prisão, com apenas um sobrevivente. Só por ele, eu estava vivo. Eu fui um ladrão, pecador e um fugitivo que faltava com respeito aqueles que diziam  o merecer. E mesmo assim, ele não me chutou e iluminou a minha vida. Ele é realmente um Yang. Somos opostos mas gosto de pensar que mantermos o equilíbrio. Assim como o símbolo chinês, nos completávamos.


Na minha imaginação, óbvio.


Ele virá amanhã. Posso descansar tranquilo, mesmo sabendo que quando acordarei não verei a luz do sol. E ele veio. Como sempre prometia, ele vinha. Mas dessa vez, ele não me parecia bem. Estava me acariciando como sempre. Causava gostosos arrepios no meu corpo como sempre. Mas dessa vez, ele estava desesperado. Seu rosto era de um maníaco. Ele trazia consigo, angústias e mais angústias. Pergunto o que teria acontecido mas ele apenas sorrir como usualmente e para de me tocar, já com seus lábios inchados de tanto passearem pelo meu pescoço. Seus carinhos, antes agressivos, voltaram para aquela calmaria que só ele saberia me fazer sentir e satisfeito, nem me importo dele não ter trago o arroz. Eu nunca o comia de toda forma. Ele sempre me animava, então o arroz perdia seu sentido ali e eu apenas o esperava apodrecer e ele o buscar para jogar fora.

Mas ele lembra que esqueceu do arroz, e o trás, dessa vez. Sua cintura possuía um volume, mas eu estava tão feliz de o ver tão rápido em pouco tempo que nem presto muita atenção.

Ele me pede para comer o arroz dessa vez e eu digo que não quero. Estava completamente sujo, intragável até para um mendigo. Eu rejeito, ele me força a comer e peça para que eu vire de costas e coma o arroz de cabeça erguida. Sigo as suas ordens, achando graça naquilo mas desconfio de seu sorriso, tão falso que me assustava. Mas eu confiava plenamente em si, por isso me virei e comi um pouco daquele arroz. Estava horrível e já ia me virar para rir e perguntar como um simples arroz podia ficar ruim. Mas não tive tempo de abrir a boca pois ele a arrancou com um machado. Junto com o resto da minha cabeça.

Ele arrancou com muita vontade e com uma expressão que nunca imaginei seu rosto possuir. Uma expressão tediosa, de quem tinha cansado de brincar, de jogar com alguém. Parecia estar cansado do meu corpo. Nunca pensei que uma gota preta engoliria todo um corpo branco, de bondade. Ele foi arrastado e me jogou na tortura enquanto lentamente, tirava minha cabeça fora. Parecia se deliciar com os meus gritos e de ver meu sangue escorrendo pelos seus pés, no chão escuro. Lentamente, ele serrou meu pescoço. Lugar onde antes enchia de beijos. Ele separou minha integridade e cortou minha linha de pensamentos.

Então porque ainda estou pensando? Porque ainda o amo mesmo depois de ainda sentir toda a dor? Novamente, não iremos focar em perguntas com respostas que ainda não posso anunciar e nem na vida que eu pedir. E em sim, na minha consciência ainda presente mas viajando entre as eras, trazendo as mesmas dores sem um porquê. Estou dentro de um circulo sem cabeça.

Aqui não existe um equilíbrio entre nós. Eu não sou um Yin e você provou não ser um Yang. Se já foi, foi consumido pela mesma escuridão que tirou de mim, me trazendo, naqueles dias, uma tão verdadeira falsa paz. Uma luz.


Melhor se arrepender aos poucos do que, sozinho, se corromper. 


Notas Finais


Querem saber o porque do Yin, tão bondoso cometer tal ação? Só no próximo, hehehe.

Essa fanfic usa mais, em peso, pontos de vistas. Por isso, é a intenção ficarem confusos, já que usa pensamentos concretos de uma pessoa.

Essa história será dividida em dois lapsos temporais. Que terão dois pontos de vistas, em cada um e em cada tempo. Espero que entendam em todo o que quero passar com eles.

O próximo sai semana que vem, até lá.


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