História Who do you want me to be? Romanogers - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, James Rupert "Rhodey" Rhodes, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers, Visão
Tags Romanogers Fanfic
Exibições 166
Palavras 3.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Ataque Surpresa


Fanfic / Fanfiction Who do you want me to be? Romanogers - Capítulo 13 - Ataque Surpresa

Steve desviou o olhar de Natasha e apertou os lábios. A veia na sua têmpora parecia que ia explodir.

— Eu vou te esperar no carro, Clint. — o loiro disse, ríspido, tirou o braço de Foggy de cima dos seus ombros e deixou a sala em passos largos.

Seja lá porque Steve agiu daquele jeito, isso não importava para Natasha. Pelo menos, não no momento. Sua cabeça estava focada unicamente em ir atrás de quem armou para ela, em ir atrás das pistas, mesmo com as chances de não chegar a lugar nenhum, era tudo o que ela tinha. E Steve era o menor de seus problemas naquela hora.

Clint lançou um olhar indagador para a amiga. Ela fez que não com a cabeça.

— Desculpa, Matt, mas o Foggy não estava consciente o bastante para dizer onde morava, então eu trouxe ele para cá. — disse Clint, colocando o advogado no sofá.

— Não tem problema. — disse Matt, com seu tom habitual.

— Mas eu disse onde morava... — balbuciou Foggy.

— Eu tenho certeza que você não mora na Rua dos Alfeneiros. — falou Clint, cruzando os braços.

— Foi uma festa e tanto, não é? — comentou Natasha.

— Bem, foi boa o bastante para fazer o Steve sair do quarto. Mas o motivo da festa não estava lá.

Natasha riu.

— Como andam as suas investigações? — indagou Clint.

— Vou começar hoje... — retrucou Natasha. — Vou conversar com a recepcionista do Cyber, com o Daniel... Será um dia e tanto.

— E eu queria muito ajudar, mas... preciso treinar com a minha afilhada. O que me deixa meio receoso. — Clint olhou para o vazio.

— Pena que não tem nenhum Stephen Strange para ajudar você nessa tarefa, né?

— Uma pena. — reclamou Clint.

Depois ele se despediu e foi embora.

Foggy balbuciou algo incompreensível e cambaleou para o banheiro com a mão na boca, esbarrando em tudo o que tinha pela frente. Matt abaixou a cabeça e a balançou, em seguida ele foi para o banheiro tentar ajudar o amigo, para que ele não se machucasse, já que ele estava bêbado.

Minutos depois, Natasha tomava café, junto com Matt e Foggy, no qual ele vomitou depois. Quando acabou, o advogado ligou para Karen para vir ficar com Foggy no seu apartamento, Matt aproveitou para pedir que ela trouxesse uma muda de roupa para Natasha.

 

...

 

Natasha e Matt pegaram um táxi. A ruiva tinha dado a ideia de pegar o carro que ela abandonou num estacionamento qualquer quando estava fugindo. O taxi parou no tal estacionamento 20 minutos depois de saírem de Hell’s Kitchen. E assim que chegaram, eles subiram e ela deu partida rumo ao Cyber Café.

— Meu celular ainda está aqui. — ela dizia, seguindo por uma estrada de mão dupla. — Talvez a humanidade não esteja tão perdida quanto eu achei que estivesse.

O sol brilhava lá no alto, e o céu estava com poucas nuvens.

— Assim como seus braceletes no porta-luvas. — disse Matt.

Natasha olhou para ele por um segundo e voltou sua atenção para a estrada na sua frente.

— Eu consigo sentir uma pequena vibração vindo deles, ocasionalmente.

 

...

 

A espiã estacionou seu carro em frente ao Cyber uns 15 minutos depois. Ela e Matt caminharam até as portas duplas e entraram. O sorriso no rosto de Natasha se desfez quando ela viu que não era a Amanda quem estava na recepção, era um homem gordo e careca.

— Com licença. — ela disse, se aproximando o homem arregalou os olhos quando a viu e a olhou dos pés a cabeça. — Mas onde está Amanda Loski? Não era ela quem trabalhava aqui?

— Sim, era ela. — ele respondeu, coçando a barba. Agora olhava nos olhos da ruiva. — Bem, ela pediu demissão hoje de manhã, ainda não arrumei ninguém e tive que vir atender os clientes. Ela podia ter avisado antes que ia se demitir.

Matt limpou a garganta.

— O senhor podia nos dar o endereço dela?

O homem olhou para Matt com as sobrancelhas juntas.

— Para quê? Você é amigo daquele otário que veio aqui semana passada? Eu não vou dar o endereço dela. Amanda era uma boa funcionária e se vocês querem o endereço dela só pode ser para uma coisa...

— Ela não falou do emprego que ela tinha conseguido conosco? — Natasha mentiu. — Bem, hum, nós vamos contratá-la... meu parceiro e eu vamos abrir uma empresa de advocacia e queremos uma recepcionista. Ela até já assinou os papéis, mas deu algo errado e... perdemos o endereço dela. Enfim, eu soube que ela estava precisando de dinheiro... mas se o senhor não quer ajudar. — Natasha fez menção em ir embora, mas o homem a impediu e disse onde a garota morava.

 

...

 

O endereço de Amanda ficava num bairro suspeito. As pessoas eram estranhas, do tipo que ficam encarando quem passa na rua, principalmente gente desconhecida.

Natasha andava em passos rápidos, com Matt aos seus calcanhares, ela estava com o papel com o endereço na mão e procurava pela casa 23.

— Ela foi muito esperta em sair de lá. — comentou Matt.

— Eu só espero que ela não seja tão esperta a ponto de sair da cidade também. — respondeu Natasha.

Mais alguns minutos se passaram e eles dois andando pelas ruas, finalmente encontraram a casa. Natasha bateu na porta e uma idosa veio atender um tempo depois.

— Eu já pago a funerária. — ela anunciou, com sua voz arrastada. Ela afastou óculos da frente do nariz. E já ia fechar a porta, mas Natasha a impediu.

— É aqui que mora Amanda Loski?

— Ah, sim. — ela abriu um sorriso. — É minha neta. Para quê vocês querem ela?

— Só queremos conversar. — disse Matt, com seu tom calmo habitual.

A idosa fechou a cara.

— O que ela aprontou desta vez? — indagou a idosa, olhando de Matt para Natasha, e vise versa, com o rosto erguido já que ela era mais baixa que eles.

Amanda veio até a porta um tempo depois.

— Ah, meu Deus! — ela disse, com seus olhos castanhos escuros arregalados, quando viu que eram eles. — Foi o Clark que mandou vocês aqui?

— O que está acontecendo aqui? — quis saber a idosa, com as sobrancelhas juntas. — O que você fez, Amanda?

— Vó, está na hora de tomar seu remédio. — disse Amanda, meio que empurrando um pouco a Avó pelas costas. — O Júnior está lá na cozinha, pode pedir ajuda a ele.

A avó de Amanda relutou, mas saiu de cena, aos resmungos.

Matt sorriu.

— Eu ouvi você dizer que Daniel Clark conhecia a mulher que foi no Cyber. — disse Natasha, sutil.

— Sim — Amanda balançou a cabeça. — Quando ele foi ao Cyber me pagar para reconhecer você, ela ligou para ele.

Natasha deu um passo para frente, e Amanda deu um para trás com medo.

— O que eles conversaram?

— Não muito. Ele praticamente só respondia sim, sim, sim, tudo bem. Parecia que ela estava mandando nele.

— É só isso?

— Teve uma hora que ele disse: “você não acha que está passando dos limites?”. Eu não sei o que ela respondeu, mas eu vi ele afastar o celular do ouvido.

Natasha e Matt ponderaram por um momento.

— Olha, eu sei que eu estou ferrada nessa história. — desabafou Amanda. — Eu nem devia ter aceitado o dinheiro, mas minha vó tinha uma operação cara para fazer... — ela fez uma pausa. — E eu sei que ele vai vir atrás de mim, é por isso que eu pedi demissão. Mas se vocês conseguiram me achar, então ele também vai conseguir.

— Você não tem que se preocupar com ele. — disse Natasha, determinada.

 

...

 

O sol do meio-dia estava resplandecente no céu. Matt e Natasha almoçaram num restaurante, e logo em seguida, recomeçaram às investigações. Foram atrás de Daniel, desta vez.

O escritório de Daniel Clark ficava no centro da cidade. Num prédio de 20 andares, ao lado de uma fábrica de tecido.

Natasha e Matt passaram um bom tempo de tocaia, esperando por ele no estacionamento do edifício. Até que ele finalmente apareceu.  Passou pela grande entrada em passos lentos, seus ombros estavam curvados e carregava um caixa. Ele tinha sido demitido.

Natasha tinha se escondido atrás de um carro qualquer e Matt o esperava perto de seu carro, o que fez Daniel parar de andar brevemente, surpreso, mas depois continuou e se aproximou do advogado.

— O que você...? — começou Daniel, mas foi interrompido por Natasha.

Ela o pegou pelo seu pulso da forma menos amigável possível, a caixa caiu ao seu pés, mas ela não ligou, ela torceu seu braço subindo pelas suas costas com uma mão, e com a outra, ela o pegou pelo ombro forçando ele estender seu tronco sobre o capô do carro dele.

— Eu só vou perguntar uma vez. — ela ameaçou. — E sugiro que você pense bem antes de responder. Caso você ainda queira usar seu braço, é claro.

Daniel se remexeu, tentando se desvencilhar de Natasha. Ela, por sua vez, aproximou mais o pulso dele da sua nuca, o que o fez grunhir de dor.

— Quem é ela? — ela perguntou com os dentes cerrados, com seu rosto a centímetros do dele.

Daniel apertou os lábios. Natasha foi subindo seu braço pelas suas costas.

— Tudo bem! Tudo bem! — ele bradou, o que fez a ruiva parar. — Eu a conheci num bar, o nome dela é Yohanna Bennett. É tudo o que eu sei dela, ela não é muito de falar sobre si mesma. Ela falava mais de você, do seu passado. Ela precisava dos meus serviços, pagaria bem. Não vi nenhum problema. Ela marcava encontros em lugares diferentes, mas nos falávamos mais por celular. Ela dava ordens e eu obedecia. Eu... eu só fiz o que ela mandou, pelo amor de Deus!

— Yohanna Bennett? — repetiu a ruiva, mais para si mesma, buscando na memória se conhecia aquele nome. Mas a resposta era não. — Eu não conheço nenhuma Yohanna. Você está mentindo.

Natasha torceu mais o braço de Daniel. Ele grunhiu de dor, fechou os olhos com força e estava começando a ficar vermelho.

— Eu juro que não estou. — Daniel balbuciou.

— Ele está falando a verdade, Natasha. — disse Matt, sério, dando um passo na sua direção. — Falta um centímetro para você quebrar o braço dele. Para. — ele pediu.

Natasha estava com raiva e não queria parar.

Aquilo não a ajudava em nada. E ela estava cansada de não ter respostas. Se ela não tinha conseguido o que ela queria, Daniel pagaria por isso. Pagaria caro. Porque a mulher não teria conseguido fazer com Natasha fosse presa sem ele.

Natasha respirava pesado, e estava começando a suar, seu coração batia tão rápido que ela pensava que ele iria pular do seu peito a qualquer instante.

— Natasha. — pediu Matt, às suas costas. Ele colocou uma mão sobre seu ombro.

Natasha relutou, mas parou de torcer o braço do jurista. Afinal, ele tinha sido demitido mesmo. Todo o prestígio e confiança, que antes ele tinha. Agora foi tudo pelo ralo. Já que ele tinha sido preso por corrupção de testemunha. Enfim, a ruiva pensou que ele já tinha se dado mal o bastante.

A ruiva o soltou e Daniel Clark soltou gemido de dor quando se endireitou.

— Me dá seu celular. — ela ordenou, estendendo a mão para ele.

— Mas para quê você quer...? — ele perguntou, com o cenho franzido.

— Me dá. O maldito. Celular. — ela falou com veemência.

— Se eu fosse você, eu dava. — Matt o aconselhou.

Clark apertou os lábios e desviou o olhar. Tirou seu celular do bolso do paletó e a entregou.

— Se você ao menos pensar em contar sobre isso para alguém, você já pode se considerar um homem morto. — ela o ameaçou.

Natasha e Matt deixaram o estacionamento e caminharam para onde ela tinha deixado seu carro, a poucos metros dali.

— Vamos ao Starbucks... — disse Natasha, entrando no seu carro. — Estou com fome.

— Sábia escolha, Romanoff. — concordou Matt, sorrindo, entrando no carro.

 

...

 

Alguns minutos depois, eles estavam no estabelecimento. Era um lugar muito lindo, as janelas ao redor eram todas de vidro de modo que o ambiente estava bastante claro. Estava cheio de gente, e os dois estavam na única mesa vazia do estabelecimento.

Já haviam feito os pedidos, Matt estava sentado de frente para Natasha. Seu celular tocou, era Foggy, segundo a voz anunciara, Matt disse que voltava já e se retirou.

Natasha estava de costas para a entrada do café, vendo quais informações ela podia pegar com o celular de Daniel. Ela checou o histórico de chamada, que estava apagado, e o histórico de mensagem, que não tinha nada de útil. Ela desconfiou que ele tinha deletado as mensagens depois que Yohanna o mandou. Ela pegou seu copo de café e tomou um longo gole, depois colocou ele sobre a mesa de novo. E começou a fuçar no celular do jurista novamente.

De repente, ela sentiu o colarinho da sua camiseta apertar seu pescoço, a frieza de uma mão conhecida puxar suas roupas pelas costas, ela foi jogada para trás, voou alguns metros e suas costas atingiram em cheio a parte de ferro que unia as janelas de vidro, ela caiu em meio a estilhaços, enquanto as pessoas deixavam o local em pânico, receosas de que o maluco as atacassem também. Natasha tentou entender o que aconteceu quando levantou a cabeça e viu Bucky andando a passos firmes em sua direção, com aquele olhar conhecido de Soldado Invernal, aquele olhar cuja ainda lhe dava medo e ela sabia que aquele não era mais seu amigo James. Mas por que ele estava fazendo aquilo?

Bucky estava se aproximando rapidamente, e Natasha ainda estava no chão em choque. Ela tinha que agir imediatamente, ela se levantou apoiando suas mãos sobre os estilhaços, e começou a desviar dos socos que ele distribuía com seu braço de Vibranium, ao desviar de um ela conseguiu acertá-lo com o punho fechado, nisso ele ficou meio desorientado e que foi ótimo para ela. Natasha conseguiu cruzar suas pernas ao redor do pescoço dele, mas Bucky conhecia esse golpe, então ele agarrou suas costas com uma mão em cada lado e tudo o que ela podia fazer era acertar sua cabeça seguidas vezes com cotoveladas, na inútil tentativa de colocá-lo para dormir, mas parecia que aquilo não fazia efeito nenhum. Bucky a empurrou sobre uma mesa, e seus dedos de Vibranium se fecharam ao redor do pescoço de Natasha.

— James... — ela pediu, com a voz falhando, suas mãos tentando inutilmente fazer o aperto no seu pescoço ceder um pouco. — James, por favor... não. — ela grunhiu.

E ela procurou por qualquer resquício que ele a reconhecia e que ele ia parar com aquilo, mas não encontrou nenhum. Tudo o que ela viu foi o olhar de um assassino. Ela já sentia sua laringe se fechando, seus pulmões se desesperando pela falta de ar, sua cabeça parecia que estava ficando oca, sua vista escurecendo, um zumbido insuportável nos seus ouvidos a impedindo de ouvir quaisquer outros barulhos no ambiente...

Ela não sabe o que aconteceu, mas Bucky a soltou. E enquanto ela olhava para teto, tentando fazer sua respiração voltar ao normal, ela fechou os olhos com força e uma lágrima correu pelo seu rosto. De repente tudo foi voltando, a visão do teto foi ficando nítida, o cheiro de café sendo feito invadindo suas narinas e o barulho de uma luta próxima acontecendo. A ruiva se levantou, com suas costas doendo, e seu pescoço ardendo, para ver Matt tentando conter um Bucky sem consciência do que estava fazendo. Natasha ergueu seu pulso, e a picada da viúva atingiu as costas do Soldado Invernal. Ele ficou petrificado por um momento, seus joelhos cederam e ele caiu no chão desacordado.

— Matt, você pode carregar ele? — indagou Natasha, se aproximando dele com uma mão no pescoço, sentindo a pele irritada.

— Você conhece ele? — o advogado perguntou, ofegante, limpando um pouco de sangue que corria do nariz.

Agora de perto, ela podia perceber que tinha perdido uma luta e tanto. Matt estava cheio de hematomas pelo rosto, e sua camisa branca estava salpicada de sangue, e suas roupas repuxadas, mas Bucky também não ficou para trás. Ele estava tão machucado quanto Matt.

— Conheço. — ela murmurou, olhando para o Soldado Invernal estirado no chão. — E é melhor ele ter uma boa explicação para ter feito isso.

Matt colocou um Bucky desacordado por cima do seu ombro e Natasha recolheu o celular de Daniel em meio aos estilhaços de vidro no chão e seguiram para onde a ruiva tinha estacionado seu carro.

 

...

 

Chegaram ao apartamento de Matt vinte minutos mais tarde. A dor nas costas de Natasha já tinha diminuído um pouco, por causa do soro, assim como a ardência no seu pescoço, embora ele ainda continuasse vermelho.

Matt colocou Bucky no sofá e Natasha ligou para Steve do seu celular. Ele não atendeu, então ela sentou-se na poltrona que ficava em frente ao sofá e ligou para Sam. Ele atendeu depois de dois toques.

— Fala, Nat. O que está pegando?

— Você está com o Steve?

— Não, eu estou na sala, mas acho que ele está na academia, destruindo os sacos de areia, ele tem feito isso o dia todo... — ele fez uma pausa — Enfim, quer falar com ele?

Natasha fechou os olhos com força e mordeu o lábio inferior.

Ela queria ouvir a voz dele, seria reconfortante. Logo por ela ainda estar meio atônita por ser atacada pelo Soldado Invernal, coisa que ela jamais pensou que aconteceria de novo, uma vez que ele era um vingador.

Natasha balançou a cabeça.

— Eu preciso que vocês dois venham para o apartamento do Matt agora. Steve sabe onde fica.

— O que aconteceu?

— É o James. Quando vocês chegarem aqui, eu explico.

Natasha desligou e foi até Matt, ajuda-lo com os curativos. Depois que ela terminou com ele, ele se ofereceu para ajudar com os dela. Natasha só tinha um corte na maçã do rosto, que deve ter acontecido quando ela caiu em cima dos estilhaços de vidro.

Steve e Sam chegaram quando Matt estava limpando o pequeno corte de Natasha. Ela estava sentada em cima da mesa e Matt limpava seu corte com uma haste flexível com algodão na ponta banhado de álcool.

— Quem atropelou ele? — perguntou Sam, se referindo ao Bucky desacordado no sofá, depois ele notou que Natasha e Matt também estavam machucados. — Que porra aconteceu? — ele indagou com as sobrancelhas erguidas.

Natasha tinha pulado de onde estava na mesa e se encaminhou até a sala, Matt veio atrás.

— O que aconteceu? — Steve perguntou a Natasha, com sua testa franzida. — Bucky fez isso com você?

Natasha balançou a cabeça.

— Você está bem? — ele deu um passo em direção a ela, depois recuou.

— Estou, sim. Valeu. Eu tive sorte, se não fosse o Matt, eu...

— Claro. — Steve a interrompeu, secamente, cruzando os braços e desviando o olhar dela para o amigo Bucky, que começava a abrir os olhos.

Os três ficaram alerta, e Natasha procurou refúgio atrás de Steve, automaticamente.

— Steve? — balbuciou Bucky, sentando-se. — Me diz que a Natasha está bem, por favor. Eu juro que eu não queria fazer isso, mas... ela me encontrou na Romênia, disse as palavras e deu a ordem para matar a Nat. — Bucky levou as mãos à cabeça.

Natasha deu um passo e saiu de trás de Steve.

— Quem mandou você atrás de mim, James? — ela o indagou, séria, sem rodeios, cruzando os braços.

Bucky abaixou a cabeça, talvez com vergonha do que fez. Pois o que ele mais temia, tinha se tornado realidade.

— Você a conhece, Natasha. — ele levantou a cabeça para olhá-la. — Você a conhece muito bem. Ela é russa, loira e inescrupulosa. Não pensa antes de agir e nem mede esforços para conseguir o que quer. Ela não vai parar até conseguir isso.

A cabeça da ruiva, figurativamente falando, agora estava a todo vapor. As peças soltas foram se encaixando. Quem mais teria se empenhado tanto em destruir a imagem dela? Fazê-la ir presa por um crime que não cometeu? E se tudo desse errado, como tinha acontecido, simplesmente querer matá-la?

Yelena Belova, pensou Natasha.

Só havia algo ainda sem resposta: Por quê?

Mas ela sentia que isso não ficaria em branco por mais algum tempo.

Natasha sentiu sua respiração ficando pesada enquanto seu corpo esquentava em uma fúria crescente, tanta raiva que ela cerrou os punhos involuntariamente, sentindo suas unhas machucando a palma de suas mãos de tanto que apertava.



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