História Who Are You? - Kim Taehyung - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Luta, Mistério, Romance
Visualizações 42
Palavras 1.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Voltei por você


Taehyung

Nyungam fica num lugar fora de Seoul. Não é difícil chegar lá, o ruim somente é o tempo e o transporte.

Não mediria esforços para encontrá-la. A esta altura, tudo o que conseguia pensar era no seu bem estar.

Volto ao velho galpão pois só lá tem tudo o que preciso para essa longa viagem. Adentro o lugar e vejo ambos jogados ao chão, provavelmente dormindo ainda.

– Nam, preciso da sua ajuda, não tenho muito tempo.

– Do que precisa?- pergunta, com a voz rouca.

– Transporte.

– Pega um ônibus.- vira-se para o lado oposto.

– Eu não estou brincando, isso é urgente. Preciso ir para Nyungam agora.

[...]

– Agora que estou mais consciente, me diga... O que fará em Nyungam?

– Acabar com algo pendente.

Ouço um som estridente de algo que talvez pareça ser um helicóptero. Não há ninguém da nossa equipe que use esse tipo de transporte. Não pelo o que eu saiba.

– Pronto, Gek chegou.

– Desde quando Gek tem um helicóptero?- arqueio uma sobrancelha.

– Desde que ele comprou. Vá logo.

Gek era um antigo membro de nossa equipe, mas nos distanciamos desde que ele começou a fazer serviços fora do país. Ele era considerado o melhor, tanto que foi por isso que começou a trabalhar fora.

– Taehyung, meu velho amigo.- sorri ao me ver.- Vamos ou você não chegará lá tão cedo.


Su Mi

Depois da conversa, ou melhor, depois da discussão, ele me trancafiou novamente no porão.

Ainda insistia em me chamar de Ji Hee, mas ele tem que entender que sou a filha dele e não a minha mãe. Posso ter sua aparência e algumas manias semelhantes, mas eu não sou ela de fato.

Mesmo tendo passado apenas algumas horas neste lugar, sinto-me mais confortável aqui do que se estivesse lá em cima tendo que ver o seu rosto nojento. Taehyung havia feito um estrago e tanto nele.

[...]

Olho através da minúscula janela e vejo que o sol estava se pondo, dando início a noite. Não havia nada mais relaxante do que aquela bela paisagem.

– Aqui está o seu jantar.- G surge novamente, com um prato em mãos.

Admiro o modo como ele consegue chegar aqui sem fazer barulho algum. Nem mesmo a escada que rangia atoa podia fazê-lo cometer um barulho sequer.

Apesar de tudo, G não era alguém considerado realmente ruim, ele apenas cumpria ordens. Ordens as quais se não fossem obedecidas e executadas com precisão, poderia custar sua vida.

– Obrigada...

Não estava com muita fome, mas comi algumas coisas para não dormir com o estômago vazio e o restante que sobrou, deixei para os roedores de plantão.

Deito num canto do chão ao qual parece mais confortável e ali permaneço. No mesmo instantes várias lembranças surgem no decorrer do momento.


"Mamãe, está chorando? Por quê? Não chore, eu estou aqui com você.- a abraço.

Precisamos sair daqui enquanto o seu pai não chega.- pega pela minha mão.- Vamos, Su.

Onde pensam que vão?- aparece frente à porta.

Por favor, saia da frente.- pede, mas o mesmo não permite.- Saia da frente agora Kang!

Su, espere lá embaixo com a Katie. Mamãe e eu precisamos conversar."


Quando era pequena, meus pais discutiam com bastante frequencia. O casamento deles não era mais o mesmo e acredito que estiveram unidos só por minha causa.

Apesar do meu pai ser esse monstro que é hoje, pelo menos quando eu era criança, ele não era assim. Na verdade o meu pai sempre foi agradável, mas ele era um tanto quanto obsessivo quando algum cara - até mesmo colega de trabalho - se aproximava de minha mãe. Ele nunca levantou a mão para ela, mas a privou de muitas coisas. Hoje eu percebo o quanto ela deve ter sofrido com aquilo.

Lamento pelo o que aconteceu, mãe. Eu não pude te proteger..- sussurro e uma lágrima desliza pelo meu rosto.- Sinto tanto a sua falta...

[...]

Acordo após ouvir altas gritarias vindas do andar de cima. Permaneço deitada, mas agora em alerta. 

Barulhos se tornaram frequentes até que a porta se abre num baque, mostrando a figura baixa ao pé da escada. O cheiro que dele emanava era de álcool puro e pelo visto, não foi apenas uma dose que ele tomou.

– Apareça, Ji Hee. Vamos, apareça!

Mantenho-me quieta no canto, já que ele não havia me visto. Observo os seus gestos e então isso me faz percebe o porquê de minha mãe ter tentado fugir diversas vezes dele.

– Estou ouvindo sua respiração...- vira-se lentamente para o canto em que estou, fixando seus olhos grandes e escuros em mim.- Oh... Te achei...- caminha lentamente até mim.

Confesso que fiquei assustada com a sua figura medonha. A bebida serviu de aliado para tal coisa que estava vendo. 

Sinto um leve arrepio percorrer o meu corpo, como se algo terrível estivesse para acontecer. Para evitar tal acontecimento, pego alguma coisa que parece ser uma espécie de barra de ferro e a mantenho comigo caso ele tente fazer algo.


Taehyung

Como eu havia dito, Nyungam era distante, demorando algum tempo para chegar.

– Gek, quanto falta para chegarmos?- pergunto aflito.

– Estamos quase lá, aguarde mais um pouco.

Tento relaxar, guardando todas as minhas energias para que quando chegasse o momento, pudesse aproveitar o máximo possível.

Penso em coisas leves, as quais me acalmam só de lembrar. Isso inclui o lindo e doce sorriso que ela dava sempre que me via.

– Taehyung, chegamos.

Retiro-me de meu momento calmo e olho pela janela, visando uma pequena casa distante das outras. Só pode ser aquela.

Eu vou com você. Trabalhar em equipe é sempre melhor.

– Pode cuidar dos dois idiotas, mas o Kang não... Ele é meu.

[...]

Arrombamos a porta, sem muitas cerimônias, e deixei Gek cuidando dos dois "seguranças".

– Vocês não sairão daqui vivos.

– É mesmo? Nem você.

De repente um bando de pessoas começaram a surgir dos mais diversos lugares. Alguns habilidosos, outros nem tanto, mas todos com o mesmo objetivo... Nos destruir.

– Tae, pode ir, eu cuido deles.

– Tem certeza?- assente.- Ok, eu volto para te buscar.

A casa era um pouco mais simples do que o quarto de hotel, mas apesar de parecer, na verdade era bem mais complexa. Diferente do hotel que tinha apenas um lugar em específico, aqui poderia ter diversas passagens, até mesmo subterrâneas que ninguém saiba.

Averiguo atentamente o local e a cada passo que dava, minha raiva aumentava cada vez mais só de pensar que ele poderia ter feito algo com ela.

Foi somente bem nos fundos da casa que pude ouvir gritos agudos vindo, provavelmente os dela. Aproximo-me lentamente para que os meus passos não sejam detectados, mas ao ouvir novamente o grito, não contenho um gesto e acabo por quebrar a porta.

Aproximo-me lentamente vendo o seu rosto totalmente destruído e vejo que ainda não foi o suficiente. Olho de relance para ela e vejo que a mesma estava jogada ao chão, com marcas roxas pelo corpo.

– Você não devia ter tocado nela...

Meu desejo de acabar com ele só crescia a cada minuto. O ódio era tanto que não conseguia me controlar. Tudo aconteceu tão rápido que a única coisa que sentia era o prazer em ver seu rosto pior do que já estava.

[...]

O chão estava ensopado de sangue, e até mesmo ele já não tinha mais forças para fazer nada. Com as pernas quebradas, ele não tinha nada a fazer além de se arrastar.

– Tae, chega...- pede, segurando as minhas mãos.- Olhe para mim...

Não tinha coragem em ver seu corpo, muito menos o seu rosto machucado. Aquilo me doía de uma forma inexplicável.

– Eu pensei que você tinha ido embora...- diz, com a voz falha.- Quando soube que você iria, doeu tanto...

– Sim, eu ia, mas eu voltei por você.- digo, finalmente a olhando.- Foi por você...- seus olhos marejam.

– Obrigada por ter voltado.- envolve-me com seus braços, num longo abraço, permitindo também com que as lágrimas caíssem.



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