História Who do you want me to be? Romanogers - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, James Rupert "Rhodey" Rhodes, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers, Visão
Tags Romanogers Fanfic
Exibições 78
Palavras 3.039
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


2


Espero que vocês já tenham preparado os desfibriladores, o remédio para pressão, e o número do SAMU esteja na discagem rápida do celular de vocês. Estão avisados.

Será que a Nat vai conseguir segurar a marimba? Torçam por ela RT.

"Eu posso ter apenas um fósforo, mas posso causar uma explosão." Fight Song, Rachel Platten. (Amo essa música, o refrão me faz querer voar *---*, e ela me lembra muito a Nat, talvez sejam os milhões de videos dela com essa música no Youtube.)

Segurem na mão de Deus e leiam um dos capítulos mais tristes da fic inteira. ;-;

Capítulo 18 - As Últimas Palavras


Fanfic / Fanfiction Who do you want me to be? Romanogers - Capítulo 18 - As Últimas Palavras

Um dos grandes ensinamentos na vida de Natasha era a árdua tarefa de sair de um mata-leão. Não aquele aberto e sem pressão que Bucky lhe dera um tempo atrás quando eles estavam treinando juntos antes de ele ir embora da Base, aquele foi fácil e o Soldado Invernal estava pegando leve com ela. No entanto, o de Yelena era mais complicado, e ela estava realmente empenhada em dar um fim na vida de Natasha naquele minuto mesmo. Era muito difícil, mas não impossível. E Natasha sabia exatamente o que fazer.

Há pontos no corpo humano que se você pressionar com força e com jeito, causa uma dor aguda e alucinante, por mais que você diga que consegue aguentar, seu corpo reage ao contrário, se contraindo, numa tentativa de diminuir a dor ou de se livrar do que está causando a dor. Era isso o que Natasha tinha em mente, quando já estava ficando sem ar. Ela tinha sido enforcada duas vezes num intervalo de tempo tão curto. O que as pessoas têm contra o meu pescoço ultimamente?, Ela queria saber. Porém, ela deixou a pergunta em aberto e se concentrou em se livrar da oponente.

Natasha tateou o rosto de Yelena com as mãos, contornou a mandíbula dela e, embora a outra tentasse se livrar das mãos de Natasha sacudindo sua cabeça, no segundo em que ela achou o ponto, ela apertou com força, cravando seus polegares no ponto estratégico embaixo da mandíbula da outra. Yelena grunhiu de dor e consequentemente largou Natasha. Ela cambaleou para trás com suas mãos no pescoço e Natasha acertou um chute no seu estômago, ela perdeu o equilíbrio e caiu de costas no chão meio molhado do beco.

Sem perder tempo, Yelena deu um mortal para trás e ficou de pé. Avançou para cima de Natasha, tentou acertá-la com um soco de direita, um de esquerda, outro de direita, girou o corpo e ergueu sua perna na tentativa de acertar um chute em Natasha, porém a espiã se desviou dando um mortal para frente. O golpe e o desvio foram tão bem sincronizados que parecia que as duas tinham ensaiado o movimento.  Natasha ficou de pé rapidamente, e a sua oponente logo veio para cima dela outra vez, com o mesmo padrão de luta: um soco de direita, um de esquerda, outro de direita e então o chute. Natasha desviou de todos os socos e se preparou para o chute.

Entretanto, o chute não veio. Em vez disso, Yelena acertou um cruzado de direita em Natasha com tanta violência que ela virou o rosto, e o gosto metalizado de sangue explodiu na sua boca e embrulhou seu estômago. Yelena conseguiu dar uma rasteira em Natasha e ela veio ao chão, caindo de costas. Num ímpeto, Natasha jogou suas pernas para cima, fazendo ângulo de 40° com o corpo, abaixou-as rapidamente, pegou impulso no chão com as mãos e se colocou de pé.

— Será um prazer inestimável acabar com a sua raça. — declarou a outra, distante de Natasha só alguns metros. Ela estava com os punhos erguidos perto do rosto.

Natasha fez o mesmo, a encarava fixamente com as sobrancelhas unidas.

— Vou adorar ver você tentar. — ela rebateu.

Yelena comprimiu os lábios, avançou com tudo para cima da rival. Natasha, por sua vez, bloqueou todos os seus socos sem muito trabalho, e, então, saiu da defensiva, majestosamente. Yelena conseguiu defender de um soco de direita, mas não se defendeu de um de esquerda, nem do chute que Natasha deu nas suas costelas, isso porque a espiã movia-se rápido como um gato.

O chute fez com que Yelena cambaleasse para trás, Natasha sem perder tempo, andou para frente distribuindo socos, atordoando-a mais a cada golpe na cabeça. Sentiu-se vingada e diminuiu a velocidade com que se movia. Nesse momento, Yelena conseguiu levantar sua guarda. Depois de muitas tentativas, conseguiu dar outro soco em Natasha, o que a fez entontecer momentaneamente. Yelena a empurrou contra a parede de forma nada amigável, e puxou uma pistola semiautomática das suas costas, estava bem escondida por baixo da sua jaqueta de couro bege. Puxou a corrediça para trás e apontou o cano da arma na têmpora direita de Natasha, pressionando com força, enquanto se deleitava ao ver Natasha a mercê dela. Yelena estava com seu antebraço apertando o pescoço dela, e Natasha estava agarrando suas roupas, preparando-se para tudo.

— Você não sabe o quanto eu sonhei com esse dia. — desabafou Yelena, veementemente, com seu rosto a centímetros do de Natasha, tentando parecer o mais ameaçadoramente possível. — O dia que eu mato você.

Natasha a encarou com o queixo erguido, embora as circunstâncias não estivessem ao seu favor. Ela não era de cair sem lutar. Não era do seu feitio entregar o jogo, mesmo quando as coisas ficavam insuportáveis e parecia que não havia nenhuma saída. Ela sempre pensava em algo. Afinal de contas, ela nunca precisou de extração nas suas missões. E essa não seria a primeira vez.

— Continua sonhando. — ela murmurou, sua voz saindo meio que fanha por causa da pressão contra o seu pescoço.

Yelena atirou. A cápsula vazia da bala voou para longe da arma.

 O tiro fez um buraco na parede a centímetros de distância da cabeça de Natasha. Yelena só fez aquilo para mostrar que não estava brincando.

— Eu estava pensando em matar você com as minhas próprias mãos, exatamente como você matou aquela garota... como era o nome dela? Ah, sim. Svetlana. Lembra dela, Natalia? Ah, claro que lembra. Dizem que você nunca esquece o primeiro assassinato.

A lembrança da morte da garota ainda era desoladora. Depois de um tempo, Natasha aprendeu a conviver com o que tinha feito, não tinha como mudar, só o que lhe restava era aceitar e seguir em frente. Tinha esquecido, até agora.

— Mas para que sujar minhas mãos com você mais do que o suficiente se eu tenho uma arma bem aqui? — Yelena olhou para pistola. — Vejo que você não trouxe uma, que pena. Nada inteligente da sua parte, sabe?

— Não preciso de armas para acabar com você, Yelena.

A outra soltou um riso debochado.

Natasha fechou sua mão e aproximou-a do corpo, como se estivesse se preparando para dar um soco em Yelena.

— Não vai funcionar, Natalia. Antes de me acertar, eu vou ter feito um buraco na sua cabeça.

Natasha não deu ouvidos a ela. Continuou o que estava fazendo devagar, sem tirar seus olhos dos da oponente. Quando seus dedos estavam onde ela queria que estivessem, agiu com a rapidez de um raio, ativou um mecanismo na arma da outra e o pente despencou de onde estava, indo para o chão. Natasha foi mais rápida, com a outra mão ela o pegou no ar, e acertou a têmpora de Yelena com ele em punho, abrindo um pequeno corte no local do impacto. E acertou outro soco na sua rival, com a outra mão livre. Yelena jogou sua cabeça para um lado, o que fez seus cabelos loiros esvoaçarem. Natasha deu alguns passos rapidamente até a parede oposta, e Yelena virou-se para ela, jogando o que sobrou da pistola longe com uma fúria crescente. Era isso o que Natasha queria: que ela virasse para ela. Quando chegou perto da outra parede no beco, Natasha pegou impulso com um pé nela, deu um salto e girou seu corpo, acertou um chute no rosto da outra com o mesmo pé num rápido movimento, como uma ninja.

Yelena caiu de lado no chão, apoiando o peso do seu corpo sobre um braço dobrado.

Um sorriso fez menção de aparecer no rosto de Natasha ao vê-la daquele jeito: com uma mão apertando o machucado começando a inchar num lado do seu rosto, seu olhar de surpresa indicava o que era uma verdade absoluta: Yelena nunca seria capaz de se igualar a ela, não importava o quanto ela tentasse.

Natasha jogou o pente dentro de uma lixeira qualquer e continuou a encarando, ofegante, suada, embora a noite estivesse fria, seu coração martelando dentro do peito. Ela limpou o sangue que corria timidamente da sua boca e baixou sua guarda. Sua oponente tinha tomado um golpe forte na cabeça, sentia uma dor lancinante e não tinha mais armas, certo?

Errado.

Num ímpeto, Yelena tirou outra pistola do coldre que ela com certeza tinha sob sua jaqueta de couro bege nas suas costas, puxou a corrediça para trás, apontou para Natasha e atirou. O som do disparo parecia mil vezes mais alto e mais impactante no silêncio do beco.

Natasha nem teve tempo de reagir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Natasha sentiu o projétil tórrido penetrando seu corpo, rasgando sua carne, queimando, destroçando quaisquer órgãos que apareciam no seu caminho, destruindo tudo o que via pela frente, como um trem descontrolado encontrando outro. A bala ia diminuindo a velocidade na medida em que adentrava seu corpo, se alojando na parte esquerda do seu abdômen, abaixo das costelas. Natasha cambaleou para um lado, esbarrou numa parede e se arrastou nela indo para o chão quando suas pernas enfraqueceram. Tocou o buraco que a bala fez na sua barriga com seus dedos trémulos, os encarou, encharcados de sangue, o vermelho-rubi lhe causou calafrios.

— Aí está. — bradou Yelena, com um sorriso triunfante, uma gota de sangue escorrendo pelo canto da boca. Levantou-se devagar, não havia mais nada a temer. — Ah, só para deixar claro: se eu quisesse te matar agora, você sabe onde eu colocaria essa bala. Eu só quero que você sossegue para que possamos conversar civilizadamente. Antes de morrer, você merece saber de umas coisas. — ela limpou a garganta, como se estivesse se preparando para fazer um discurso. — Eu tenho que admitir que não esperava que você fosse sobreviver a isso tudo. Na verdade, eu pensei que você fosse passar um bom tempo lá na Jaula, onde é o seu lugar, sabe? Era para você ter sido condenada no seu julgamento, mas parece que eu me aliei às pessoas erradas. — lamentou-se. — Bem, você me deixou bastante irritada. Você não sabe o quanto eu quis ver você morta, depois que você foi inocentada. Foi por isso que eu mandei o Soldado Invernal atrás de você. O que, confesso, me deu muito trabalho. Encontrar o livro, encontrar ele... Enfim. Por um segundo eu pensei que ele realmente poderia acabar com a sua raça. — ela se escorou na parede oposta do beco e cruzou os braços. — Todo o passado de vocês, o que vocês viveram juntos, o que vocês compartilharam... — ela abriu um sorriso malicioso. — Seria horrível ser morta por alguém que você já amou, não seria? Foi o que eu pensei...

Yelena pensava que Bucky tinha sido o ultimo namorado de Natasha, o que era ótimo. Steve nem passava pela sua cabeça. Ele estava a salvo.

— Não vem com sutileza para cima de mim, Yelena. Vá direto ao ponto. — murmurou Natasha, começando a ficar zonza. — Por que você fez isso tudo?

— Eu vou chegar lá, calma. — ela pediu, tranquilamente. — Então é isso o que você é agora: uma Vingadora. Uma heroína. O que é bem irônico, não acha?

Natasha sentia o sangue encharcando sua blusa, o tecido grudando na sua pele, o cheiro forte revirando seu estômago.

— O que você quer dizer com isso?

— Não se faça de estúpida, Natalia! — bradou Yelena, com uma irritação súbita. — Você veste um traje idiota, salva algumas pessoas, e acha que com isso você vai se redimir pelo seu passado? Como você pode ficar lá entre os heróis sabendo que há mais sangue em suas mãos, do que nas mãos deles todas juntas? — Yelena baixou o tom de voz. — Sinto dizer, mas isso é patético. Logo você... — ela deu alguns passos em direção à Natasha e se agachou perto dela. — que costumava ser tão esperta. — ela passou o cano da arma, afastando uma mexa de cabelo que caía sobre o rosto de Natasha. — Não sabe o quanto você me deu trabalho. Tive que reforçar minhas habilidades na arte de hackear, ficar tão boa a ponto de conseguir invadir o sistema da SHIELD, tive que me aliar àquele inútil, ficar dependente dele... Mas ele trabalhava para o Governo, eu não tinha alternativa. Mas isso não importa, essa parte do plano já deu errado mesmo. — Yelena suspirou, dando de ombros. — Eu fiz isso tudo para abrir os olhos do mundo, para que ele visse quem você é realmente: nada mais do que uma assassina. Uma máquina de matar. Uma pessoa sem princípios, volúvel, indigna de confiança. Uma mulher que pode voltar para a vilania a qualquer momento. Uma vez que a seta da sua consciência pender para o outro lado, você será a assassina que a KGB criou novamente. Essa é a verdade, você não pode negar. Você é uma homicida. — ela falou, convicta. — E se você acha que é mais do que isso, está mentindo para si mesma.

Natasha engoliu em seco, doía mais ouvir aquilo do que qualquer machucado que ela tinha pelo corpo.

Yelena desceu o olhar pelo corpo de Natasha e seus olhos pararam no seu ferimento, ela aproximou o cano da arma e o pressionou na ferida, apertou com força. E Natasha fechou os olhos e trincou os dentes por causa da dor excruciante. Um gemido escapou de sua boca. Ela tentou afastar a sua oponente, mas Yelena estava mais forte que ela, afinal ela não tinha levado um tiro. Então a outra se levantou e deu meia volta. Natasha tirou seu casaco, enrolou-o e pressionou contra o buraco na sua barriga, tentando estancar o sangue. Era o mínimo que podia fazer, já que não havia nada para aliviar a dor lancinante.

Yelena continuou seu monólogo no mesmo tom.

— Enfim, se meu plano tivesse dado certo, você, consequentemente, perderia o nome de Viúva Negra, e as poucas coisas que você fez como Vingadora cairiam no esquecimento com a ascensão de uma nova. Mais forte, mais bonita, mais esperta. E, o melhor de tudo, — ela virou-se para Natasha. — sem um passado obscuro para esconder.

— Seu passado é tão obscuro quanto o meu, Yelena. — disse Natasha, a interrompendo, sentindo-se tonta. — Sabe, nós viemos da mesma fábrica.

A outra forçou um risinho.

— É aí que você se engana. Quando eu invadi a agenciazinha, apaguei informações a meu respeito que eles conseguiram durante todo esse tempo que estiveram me monitorando, porque você sabe o que acontece quando eles decidem que você pode se tornar uma ameaça posteriormente. E, caso eles ainda puderem me reconhecer, eu tenho uma lista enorme de disfarces. Eu vou ficar bem, não se preocupe com isso. — ela pigarreou — Continuando, com você fora do caminho e sem você para fazer comparações. Eu seria... Eu serei — ela se corrigiu, pensando que talvez a morte de Natasha estivesse tão certa quanto o sol é quente. — a única Viúva Negra. Como tem que ser, sabe?

— Então você fez isso tudo porque quer ser a única Viúva Negra? — murmurou Natasha, tentando manter pressionado o casaco, quase que totalmente encharcado de sangue agora, contra o seu ferimento, mas seus músculos começavam a falhar. E ela sentia o sangue subindo pela sua garganta, o gosto de ferro com sal impregnando sua boca.

— Não estou sendo clara o bastante? Não pode haver duas Viúvas Negras. Uma, consequentemente, acabará matando a outra, é uma lei que eu acabei de decretar. E é só o que importa para mim: Ser única, um protótipo. — Yelena se aproximou de Natasha outra vez e se agachou. — Vamos acabar logo com isso. — ela disse, em voz baixa, olhando Natasha nos olhos. — Esse cheiro de sangue já está me deixando enojada. E embora a sua decadência me cause um prazer indescritível. Eu serei piedosa com você. — ela fez uma pausa teatral — Quais são suas últimas palavras, Natalia?

Natasha a fitou fixamente por um momento. Seu cabelo loiro estava levemente bagunçado pela luta, um corte na têmpora direita, outro no lábio, uma mancha roxa na maçã esquerda do rosto, a veia sobressaltada na testa, e o olhar insensato de quem perdeu completamente a consciência.

Ela deve ter perdido mesmo a cabeça ao achar que esse plano espalhafatoso daria certo.

— Te vejo no inferno. — Natasha balbuciou ao juntar suas últimas forças para erguer o pulso.

A picada da Viúva atingiu o tórax de Yelena, o choque a chacoalhou violentamente, um vislumbre de espanto tomou o lugar do que era um olhar de demência antes, e então caiu no chão, desacordada.

— Eu devia ter feito isso antes. — Natasha resmungou.

A espiã não conseguia se levantar, ia morrer ali mesmo. Até que a estática no seu comunicador auricular foi ficando mais nítida, como se ele estivesse sintonizando, depois de passar um tempo sem funcionar.

— Clint? — ela esperou que ele respondesse.

Ela ouviu a estática momentaneamente e então não havia nada.

— Tasha, e aí?

Natasha suspirou, estava extremamente aliviada.

— Eu fui baleada... — ela arfou, não conseguia manter pressionado o casado agora de cor escura contra seu ferimento, estava sem forças. — no abdômen... Acho que vou desmaiar.

— Ah, cacete... Onde você está, Natasha? — seu tom de voz era preocupante.

— Eu não sei, estou num beco... — ela olhou ao redor, no outro lado da rua em frete ao beco, tinha uma placa de lede. — Estou vendo a placa de lede... do Bernie’s Market.

Ela sentiu sua cabeça latejar mais forte, levou uma mão e apertou seus dedos contra a sua têmpora, seu ferimento pulsava no abdômen deixando seu corpo dormente... Até respirar doía.

— Certo. Continua falando comigo...

— Você ajudou... os feridos?

— Sim. Sim... — ele respondeu, ofegante. Devia estar correndo. — Não se preocupe com os civis. Eu estou vendo a placa... Tasha, aguenta aí, estou chegando...

Natasha ouviu alguém correndo, devia ser Clint, ele correu mais rápido quando a avistou e se jogou sobre os joelhos quando chegou perto de Natasha. Seus olhos se arregalaram ao ver o sangue, levantou a blusa dela para ver o machucado.

— Caramba, isto está horrível. — ele comentou, depois abaixou a blusa e a pegou nos braços. — Tem uma equipe médica em frente ao Constance, estão atendendo os feridos da...

A voz de Clint foi se afastando, embora ele ainda a carregasse. A vista de Natasha foi ficando desfocada, foi escurecendo, e então não havia nenhum som, não havia nenhum cheiro de sangue, não havia nada. Só escuridão. Não sentia nada, era como se ela não existisse mais.


Notas Finais


Tadinho do Steve quando ele souber ;-;


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