História Why Me? - Capítulo 14


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Palavras 2.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como prometido e dito no capitulo anterior, esse é o segundo capitulo do dia.

Capítulo 14 - 13


         •CHARLOTTE•

 

 

 

O tempo que passamos na Flórida foi bom, mas não existe aquele famoso ditado de que tudo que é bom, dura pouco? Isso se aplica na situação que estou agora. Estou num táxi que está indo direto pra casa, isso me deixava um pouco triste eu queria voltar pra minha realidade não queria voltar pra minha rotina, porém querer não é poder é o que tem pra hoje. Embora eu goste do que faço, contudo ficar na rotina fazendo tudo no automático não é legal pra ninguém e olha que eu terminei minha faculdade só alguns meses ou nem isso não quero nem imaginar quando eu tiver mais velha.

 

- Vamos querida?! – mamãe me chama eu nem havia percebido que tínhamos chegado, eu estava submersa em meus pensamentos.

 

Eu não respondi nada. Apenas me retirei do táxi e percebi que Ethan já tinha pegado minhas coisas. Então apenas me dirigi até meu quarto e me joguei na cama e fechei os olhos o pior de tudo eu não estava com um pingo de sono. Eu estava exausta mas sem sono. Ouço passos pelo quarto, mas permanece de olhos fechados.

 

- Está tudo bem? – ouço a voz de Ethan e logo em seguida a cama afundando.

 

- Sim. – respondo sendo monossílaba.

 

- Ok, já entendi não quer conversar.  – diz meu irmão. Eu adoro nele essa capacidade dele perceber em mim quando as coisas não vão bem.

 

- Obrigada! – digo abrindo os olhos, sentindo um beijo na minha cabeça. E logo em seguida o vejo saindo pela porta fechando a mesma.

 

Eu estava cansada, eu não sei o que está acontecendo comigo eu sou estou cansada. Esse fim de semana foi bom, a minha vida, mas que desgraça eu estou fazendo da minha vida.

Nada está saindo do jeito que eu planejei, e isso é uma merda. O plano era, me formar na faculdade arrumar um emprego realmente bom, na área que eu realmente goste mas não é isso que está acontecendo eu praticamente estava sendo escravizava e o pior de tudo eu já tinha me acostumado com minha situação uma vez li num livro onde o autor dizia o seguinte que o ser humano se acostuma com aquilo que só lhe faz mal.

 

Mas também eu nem me importo mais, está tudo automatizado, agora só dormir e acordar no outro dia cansada pra mais um dia estressante de trabalho.

 

Essas crises existenciais que eu tenho, acaba me incomodando a maioria das vezes. Parece que todo decisão que eu tomo não está certo. Agora nesse exato momento eu não sei se ser técnica de informática e programadora é o que eu quero fazer pra minha vida toda.

 

                   

×

 

 

 

 

- Charlotte, eu quero saber quem foi que mexeu no bando de dados. – foi a primeira coisa que meu chefe disse, depois de solicitar a minha presença na sua sala.

 

- Eu não sei, eu não tenho acesso a isso. – digo sendo sincera.

 

- Tem sim! Eu dei acesso ao seu usuário. - diz Hanson uns dos nerd’s insuportáveis que trabalhava no segundo piso.

 

- Deu? Porque eu não sabia, e eu vou repetir que não fui eu! – digo já impaciente.

 

- Só pode ter sido você. – diz meu chefe.

 

- Olha só, eu já disse que não foi eu. Se você não quer acreditar o problema já não é meu. – digo e ele me olha com cara de quem comeu e não gostou.

 

- Eu vou te demitir por falar desse jeito comigo! – diz se alterando.

 

- Ok, amanhã eu passo pra buscar o que você me deve. – digo saindo da sala e indo pra minha sem olhar pra trás.

 

- O que foi que aconteceu? – pergunta April assim que eu entrei na sala.

 

- Acabei se for demitida! – digo logo percebendo a gravidade das minhas palavras. Que merda eu havia feito.

 

- Mais que merda você fez? – April pergunta vindo até mim.

 

- Esse é o problema eu não fiz nada, ele me chamou na sala dele eu fui lá, e Hanson estava lá. Ele perguntou se eu tinha mexido no bando de dados eu disse não. Então Hanson falou que tinha me dado acesso, mas eu insisti que não fui eu. Então eu disse não me mexi se não quiser acreditar o problema não é meu, foi alguma coisa assim. Foi então que ele disse que iria me demitir, eu disse amanhã passo pra pegar o que ele me deve e sai da lá, é provável que eu não tenha mais eu emprego. – digo e logo percebo Peter na porta. Logo em seguida April e Peter explodem em gargalhadas.

 

- Isso fica rindo aí, eu não tenho um emprego mais. – digo sentando na cadeira frustrada.

 

- Charlotte! Cara você é sensacional. – diz Peter rindo.

 

- Parabéns viu amiga, você fez o que todo mundo queria fazer um dia e nunca teve coragem. – diz April ainda rindo fraco.

 

- Eu não sei por que vocês estão rindo. Eu acabei de perder meu emprego. – digo chateada. – Logo agora que eu estava planejando sair de casa eu fiz essa merda. E outra eu não falei nada demais. – digo sentando na minha cadeira, que agora não seria mais minha. Os risos parece ter se cessado instantaneamente.

 

- Você é sensacional, agora vou voltar a trabalhar. Um conselho vai pra casa amanhã é outro dia. – diz Peter me dando um beijo na bochecha e soltando uma piscadela saindo da sala logo em seguida.

 

Resolvi seguir o conselho. Peter pode ser meio babaca às vezes, mentira ele sempre é babaca, porém um cara legal e ele também entendem muito das coisas.

 

Estou aqui eu sentada na porta de casa, estou com medo de entrar e ter que falar com a minha mãe e levar uns xingos eu posso estar exagerando um pouco. Está certo que eu estou parecendo àquelas crianças quando faz algo errado e fica com medo. Mas eu estou com medo, pois eu conheço a mãe que eu tenho, por isso estou com “medo”.

 

- O que você está fazendo aqui fora? – uma voz me tira dos meus pensamentos, quando olho pra frente vejo Trevor e eu sorrio sem descolar os lábios.

 

- Eu meio que perdi meu emprego, e estou com medo de contar pra minha mãe. – digo dando de ombros, olhando para o chão.

 

- Você meio que perdeu o emprego? – pergunta se sentando ao meu lado.

 

- Quem deixou você sentar do meu lado? – digo olhando pra ele.

 

- Posso sentar aqui? – pergunta divertido, ele já havia notado que fiz aquilo pra implicar.

 

- Já sentou né?!

 

- Sempre tão amável! – caçoa de mim e eu não sou capaz de conter o riso.

 

- Sempre! – digo e ele ri.

 

- Pode começar. – diz se virando pra mim.

 

- Eu meio que demiti a mim mesma. – digo olhando para frente fixando meu olhar na casa do outro lado da rua.

 

- Você tem uma fixação por esse negócio de meio, me conte a história toda. – diz logo em seguida começo a relatar tudo que aconteceu mais cedo. Quando eu término o idiota desata a rir.

 

- Não tem graça Trevor! – digo emburrada.

 

- Tem sim, eu adoro sua personalidade ás vezes eu acho que eu deveria ser mais assim. – diz e eu me viro para ele.

 

- Assim como? – pergunto curiosa.

 

- Você é diferente, o que tem pra dizer diz. E se não gostou não disfarça faz cara feia mesmo. Você aproveita a vida, vive um dia de cada vez isso é bom. Só as vezes tem um pavio curto demais ou até parece que não tem um. – diz e eu fico sem graça, mas não deixo transparecer.

 

- Você sabe muito da minha personalidade. – murmurou mais pra mim do que pra ele. Fingi não notar que ele havia falado do meu pavio.

 

- Sou um grande observador. – diz e sorri logo em seguida.

 

- Percebe-se. – digo, e logo em seguida um silêncio tomou conta do ambiente.

 

- Eu gosto de você. – diz ele depois de um tempo de silêncio.

 

- Papo estranho!

 

- Eu sei! John amou Savannah poucos dias depois de conhece-la e eu não te conheço a pouco tempo, e eu não consigo esconder que gosto de você. Eu só queria uma chance. Sai comigo? – diz se virando pra mim.

 

- Que? – pergunto só pra ter certeza de que era realmente aquilo que eu tinha ouvido.

 

- Perguntei se você sai comigo, te levo pra comer um lanche eu sei que você gosta! – diz rapidamente.

 

- Ta bom, só um lanche e você paga. – digo logo pra me livrar daquele papo.

 

- Legal! – diz sorrindo pra mim. Logo em seguida o silêncio voltou a todo gás e eu volto minha atenção pra frente.

 

Então um táxi parou bem em nossa frente, atrapalhando meu vislumbre do nada. E do mesmo desceu meu melhor amigo, ou talvez não o desgraçado havia sumido a um bom par de dias.

 

- Oi Cher! – diz sorrindo pra mim, ele estava diferente não sei. Mas estava magoada por ele ter sumido poxa ele é meu melhor amigo. Então optei por ignorar ele. – Vai me ignorar? – pergunta parando na minha frente, eu o olho de cima a baixo e não respondo. – Sério mesmo Charlotte? Eu acabei de chegar da Europa, vim direto aqui te ver e você me ignora! – diz indignado.

 

- Não sei porque está estressado, você sumiu um bom par de dias. Quem deveria está estressada sou eu não você. – diz estourando. – Você é meu melhor amigo poxa, eu queria te contar tantas coisas mas você decidiu me esquecer né. Agora da pra sair da minha frente estou admirando a grama do outro lado da rua. – finalizo eu realmente estava chateada.

 

- É acho que está na hora deu ir. – diz Trevor se levantando.

 

- Não! Você fica. – digo sem pensar nas consequências, ele voltou a se sentar de vagar. Acho que eu acabei sendo rude demais com ele.

 

- Nos precisamos conversar, sei que eu errei mas você é minha melhor amiga poxa. – diz Henry, e eu o olho nos olhos.

 

- Vai da casa, vai ver seus pais. Estou com raiva de você, se conversarmos agora eu vou te xingar e jogar tudo de errado que você já fez na vida que eu saiba e não vai prestar depois conversamos. – diz o olhando com seriedade. Ele apenas maneia a cabeça e se afasta.

 

- Acho que você pegou pesado com ele. – diz Trevor.

 

- Fica quietinho Trevor. – digo olhando pra grama do outro lado da rua.

 

- Você que pediu pra eu ficar. – diz jogando na cara.

 

- Isso fica aqui, mais fica quieto. – digo sem olhar ele.

 

 

 

•TREVOR•

 

Acordei cedo antes do relógio, estava ansioso eu iria pra Universidade vê como ficaria às coisas e se possível já começar as aulas.

Levantei tomei meu café, quando eu sai de casa ninguém havia acordado ainda. Era cedo mais quem ligava, eu estava empolgado demais pra ligar pros outros, pra ligar do que achariam de mim. Fui até a Universidade de ônibus afinal eu não tinha carro, e combinado com meus pais foi só vou ter um carro caso eu comprar um. O que pode demorar um pouco.

 

Chego ao campus havia alguns alunos perambulando por lá, o campus era grande bem grande pra uma cidade pequena. Sua estrutura era toda de tijolinhos e as janelas e portas eram diferentes que deixava com ar de antigo, bem diferente da Universidade que cursei na Flórida onde tudo era bem mais moderno.

 

Ao entrar conseguir ter a noção do quanto aquilo era grande, corredores enormes com armários de metal em ambos os lados. Na ponta do corredor havia bebedouros, havia alguns alunos perambulando no corredor eram poucos mais tinha. Um dos meus grandes defeitos é ser ansioso demais, então eu quero que as coisas aconteçam já e as coisas não era bem assim minha mãe me disse que uma vez que eu ainda iria que quebrar a cara qualquer dia desses.

 

Passei por um sala que tinha uma plaquinha escrita ciências aplicadas, eu tive um tempo para pesquisar sobre a Universidade havia muitos cursos lá e todos aprovados pela secretaria da educação e diabo a quato. Eu estava andando quando eu achava que estava me perdendo, vejo uma placa indicando diretoria.

 

Havia uma mulher lá, totalmente concentrada no que fazia aparentemente tudo indicava que ela era secretária, ela é loira bem arrumada pelo menos foi só o que pude notar e ela é bem bonita mesmo não vendo seu rosto.

 

- Bom dia! Sou Trevor Bourne. – digo tirando a atenção dela, que me olha por uns segundo antes de abrir um sorriso amigável, totalmente profissional acredito eu.

 

- Bom dia Senhor Bourne! – diz estendo a mão pra mim e a aperto gentilmente. – Sou Elsa Thorne, sou secretaria do Senhor Schwartz. Vejo que o senhor chegou cedo. Sente-se que eu vou avisar ao senhor Boldrin que está aqui. – diz ela se levantando e entrando numa sala, logo após de bater eu não pude me conter e dei uma boa olhada na bunda dela, redondinha. Me sinto um pervertido ao pensar nisso.

Então eu me sentei em um da cadeiras que estava encostada na parede. Eu estava muito ansioso para descobrir o que a de vir. Agora eu praticamente tenho um emprego só tenho que respirar fundo e me concentrar na minha vaga.

 

 

 



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