História Wicked Game - Capítulo 4


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Brandon "Bran" Stark, Brienne de Tarth, Cersei Lannister, Daenerys Targaryen, Jaime Lannister, Jon Snow, Melisandre, Petyr Baelish, Sansa Stark, Tyrion Lannister
Tags As Crônicas De Gelo, Fogo, Game Of Thrones, Jonerys
Visualizações 71
Palavras 3.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Faces - Arya


Fanfic / Fanfiction Wicked Game - Capítulo 4 - Faces - Arya

Estendeu o pano, colocou a face delicadamente sobre ele e a cobriu com um lenço. A seguir colocou-a dentro da bolsa e a fechou. Mais uma vez limpou o sangue de seu braço e saiu de detrás das árvores. Pôde ver que a mulher amamentava a criança e o homem lutava contra o vento tentando manter a fogueira acesa.

- Podemos comer! - ela disse retirando três pães e alguns nacos de carne do outro bolso da sacola. Eles a olharam desconfiados como em todas as outras vezes que ela voltava com comida, mas também como nas outras vezes, nada disseram, apenas pegaram seus respectivos pedaços e começaram a devorá-los.

A morte de Walder Frey causou o pânico nas Gêmeas. Como o Lorde apareceu com a garganta cortada em seu próprio salão e os pedaços de seus filhos foram parar nos canis eram as perguntas que todos se faziam nos corredores do castelo e fora dele. Seu plano era partir imediatamente, mas então ouviu falar que o antigo lorde das Terras Fluviais estava ali.

Arya encontrou Edmure preso nas Gêmeas. Dormindo em uma cama macia e comendo alimentos dignos de nobres, mas ainda assim era um prisioneiro. Não foi difícil retirar todos do castelo, difícil foi convencer a ele e a sua mulher que era melhor fugir.

- Pra onde estamos indo? - Roslin perguntou pela terceira vez naquele dia com a mesma voz de choro. Não podia condená-la, acostumada ao conforto, era duro para ela enfrentar a longa caminhada, levando seu filho nos braços e encarando os gélidos sopros vindos do Norte. Ainda assim não deixava de ser irritante.

Edmure olhou para ela como que pedindo autorização e Arya acenou com a cabeça  em afirmação. Quem sabe assim a mulher não se calava?

- Arya soube que alguns lordes estão se reunindo em segredo próximo de Pedravelhas. - Ele olhou novamente para Arya buscando alguma confirmação para as palavras que saíam de sua boca. - Se eles realmente estão lá em segredo significa que estão planejando algo, e pode ser algo benéfico para nós.

- Como pode ser algo bom? Não sabemos nem se vamos conseguir chegar até lá. E como Arya descobriu isso?

- Eu ouvi rumores nas cozinhas das Gêmeas. - Arya respondeu antes do homem. Eles não precisavam saber que tais rumores saíram da boca do meistre, assustado com uma faca em seu pescoço. - Se os lordes estão reunidos eles precisarão de um líder e quem melhor que seu legítimo senhor?

- E o que faremos depois? - Desta vez Edmure que questionava.

Arya não tinha um plano detalhadamente traçado em sua cabeça, mas desde que soube que Jon comandava o Norte como rei seu coração se apertou e então decidiu que era tempo de voltar para casa. Demoraria muito voltar ao Vale e pegar um navio para o Norte e sabia que não conseguiria atravessar Fosso Cailin sozinha. Mas isso seria diferente se o Lorde das Terras Fluviais aparecesse aos portões do castelo e declarasse apoio ao rei do Norte como fizera no passado. Só tinha que arrumar uma maneira de convencer Edmure, mas aquele não era o momento de tocar no assunto.

- Acredito que você queira voltar para casa… Assim como eu… - Terminou de engolir o último pedaço de pão e levantou-se. - Nós temos que continuar.

- Vamos dormir aqui está noite, não aguento mais caminhar. - Roslin olhou para o marido. - Por favor!

Edmure olhou para a esposa e dela para Arya.

Arya olhou ao redor analisando a situação. Os poucos raios de sol que conseguiam escapar entre as grossas nuvens indicavam que o dia já estava quase no fim. Eles estavam bem à beira da estrada, onde numa situação normal qualquer um poderia encontrá-los, mas eram poucos os que se aventuravam a viajar com as primeiras neves de inverno se aproximando. Além disso montaram acampamento atrás de uma enorme formação rochosa que os esconderia muito bem se ficassem calados. Do lado direito da pedra um enorme e antigo carvalho se erguia, dando algum abrigo para suas cabeças. Ali estava preso o último dos dois cavalos que os acompanhava desde as gêmeas. Outras árvores menores também os rodeava impedindo que alguém nas montanhas pudesse ver sua fogueira de longe.

- Tudo bem. - Roslin deu um pequeno sorriso, o primeiro durante toda a viagem. -  É melhor dormirmos agora e prosseguir amanhã bem cedo. Eu fico de vigia.

- Esta noite eu fico. - Edmure ofereceu. - Você já ficou nas últimas duas noites.

Arya não pôde negar, o cansaço já pesava em seus ombros e era a causa da marca de dentes que ainda sangrava em seu braço.

Alimentou o animal, pegou suas mantas e procurou um lugar entre as raízes das árvore para se acomodar. Fechou os olhos, mas o pouco sono veio agitado. Encolheu-se tentando fugir do frio que parecia cada vez mais próximo apesar da pesada pele que cobria seu corpo. Deviam ter continuado e procurado um abrigo melhor.

Pareceu ouvir um ruído distante. Passos? Não poderia ser, ninguém os encontraria ali. E ainda assim Edmure estaria vigiando. O cansado e estúpido Edmure os avisaria. Abriu os olhos e escutou um latido e vozes se aproximando. Com um movimento rápido levantou-se, viu que a fogueira estava quase apagada e Edmure cochilava apoiado no cabo da espada. Estúpido!!!

Pegou Agulha aos seus pés e andou até o homem balançando-o rudemente.

- Acorda! - Depois deu a volta na fogueira e acordou Roslin. - Nos encontraram, temos que ir agora.

Mas já era tarde demais, uma sombra saiu rosnando de trás da rocha que os separava da estrada e o cavalo relinchou alto com o susto.

- Por aqui… - alguém sussurrou não muito longe.

Arya ignorou o cachorro, colocou Agulha na bainha e começou a subir no grande carvalho. Os galhos estavam escorregadios por causa da neve e da umidade, mas rapidamente ela conseguiu alcançar um nível elevado. Olhou de volta em direção ao chão e encontrou apenas Roslin agachada, tentando proteger a criança em seus braços. Ergueu a cabeça e encontrou Edmure agarrando-se com dificuldade nos galhos do carvalho menor, do lado oposto ao seu.

Quatro homens apareceram logo atrás do cachorro e Arya se assustou, sabia de onde eram. O primeiro deles, careca e gordo, provavelmente o líder, tocou a cabeça do animal como quem diz “Bom trabalho” e andou até Roslin, agarrou seu braço com força e a entregou ao segundo homem, magro e com uma barba negra que crescia até o peito. O terceiro homem permaneceu onde estava, segurando as algemas que prendiam os braços do quarto homem atrás de seu corpo. Todos, com exceção do prisioneiro, vestiam vermelhos e grossos mantos de inverno, prendidos no peito com um broche dourado em formato de leão.

- Pelos deuses, não nos machuquem! - Roslin gritou apertando a criança contra o próprio peito. - Não machuque meu filho.

O homem que a segurava fez um “shiiiiii” ameaçador e ela se calou permitindo somente as lágrimas descerem por seu rosto.

O careca andou ao redor da fogueira quase apagada procurando por algo, parou em frente ao pequeno carvalho.

- Você! - gritou - Desça daí e não tente qualquer gracinha.

- Deixe-nos ir.  - Edmure largou a espada que caiu batendo nos galhos até encontrar a neve no chão e começou a descer da árvore. - Somos apenas viajantes fugindo do frio.

Roslin tentou libertar-se e ir ao encontro do marido mas o homem barbudo segurou-a pelos cabelos fazendo um grito estridente sair de sua garganta.

O outro andou até Edmure e pegou a espada caída ao lado árvore.

- Uma bela espada! Aço nobre forjado de maneira muito habilidosa. - Ele a apontou para Edmure assim que ele pôs os dois pés no chão firme. - Como é que ‘apenas viajantes’ conseguiram uma espada assim?

Edmure ficou estático e com as mãos levantadas. Estúpido!

- Pois eu lhe digo. - O homem continuou. - Vocês a roubaram.

- Não foi iss… - Edmure tentou argumentar mas foi calado com um soco no rosto que o fez cair no chão.

- Onde está o garoto? - O careca perguntou. Como o outro não respondeu ele lhe deu outro golpe, desta vez um chute nas costelas. - Onde está o garoto?

- N-não tem nenhum garoto conosco. - Ele respondeu. Tentou se levantar e limpar sangue que escorria do seu nariz. - Somos apenas eu, minha esposa e filho, e minha…

Outro soco no rosto fez ele se calar e Arya respirou aliviada. Eles não a tinham visto. Era a chance de escaparem e o idiota do seu tio quase estragou tudo.

- Veja que frouxo, Janos. - Ele chamou a atenção do barbudo. - Deixou a própria mulher e o filho pra trás e agora quer se fingir de valente. - Os dois riram de forma sarcástica.

Arya não podia discordar deles. Catelyn era mais Tully e mais feroz que Edmure alguma vez seria. “Família, dever, honra” era seu lema e ela seguia-o fielmente. Mesmo sem uma espada sua mãe já teria algo, e ele não conseguia ter qualquer reação, nem mesmo tentava salvar o próprio filho. Como ele podia se dizer um lorde ou um guerreiro sendo assim tão covarde?

- Você ainda não respondeu. - Ele voltou-se para Edmure quando as risadas morreram. - Onde está o garoto?

- Não há nenhum garoto. - Repetiu.

O careca agarrou os poucos cabelos de Edmure e o puxou deixando-o sentado. Encostou a lâmina em seu pescoço e prosseguiu agora em tom mais ameaçador.

- Então me diga, como é que a espada que eu roubei ontem daquele traidor - apontou para o prisioneiro - estava com você hoje?

- A-a-a minha… - Edmure arregalou os olhos e olhou para o grande carvalho procurando por Arya. Ele já havia visto ela usando uma face para distrair os guardas e escaparem das Gêmeas, e naquele momento entendeu o que tinha acontecido.

Naquela tarde Arya saiu para caçar e encontrou um pequeno grupo de soldados Lannister escoltando prisioneiros. Colocou a face de um garoto qualquer e, aproveitando-se de uma revolta daqueles acorrentados, conseguiu roubar um pouco de comida e a espada. Deixou pra trás alguns corpos vestidos em bonitos mantos e outros vestidos em trapos. Mas nunca imaginou que conseguiriam segui-la. Maldito cão sarnento, devia ter cortado sua garganta quando os dentes dele estavam agarrados em seu braço.

- Onde está o garoto? - berrou ao ouvido de Edmure.

Era o momento de agir. Andou sorrateiramente até um galho mais baixo, próximo ao cão e ao prisioneiro. Ouviu o choro da criança que acabara de acordar nos braços da mãe, mas não se distraiu. Fechou os olhos, respirou fundo e saltou caindo em cima do terceiro soldado. Ele soltou um grito e largou as correntes que prendiam o outro.

Quando todos os olhos se voltaram para aquela direção encontraram o homem corpulento ajoelhado, com uma menina segurando fortemente sua cabeça e uma espada fina apontada para o seu pescoço. O prisioneiro estava caído no chão, com o rosto encostado na neve e o cachorro latia desesperadamente.

- Você estava procurando por mim? - O careca e aquele que ele chamou de Janos a olharam confusos. - Estou aqui. Solte-os e vocês e seu coleguinha aqui - apontou para o homem tremendo à sua frente - podem seguir seu caminho tranquilamente.

O careca mesmo confuso com a situação riu e disse:

- Teria sido melhor escolher o cachorro como refém. - Riu ainda mais alto. - Nos fará um favor matando esse aí.

E Arya passou a lâmina pelo pescoço e o sangue tingiu a neve do chão.

O cachorro já não latia mais e o prisioneiro não estava mais ali. Provavelmente aproveitou-se da situação e fugiu.

O careca bateu na cabeça de Edmure com o cabo da espada e ele caiu, engolindo um pouco da neve suja a sua frente. O homem começou a caminhar na direção de Arya e ela não se afastou. Ele brandiu a espada, mas ela desviou com facilidade. Na quinta tentativa Arya desviou com um rodopio e voltando a posição original esticou o braço e conseguiu marcar o rosto do homem com Agulha. Isso o fez perceber que não conseguiria nada e fez sinal com a cabeça para que o barbudo fizesse algo.

- Ei! - O cara gritou e encostou uma adaga contra o pescoço de Roslin. - Abaixe a espada ou ela … Aaaahhhh!

Uma corrente apertou sua garganta e interrompeu sua fala.

O careca se distraiu com o grito e foi o suficiente para que Arya pudesse saltar em suas costas e cortar sua garganta.

Desesperado, o barbudo se debateu e a adaga em sua mão acertou o lado esquerdo da cabeça de Roslin. Poucos segundos depois seus olhos ficaram vermelhos e ele caiu ao lado da mulher.

O prisioneiro caminhou até onde estava Edmure enquanto Arya resgatava a criança que berrava prensada entre o chão e o corpo imóvel da mãe.

- Meu Lorde! Meu Lorde!

Lorde? Então ele reconheceu Edmure.

Edmure se levantou com a ajuda do homem e cambaleando caminhou até onde estava o corpo da mulher e permaneceu ali lamentando e abraçando-o.

- Meu Lorde. - Homem o chamou novamente.

Edmure levantou a cabeça surpreso e reconheceu quem o chamava.

- Sor Alyn? Alyn Blackwood?

- Nunca achei que o encontraria novamente meu Lorde - ele olhou ao redor - e muito menos numa situação dessas. Para onde estão indo?

Edmure não respondeu, parecia ainda absorto, segurando a mão da mulher morta. Arya se aproximou com a criança já mais calma em seu colo.

- Ouvimos falar de uma reunião entre os Lordes estávamos indo pra lá.

Ele olhou para ela.

- Eu também menina.  - Menina? - Eu, dois irmãos e mais alguns cavaleiros. Fomos presos pelos soldados Lannister a alguns dias de viagem daqui.

- Onde estão os outros?

- Alguns morreram pelos maus tratos durante a viagem, o restante numa tentativa de fuga esta tarde. - Só nesse momento Arya percebeu o quanto o homem estava magro, desidratado e com marcas por todo o rosto e pescoço. - Onde você aprendeu a lutar daquele jeito menina?

- Deve haver mais soldados por aqui. Nós temos que continuar. - Arya disse ignorando a pergunta e Edmure a olhou incrédulo. - Ajude-o a se livrar das correntes, juntem o que puderem e faça seu filho se calar.

Entregou o menino para o pai.

- E você?

- Eu tenho outro trabalho importante para fazer. - E pegando a mesma adaga que tirou a vida de Roslin caminhou até onde o careca se encontrava. O cachorro chorava perto do corpo do dono mas ao ver Arya fugiu. Ajoelhou-se no chão, próxima a cabeça e começou com um corte na lateral esquerda.

- Quem é você? - uma voz curiosa e assustada perguntou atrás dela.

Ele não desistiria.

- Sou Arya Stark. Filha de Eddard Stark e Catelyn Tully.

 

***

 

Todos ali presentes pareciam assustados. Certamente não esperavam que o próprio lorde Tully fosse encontrá-los. A discussão já se estendia a horas, regada a uma cerveja rala e pedaços duros de carne enquanto os homens mais importantes se sentavam desorganizadamente nos bancos de madeira e os outros permaneciam de pé encostados nas paredes da velha estalagem.

Lorde Mallister, apoiado por alguns outros menores que não conseguiu guardar os nomes, dizia que o melhor era ir até Porto Real e ajoelhar-se. Lorde Mooton defendia que deviam ir até as Gêmeas e tomar o castelo dos Frey. Realmente isso seria necessário se os planos de Arya se concretizassem e eles fossem até Fosso Cailin, mas primeiro precisava que eles decidissem por isso. Precisava que aceitassem os argumentos e propostas de Alyn Blackwood: apoiar o Norte e se revoltarem contra a coroa.

Arya conversou muito com Alyn durante os últimos dias de viagem. Por ele soube que Jon conquistou Winterfell numa sangrenta batalha aos seus portões e que havia revoltas populares em Porto Real depois da explosão do Septo. Ouviu falar de milhares de navios atracados nos portos de Dorne, que ele era o terceiro filho e atual herdeiro de Lorde Blackwood e que sua família foi fiel a Robb até muito depois do casamento vermelho, somente se entregou depois que o próprio Jaime Lannister negociou os termos de rendição.

- Não podemos nos ajoelhar. - Ele dizia naquele momento. - Quem garantirá nossa segurança? Jaime Lannister prometeu perdão real quando estava em nossos portões e ainda assim levou meu irmão Hoster como refém e deu metade das terras de meu pai aos Bracken. Eles tirarão tudo o que ainda nos resta quando o gelo cobrir Porto Real. Essa não é a saída senhores.

O falatório recomeçou quando ele se calou. Arya ficou feliz em encontrar apoio no rapaz, era muito mais fácil escutarem um dos seus.

Edmure estava do seu lado com uma caneca de cerveja na mão, tomava goles espaçados e parecia absorto em seus pensamentos. Poucas vezes se pronunciara naquela noite, mesmo depois de ter sido reconhecido como legítimo Lorde, e assim era desde o acontecimento na estrada. Como ele não se pronunciava sua esposa tomou a frente.

- Vocês tem razão. Meu pai os atraiu e matou muitos conhecidos de vocês no casamento vermelho… meu casamento. - Todos pararam para ouvi-la. Ninguém esperava que a tímida Roslin Frey falaria tão incisivamente.  - E é sua decisão apoiar os nortenhos que morreram juntos com os seus, ou os Lannister que o planejaram junto com os Frey.

Ninguém entendia muito bem o que estava acontecendo.

- Por que a filha de Walder Frey fala a favor dos Stark? - Lorde Mallister deu voz a dúvida de todos.

Arya imaginou que a questionariam enquanto usasse o rosto de Roslin. Mas por outro lado estaria numa posição segura caso algum dos ali presentes fosse escória dos Lannister.

- Não é a filha de Walder Frey quem fala. É a esposa de Edmure Tully e mãe de seu herdeiro. A única coisa que busco aqui é o melhor para minha família e os Lannister não vão sequer deixá-la viva. - blefou.

Eles voltaram a discutir, alguns convencidos e outros não do que ela disse. Alyn a olhava cauteloso e Edmure a julgando. Ambos sabiam quem ela era, ambos ficaram assustados com o que ela conseguia fazer e ambos não contariam a ninguém. Não ousariam.

- Então, senhores. Qual sua decisão? - Lorde Mooton chamou sua atenção. - Eu sou a favor do Norte.

Aqueles que concordavam levantaram-se imediatamente e aos poucos eles se tornaram a maioria no salão. Quando todos já tinham chegado a um consenso olharam para Edmure esperando sua resolução final. Ele olhou para Arya/Roslin, tomou mais um gole de cerveja e disse por fim.

- Envie um corvo para Porto Real e outro ao Norte. Diga que os Lordes das Terras Fluviais não reconhecem Tywin Baratheon como rei, buscará justiça pelos que morreram no casamento vermelho, apoia o Norte e assim como o Norte, agora é um reino independente.  

 


Notas Finais


Achei esse capítulo um pouco de enrolação mas é necessário para os próximos passos de Jon e Dany.
Se algo ficou confuso perguntem nos comentários.


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