História Why am I a Girl? - Capítulo 4


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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe "Febatista" Batista, Rafael "CellBit" Lange, TazerCraft
Personagens Alan Ferreira, Felipe "Febatista" Batista, Mike, Pac, Rafael "CellBit" Lange
Tags Alan, Cellan, Mike, Mitw, Nollin, Pac, Personagens Originais, Transexualidade, Transgênero
Exibições 71
Palavras 1.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Inhaiii
Eu demorei e eu sei disso e eu sinto muitooooooo
Eu prometo que dessa vez não vou demorar tanto assim pra atualizar as fanfics.
Bem, eu espero que gostem desse capítulo, desculpem qualquer erro, eu não revisei ;u;

Capítulo 4 - Garoto das fotos


P. O. V Pac

Chegamos na festa de aniversário de meu primo Manoel. Todos estavam se dando muito bem e pareciam se encaixar, o que não era meu caso. Eu não era próximo de meus primos desde meus 10 anos, não conhecia os amigos de Manoela. Restava-me sentar e aguardar que aquilo tudo acabasse. Ao menos tinha comida, certo?

Músicas que eu não gostava tocavam ao fundo e as pessoas pareciam estar adorando, porém, eu apenas queria estar no meu quarto, deitado na cama escutando minhas músicas e conversando com meus amigos.

- Oi. - Um cara se aproximou de mim sorrindo. - Como vai, moça?

- Bem… - Falei indiferente olhando para ele.

- Você só fica sentada aí, por que não vem dançar com a gente? - Neguei com a cabeça esperando que ele fosse embora, porém, o mesmo suspirou e continuou: - Uma garota bonita como você não deveria ficar aí sozinha, devia vir com a gente dançar um pouco!

- Não cara, sério, eu tô bem aqui. - Suspirei.

- Você não parece muito animada. Por que não vem? Dançar um pouco não faz mal. Olha, eu me chamo Carlos, qual seu nome? - Ele sorriu.

- Teresa. - Revirei os olhos.

- Teresa é um nome lindo, sabia? Lindo como você, combina. - Ele colocou uma mecha de meu cabelo atrás da orelha e sorrio. Me afastei e olhei para ele.

- Desculpe... Bem, você vai vir? É mais divertido do que ficar aqui sentada sem fazer nada. Sabe, meu tio diz que dançar é o melhor remédio. - Ele falou, porém, eu não dava a mínima, apenas queria que ele fosse embora!

- Olha, desculpe se eu pareço desinteressada ou não estou ouvindo ou pareço indiferente. Sinceramente, eu não tenho nada para fazer aqui, apenas vim porque meus pais me obrigaram. Mas eh realmente preferia estar em casa sozinha não nesse lugar cheio de pessoas que não ligam para meu bem estar. - Suspirei. - Eu não danço, não pergunte, eu não preciso de companhia. Então você pode voltar, por favor aproveite sua festa. Eu vou estar aqui, em algum lugar no canto. Com essa música que eu não gosto e eu não quero ficar com você.

- Me desculpe. - Ele disse.

- Eu sei que você só quis dizer coisas legais e você não queria me incomodar, mas honestamente eu preferia estar em algum lugar com meus amigos, pra curtir e só ouvir músicas com um conteúdo, como sempre fazemos. - Ele se afastou lentamente e me deixou sozinho ali.

Eu detestava festas. Sempre dizia para mesmo: Foco na comida! Mas nem sempre ajudava. É tão engraçado o fato de um grupo de pessoas ficar horas fazendo comida e organizando um local para comemorar algo, então outras pessoas deixam o conforto de suas casas apenas para ir nesta festa e entregar um presente. Sabe, é algo tão… Irrelevante. Mas tudo bem, isso é da natureza humana, fazer tantas coisas desnecessárias virarem coisas importantes, e isso é de fato algo belo, por mais que não pareça.

Os minutos pareciam passar se arrastando e cada segundo era torturante. Por que demorava tanto?!

Depois que já não conseguia suportar a música e o barulho das pessoas, levantei-me e fui até andando até o corredor. No meio do caminho esbarrei com um garoto. Ele tinha o cabelo em um tope e usava óculos de armação grossa. Ele era extremamente lindo, não posso negar, mas para variar, eu esbarrei nele.

- Me desculpe! - Falei nervoso.

- Tudo bem, moça. - Ele disse sorrindo de lado. - Posso te ajudar?

- E-eu só estava procurando o banheiro.

- Ah, é por ali. - Ele apontou para um corredor atrás de mim.

- O-obrigado. - Sorrio nervoso e cocei a nuca.

- Não foi nada. - Ele sorriu de volta.

- Mikhael! - Uma garota chamou. - Vem logo! Me ajude com as lentes!

- Já vai! - Ele disse e acenou para mim, seguindo seu caminho logo em seguida.

Pelo que entendi ele estava ajudando a fotógrafa. Apenas esperei que o mesmo fosse embora e fui até os banheiros. Olhei aquelas duas portas, uma com um boneco azul e outra uma boneca rosa. Olhei para os dois lados, certificando-me de que estava completamente só e entrei no banheiro masculino.

Agradeci aos céus pelo fato do local estar vazio e corri para um box. Assim que estava saindo ouvi vozes e congelei. Fiquei ali por longos minutos enquanto dois caras conversavam do lado de fora. Assim que ouvi a porta fechar e o silêncio era a única coisa que se ouvia, ou melhor, não ouvia, eu saí.

Voltei para a festa e a noite seguiu sem nenhuma nova emoção, mas aquilo realmente não importava no momento, pois eu arrumei três coisas sobrealimentadas as quais pensar.

Primeira coisa: Eu havia usado um banheiro masculino! Não tinha cheiro de xixi ou pixações por todo lugar. Na verdade, tinha um cheiro muito bom e… A sensação é tão indescritível! Foi como se eu pela primeira vez me encaixasse completamente.

Segunda coisa: Os olhos castanho esverdeados do garoto da fotografia que não estava muito longe de mim. Na verdade, toda a festa, as pessoas com roupas bizarras e as danças engraçadas, nada disso era tão interessante quanto ficar olhando para ele ali, mexendo nas câmeras junto com uma mulher que provavelmente era sua mãe.

Eu nunca senti realmente amor romântico por outra pessoa, nunca me apaixonei de verdade ou tive um crush. Para falar a verdade, eu sempre estive preocupado demais em atualizar as minhas séries e ler livros para pensar em garotos. Mas ele… É tão surreal! Eu sequer sabia seu segundo nome, idade, apelido... Tudo o que eu sabia sobre ele era seu primeiro nome, e claro, conhecia seu rosto. Apenas essas duas coisas simples foram capazes de me fazer ficar caidinho por ele e isso é uma merda, porque eu sei que provavelmente jamais verei ele de novo.

Logo os meus pensamentos de adolescente apaixonado foram substituídos pelos meus pensamentos pessimistas. A voz em minha cabeça listava cada uma das coisas que poderiam dar errado.

Se ele gostasse de garotos, não se interessaria por mim pois iria me ver como uma garota. Se ele gostasse de garotas e gostasse de mim, estaria gostando de alguém que eu não sou. Ele provavelmente era mais velho que eu, jamais iria me olhar, me acharia uma criança, ele trabalha! Ele pode namorar. E é claro, temos o fator de que se ele gostar de garotos e conhecer o Tarik, ele pode gostar de mim e depois ficar com nojo, pois pode muito bem não gostar de pessoas trans.

É, novamente eu mesmo me deixei triste. Parabéns, Tarik. Parei de observar o belo garoto das fotos e comecei a brincar com a toalha de mesa cinza.


Notas Finais


Well frehns, espero que vocês tenham gostado!
Que Deus/Yurio ilumine vcs, amém!
Até o próximo! O/


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