História Who Made Who? - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias AC/DC
Tags Acdc, Angus, Daniel
Exibições 2
Palavras 1.989
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem, fiquei longe por quase um ano, mas tô de volta com esse capítulo mega especial (ele é todo dedicado ao Daniel pq estava com preguiça de escrever a parte do Angus) espero que gostem <3

Capítulo 8 - Mark, eu não sou Angus....


DANIEL’S POV:

                Eu passei a noite em claro, eu me virava para um lado e para o outro tentando dormi, mas era em vão, eu não preguei o olho por nada. Só pelo fato do Mark está desconfiado de mim me sentia sem saída nenhuma, parecia que eu ia explodir de tanto asseio que eu estava tendo dele. Logo pela manhã eu liguei para Angus para saber como foi sua noite e lhe contar tudo, mas ele não ficou nada feliz de saber que o Mark estava desconfiado de mim, e então ele disse que queria me encontrar hoje antes do encontro dele com a Clarisse. Depois que ele desligou o telefone eu fui para o trailer só para por uma roupa para sair, não ia esperar os caras acordarem para tomar o café-da-manhã, pois sabia muito bem que eles não iam acordar muito cedo. Antes de entrar no trailer, me certifiquei se o Mark ainda estava dormindo, e fiquei feliz em ver que ele ainda estava apagado. Abri o armário e peguei as primeiras roupas que eu vi ali, me despi e coloquei a roupa. Assim que eu estava saindo do parque dos trailers, vi Phil e Bon, voltando a essa hora do dia para “casa”.

                -Aonde vai tão cedo Ang? – Bon me perguntou.

                -Eu estou indo a banca Bonnie, quero ver se tem o gibi do Capitão América. – Disse, mas dessa vez não deixava de ser verdade.

                -Quer uma carona cara? – Perguntou Phil do banco do motorista. – Eu tinha que passar num lugar, eu posso te deixar lá!

                -Ah tudo bem então.

Então Bon saiu do banco do carona e eu me sentei em seu lugar. Durante toda a viagem eu fiquei tenso, era como se o Phil fosse uma versão mais arrogante do Damião, ele me fazia lembrar do meu primo em algumas coisas, como no humor e na aparência, mas fora isso ele era bem arrogante e cheio de si. Assim que ele parou em frente ao shopping, desci do carro e agradeci a carona e vi Phil Rudd indo embora, como Angus ainda não estava ali decidi ir à banca e procurar o gibi. Depois de muito procurar achei dois gibis, um para mim e outro para Angus, e que por sorte estava vindo em minha direção.

                -Oi cara, está gostando da vida de rockstar? – Perguntou ele.

                -Não, e você?

                -Eu? – Ele fez uma careta. – Estou apenas fazendo da sua vida uma coisa mais divertida!

                -O que você tá fazendo com a minha vida? – Perguntei super  assustado.

                -Calma Dani, eu só estou fazendo você se divertir mais. – Ele deu uma piscadinha pra mim. –E então, o que você tem a me dizer sobre o Mark?

                -Bem, é super complicado isso! Podemos ir a algum lugar mais calmo? – Perguntei e ele me dirigiu até uns banquinhos. – Bem, tudo começou no Australian Drinks, quando o Malcolm falou do show na Federal. Eu, é claro, fiquei super assustado, pois eu não gosto de palco, mas o Mark viu meu nervosismo e esperou eu sair da mesa pra ir atrás de mim, e então ele me prensou, mas eu não disse nada! E então hoje de madrugada ele chegou muito bêbado, e acabou caindo e ficou com o rosto machucado, e eu tentei ajudar ele, só que ele pegou uma cueca sua e falou q ia colocar no alto do trailer, e então eu fui atrás dele, só que quando eu estava no topo ele me olhou esquisito e antes que ele pudesse me perguntar qualquer coisa, o Malcolm nos botou para dentro e eu fui pra cama pra evitar qualquer coisa. E agora ele tá querendo ter uma conversa comigo, cara! – Ele estava quieto, e isso me deixava muito mal. – Desculpa Angus, desculpa mesmo!

                -Não é culpa sua, é minha! – Ele olhou para o chão envergonhado. – Eu não tinha te falado sobre nada disso, nem do meu medo de altura, mas fica tranquilo Mark não teria coragem de falar uma coisa dessas pro Mal.

                -E você? – Perguntei.

                -Eu? Tá tudo ótimo cara, não se preocupe!

                -Angus. – Eu o olhei, e ele me olhou como se tivesse feito a pior coisa do mundo. – Você me ensina a tocar guitarra?

                -Ah, claro Dani! – Ele disse como se estivesse aliviado. – É fácil! Basta saber as posições e pegar uma música fácil!

                -Qual delas? – Perguntei sem saber de nada.

                -Tenta Live Wire, essa é bem fácil!

                -Beleza, mas me diz, por que tem medo de altura e não me falou nada?

                -É que... – Ele começou a se engasgar com o nervosismo. – Eu não queria falar por que tenho vergonha.

                -Ah cara, você está vivendo a vida de Daniel Pharrel, o cara mais medroso do mundo! – Disse passando o braço pelo pescoço dele e trazendo ele para um cascudo. – Cara, quando é o seu encontro com a Clarisse mesmo?

                -Daqui a pouco, por quê? – Ele me encarou.

                -Melhor você ir! – Disse. – Pois estou a vendo vir até nós.

                -Caralho! – Ele se desvencilhou de mim               e me olhou assustado. – Ela não pode nos ver aqui! Corre Daniel, e não se preocupe com o Mark cara, ele não vai te fazer nada!

Assim, eu corri para trás de um quiosque e vi Clarisse sair de cena acompanhada pelo Angus, e eu, é claro, estava me cortando de ciúmes. Eu queria estar no lugar do Angus agora, mas fazer o que né? Então voltei a banca e comprei a revistinha que eu tanto queria desde Quinta-Feira e segui meu caminho até o parque dos trailers, e eu ficava imaginando se Mark ainda queria ter aquela conversa comigo, eu não queria ser prensado por ele novamente, uma vez já basta! Meu medo foi aumentando assim que eu cheguei ao parque e vi-o parado à porta do trailer, com cara de poucos amigos, enquanto Phil, Bon e Malcolm gritavam enquanto bebiam. Assim que eu cheguei mais perto da roda Mark voltou seus olhares para mim, e eu tentei agir como o Angus para disfarçar qualquer coisa. Sentei ao lado de Malcolm e Phil e me juntei a brincadeira deles, e fiquei feliz de que ninguém percebeu esse clima tenso entre eu e Mark. Depois de um tempo eu entrei no trailer para poder ler o gibi em paz, sem toda aquela confusão do lado de fora, mas foi só eu entrar para Mark entrar em seguida e trancar a porta, eu fiquei estático na sua presença, não tinha reação alguma, eu apenas o olhava assustado vindo em minha direção.

                -Você está achando que eu me esqueci de ontem Angus? – Ele me prensou contra a porta do armário. – Eu ainda quero saber o que aconteceu com você, pois desde quinta-feira você está muito estranho!

                -Mark eu não sei o que você está falando! – Eu menti. – Sou apenas eu, Angus!

                -Você não é o Angus que eu conheço! – Alegou ele. – O verdadeiro Angus não subiria no trailer, não erraria a própria musica, não ficaria nervoso em tocar num show, e muito menos ficaria nervoso na frente de uma garota!

                -Cara eu já te disse, estou apenas estressado! – Ele ficava cada vez mais perto de mim. – Mark, sinceramente, não sei pra que tanta desconfiança!

                -Por que eu acho que você não é o Angus? – Eu encolhi quando ele disse isso. – Eu já o conheço há muito tempo, e posso dizer com toda a certeza que ele não é assim, nem quando fica estressado!

                -Mark, para com essa paranoia cara! – Eu tentei sair dali, mas ele impedia em todas as minhas tentativas. – Mark, me deixe sair!

                -Hey! O que vocês estão falando tanto? – Malcolm entrou no trailer. – Mark, o que você está fazendo com o meu irmão?

                -Nada. – Ele se desvencilhou de mim.

                -Mark, Angus, querem ir com a gente até o bar? – Ele perguntou.

                -Vamos sim! – Eu disse desesperado. – Que horas vamos sair daqui?

                -Em meia hora. Se forem se arrumar andem logo! – Ele saiu depois de nos dizer isso e Mark voltou a me encoxar.

                -Por que você fez isso? – Mark me olhou fundo. – Está com medo de mim agora Angus?

                -Mark sai daqui, me deixa cara! – Insisti. – Não há nada de errado cara, fica calmo.

                -Se não tem nada errado, então fique aqui! – Mark falou ríspido comigo. – Se você sair por aquela porta falo pro Malcolm que você não é o irmão dele!

                -Mark cara, sou eu! Angus! – Disse tentando sair dele.

                -Tudo bem, eu vou deixar você sair. – Disse ele me encarando nos olhos. – Mas você vai ficar aqui!

                -Tá Mark, eu fico, mas porra me deixa sair! – Implorei e ele se esquivou de mim.

                Ele mesmo foi dizer ao Malcolm que ficaríamos no trailer, disse que jogaríamos poker, mas isso era apenas mentira. Estava apavorado, não sabia do que ele seria capaz de me fazer. Eu via Phil, Bon e Malcolm entrarem no carro e saírem do parque, e Mark estava vindo a passos firmes para o trailer, a cara que ele tinha era de poucos amigos, e isso não era bom. Tentava achar alguma forma de evita-lo, mas não achava. Quando ouvi a porta do trailer se abrir senti o bafo da morte nos ombros; não tinha coragem para me virar e encara-lo, eu queria ter ido com os rapazes pois com eles estaria seguro. Porra Daniel, pense! O que Angus faria agora?

                -Se você me falar a verdade, prometo não dizer nada para Malcolm ou para o resto da banda! – Disse ele me encarando nos olhos. – Então, é melhor falar!

                -Mark, pela última vez, sou eu! Angus! – Tentei argumentar mas não adiantou muito.

                -Você não é o Angus, nem de longe! – Disse ríspido.

                Ele ficou ali, me encarando como se eu fosse uma presa, e eu era a sua presa.  Eu fiquei um bom tempo sentado na beira da cama, esperando ele fazer alguma coisa. Seus olhos demonstravam uma raiva imensa, estava ficando apavorado com os minutos que se passavam, eu estava esperando qualquer coisa dele.  Quando ele se levantou e veio em minha direção eu me encolhi no canto da cama, rezando para continuar vivo depois do que ele me fizesse, mas ao invés de socos e cortes na cara, ele apenas riu.

                -Se você fosse mesmo o Angus já teria pulado dessa cama e teria me socado, e depois me expulsaria da banda! – Disse num tom desafiador. – Anda, fala logo quem você é!

                -Tá Mark, já vi que não adianta mais mentir pra você! – Virei a cara, não tinha coragem para encara-lo. – Eu não sou o Angus, ele está na minha casa agora, ou melhor, saindo com uma garota da faculdade onde estudo!

                -Quem é você? – Ele me perguntou assustado, sua respiração estava ofegante quando lhe disse a verdade.

                -Sou Daniel Pharrel, tenho vinte anos e conheci o Angus na banca. – Disse aliviado.

                -Então, esse tempo todo o Angus estava na sua casa, indo estudar no seu lugar, e agora está saindo com uma garota? – Mark me perguntou.

                -É. – Eu disse. – Desculpa Mark, eu não sou fã da banda, eu mal sabia quem era vocês, mas, nem eu e nem o Angus queríamos causar nenhum problema a ninguém! – Ele estava estático em cima da cama. – Por favor, isso é um segredo! Não conte nada ao Malcolm ou aos outros, não quero que o Angus seja demitido por culpa minha.

                -Então se você quer ser o Angus, você vai ter que começar a agir como ele! – Disse ele com um sorriso. – Eu vou te ensinar o jeito doido de viver do Angus e também, vou te ensinar a tocar guitarra.

                -Seria melhor depois, pois estou cheio de dor de cabeça. – Disse. – Nunca pensei que sentiria falta dos meus óculos.

                -Espera aí! – Ele disse saindo da cama e abrindo o armário, ele pegou uma caixinha e levou ela até a mim. – O Angus tem vergonha que eu mexa nisso. – Disse tirando um óculos da caixa. – Era dele, ele tem que usar, mas não usa.

                -Obrigada. – Eu coloquei os óculos e voltei a ver normalmente. 



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