História Who Are You? - Kim Taehyung - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Luta, Mistério, Romance
Visualizações 34
Palavras 1.778
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello! Trouxe-lhes mais um capítulo.
Não sei se acontecerá com vocês, mas eu fiquei meio na bad depois desse cap.

Capítulo 43 - Perda


– Su está demorando...- sussurra para si mesma.- Vou buscar ela.

A morena caminha até o corredor, cambaleando algumas vezes. Ao chegar ao final, ela percebe que havia algumas marcas na porta. Hesita por alguns instantes abri-la, mas logo cria coragem e a abre, tendo a pior visão de todas em sua vida. Sua amiga ensanguentada num banheiro de uma festa.

– Su!- corre desesperada em direção à amiga, tentando conter o sangue que jorrava.- Por favor, alguém me ajude!

Gritando incansavelmente por ajuda, logo alguém surge dizendo ter ouvido os pedidos de socorro ao passar por ali. Ao ver a cena, a pessoa em questão liga rapidamente para a emergência.

– Já chamei a ambulância e eles estão vindo.- ela assente.- E-Eu acho melhor ir falar com o Joon sobre isso.

Após isso o rapaz sai, indo ao encontro do dono da festa, deixando-a novamente sozinha com a amiga inconsciente. Lágrimas deslizavam pela sua face ao ver o estado em que se encontrava a pequena Su Mi. O abdômen dela se encontrava em completo estado de calamidade, e dali Sook percebera que a amiga havia perdido o bebê que esperava.

– Su, por favor, fique comigo...- pedia, entre um soluço e outro, acariciando o rosto da amiga.- Vai ser difícil enfrentar tudo, eu sei, mas estarei aqui com você. Então, por favor, não me abandone...

Os paramédicos adentram o cômodo, já com todos os equipamentos para transportá-la até a maca. O procedimento foi muito rápido, mostrando a eficiência dos agentes.

As pessoas presentes estavam aterrorizadas com a cena de uma menina na maca e cheia de ferimentos no estômago, passando por entre eles. No começo acharam que era uma simples brincadeira por conta da decoração, mas perceberam que isso era sério após o dono da casa pedir espaço para a passagem.

– Ei, você!- um dos paramédicos impede a morena de acompanhá-los.- Não pode ir, só os pais dela são permitidos.- ela o fuzila com o olhar.

– Ah, ok. Os pais dela estão no cemitério agora, mas já já eles saem do túmulo e vem ver como a filha deles está.- debocha, fazendo o homem cerrar os dentes.- Eu sou a única família dela no momento.- com muito relutância ainda, ele apenas decide ceder, permitindo assim que ela os acompanhe.

O dia havia amanhecido assim que os médicos terminaram a cirurgia. Foram horas e horas naquela sala, onde a tensão se mantinha presente. Afinal, era duas vidas que estavam em jogo.

Exausta e com fortes dores de cabeça, ela se amaldiçoou por ter bebido demais, apesar de seu estômago ser forte para isso. Sook tenta ajeitar-se nos bancos para tirar um cochilo, mas logo questiona a ideia ao ver o médico responsável pela cirurgia se aproximar.

– E então, como ela está?- uma euforia toma conta da pequena.

Ele dá um longo suspiro, e ela o entendeu como se a operação tivesse falhado e a amiga não estivesse mais naquele mundo.

– Pelo amor de Deus, diga algo!

– A sua amiga está bem.- ela sorri largo e um alívio toma conta de si.- Mas...

– Mas...?

Aquele "mas" era tudo o que ela temia. Já esperava que não houvesse duas notícias boas no mesmo dia. Sabia perfeitamente o que tinha acontecido, mesmo antes do doutor se pronunciar.

– O bebê.... Ele não resistiu...

A jovem pende sua cabeça para baixo, permitindo que lágrimas deslizassem pelo seu rosto, sem ao menos tentar encobri-las. Um silêncio ecoava pelos arredores do local. Aquele era um momento difícil. Se para ela já havia se tornado complicado, para a amiga seria pior suportar a dor.

– Ela precisará mais do que nunca de sua ajuda, por isso eu conto com você.- deposita a mão sobre o ombro da jovem, na esperança de reconfortá-la.

– Eu posso vê-la...?

– Ainda não.- ela suspira.- Sua amiga acabou de ser transferida para o quarto e precisa descansar agora, mas quando ela acordar, peço a enfermeira para chamá-la e você irá vê-la, tudo bem?- assente lentamente.- Bom, com licença.

Sook tinha ficado mais exausta do que já estava, então não demorou muito até que adormecesse por ali mesmo. O dia havia sido muito conturbado, e ela precisaria estar descansada para dar suporte à amiga.

A jovem desperta após leves cutucadas em seu rosto. Ela queria fuzilar a pessoa, mas desfez seu pensamento ao ver um pequeno ser em sua frente.

– Unni, por que está dormindo nos bancos? Eles são desconfortáveis.

A figura de uma menininha de estatura baixa e que aparentava ter uns 4 anos, foi a única coisa que havia deixado o ar daquele dia mais leve.

– Sim, são mesmo, né? Eu estava muito cansada, então não me importei de ter dormido aqui.

– Para a unni estar muito cansada, deve ter acontecido alguma coisa, né?- assente.- O que foi?

– É que a minha amiga sofreu um acidente... Mas ela já está bem.- a feição da pequena muda de assustada para alívio total.- E você, o que houve com o seu braço?- pergunta ao vê-lo engessado.

– Ah, isso? Eu caí de um brinquedo no parquinho.

Uma das enfermeiras surge, alertando que Su Mi já havia acordado e que Sook poderia vê-la. A morena apenas assentiu, despediu-se da pequena e seguiu para o quarto da amiga. Ao adentrar o cômodo, a cada passo, pôde ver mais de perto o rosto pálido e cansado da amiga, que sorriu ao vê-la.

– Ei, como se sente?

– Meio zonza.- sua voz sai abafada por conta da máscara.- Sook, que cara é essa?

A mais velha sente um aperto em seu coração. Sook tinha receio em contar pois não sabia como sua amiga reagiria. Ela temia que seu estado pudesse piorar com a notícia da perda.

Su Mi a olha desconfiada, como se soubesse o motivo do silêncio da amiga. No mesmo instante sente um nó na garganta, permitindo que suas lágrimas deslizassem.

– Eu sinto muito, Su...- a envolve num abraço apertado e preciso.

O clima havia se tornado melancólico. Nada naquela sala era ouvido além de soluços. Era um pedaço dela que mal chegou e já estava dizendo adeus depois daquele dia. Alguém que mesmo com pouco tempo, havia se tornado algo valioso, a qual recebeu todo o amor desde a descoberta e que agora só deixou um buraco no peito de Su Mi.

[...]

Jimin estava impaciente, pensando em mil e uma possibilidades do que poderia ter acontecido com as meninas. Seus passos frenéticos e sua respiração descompassada entregavam a angústia que o rapaz sentia ao não receber nenhuma notícia. A sua impaciência era tão grande que poderia abrir um buraco no chão da sala, de tanto andar para lá e para cá.

Sem notícias... Ótimo. Isso não poderia piorar...

Retira-se de seus pensamentos ao ouvir o som estridente do celular tocando. Ele sabia perfeitamente que alguém estava ligando, e desejou mais do que tudo que esse alguém fosse alguma das meninas.

Após o último toque, ele finalmente atende, ouvindo somente a respiração da pessoa do outro lado da linha.


– Jimin...?

– Sook?- suspira aliviado ao ouvir a voz da morena.- O que aconteceu? Eu fiquei preocupado, sabia?

– Jimin, Taehyung está por aí?- pergunta, ignorando completamente sua frase anterior.

– Ele ficou fora a noite toda e até agora não voltou.- ouve um leve suspiro vindo da mesma.- Sook, o que aconteceu...? Vocês estão bem? Onde estão? Por favor, fale comigo...

– Estamos no hospital.

– Hospital!? O-O que...

Jimin...- sua voz falha no momento, causando uma tensão e instabilidade no rapaz.- A Su... Ela perdeu o bebê...

Mas... Como isso foi acontecer...?

– Ela...- sua voz falha.- Alguém a esfaqueou  no banheiro da festa. 

Um silêncio surge entre os dois. Ambos não conseguiam dizer mais nada, o que resultou na falha de comunicação entre as linhas, fazendo assim a ligação cair.

Droga... Droga... Droga! Por que isso foi acontecer? Por quê? Por quê!?

Questionava-se, enquanto se debatia com mais voracidade. Jimin era incapaz de expressar outro sentimento além de fúria contra si mesmo. Ele sentia-se culpado pois poderia ter evitado isso se não permitisse que elas fossem à festa ou talvez se tivesse ido junto.

Seu inútil! Nem ao menos conseguiu pensar nessa possibilidade!

Continuava a se machucar, permitindo que suas lágrimas caíssem junto de toda a sua frustração. O seu coração doía pois sabia o quanto Taehyung amaria aquele pequeno ser. Alguém que infelizmente ele nem sequer chegou a saber da existência.

Após alguns minutos, Jimin ainda olhava relutante o celular, com receito de ter que dar a pior das notícias para o amigo. Era algo delicado, mas uma hora ou outra ele teria que abrir o jogo.

Ele precisa saber....

Antes que pudesse discar o número, a porta principal se abre, revelando um moreno um tanto exausto. Ao ver sua imagem, Jimin logo sente um calafrio percorrer a sua espinha. A verdade era que ele não estava preparado para dizer aquilo.

– Que foi, Jimin? Parece até que viu um fantasma.- brinca ao ver o rosto pálido do amigo.- Ai ai... Eu preciso de um banho.

O mesmo dirige-se ao quarto, pegando uma muda de roupa e logo adentra o banheiro. O som de água caindo entregava que ele já estava no box, o que fez com que Jimin tivesse um pouco de tempo para pensar no que dizer.

O tempo termina ao som da porta sendo destrancada, mostrando o moreno de cabelos úmidos, caminhando até a sala com a expressão indiferente ao ver que o rosto do ruivo continuava com a mesma feição.

– Jimin, o que foi? Você está com essa cara desde que cheguei.

Naquele momento o ruivo se viu obrigado a contar logo o que estava acontecendo. Aquilo seria como se estivesse lançando uma bomba atômica na vida de Taehyung. Ele não estaria preparado para aquilo.

– Tae, o que vou te contar não será nada fácil, por isso eu preciso que seja forte.- sua voz torna-se instável.

O moreno sentiu as pernas tremerem. Definitivamente ele não estava preparado, mas não tinha outra opção. 

– A Su Mi estava grávida. Ia fazer algumas semanas, mas ontem ela perdeu o filho de vocês ao ser esfaqueada numa festa.- sua voz vacila.

Isso foi como um choque para Taehyung. Ele não sabia o que dizer ou o que expressar, simplesmente entrou em um colapso. De repente lágrimas começam a deslizar pelo seu rosto. Sua expressão estava indecifrável, mas dava para perceber a tristeza interna que ele sentia e que estava começando a transbordar.

– Foi ele, Jimin...- sua voz se torna baixa e fria.- AQUELE FILHO DA PUTA QUE FEZ ISSO COM ELES! FOI AQUELE MALDITO! 

Sua fúria transbordou. A proporção dela era tão grande que aos poucos ele estava se deixando levar, sendo aos poucos consumido por ela. Antes que Taehyung perdesse o controle total, Jimin o contém.

– Eu sei que está sentindo um ódio tremendo, mas não pode se deixar levar por ele agora. A Su Mi precisa muito de você, Tae. Ela necessita do seu apoio nesse momento.



Notas Finais


Meio bad ;-;


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...