História Whorehouse Boy - Taekook - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Personagens Originais, V
Tags Bangtan Boys, Suspense, Taekook, Violencia, Vkook
Exibições 49
Palavras 3.651
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OE
Então, Perdoem a demora para postar, estava na época das provas finais, e sabem como é. Queria agradecer pelos favoritos e pelos comentários, vcs já estão no meu kokoro >3<
Boa leitura, perdoem os erros, e até as notas finais ^^

Capítulo 3 - Whorehouse boy


Taehyung On

 Acordei com uma claridade na janela, eu provavelmente tinha me esquecido de fechá-la quando me deitei. Não era tão cedo, já que eu chego em casa de madrugada. Eu estava com uma preguiça doentia, poderia ficar o dia inteiro naquela cama que meu corpo pediria mais e mais para que eu ficasse ali. Mas era óbvio que eu não poderia ficar. Me levantei quase caindo da cama, já que ainda estava de olhos fechados, devido à claridade excessiva que entrava, e fui para o banheiro fazer minhas higienes pessoais.

Após ficar um bom tempo sem fazer nada, resolvi pegar o meu celular para ver o que estava acontecendo. Havia uma mensagem de Seokjin, algumas de Jimin, afinal, ontem eu e Jin saímos sem falar com ele, tadinho, e encontrei algumas mensagens não tão agradáveis..

Como eu disse anteriormente, alguns problemas financeiros vieram surgindo pra mim e, essas mensagens não eram nada mais nada menos que o banco cobrando o dinheiro dos empréstimos. Aish, eu estava fodido mesmo, não tinha jeito. Eu teria que sair do apartamento e voltar a morar lá no bordel. Às vezes eu gostaria de me sentar e chorar, por que sempre algo de errado tinha que acontecer na minha vida. Tudo não podia ser mais fácil? mas não, a vida sempre arruma alguma peça pra pregar em mim. Eu também já havia pedido um empréstimo para o Sr. Jung, e disse que ele poderia descontar do meu salário, e foi o que ele fez, fazendo com que eu ficasse quase sem nenhum tustão e devendo ao banco. Eu daria uma situação naquilo, com certeza eu daria, não importa, mas sabendo que a minha família já estava numa condição melhor devido a todo o dinheiro que eu mando, meu coração já se tranquilizava um pouco.

Algumas semanas depois

 Algumas semanas se passaram, e como eu havia dito, eu tive mesmo que voltar a morar aqui nesse lugar. Saí do meu quitinete, consegui vender algumas das poucas mobílias que eu tinha, mas mesmo assim não recuperei tanto dinheiro para pagar os empréstimos do banco. Fiquei sabendo que o estado de saúde do meu avô não estava lá essas coisas, precisava de mais remédios que não eram tão baratos, era problema atrás de problema. Mas eu não podia desistir assim.

O que mais aconteceu em algumas semanas? Nada de importante, se não fosse por algumas situações desagradáveis que eu já passei algumas vezes, como por exemplo, algum cliente que já estivesse pra lá de bêbado ou mal intencionado me confundir com algum stripper e querer me agarrar, sim, isso aconteceu. O pior é que ele não me soltava, tiveram que chamar alguns seguranças para tirá-lo de cima de mim. Isso era uma das piores coisas que poderia acontecer. Algumas vezes meio que eu notava alguns "olhares" direcionados à mim, o que também acabava me desconfortando de uma certa maneira, e sem contar os comentários depreciativos e maldosos que vinham de algumas pessoas como por exemplo "vem aqui sua delícia, tá fazendo o que servindo bebidas?", "Quanto você cobra?", "vai ali no quarto comigo", enfim, era uma merda ter que ouvir essas coisas, e olha que dava muito bem para diferenciar já que eu andava com o uniforme da boate.

"Ué, mas você não poderia simplesmente sair e procurar outro emprego?" Sim, poderia, tanto que já procurei, porém segundo eles no meu currículo eu não possuo muitas experiências profissionais, e até por que realmente não tem muitos empregos por aqui. Outro fator também é o fato de que eu estava totalmente fodido economicamente, tanto que tive que voltar a morar aqui no bordel para evitar o máximo das despesas, e se eu procurasse outro emprego eu não poderia continuar morando aqui, resumindo, não teria onde morar e ninguém contrataria um sem teto. Eu até poderia pedir ajuda para Jin, se eu podia morar um tempo com ele até as coisas melhorarem, mas sei que ele também tem seus problemas, e eu não quero atrapalhar a vida alheia.

BORDEL 

FIM DO EXPEDIENTE / 5:44 a.m.

lá estava eu, mais uma vez, terminando meu expediente. Uma vez ou outra, dependendo do movimento, eles liberavam alguns funcionários antes, como acontecia comigo às vezes. Mas hoje foi pesado. Hoje foi um daqueles dias que o lugar tinha lotado, como acontecia de vez em quando, era gente e serviço pra fazer em tudo quanto era lado. Eu estava exausto.

Terminei a minha parte do serviço, e sem nem pensar duas vezes, fui direto pro meu quarto, sem nem me despedir de Seokjin e Jimin. Meu canto era um pouco afastado do centro do lugar, onde tudo acontecia. Eu tinha que andar um pouquinho, já que era bem nos fundos, como se fosse outra casa. Até que para um quartinho dos fundos lá era bem arrumadinho, Pelo menos tinha uma cama e um armário, a televisão eu trouxe do meu quitinete, ou melhor, ex quitinete.

Tomei um banho, vesti uma roupa qualquer e tranquei a porta, me jogando na cama em seguida. Passou-se um tempo, tempo suficiente para eu pensar em tudo o que estava acontecendo na minha vida ultimamente. Nos últimos dias meu sono têm sido tirado com todos os problemas que estão vindo, fazendo com que eu me preocupasse cada dia mais com tudo isso. Eram ainda algumas contas, dinheiro para a minha mãe, remédios para meu avô. Estava tudo uma bagunça. Mas eu ainda tinha fé de que isso era só uma fase e que tudo voltaria ao normal depois.

 Perdido em meus devaneios, acabo caindo no sono, após um bom tempo preocupado em meus pensamentos. Eu poderia estar certo ou não, mas por volta de uma ou duas horas após eu cair no sono, eu ouço alguém batendo na porta.  A pessoa continua batendo,  consecutivamente, como se estivesse com pressa ou sem paciência, o que já estava me irritando.

- ESTAMOS FECHADOS, SÓ AMANHÃ! - disse me virando para o outro lado, eu estava mais pra lá do que pra cá, nem dando importância para quem podia ser.

- ABRE ISSO TAEHYUNG, NÃO TENHO O DIA TODO - No mesmo instante eu reconheci o dono daquela voz grave. Era Namjoon, e ele não parecia estar com um humor muito bom. O que ele queria aqui? Tudo o que ele queria de mim era distância, por que ele estava me perturbando ainda mais à essa hora?

Me levantei ajeitando os cabelos e coçando os olhos, indo em direção à porta, pedindo à Deus para que Namjoon não estivesse atacado e viesse me perturbar, já que não perde uma oportunidade de me infernizar, ainda mais que eu voltei a morar aqui. Abri a porta devagar e o vejo parado, encostado na parede, olhando para o chão, e quando me vê, levanta a cabeça devagar, apenas para me olhar.

- A que devo a sua visita? - disse num tom normal, apesar de estar meio apreensivo.

- Sem formalidades aqui. - ele parecia sério - O Sr. Jung me ligou, perguntando como estavam as coisas por aqui, como estava o trabalho, se algum funcionário estava deixando a desejar.. - eu ouvia atentamente tentando entender o que ele estava querendo dizer com aquilo - e o mesmo me perguntou de você.

O quê? O Sr. Jung perguntando sobre mim? O dono desse lugar e de vários outros estabelecimentos espalhados pela cidade, perguntando por mim? Interessado num "Zé ninguém" como eu? Isso sim é motivo para se surpreender, o dia em que o Sr. Jung HoSeok ligou para perguntar sobre um funcionário. 

- Perguntou sobre mim? -disse com um ponto de interrogação no rosto, não tinha motivos para ele ligar me procurando, a não ser que tenham reclamado muito de mim e ele queira saber o que eu estou fazendo aqui dentro. Por favor, me diga que não é uma encrenca.

- Não, imagina, vim aqui só para tirar sarro da sua cara. Claro que ele perguntou sobre você, acha mesmo que eu perderia meu tempo aqui? - A grosseria dele era tanta que daqui a pouco teriam que aumentar o espaço do bordel pro Namjoon conseguir entrar com toda a grosseria dele junta. 

- Me desculpe.. - olhei para um lado disfarçando.

- O Sr. Jung queria saber de você pois ele quer se encontrar com você, pelo o que ele me disse pelo telefone, ele quer ter uma conversa com você, a sós. - O Sr. Jung quer conversar comigo? O que está acontecendo? - Ele virá amanhã à noite.

- O-o que ele quer conversar comigo? Eu fiz algo de errado? - Perguntei novamente com um ponto de interrogação na cara.

- Eu não sou adivinho para saber, E só o fato de você estar aqui você já fez algo de errado. - Estranho o Namjoon não rinchar, que eu saiba cavalos rinchavam. Engoli seco, eu não me atreveria a falar nada, só queria voltar pra minha cama logo.

- Mas ele virá no horário de funcionamento normal ou terá um horário específico? - questionei.

- A hora que ele quiser, esse lugar é dele, idiota. - Não é possível que a mãe dele tenha o criado tão mal - educado dessa forma, Jesus Cristo.

- Tudo bem.. Obrigado por avisar.. - Ele deu de ombros e fez uma expressão totalmente tediosa, se virando e saindo - Boa Noite.. - Arrisquei esse bos noite, mas tudo o que eu recebi em troca foi um vácuo mesmo.

Quando vi que ele tinha realmente ido embora, tranquei a porta novamente e voltei para a cama. Não pude deixar de pensar no que eu tinha acabado de ouvir, como assim o Sr. Jung queria falar comigo? Não tinha cabimento, ou ele me demitiria ou.. Ou eu não sei, ele nunca vem aqui, e quando vem está afim de me ver.. Quer conversar comigo, justamente comigo, por que não com outros funcionários? Eu sou o tipo de pessoa que fica ansiosa fácil, então já fiquei ansioso e pensativo no que um dos homens mais prestigiados e bem de visto de toda Seul queria comigo. Novamente, perdido em meus devaneios, após algum tempo finalmente adormeci, mas dessa vez foi definitivo. Adormeci de uma vez por todas.

Jung Hoseok On

Acabei de fazer uma ligação com um de meus homens de confiança, Kim Namjoon. Liguei para um de meus estabelecimentos, uma de minhas boates, como eu fazia todo mês, querendo saber de como as coisas andavam e de como os funcionários estavam trabalhando, se estavam faltando, trabalhando direito, coisas relacionadas a isso. Esse não é meu único estabelecimento noturno. Tenho outros bordéis espalhados pela cidade, além de lojas, totalmente diferente dessas boates, lojas comuns, algumas entre lojas de roupas, calçados, coisas bem comuns e diferentes dos outros estabelecimentos que eu possuo, que no caso são os bordéis.

Eu não costumo negar as coisas. Sim, sou um homem rico, que possui um porte financeiro absurdo, que é considerado uma das pessoas mais importantes de Seul atualmente. Ninguém imagina o sufoco e o esforço que eu tive para chegar onde estou, todo o sofrimento que eu passei para que eu pudesse ocupar o lugar que eu ocupo hoje. Alguns me chamam de ambicioso, mas no fundo todo ser humano também é. A ganância reside no mundo não é de hoje, mas sim de muito tempo. O ser humano desde o princípio ansiava por poder, sempre ansiando por mais, sem nunca desistir até conseguir o que quer. O ser humano sempre trapaceando para conseguir entrar na frente, sempre abrindo brechas para ser o escolhido, sempre cavando uma oportunidade para eliminar adversários, para sempre conseguir tudo o que quer. Desde sempre a humanidade esteve mais preocupada consigo mesma do que com os problemas que causaria ao outro. Alguns dizem que eu sou assim, que o Sr. Jung sempre colocou sua ganância acima de todos, sem se importar com que se prejudicaria. Afinal, é o que a humanidade faz desde sempre. A vida é um lugar onde se você quiser sobreviver terá que batalhar, e é exatamente o que eu faço. Sobrevivo. E na medida da minha sobrevivência eu só continuo zelando por tudo o que eu consegui, e por tudo o que eu ainda conseguirei batalhando para sobreviver na vida.

De todos os meus bordéis, para o que eu telefonei hoje, em especial, existe uma pessoa que anda realmente me fazendo pensar além. Um funcionário, chamado Kim Taehyung. O garoto é alguns anos mais novo que eu, nem aos 20 chegou ainda. Veio para a cidade, segundo ele, procurando um emprego para ajudar a família. Um garoto bonito, muito bonito na verdade, que chama atenção de praticamente todas as pessoas que o vêem devido à sua beleza natural e única, o garoto parece um anjo, de verdade. Eu não estou dizendo isso por que eu queira me envolver com ele, longe disso, estou dizendo isso por que é a verdade, como eu disse, eu sempre falo a verdade. Qualquer empresa de modelos gostaria de tê-lo nela, ele seria um sucesso. Mas não é sobre a beleza dele que eu vim tratar. É sobre outra coisa.

Tenho muitos contatos próximos que frequentam aquele bordel. Não somente atrás de mulheres, mas homens também, contanto que dê para enfiar em algum buraco, para eles está ótimo qualquer pessoa. Não só esses conhecidos, mas também muitos clientes mais antigos e algumas pessoas, desde que esse garoto começou a trabalhar lá que ele não para de ser comentado por essas pessoas. Dizem que ficam encantados com ele, que ele é uma graça, e tem um perfil ótimo de quem serve para essas coisas. Vivem me perguntando quando ele vai começar a trabalhar lá "de verdade", já que ele é auxiliar em serviços gerais, e não um stripper. Mas isso até amanhã. Esse era o real motivo da minha conversa com ele, convencê-lo de como seria bom para ele ter um trabalho assim. Se for do jeito que estou pensando, a boate ganharia bem mais dinheiro só por causa desse ser tão delicioso, que pode melar a minha mão de dinheiro apenas fazendo "certas coisas" que ele deveria adorar com certeza. Ou não. 

E se ele não aceitar? Bom.. A escolha é dele. O garoto já anda endividado comigo, não é de hoje. Simples. Eu possuo um bordel onde os strippers não trabalham por conta própria. Obviamente aquele local é clandestino, e 100x mais escondido de tudo, mas é um dos melhores com certeza. Dizem que os melhores são sempre os mais difíceis, e eu tenho quase absoluta certeza de que esse Taehyung não vai ceder tão cedo assim, já que muitos clientes comentaram comigo que ele nem se quer olhava pra eles, e que quando alguém se aproximava com segundas intenções ele já começava a gritar pedindo ajuda. Simplesmente isso, ou ele vai pra lá ou ele fica aqui, e está decidido que ele vai sim trabalhar pra mim. Sou eu quem dá as ordens aqui, ele terá que aprender isso.

 DIA SEGUINTE

BORDEL - HORÁRIO DE TRABALHO 

 Kim Taehyung On

O lugar estava normal. Como estava sempre. Luzes coloridas, música alta, pessoas perambulando pelo ambiente, funcionários trabalhando pra lá e pra cá, e ele. Eu vi quando o próprio Sr. Jung chegou aqui acompanhado de alguns outros senhores, bem vestidos e bem portados, pareciam ser todos do mesmo nível. Às vezes eu realmente achava que ele poderia ser da máfia até porque não é normal ter tantos estabelecimentos assim, até por que a maioria são clandestinos e bem escondidos, a não ser as lojas comerciais. O sr. Jung é um homem muito apresentável, bonito também. Ele usava um paletó marrom com uma blusa branca por baixo, além de uma calça social e sapatos bem caros. Seu cabelo estaria perfeitamente arrumado se não fosse alguns fios que insistissem em ficar caindo em sua testa, e ele tinha um maço de cigarro no canto de sua boca, só faltava estar em um casino, por que até strippers em sua volta tinha.

Confesso que eu também estava um pouco "arrumado", afinal, meu chefe gostaria de conversar comigo, eu não poderia estar parecendo um pé rapado mesmo estando trabalhando, era preciso estar um pouco mais apresentável. Eu usava o uniforme com um Jeans apertado e meu tão vangloriado all-star, não era um comum que eu usava no dia a dia, mas um que eu usava apenas em circunstâncias digamos que mais especiais.

Eu ainda não entendi a razão dele querer "conversar" comigo, principalmente quando ele disse que queria conversar justamente aqui, na boate. Eu poderia muito bem ir até o escritório dele, ou até mesmo um local mais reservado, porém ele fez questão de comparecer à boate. Eu ainda estava trabalhando, mas como eu disse anteriormente o movimento estava normal, ou seja, o trabalho não estava pesado hoje. Eu podia ter uma leve impressão de que ele me observava, de longe mas observava. Poucas vezes eu passei por perto dele, mas o mesmo sempre dava um jeito de me observar, dando até alguns sorrisos enquanto ingeria a sua bebida. Eu já estava ficando apreensivo.

[...]

Eu deveria estar comentando alguma coisa com Jin, deveria não, eu estava. Conversávamos sobre qualquer coisa, já que por um milagre a boate não estava num agito como ontem por exemplo. Era justamente par ser o contrário, já que com a presença do Sr. Jung todos deveriam vir, mas estava completamente normal, estava ótimo, quando eu vejo Namjoon vindo em nossa direção, com a mesma cara desgostosa de sempre.

- Taehyung - Veio até mim, e acho que pela primeira vez me chamou com uma entonação que não demonstrava ignorância - Já pode esperar o Sr. Jung. Jin nem se quer olhava para Namjoon, parecia que Jin nem conseguia olhar para ele direito, quando na verdade ele era uma das únicas pessoas com quem Namjoon tinha conversas civilizadas e até mesmo agia com mais "afeto".

- Ah sim, mas.. Onde, exatamente?

- No andar de cima, na sala de escritório vazia. -disse enquanto desviava o olhar de mim, indo de encontro com o olhar de Jin, que fingia não vê-lo, preparando algum tipo de coquetel somente para disfarçar.

- Okay, eu estou indo - disse e vi que o Sr. Jung não estava mais entre aqueles homens.

Namjoon sai dali e desaparece em meio à todos. Eu até hoje não entendia a relação entre ele e Jin, mas que às vezes eu achava que tinha algo de muito, mas muito estranho envolvido ali.

- Ta bom Jinzinho, o chefe quer falar comigo, como e te falei.. Vou ter que ir agora - sorri para ele.

- Tudo bem, mas depois quero saber tudo o que vocês fizeram, já que estão numa boate - Jin diz num tom de ironia e faz aquela carinha, era claro que estava brincando.

- Uhum, combinado - disse falsamente, me despedindo e indo em direção ao encontro.

Cada degrau que eu subia pra ter acesso ao segundo andar só me dava mais nervoso. Eu não fazia a mínima idéia do que ele gostaria de conversar comigo, na verdade eu não sabia nem que ele se lembrava de mim exatamente, já que sorriu para mim várias vezes lá em baixo.  Conforme eu pensava demais, nem reparei que já estava na porta da sala - praticamente um escritório, mas que ficava praticamente vazio já que Namjoon não costumava ficar muito lá e o Sr. Jung não aparecia muito por aqui - e me pergunto se era para bater na porta. Mas que pergunta, claro que é, é seu chefe, afinal! Bati na porta e o ouvi dizer um "entre".

Assim que entrei pude vê-lo de pé, observando a janela do cômodo. Com um drink na mão, claro.

O Sr. Jung é muito elegante mesmo!

O mesmo se vira para mim, sorrindo de canto e pedindo para que eu sente, já que ele rapidamente se sentou na cadeira da escrivaninha.

- Kim Taehyung - disse, olhando para mim de um jeito meio que.. digamos, intimidador. Permaneci calado, apenas sorrindo sem mostrar os dentes.

- Sabe por acaso por que lhe chamei aqui? - Sua voz soava num tom grave, o que me fez engolir em seco.

- Não senhor - eu não entendo o porquê de estar tão nervoso, ele deve me dar um aumento, com certeza, pensamento positivo.

-  Humm.. - Se levantou da cadeira, e começou a andar pela sala. Eu podia ouvir seus passos, já que a sala ficava bem silenciosa, pois a mesma tinha revestimento acústico. Podia sentir também que ele vinha vagarosamente em minha direção, me fazendo engolir em seco mais uma vez. - Você é um garoto tão.. bonito, está na flor da idade, acho que não precisa trabalhar para mim assim. - Quando me dou conta, posso sentir sua respiração tocando meu pescoço. Aquilo sim fez-me arrepiar e sentir uma pequena pontada de medo. Como assim eu não devia trabalhar "assim" pra ele? Assim como?

- Assim como, Sr. Jung? - pergunto fazendo com que minha voz soe de uma forma calma.

- Não acha que um garoto como você poderia estar fazendo coisas melhores, ao invés de encerar o chão e limpar a sujeira que as pessoas fazem quando estão nos quartos, huh? - Ele estava bem próximo a mim, e aquela aproximação já estava me preocupando. Porra.

Eu não respondi, apenas balancei a cabeça negativamente. Se ele estiver se referindo ao que eu estou pensando, mil vezes não.

- Eu serei claro e direto Taehyung, e eu quero que você me entenda. - Agora ele disse bem sério, parecia não estar brincando. - Eu quero que você trabalhe aqui, para mim. Que se junte aos outros. Quero que você seja um dos garotos desse bordel. - Pude sentir suas mãos tocando meus ombros.

Eu ainda não entendia o que estava acontecendo, eu não estava acreditando.

Ele quer que eu.. seja um garoto de bordel?

 

 

 


 


Notas Finais


TCHARAAAAAAAAAAAAAM
Eaí, o que estão achando? Está ruim? faltando alguma coisa, ou tendo algo demais? comentem sugestões, ou suas opiniões, a opinião de vocês é importante!
Esse cap tá muito Vhope, mas lembrem-se: É Taekook, e o Kook só aparece mais pra frente.
O que vocês acham que vai acontecer? Logo Logo trago outro capítulo.
Beijus e até mais ><


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